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Anvisa aprova injeção para tratamento da obesidade

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Anvisa aprova injeção para tratamento da obesidade

Medicamento promoveu uma redução média de 17% do peso corporal.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de mais um medicamento injetável de uso semanal para reduzir o sobrepeso e obesidade.

O princípio ativo da injeção é a semaglutida. Ela é uma substância semelhante ao hormônio GLP-1, que produzimos naturalmente no intestino e que indica para o sistema nervoso a sensação de saciedade. O médico endocrinologista Pedro Leão conta que a substância gera uma série de efeitos que auxiliam no emagrecimento.

A injeção da semaglutida deve ser aplicada apenas uma vez na semana. Pesquisa feita pelo laboratório que produz a medicação  mostrou que o medicamento promoveu uma redução média de 17% do peso corporal.

Apesar dos benefícios, o endocrinologista Pedro Leão alerta que um profissional de confiança deve ser procurado para indicar ou não o tratamento.

Mesmo após a aprovação, ainda não há data definida para a comercialização do medicamento.

Por Eduardo Cupertino* – Estagiário da Rádio Nacional – Brasília

Ministério da Previdência discutirá saídas para trabalhador informal

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Previdência Social – Carlos Lupi

Ministério da Previdência discutirá saídas para trabalhador informal

Carlos Lupi propõe regime de contribuição diferenciado

O novo ministro da Previdência, Carlos Lupi, sinalizou a direção da nova pasta: encontrar saídas de contribuição para o mercado de trabalho informal. Em conversa com a imprensa no Congresso Nacional no domingo (1º), momentos antes da posse do presidente Lula, o ministro disse pensar na criação de regras diferenciadas para o trabalhador informal poder também contribuir para a Previdência. Nesta terça-feira (3), Lupi assumiu oficialmente o ministério.

Segundo o ministro, o excesso de trabalho informal, que passou a ser chamado também de “uberização do trabalho”, em alusão aos autônomos que trabalham para aplicativos de transporte e entrega, é uma das questões prioritárias a serem resolvidas. A ideia é que esses 20 milhões de trabalhadores paguem algum valor para a Previdência para garantir a aposentadoria e também reforçar os cofres do seguro social.

“Temos um contingente de 20 milhões de brasileiros no serviço informal, por conta própria. E a grande maioria não paga nada para a Previdência. Então, se você cobrar um preço menor para a Previdência, dando um teto e um limite diferenciado, você tem uma arrecadação em potencial que pode melhorar muito a situação da Previdência”, disse Lupi.

Esse valor cobrado dos informais, segundo o ministro, precisa ser “justo”. “Tem que ser um preço menor e também ter um limite diferenciado no valor da Previdência. Não pode pagar menos para ganhar mais, tem que ser justo”.

Reforma de 2019

Lupi também criticou a reforma da Previdência, aprovada no início do governo passado, em 2019, e quer revisá-la. Sua proposta envolve reunir representantes do governo, de sindicatos de empregadores, de trabalhadores e de aposentados e fazer uma análise das mudanças feitas.

“Eu acho que ela foi muito prejudicial às classes mais fragilizadas da sociedade. Às mulheres, aos pobres, os que moram nos grotões do Brasil. E eu acho que isso precisa ser analisado com uma visão social. Eu penso que a Previdência hoje cumpre um papel de distribuição de renda como um outro órgão. São 36 milhões de brasileiros que recebem algum tipo de benefício da Previdência”.

Edição: Fábio Massalli

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Livro de posse e faixa presidencial que Lula usou são oficiais

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Livro de posse e faixa presidencial que Lula usou são oficiais

Redes sociais divulgaram desinformação sobre documento

Durante a posse do presidente Luiz Inácio do Lula da Silva, no último domingo (1º), as redes sociais foram inundadas por informações falsas sobre a faixa presidencial e até mesmo sobre o livro de posse assinado pelo mandatário na sessão do Congresso Nacional. 

No caso da faixa, usuários de plataformas na internet espalharam imagens das faixas usadas por Lula e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para dizer que a do petista não seria verdadeira.

De fato, as faixas utilizadas por Lula e Bolsonaro são diferentes, mas ambas são objetos oficiais da Presidência da República. Isso porque existem duas versões da faixa. Aquela recebida por Lula após subir rampa do Palácio do Planalto é a mais antiga, confeccionada em 1991 e utilizada por Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.

Acervo

Durante o governo Lula, em 2008, uma outra faixa foi confeccionada pela Presidência da República e passou a fazer parte do acervo. Essa é a mesma que foi usada por Bolsonaro na sua posse, em 2019, mas também por Dilma Russeff, na posse do seu primeiro mandato, em 2011.

