Início Site Página 305

Pousada dobra o faturamento com novidade para os clientes

0

Pousada dobra o faturamento com novidade para os clientes

Pousada RiiA teve um aumento de 50% na procura por estadia, após o anúncio da liberação do Topless nas dependências

A pousada RiiA, localizada na praia de Barra Grande em Maragogi, é a primeira na cidade, e uma das poucas no Brasil, a inovar na prática de não usar a parte de cima da roupa de banho na área da piscina, lembrando que não é obrigatório e apenas opcional, e isso tem feito tanto sucesso, que turistas de todo o Brasil se preparam durante o ano inteiro para visitarem a RiiA, e viverem ao vivo a experiência do topless.

Tudo começou em 2021, quando os proprietários, Mari e Riva, decidiram investir na campanha do Outubro Rosa (conscientização da prevenção do câncer de mama) após relacionaram a prática do topless à importância do autoconhecimento e do corpo da mulher. Segundo Riva, ele e sua parceira têm conhecimento dos tabus que envolvem a prática do topless no Brasil, e por isso, decidiram liberar a prática para chocar a sociedade, e através desta campanha, atingir o maior número de mulheres, para que não tenham vergonha de se conhecer, fazer o autoexame e se cuidarem.

Em 2020 a RiiA tornou-se a primeira pousada 100% Airbnb do Brasil: trazendo um clima seguro e acolhedor para todos os clientes, tornando a experiência da viagem ainda mais aconchegante e imersiva.

Toda essa inovação tem trazido bons frutos e já estão com mais de 70% das reservas confirmadas para os próximos 4 meses. Os hóspedes da pousada RiiA aderirambem a novidade e, atendendo a pedidos irão continuar com a permissão da prática do Topless, para que todos os hóspedes que tivessem o desejo de sentir a experiência de liberdade, pudessem desfrutar do ambiente.

Os turistas que por lá se hospedam, recomendam a experiência, como Carol Almeida, que diz que se sentiu livre a praticar o topless na RiiA: “Eu já fui para a pousada sabendo que era permitido o topless,e já tinha curiosidade de fazer, mas ainda estava um pouco retraída. Quando meu namorado me incentivou a fazer o topless, eu vivi uma experiência diferente e legal, eu me senti livre e foi muito interessante”. Carol ainda confessa que “Era algo que eu tinha vontade de fazer, e eu me senti bem à vontade, tanto com o pessoal da pousada, com o lugar, na qual eu consegui me conectar, e fiz o topless. E devo admitir que me senti muito bem!”

Neste ano de 2022, as conquistas da RiiA são assistidas por mais de 22 mil pessoas que acompanham o dia a dia da pousada, e se conscientizam através das redes sociais sobre a influência da campanha que começou há alguns anos, e percebem que além da prática do topless, um dos maiores princípios da pousada é oferecer um clima de casa de amigos onde só pessoas legais são bem vindas.

E quem estiver de malas prontas para visitar Maragogi, não deixe de agendar a estadia na pousada RiiA. Se o topless ainda não for a sua praia, mas ama estar em um lugar leve e acolhedor participe das outras diversas atividades que a pousada recomenda e viva a experiência ao máximo.

A pousada RiiA está localizada a apenas 200 metros da praia de Barra Grande e a 15 minutos de caminhada da praia de Antunes, pontos turísticos mais visitados de Maragogi: o Caribe Brasileiro.

Interessado em se hospedar? Acesse o link do Airbnb:

https://www.airbnb.com.br/p/maragogi

Acompanhe o dia a dia da pousada RiiA em:

https://www.instagram.com/pousadariia

Para dicas de Maragogi

https://www.riia.com.br

Bolsa sobe 1,12% após declarações de presidente indicado da Petrobras

0

Bolsa sobe 1,12% após declarações de presidente indicado da Petrobras

Dólar ficou estável e fechou a R$ 5,45

Após três dias de queda, a bolsa de valores recuperou-se após declarações do presidente indicado da Petrobras Jean Paul Prates amenizarem o mau-humor dos investidores. O dólar alternou altas e quedas, mas fechou estável.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (4) aos 105.334 pontos, com alta de 1,12%. No início da tarde, o indicador chegou a cair 0,24%, mas recuperou-se nas horas seguintes.

A alta da bolsa foi puxada pelas ações da Petrobras, que subiram após o senador Jean Paul Prates (PT-RN), indicado para presidir a companhia, descartar intervenção no preço dos combustíveis e avaliar que os preços terão a cotação internacional como referência.

Os papéis ordinários (com voto em assembleia de acionistas) da Petrobras subiram 1,67%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) valorizaram-se 3,18%.

