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Royal Palm Hotels & Resorts e TFSports apresentam Track&Field Experience Royal Palm Plaza

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Royal Palm Hotels & Resorts e TFSports apresentam Track&Field Experience Royal Palm Plaza

Projeto desenvolvido para incentivar as pessoas a se movimentarem, estreia em janeiro no resort de Campinas

Os cuidados com o corpo e a mente têm ganhado cada vez mais prioridade na vida das pessoas. O foco na saúde e qualidade de vida costuma estar entre os primeiros itens nas listas de metas para o ano novo. Pensando nisso, a Track&Field, líder no segmento wellness no País, trouxe para o Grupo Royal Palm Hotels&Resorts o projeto Track&Field Experience: uma série de eventos com modalidades diversas, que têm como principal objetivo movimentar as pessoas e conectá-las a um estilo de vida saudável. O projeto ocorre no Royal Palm Plaza Resort em Campinas, São Paulo, em três finais de semana de janeiro de 2023: de 13 a 15/01, 20 a 22/01 e 27 a 29/01.

Com foco na experiência do cliente e na importância do esporte para o bem-estar, o Track&Field Experience é organizado pela TFSports – plataforma que integra o ecossistema da marca – que conta com um time de treinadores amplamente reconhecidos no universo esportivo, além da expertise de produzir mais de 350 eventos ao ano.

“As pessoas hoje se relacionam com a nossa marca utilizando diferentes meios, por isso, cada vez mais nos preocupamos em oferecer alternativas para quem busca incluir a prática de esportes na rotina e se preocupa com a saúde. Este novo projeto nos traz a oportunidade de estarmos junto com nossos consumidores em um momento de lazer e descanso, totalmente propício para vivenciar o bem-estar”, destaca Fred Wagner, CEO da Track&Field.

Track&Field Experience no Royal Palm Plaza 

Uma programação intensa será desenvolvida ao longo dos finais de semana. Sempre voltadas à qualidade de vida e ao bem-estar com diferentes ativações para adultos e crianças, palestras e práticas esportivas, como yoga, meditação, funcional, além de atividades realizadas em espaços lúdicos: spinning no heliponto, zumba no castelo do resort, entre outros.

“Nosso objetivo é proporcionar muito mais que lazer aos nossos clientes. A associação com a TFSports gera experiência e é capaz de conectar pessoas a um estilo de vida ativo, saudável e muito animado. Para nós é uma realização ver este projeto tão inovador para o setor hoteleiro ser lançado já no início de 2023”, conta Priscila Domit, diretora Comercial e de Marketing do Grupo Royal Palm Hotels&Resorts.

Além das atividades, os hóspedes participantes do Track&Field Experience receberão gifts no quarto e camiseta exclusiva do evento. A experiência também se expande para o digital, já que o cadastro e escolha das turmas e modalidades serão feitos por meio da plataforma desenvolvida pela TFSports que, atualmente, já conta com mais de 300 mil pessoas cadastradas.

A programação completa do Track&Field Experience será disponibilizada no aplicativo da TFSports (http://www.tfsports.com.br/) e no site do Royal Palm Plaza.   As inscrições serão exclusivamente pelo app da TFSports.4

Equipe de segurança de Lula faz varredura no Palácio do Planalto

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Brasília 60 anos - Palácio do Planalto

Equipe de segurança de Lula faz varredura no Palácio do Planalto

Ajustes estão sendo feitos para receber o novo presidente

A equipe de segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, composta por policiais federais, têm feito varreduras nos principais gabinetes do Palácio do Planalto, incluindo o do próprio presidente da República. A medida tem o objetivo de de verificar a eventual existência de grampos e escutas telefônicas que possam ter sido instaladas indevidamente, e garantir a total segurança dos ambientes de trabalho. A informação foi repassada pela assessoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Também estão sendo promovidas adequações como troca de mobiliário, equipamentos eletrônicos e pintura. Lula ainda não está despachando do Planalto. Ontem (2), no primeiro dia útil de seu novo mandato, ele passou o dia em encontros bilaterais com líderes estrangeiros que vieram para a posse, mas do Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. Já nesta terça-feira (3), ele foi ao velório do Rei Pelé, em Santos (SP), pela manhã, e passou a tarde despachando do hotel onde continua hospedado desde antes da posse. Não há data para que ele e a primeira-dama, Janja da Silva, se mudem para o Palácio do Alvorada, residência oficial, que também passa pelo mesmo tipo de varredura e outras adequações.