Já a desinformação sobre o termo de posse se espalhou com a imagem de que o livro assinado por Lula não seria oficial por não ter a fita verde e amarela usada em posses anteriores. O livro de posse é um documento histórico assinado por todos os presidentes, desde o início da república.

Durante a sessão solene do Congresso Nacional que empossou Lula, o presidente assinou o terceiro volume do livro de posse. Por ser um livro novo, não foi preciso usar a fita verde e amarela que nas posses anteriores marcava a página que deveria ser assinada, esclareceu o Senado Federal. O segundo volume foi encerrado por falta de espaço após a posse de Jair Bolsonaro em 2019.

Os três volumes do Termo de Posse ficam sob a guarda do Arquivo do Senado e estão disponíveis para consulta na página de documentos digitalizados do portal institucional da Casa.

Edição: Kleber Sampaio

Por Agência Brasil – Brasília

Good vibes: conheça o trabalho de Seven Trees Design

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Good vibes: conheça o trabalho de Seven Trees Design

Obra THE HAPPY GEOMETRY, assinada por Seven Trees Design

Fotógrafo, designer gráfico e artista visual, o colombiano Juan Pablo, nome por trás da Seven Trees Design, realiza um trabalho colorido, inspirador e que transmite uma sensação de “good vibes”. Ele estudou fotografia no colégio LaSalle de Bogotá, em 2010, profissão que seguiu por um período de sua vida. Ao longo dos anos, no entanto, Juan sentiu que sua paixão pela arte ia além dos cliques. “Percebi que somente a fotografia não era suficiente para expressar tudo o que eu queria desenvolver e contar. Foi então que descobri outras técnicas digitais e artesanais para criar coisas divertidas”, explica.

Obra LEOPARD FLOWERS, assinada por Seven Trees Design

Atualmente, o artista desenvolve artes que transitam entre os diferentes processos criativos, digitais e manuais, sempre experimentando novas técnicas. “Aproveito ao máximo tudo que tenho ao meu alcance, meu computador, minhas tintas, meus pincéis, minha câmera, absolutamente tudo! É como um quebra-cabeça esperando para ser montado”, afirma.

Obra COLORFUL LINES COMPOSITION, assinada por Seven Trees Design

Com peças que experimentam diferentes estilos artísticos, Juan Pablo tem como inspiração tudo aquilo que o rodeia e oferece bons sentimentos. “Minha inspiração vem do amor, pessoas, natureza, cores e design em geral. Resumindo tudo isso, vem de cima, de Deus, meu talento e tudo o que eu faço é por causa dele. A fé é muito importante na minha vida, incluindo, claro, no meu trabalho”, relata.

Obra MODERN ABSTRACT WATERCOLOR, assinada por Seven Trees Design

Para o artista, a Urban Arts representa uma oportunidade de conquistar novos admiradores. “Lugares como esse nos ajudam a alcançar vários lares, que de outra forma não seriam possíveis de alcançar. É uma parceria, um movimento de arte, que fortalece a visibilidade do meu trabalho”, conclui.

Os gols ‘esquecidos’ de Pelé:

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FILE PHOTO: Pele - Brazil celebrates a goal Action Images via Reuters/File Photo

Os gols ‘esquecidos’ de Pelé:

Por que a memória nos faz extraordinários? 

Na semana em que o Brasil se despede do maior jogador de futebol de todos os tempos, são as lembranças do que os olhos humanos presenciaram nos campos de futebol em um passado recente que colocam Pelé em um dos lugares mais nobres do imaginário coletivo mundial.

Em 18 anos de carreira foram mais de 1.200 gols, a maioria sem registro em vídeo – uma dificuldade própria da época. A ausência de documentos históricos que comprovam a genialidade do jogador brasileiro – no entanto, nunca foram um impeditivo para sua majestade no esporte graças a memória de milhares de expectadores que testemunharam seus feitos históricos e extraordinários em campo e perpetuaram por gerações o que presenciaram ao vivo.

Memória: nosso bem mais precioso

O jurista e filósofo Norberto Bobbio (1997) disse que ‘Somos aquilo que lembramos’. O exemplo dos muitos gols de Pelé não registrados que permanecem na memória coletiva, reforça que somos porque lembramos. Foi graças a memória dessas pessoas que a fama de Pelé se espalhou pelo mundo e o transformou em uma das personalidades mais lembradas da história.

Lembrar é o que diferencia os humanos de outras espécies. Tudo que somos e acreditamos está diretamente relacionado com a memória que armazenamos ao longo da vida.

Por que então esquecemos tanto?