No mercado de câmbio, o dia foi marcado pela estabilidade. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,452, com alta de apenas 0,01%. A cotação chegou a R$ 5,47 pouco depois das 12h, mas desacelerou ao longo da tarde. Na mínima do dia, por volta das 13h15, chegou a cair para R$ 5,42.

Além das declarações de Jean Paul Prates, dadas logo após a posse de Geraldo Alckmin como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o mercado foi afetado por falas de outros membros do governo. Durante a tarde, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, negou que o governo estude uma revisão da reforma da Previdência.

Ontem (3), o ministro da Previdência, Carlos Lupi, afirmou que pretendia rever a reforma da Previdência e criar uma regra de aposentadorias baseada na expectativa de vida nas regiões. A declaração aumentou o mal-estar no mercado e elevou o dólar para a maior cotação desde o fim de julho.

* com informações da Reuters

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil* – undefined

STF agradece Dino por colocar PF à disposição para investigar ataques

0

STF agradece Dino por colocar PF à disposição para investigar ataques

Rosa Weber enviou ofício ao ministro da Justiça

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, enviou um ofício ao ministro da Justiça, Flávio Dino, para agradecer a disposição do ministro em investigar ataques conta integrantes da Corte. 

Ontem (3), Dino colocou a Polícia Federal à disposição para investigar ameaças e agressões aos ministros. A medida foi anunciada após o ministro Luís Roberto Barroso ter sido hostilizado por brasileiros no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, na segunda-feira (2).

“Manifesto, em nome do STF e do Poder Judiciário, o meu agradecimento pela preocupação institucional e noticio a transmissão do seu conteúdo aos demais juízes desta Casa”, escreveu a ministra.

Por meio de sua assessoria, Barroso repudiou o episódio. “É uma mistura de ódio, ignorância, espírito antidemocrático e falta de educação. O Brasil adoeceu. Espero que consigamos curá-lo e que uma luz espiritual ilumine essas pessoas”, declarou.

Edição: Maria Claudia

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Ministro defende separação entre comunicação pública e de governo

0
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta,fala à Agência Brasil

Ministro defende separação entre comunicação pública e de governo

Paulo Pimenta visitou sede da EBC nesta quarta-feira

 Um dia após assumir o comando da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o ministro Paulo Pimenta visitou as instalações da sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília, onde voltou a destacar a importância da separação entre comunicação pública e governamental.

“Acho importante a população compreender que a comunicação governamental, que também é [de interesse] público, visa à prestação de serviços e à comunicação institucional dos posicionamentos do país e do governo. Já a comunicação pública, dentro da qual a EBC está [inserida], há objetivos mais específicos”, disse Pimenta ao ser entrevistado por profissionais da própria empresa pública.

“Mas quando falamos de comunicação pública, também estamos falando da comunicação governamental. Logo, não dá para imaginar que não haverá reflexos quando houver uma mudança [política], quando a população escolher um projeto [político] diferente. O que temos é que preservar [separar] as questões que são de Estado das que são de governo. Evidentemente, cada governo tem focos específicos, aquilo que considera prioritário. Em um regime democrático como o nosso, sempre haverá alguma influência da política”, acrescentou o ministro, citando como exemplo de temas de interesse público as questões de saúde pública, como as campanhas de vacinação.

EBC foi criada em outubro de 2007, com o propósito de articular e implantar uma rede nacional de comunicação pública e gerir os serviços de radiodifusão pública federais. A empresa responde pela TV Brasil, pelas rádios Nacional do Rio de Janeiro, Brasília, Amazônia e Alto Solimões, além das rádios MEC do Rio de Janeiro e da capital federal. Também integram a EBC, a Agência Brasil e a Radioagência Nacional. A empresa, que estava vinculada ao Ministério das Comunicações no governo de Jair Bolsonaro, fica agora vinculada à Secom no novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao conversar com trabalhadores da empresa na manhã desta quarta-feira (4), Pimenta assegurou que recebeu do presidente Lula um pedido para que desse “atenção especial” a EBC. “Ele me pediu para construirmos, com muito diálogo, um processo de transição para que a empresa possa não só ser fortalecida, mas também integrar um projeto que tenha por objetivo resgatar a credibilidade do governo federal como um difusor de informações com credibilidade”.

Pimenta já tinha mencionado a questão da credibilidade do Poder Executivo como fonte de informações relevantes quando tomou posse no cargo, ontem. Na ocasião, ele afirmou que, nos últimos anos, algumas “autoridades” se “distanciaram da verdade e dos fatos”, alimentando uma indústria de desinformação. Hoje, ao ser perguntado sobre a importância estratégica da EBC, disse que, mesmo gozando de independência editorial, a empresa pode “integrar um projeto que tenha por objetivo resgatar a credibilidade do governo”.