Edição: Aline Leal

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

“Comunicação de governo precisa recuperar credibilidade”

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O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, toma posse, no Salão Oeste do Palácio do Planalto

“Comunicação de governo precisa recuperar credibilidade”, diz ministro

Paulo Pimenta assumiu a Secom hoje

Valorizar e facilitar o trabalho da imprensa, recuperar a credibilidade da comunicação de governo e combater a desinformação foram os principais compromissos anunciados pelo novo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta, que assumiu o cargo nesta terça-feira (3), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. A solenidade foi presenciada por diversos parlamentares e outras autoridades, incluindo a ex-presidente Dilma Rousseff. 

“No governo do presidente Lula não haverá muros, nem cercadinhos. Não haverá ofensas, ameaças ou violência. Haverá fatos, argumentos e muito trabalho. Faremos isso com responsabilidade e respeito a todos envolvidos no processo de informação do país. A comunicação governamental precisa voltar a ser uma via de acesso seguro, confiável e com credibilidade para que o Brasil percorra uma estrada tranquila rumo ao país que queremos construir”, destacou o ministro em seu discurso.

Ele ressaltou o trabalho da imprensa como “imprescindível em qualquer democracia”, mas que depende de “pontes sólidas, principalmente aquelas que ligam os profissionais do jornalismo ao governo federal e ao poder público em geral. O ministro garantiu que o governo vai facilitar o acesso dos jornalistas às fontes e que o acesso ao Palácio do Planalto e aos ministérios será transparente e eficiente.

Sobre a comunicação governamental, Pimenta criticou a forma como o governo anterior propagou desinformação, principalmente por meio de canais oficiais.

“A comunicação de governo precisa recuperar a capacidade e a credibilidade para ser um difusor de informações relevantes, com parâmetros para que se possa separar o joio do trigo. Nos últimos anos, houve uma deliberada confusão nessas ações. A falta de credibilidade de autoridades, que se distanciaram da verdade e dos fatos, alimentou uma indústria que atrapalhou até mesmo no combate ao vírus da covid-19. A desinformação mata. Não queremos nunca mais passar por esse tormento”, observou.

Ainda segundo o ministro, a partir de agora a prestação de serviços e as informações de utilidade pública “não serão mais contaminadas com posicionamentos ideológicos com a tomada de decisão do que deve ou não ser veiculado”.

Comunicação pública

Citando a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Paulo Pimenta se comprometeu a rever a fusão de programações entre a TV Brasil, emissora pública, e a TV NBR, emissora governamental.

“A NBR voltará a ter sua função de TV governamental e se prestará a comunicar as ações do governo, enquanto a TV Brasil seguirá como uma TV pública, prezando sempre pela qualidade de seus produtos e das informações levadas ao país”, garantiu.

Desinformação e plataformas digitais

Outro ponto abordado pelo ministro da Secom em seu pronunciamento foi o enfrentamento dos problemas de desinformação nas plataformas digitais, indicando que o novo governo vai se debruçar sobre propostas na área.

“A larga disseminação de desinformação e de discurso de ódio no ambiente digital afeta direitos individuais e coletivos, e impacta negativamente a democracia. Precisamos inserir o Brasil no esforço global de busca de soluções para esses problemas”, afirmou.

Uma das novidades na nova estrutura da Secom é a criação de uma Secretaria de Políticas Digitais, que vai centralizar o debate sobre esse tema.

Perfil

Paulo Pimenta é jornalista e técnico agrícola formado pela Universidade Federal de Santa Maria (IFSM), no Rio Grande do Sul. Está no sexto mandato de deputado federal pelo PT gaúcho e, nas últimas eleições, foi novamente o mais votado do partido em seu estado. Ele também preside o PT no Rio Grande do Sul.

No início de sua trajetória política, militou no movimento estudantil e cumpriu dois mandatos de vereador em Santa Maria.

Entre 2000 e 2002, foi vice-prefeito da cidade. Como deputado federal, ocupou a relatoria e presidência de diversas comissões, incluindo a presidência da Comissão Mista de Orçamento, a mais importante do Congresso Nacional, entre 2012 e 2013.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Ministro de Direitos Humanos diz que buscará apoio de outras pastas

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O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, assume o cargo em cerimônia no auditório do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC)

Ministro de Direitos Humanos diz que buscará apoio de outras pastas

Sílvio Almeida assume e apresenta prioridades que pretende implementar

O número de desafios na área de direitos humanos para o governo que se inicia não é pequeno, como ficou evidente na listagem de grupos e ações detalhadas durante na cerimônia de transmissão de cargo que oficializou na pasta de Direitos Humanos e Cidadania o ministro Sílvio Almeida.