São muitos os relatos de pessoas que lembram em detalhes dribles e passes do rei do futebol, mesmo já se passado algumas décadas. Segundo especialistas em neurociência, este maior acesso do cérebro a questões antigas e muitas vezes dificuldade para lembrar fatos mais recentes está diretamente ligado a mudanças recentes em nosso estilo de vida, com um mundo mais rápido e mais efêmero, onde as mudanças acontecem diariamente o que exige muito mais do cérebro humano do que no passado, impactando diretamente a criação de memória.

A neurocientista do SUPERA – Ginástica para o cérebro, Livia Ciacci, explica que a maior causa de lapsos e falhas envolve a memória de trabalho e acontece porque insistimos em tentar usá-la para muitas tarefas simultâneas “Nossa memória de trabalho não consegue realizar várias tarefas ao mesmo tempo. Quando duas tarefas precisam do mecanismo neurológico ao mesmo tempo, uma ou ambas as tarefas levarão mais tempo ou perderão qualidade”, detalhou.

Como melhorar a memória em 2023?

Episódios como a perda de alguém tão singular como o rei Pelé explicitam a importância de cuidar da memória ao longo da vida. Além da prática de ginástica para o cérebro – um recurso único que oferece benefícios para todas as idades, a educação constante, leitura além de bons hábitos de vida – como a prática de exercícios físicos e uma alimentação saudável são fundamentais para uma boa memória “A memória gosta de boas noites de sono, alimentação equilibrada, exercícios físicos regulares, interação social de qualidade e ginástica cerebral. Tem boa memória quem consegue prestar atenção. Um bom treino cognitivo, ou seja, elaborado por profissionais competentes beneficia o cérebro como um todo, de maneira integrada e harmoniosa, porque a memória não se localiza em apenas uma região do cérebro”, concluiu.

Ao assumir Agricultura, Fávaro cita conciliação e sustentabilidade

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Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Carlos Fávaro

Ao assumir Agricultura, Fávaro cita conciliação e sustentabilidade

Transmissão do cargo ocorreu hoje, na Embrapa

O ministro recém-empossado da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assumiu no dia (2) a pasta com um discurso de conciliação com o agronegócio, mas conclamando as lideranças do setor a se engajarem no combate à fome e na proteção ao meio ambiente.

“Quantos brasileiros não puderam almoçar hoje? Esse é o grande desafio desse novo governo”, afirmou Fávaro no início da cerimônia de transmissão de cargo, ainda antes de cumprimentar os presentes. Ele afirmou que o momento é de união em prol desse objetivo, “independente do que passou”.

Fávaro disse ainda que uma de suas maiores missões é “pacificar o agronegócio” com lideranças que queiram o bem da agropecuária, do produtor rural, da população e que queiram combater a fome. Segundo o novo ministro ainda há brasileiros que lutam para ter três refeições por dia.

A fala de Fávaro faz um aceno às lideranças do agronegócio que fizeram oposição à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apoiar seu adversário, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que não conseguiu se reeleger. O novo ministro é produtor de soja e já foi vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja do Brasil.

Ainda em tom conciliatório, Fávaro elogiou as gestões de todos os seus antecessores desde 2002, incluindo os ministros que ocuparam a pasta no governo Bolsonaro – Tereza Cristina e Marcos Montes –, citando ambos nominalmente.

Contudo, ele não poupou críticas a outras áreas da administração anterior, como por exemplo a preservação do meio ambiente e o aumento do desmatamento observado nos últimos anos.

“O Brasil se tornou pária mundial no que diz respeito ao desmatamento, ao meio ambiente, à condição de produzir com sustentabilidade. Esse é o maior desafio, reconstruir pontes com a comunidade internacional. Não porque eles querem, mas porque se faz necessário”, disse Fávaro.

O ministro acrescentou que uma de suas providências nesse sentido será a valorização da ciência e a recuperação de pastagens degradadas, que segundo dados citados por ele corresponderiam a cerca de 40 milhões de hectares. Com isso, seria possível aumentar a área de cultivo sem incremento no desmatamento, disse.

“Isso não será uma retórica ou simples discurso. Nós iremos abrir a porta para o crescimento sustentável da produção brasileira”, afirmou Fávaro antes de encerrar seu discurso, que ocorreu no auditório da Embrapa, empresa pública de pesquisas na área agropecuária que o novo governo promete fortalecer.

Estiveram presentes na cerimônia diversos parlamentares ligados à produção rural e outras autoridades como o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é do Mato Grosso, mesmo estado onde Fávaro fez carreira política e pelo qual se elegeu senador, apesar de ter nascido no Paraná.

O ministro da Agricultura anterior, Marcos Montes, não compareceu à cerimônia de transmissão de cargo, tendo sido representado pelo ex-secretário-executivo da pasta, Márcio Eli Almeida.

Edição: Denise Griesinger

Por Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil – Brasília