Ainda no discurso de posse, nesta terça-feira, Pimenta prometeu trabalhar para que a antiga emissora estatal de televisão, a NBR (que também era gerida pela EBC), e a TV Brasil “voltem a ter papéis específicos”, com a primeira reassumindo o caráter de canal responsável por transmitir atos de governo, e a segunda podendo dedicar-se a exibir uma programação informativa, cultural, artística e científica complementar à mídia comercial.

As TV Brasil e NBR foram fundidas em abril de 2019, motivando o Ministério Público Federal (MPF) a ajuizar uma ação civil pública para tentar anular a operação que os procuradores afirmavam ter resultado na “inclusão indevida de programações tipicamente estatais e de interesse dos atuais ocupantes do Poder Executivo [federal] no canal público federal, a TV Brasil”.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, visita a EBC
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, em reunião com o diretor-presidente e diretores da EBC – Antonio Cruz/Agência Brasil

“Queremos construir um projeto para que a TV pública tenha independência editorial e sua lógica própria de funcionamento”, disse Pimenta ao esclarecer, hoje, que a intenção de priorizar decisões técnicas em detrimento do viés ideológico é extensiva aos outros veículos da EBC e que estão nos planos de fortalecimento da EBC a recriação do Conselho Curador, instância de participação social na empresa extinta em 2016, por meio da Medida Provisória n° 744.

“Vamos discutir [a criação de um novo] conselho que possa cumprir este papel. Vamos discutir como [o extinto conselho] funcionava, se era adequado, se alguma coisa precisa ser corrigida. Em uma empresa pública, precisamos ter um espaço de curadoria com representação plural da sociedade e que acompanhe todo o trabalho realizado”, comentou o ministro.

Edição: Bruna Saniele

 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Reforma tributária é fundamental à reindustrialização, diz Alckmin

0
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, durante solenidade de investidura no cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no Palácio do Planalto.

Reforma tributária é fundamental à reindustrialização, diz Alckmin

Vice-presidente assumiu o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, assumiu hoje (3) o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, pasta que a nova gestão federal recriou e que responderá por parte das tarefas que, durante o governo de Jair Bolsonaro, estavam sob a responsabilidade do Ministério da Economia.

Durante a concorrida cerimônia realizada no Palácio do Planalto, prestigiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por quase todo o primeiro escalão do governo federal, Alckmin discursou por quase meia hora, elencando os desafios à industrialização do país e suas prioridades como ministro, cujas funções acumulará com as de vice-presidente.

“O momento nos impõe trabalharmos incansavelmente pelo emprego e pela distribuição de renda, em apoio à indústria, ao comércio e ao setor de serviços”, disse Alckmin, acrescentando que o sucesso do setor produtivo brasileiro exige a simplificação das regras do sistema tributário de forma a favorecer a competitividade nacional.

“O fortalecimento da nossa indústria passa, invariavelmente, pela redução do custo Brasil e pela melhoria do ambiente de negócios no país. Nesse contexto, a reforma tributária é fundamental”, disse Alckmin.

O ministro ressaltou a necessidade de união do governo. “O esforço de reindustrializar o Brasil, para aperfeiçoar ainda mais a nossa agroindústria e todo o parque industrial, agregando-lhe mais valor, e para incluir os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras em nossa economia, não são tarefas episódicas, mas uma obra de todo o governo comprometido com um futuro melhor e mais justo para nosso povo”.

De acordo com o vice-presidente e ministro, após ter induzido o crescimento econômico do país durante boa parte do século 20, a indústria brasileira começou a perder espaço a partir dos anos 1980, quando respondia por cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), até chegar a atual situação. Em 2021, a produção industrial brasileira respondeu por 11,3% das riquezas geradas no país. Apesar disso, o setor responde por 69% de tudo que é investido em pesquisa e desenvolvimento no país e por cerca de um terço da arrecadação tributária.

“A indústria brasileira precisa urgentemente retomar seu protagonismo, expandindo a participação no PIB. As graves mudanças climáticas, o pós-covid e a guerra na Europa [entre Rússia e Ucrânia] indicam a premência de uma política de reindustrialização consensuada com o setor produtivo, a academia, a sociedade e a comunidade internacional”, disse Alckmin, destacando o potencial do Brasil tornar-se “o grande protagonista do processo de descarbonização global”, desde que investindo em inovação e pesquisa.

“A agenda da sustentabilidade é prioritária, inclusive para garantir a competitividade do produto nacional no comércio mundial”, disse Alckmin, prometendo implementar a “nova política industrial brasileira” em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, comandado pela ambientalista Marina Silva.