Em discurso, Almeida citou um ditado iorubá sobre a indissociabilidade de presente, passado e futuro, para ressaltar “a grandiosidade das lutas de ancestrais”, correlacionando-as ao momento presente, de retomada de políticas públicas em prol de um “futuro com desenvolvimento inclusivo, sustentável e radicalmente democrático”. Iorubá é o nome de uma das maiores etnias do continente africano.

“Diz um antigo ditado iorubá: Exu matou pássaro ontem com uma pedra que jogou hoje. Presente, passado e futuro são realidades entremeadas. Não nos movimentamos apenas em um plano. Isso é importante dizer para que não nos esqueçamos jamais da grandiosidade das nossas lutas”, disse. “O passado está relacionado ao que somos e ao que podemos ser. Portanto, minha primeira mensagem é a reverência à luta por memória, verdade e justiça”, acrescentou.

O ministro, que disse ser “fruto de séculos de lutas e resistência de um povo que não se resignou nem mesmo diante de um dos piores crimes de horror de nossa história”, é advogado, escritor, filósofo e economista com especializações e publicações relacionadas a racismo estrutural. Ele destacou as colaborações, a força e o pouco reconhecimento “de um povo que sobrevive legando um patrimônio material e imaterial indescritível” nas mais diversas áreas, mas que, no entanto, acaba “enxotado como se nada tivesse a ver com as belezas erguidas pelas próprias mãos”.

“Existem e são valiosos”

Ao dar início à lista de prioridades que pretende implementar na pasta dos Direitos Humanos, Almeida apresentou-se como “operário na escrita de mais um capítulo de sonhos”, como forma de honrar a luta de seus antecessores e antepassados contra escravidão, fome, morte e tortura, “inclusive dos verdadeiros patriotas que ousaram se levantar contra a covardia dos poderosos durante a ditadura brasileira”.

“Por isso, meu primeiro ato público como ministro é dizer o óbvio que vinha sendo negado há quatro anos: trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós. O mesmo para mulheres, homens e mulheres pretos: vocês existem e são valiosos para nós. Povos indígenas; pessoas LGBTQIA+; pessoas em situação de rua; pessoas com deficiência; idosos; anistiados e filhos de anistiados; vítimas da violência, da fome e da falta de moradia; pessoas que sofrem com a falta de acesso à saúde; empregadas domésticas; enfim, todos e todas que têm seus direitos violados: vocês existem e são valiosos para nós”, afirmou, ao enumerar grupos aos quais pretende dirigir as políticas públicas do ministério.

Para tanto – e “no presente” – Almeida disse ter ciência das dificuldades para implementar as ações, e que, nesse sentido, o governo precisará atuar de forma multiministerial, em especial para enfrentar o “número inaceitável” de jovens pobres e negros vítimas de violência no país.

Desafios

“Recebo hoje um ministério arrasado. Conselhos de participação foram reduzidos ou encerrados; muitas vozes da sociedade foram caladas; políticas foram descontinuadas; e o orçamento voltado aos direitos humanos foi drasticamente reduzido”, disse. Almeida adiantou que, nos primeiros dias de governo, pretende retomar e garantir o funcionamento dos órgãos colegiados do ministério, e que revogará todos os atos que impediram o funcionamento desses organismos.

“Como crueldade derradeira, a gestão que se encerra tentou extinguir sem sucesso – repito: sem sucesso – a comissão de mortos e desaparecidos. Eles não conseguiram. Quero que todos saibam: todo ato ilegal baseado em ódio e preconceito será revisto por mim e pelo presidente Lula”, acrescentou, ao ressaltar também a importância de colaboração do Legislativo brasileiro.

Sílvio Almeida assumiu o compromisso de criar, após frentes de debate com representantes de diferentes ramos sociais, um programa de proteção a defensores dos direitos humanos. “Será um plano nacional que dará atenção especial também aos defensores ambientalistas, que, segundo os números [de] que dispomos, são os que mais morrem nas mãos de criminosos que querem deter o curso da história.”

“Vamos recriar o conselho de políticas LGBTQIA+, para que funcione de maneira mais adequada e eficiente. O Brasil voltou. Vamos retomar e elevar o protagonismo do nosso país na agenda internacional de direitos humanos e reativar de maneira efetiva as políticas de cooperação internacional nas matérias pertinentes a este ministério”, disse, ao ressaltar que o uso político de notícias falsas na internet mostrou a necessidade de um plano de educação em direitos humanos, bem como de uma cultura de respeito, igualdade, democracia e paz.

Segundo ele, a reforma administrativa, que é necessária ao país e contará com o apoio da pasta, “não é a de sucateamento, privatização ou desmonte do serviço público, mas a que promova direitos humanos e entrega de serviços públicos de qualidade como força motriz do Estado brasileiro”

Futuro

Na condição de ministro de Estado, Sílvio Almeida disse ter a responsabilidade de “propor caminhos”, e que o primeiro deles será o de expandir as políticas de sua pasta a outros ministérios, de forma a construir uma “rede de proteção integral”, inclusive para crianças, adolescentes e a pessoas em situação de rua.

“Isso requer amplo diálogo nacional. Por isso, os direitos humanos têm de estar presente também na condução das políticas econômicas desse país, visando projeto de desenvolvimento inclusivo, sustentável e radicalmente democrático”, enfatizou Almeida. Para ele, isso poderá ser viabilizado com a criação de uma assessoria especial voltada a empresas e por meio da busca de um “novo conceito de direito ao desenvolvimento que dialogue com realidades e necessidades do povo, apontando para possibilidades concretas de superação da privação material e de construção da prosperidade comum”.

De acordo com o ministro, também são prioridade crianças e adolescentes órfãos da covid-19, a criação de um estatuto jurídico voltado para as vítimas de violência, compromisso que “sempre esteve no horizonte do movimento de direitos humanos, seja na luta contra a ditadura ou na luta pelos direitos de mulheres, crianças indígenas e outros movimentos”.

Democracia

Falando em nome de outros ministros e de ex-ministros de Direitos Humanos, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) disse que não existe democracia sem direitos humanos nem direitos humanos sem democracia, motivo pelo qual a pasta deve ter conexão direta com outros ministérios que buscam a superação das desigualdades estruturais.

“Esta pasta é filha, em verdade, da Constituição de 88. Tanto o é, que os princípios fundamentais tratam da dignidade da pessoa humana em primeiríssimo lugar. Por isso, toma posse hoje não apenas o ministro. Toma posse o povo negro brasileiro. Tomam posse a periferia do Brasil; as pessoas com deficiência; as pessoas LGBTQIA+. Tomam posse os mais de 200 mil brasileiros e brasileiras que vivem nas ruas. É para eles e para elas que existimos, e é com o olhar neste povo que o ministro Sílvio Almeida representa cada um e cada uma de nós”, discursou a deputada.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Reino Unido pode se juntar ao Fundo Amazônia, diz ministra britânica

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Reino Unido pode se juntar ao Fundo Amazônia, diz ministra britânica

Ministra inglesa do meio ambiente se reuniu com ministros brasileiros

O Reino Unido considera ingressar no Fundo Amazônia de bilhões de dólares reaberto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para financiar a sustentabilidade na floresta tropical, disse a ministra britânica do Meio Ambiente, Agricultura e Assuntos Rurais, Thérèse Coffey.

“É algo que estamos analisando seriamente”, afirmou Coffey à Reuters na segunda-feira (2) em Brasília, onde compareceu à posse de Lula no domingo (1°), em sua primeira visita ao Brasil.

Ela disse que o governo britânico está conversando com os atuais parceiros do fundo, Noruega e Alemanha, que doaram US$ 1,2 bilhão para a criação da iniciativa.

O fundo foi congelado pelo governo de Jair Bolsonaro, alegando irregularidades entre projetos administrados por ONGs, sem apresentar nenhuma prova.

Uma das primeiras decisões de Lula no cargo foi revogar políticas de Bolsonaro que enfraqueceram a proteção ambiental e ajudaram a contribuir para o desmatamento que atingiu o maior nível em 15 anos, incluindo uma medida que incentivava a mineração em terras indígenas protegidas.

Thérèse disse que o Reino Unido tem muito a oferecer ao Brasil, incluindo programas de sustentabilidade rural e arquitetura de baixo carbono para ajudar na mobilização de fundos com sua força como um centro global de finanças verdes.