Braille: acessibilidade melhora no Brasil, mas ainda precisa avançar

0

Braille: acessibilidade melhora no Brasil, mas ainda precisa avançar

No Dia Mundial do Braille, conversamos com especialistas

Pontos em relevo que, combinados, formam 63 sinais para serem lidos com as pontas dos dedos. Há quase 200 anos, o braille passou a permitir a escrita e a leitura por pessoas cegas ou com baixa visão. Hoje (4), Dia Mundial do Braille, conversamos com especialistas que mostram que o país melhorou a acessibilidade, mas ainda precisa avançar.

“Eu costumo dizer que a humanidade teve grande conquista com a invenção da escrita e, durante esse tempo todo, houve tentativas de desenvolver uma escrita para cegos. A grande conquista veio com o braille. A partir desse momento, as pessoas cegas passaram a participar da história”, diz a coordenadora de Revisão da Fundação Dorina Nowill para Cegos e membro do Conselho Mundial e do Conselho Ibero-americano do Braille, Regina Oliveira.

Segundo Regina, o braille é ferramenta fundamental para a alfabetização e a independência de cegos e pessoas com baixa visão. Ela nasceu com glaucoma e, aos 7 anos, perdeu por completo a visão. Ainda pequena, teve seu primeiro contato com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, onde foi alfabetizada em braille.

A importância do Sistema Braille, de acordo com Regina, está tanto no acesso a informações de cosméticos, medicamentos, contas de consumo, quanto na privacidade para consultar um extrato bancário, a fatura do cartão de crédito, além dos estudos. “Não há outra maneira de alfabetizar a criança cega a não ser por meio do braille. Mais tarde, pode usar outros formatos, como o livro digital falado, leitores de tela, mas aí a pessoa vai ouvir, ler, só consegue ler por meio do braille, e isso é bastante importante”.

O último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, mostra que existem no Brasil mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 506 mil cegas e cerca de 6 milhões com baixa visão. Entre as pessoas cegas, 110 mil com 15 anos ou mais de idade não são alfabetizadas. Entre as pessoas com baixa visão, 1,5 milhão não sabem ler ou escrever. Isso significa dizer que cerca de uma em cada quatro pessoas (25%) com alguma deficiência visual era considerada não alfabetizada. Um índice maior do que o da população em geral, que em 2010 era de aproximadamente 8% para essa faixa etária.

“Infelizmente são poucas as  instituições especializadas para dar suporte. O atendimento da sala de recursos, a meu ver, é insuficiente. Há poucos professores com conhecimento do braille nas redes de ensino públicas e privadas do país”, diz a professora do Instituto Benjamin Constant Margareth de Oliveira Olegario Teixeira, que integra o Grupo de Pesquisa em Educação e Mídia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (GRUPEM/PUC-Rio),

Houve avanços. Desde 2019, por exemplo, pelo Programa Nacional do Livro Didático Acessível (PNLD/Acessível), os livros didáticos passaram a ser impressos em braille e letras ampliadas em português. Os alunos cegos e com baixa visão passaram a receber os mesmos livros que o restante dos alunos da classe.

Segundo Margareth e Regina, no entanto, ainda faltam tanto imprimir mais livros e materiais em braille, quanto o amplo acesso a equipamentos como a Linha Braille, que ainda é muito cara. Essa linha é um equipamento que exibe em braille o que está na tela de computadores, tablets e celulares. “Para mim, está no campo do sonho de consumo”, diz Margareth. Regina ressalta que o Brasil é muito rico em legislação. “A grande questão é colocar essa legislação em vigor, fazer tudo funcionar”.

Margareth reforça que o braille não deve ser substituído por leitores de tela ou outros recursos. “Os recursos digitais de informática não substituem o braille”, complementa. Para ela, pessoas cegas têm direito ao braille. “Muitas vezes, quer ler uma partitura, uma cifra de música, precisa desse contato com o braille. [O sistema] facilita a compreensão de alguns recursos, facilita, por exemplo, o estudo de língua estrangeira”, diz.

O Sistema Braille foi criado em 1825 pelo francês Louis Braille, cego aos três anos de idade devido a um acidente que causou a infecção dos dois olhos. A versão mais conhecida data de 1837. O sistema permite a comunicação em várias línguas.

O sistema, formado por símbolos alfabéticos e numéricos, possibilitam a escrita e leitura, por meio da combinação de um a seis pontos. A leitura, com uma ou ambas as mãos, se faz da esquerda para a direita. Os pontos em relevo obedecem a medidas padrão e a dimensão da cela braille corresponde à unidade de percepção da ponta dos dedos.

No Brasil, o braille foi introduzido por José Álvares de Azevedo, idealizador da primeira escola para o ensino de cegos no país, o Imperial Instituto de Meninos Cegos, atual Benjamin Constant. No dia 8 de abril, aniversário de Azevedo, é comemorado o Dia Nacional do Braille.

Edição: Graça Adjuto

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil  – Rio de Janeiro