O Reino Unido é o terceiro maior colaborador do Brasil no meio ambiente, tendo comprometido mais de 250 milhões de libras de seu fundo piloto internacional, segundo ela.

A ministra britânica se reuniu com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara.

“É muito importante no meu primeiro dia de trabalho ter o Reino Unido compartilhando os mesmos objetivos”, disse o ministro Fávaro, que também recebeu a vice-primeira ministra e ministra da Economia da Ucrânia, Yuliia Svrydenko, segundo comunicado do ministério.

As comunidades indígenas foram especialmente atingidas pela mineração ilegal que avançou junto com o desmatamento na Amazônia sob o governo de Bolsonaro.

“Vejo um desejo e intenção de mudar isso”, disse a ministra britânica.

Thérèse acrescentou que o governador do Pará, Helder Barbalho, a convidou para visitar o Estado para ver projetos na floresta tropical.

 Por Anthony Boadle – Repórter da Reuters – Brasília

Como é importante as empresas investirem em práticas sustentáveis

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Como é importante as empresas investirem em práticas sustentáveis

No Brasil, dos mais de 80 milhões de toneladas de lixo produzidas por ano, apenas 4% dos resíduos sólidos são reciclados. Com isso, segundo a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos), o País perde pelo menos R$ 14 bilhões anualmente por não reciclar resíduos, que são descartados em aterros sanitários e lixões irregulares. Prejuízo financeiro e para o meio ambiente.

São diversos os fatores que contribuem para esse cenário, como falta de conscientização da população e de infraestrutura das prefeituras, entre outros. E mesmo após a coleta, as etapas do processo de reciclagem, dependendo do material, são bem complicadas.

Em diversas linhas de reciclagem, como a de resíduos plásticos ou de papel, não existem entradas controladas e previsíveis, processos repetidos e saídas idênticas. Embora outras indústrias estejam sendo altamente automatizadas por décadas, a reciclagem permanece dependente de pessoas que controlam os insumos, tomam decisões e participam diretamente do processo de produção por meio de triagem manual.

O maior obstáculo a superar continua sendo a natureza inerente do fluxoa de resíduos, altamente variável e imprevisível, já que as caçambas com material incluem diversos tipos de plásticos ou de papel, que precisam ser separados.

Por outro lado, essa triagem manual representa um importante mercado de trabalho, atividade que, de acordo com levantamento do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, emprega cerca de 800 mil agentes ambientais.

Robôs com Inteligência Artificial poderiam fazer essa separação? Robôs já “invadiram” as linhas da indústria de reciclagem. Multitarefas, escaláveis e com soluções de Inteligência Artificial, eles são rápidos, precisos e podem separar uma infinidade de resíduos.

Projetos diferenciados

Mas em um País onde a reciclagem é uma relevante fonte de trabalho que emprega uma mão de obra não especializada, o que é mais importante? Investir em tecnologia ou ampliar a divulgação de práticas sustentáveis, infraestrutura para coleta, e oferecer melhores condições de trabalho para esses agentes?

Não temos dúvida de que existe espaço para a automação tanto nas cooperativas, que continuarão empregando mão de obra das comunidades próximas, quanto nas grandes empresas de reciclagem. É possível otimizar os processos agora existentes com soluções de automação, melhorando a produtividade e a segurança em toda a cadeia de reciclagem, não importando o tamanho do empreendimento. O que vai variar é o escopo do projeto.

Separação de produtos tóxicos

Não podemos esquecer de que existem processos de reciclagem industriais que envolvem produtos tóxicos e que precisam atender a requisitos de segurança, que vão além da automação de processos finais das linhas de resíduos domésticos e que não devem ser realizados por pessoas.

Nesse caso, a automação é a melhor solução, levando eficiência e segurança aos processos, como na reciclagem de baterias, que contêm diversos produtos tóxicos, como chumbo. As etapas que precisam ser concluídas para que a linha funcione sem problemas, direcionando cada material para o seu processo de transformação, são automatizadas, evitando riscos para os funcionários e, também, garantindo o correto descarte dos rejeitos.

Com a automação, o processo de reciclagem, não importando o seu porte, irá alcançar um novo patamar, com inovadoras tecnologias entregando maior produção e despesas operacionais muito menores.

Por Jaime Perroti, Especialista de Produto na Mitsubishi Electric