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BNB recebe encontro de mulheres escritoras

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Evento vem promover produção literária feminina no Centro-Oeste

Para fortalecer e valorizar a história das mulheres que contam as histórias do Brasil, a Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), equipamento cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec), promove, no próximo mês de março, o Encontro Regional das Letras: Mulheres Escritoras do Centro-Oeste. O evento contará com exposição, sarau poético e mesas temáticas e terá como homenageada a escritora e educadora Maria Valéria Rezende.

A programação acontece nos dias 16 e 17 de março, dentro das celebrações do Dia Internacional da Mulher, data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como marco na defesa dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero.

“Valorizar a escrita da mulher contemporânea, abrindo canais para difusão e troca, foi o principal motivo para a organização do evento. Se os caminhos para a difusão, e mesmo a comercialização, das obras dessas escritoras já são difíceis nos polos tradicionais, o Centro-Oeste tem uma carência ainda maior, pela distância dos grandes centros, que infelizmente ainda se mantém”, explica Beth Fernandes, escritora e chefe da Assessoria de Relações Institucionais da Secec.

O Encontro Regional das Letras vem proporcionar um importante intercâmbio entre escritoras de diferentes cidades da região, valorizando sua produção, possibilitando integração, cooperação, abertura de negócios e parcerias e, ainda, promovendo essas histórias femininas para o público leitor. A ideia é de que o espaço da Biblioteca Nacional de Brasília, fundamental para a promoção da cultura do DF, torne-se uma verdadeira vitrine para a produção literária desenvolvida no Centro-Oeste, enquanto ponto de encontro e de referência não só para as escritoras, mas para toda a cadeia da economia criativa do livro.

Nesse sentido, outro ponto de destaque do evento será o lançamento do selo da Coleção Mulheres Escritoras Contemporâneas, que passa a integrar o acervo da BNB, composta por obras doadas por autoras contemporâneas brasileiras. “Dezenas de livros já chegaram, doados por escritoras de vários estados, que buscam, assim, romper as barreiras históricas impostas à literatura produzida por mulheres”, destaca Beth.

O evento é aberto ao público (sem necessidade de inscrição, mas sujeito à lotação do espaço) e integra as ações da Secec na implantação da Política do Livro, Leitura e Oralidade, da qual também fazem parte projetos anuais já consolidados, como o Prêmio Candango de Literatura e o Prêmio Candanguinho de Poesia Infanto-juvenil.

Segundo a diretora da BNB, Elisa Raquel, a programação do Encontro Regional das Letras promoverá uma ampla discussão, do ponto de vista histórico, sociológico, político e literário, envolvendo a educação e a cultura. “Esperamos integrar as escritoras do Centro-Oeste e debater temas de suma importância para os dias atuais, para que as mulheres continuem alcançando o lugar que sempre almejamos”, argumenta.

Durante todo o evento haverá espaço para as autoras comercializarem e/ou trocarem seus livros.
HOMENAGEADA

O Encontro Regional das Letras: Mulheres Escritoras do Centro-Oeste também vai homenagear e celebrar a obra e a vida de Maria Valéria Rezende, escritora nascida em 1942 em São Paulo, mas radicada na Paraíba – onde a realização do evento foi anunciada, em novembro do ano passado, durante o 5º Encontro Nacional do Movimento Mulherio das Letras.

Tradutora e freira missionária, Maria Valéria Rezende escreve obras de ficção e não ficção e tem larga experiência como educadora popular, marca visível no repertório de sua obra literária. Graduada em Língua e Literatura Francesa e em Pedagogia, ela lançou seu primeiro livro só em 2001 e, desde então, coleciona importantes premiações por suas obras, como diversos Prêmios Jabuti e o Prêmio Casa das Américas.

Entre seus livros estão: “No risco do Caracol”, “Ouro dentro da Cabeça”, “Quarenta Dias”, “Outros Cantos” e “O voo da guará vermelha”.
Em 2017, ela foi uma das criadoras do Movimento Mulherio das Letras, coletivo literário feminista que reúne mais de cinco mil profissionais e artistas da cadeia criativa e produtiva do livro. O grupo tem núcleos atuantes em outros países, como Portugal, Estados Unidos e Alemanha, e realiza encontros nacionais e internacionais para possibilitar a publicação e incentivar a escrita literária feminina, frequentemente invisibilizada no panorama nacional.

SERVIÇO:
Encontro Regional das Letras: Mulheres Escritoras do Centro-Oeste16 e 17 de março de 2023, na Biblioteca Nacional de BrasíliaAberto ao público, sem necessidade de inscrição (sujeito à lotação do espaço)

PROGRAMAÇÃO PROVISÓRIA:16/3 (quinta-feira):10h – Abertura OficialLançamento da exposição Poema em Cartaz: Mulheres Poetas do Centro-Oeste no Hall de exposições da Biblioteca Nacional;Lançamento do Selo da Coleção Mulheres Escritoras Contemporâneas;Homenagem à escritora: Maria Valéria Resende.11h20 – Apresentações culturais e Sarau Poético com mulheres poetas da Região Centro-Oeste14h – Mesa Temática 1: “A cadeia produtiva do livro: o valor social da leitura e o desenvolvimento da indústria editorial”. Mediação: Clara Arreguy. Participação de escritoras representantes dos estados da Região Centro-Oeste e Distrito Federal.17h – Encerramento
17/3 (sexta-feira):9h – Mesa Temática 2: “Produção literária e oral que não chega nas estantes para o acesso democrático”. Mediação: Beth Fernandes. Participação de escritoras representantes dos estados da Região Centro-Oeste e Distrito Federal.12 – Encerramento com brunch regional da Escola Móvel de Gastronomia, projeto apoiado pela Secec.

Oficinas de música resgatam cidadania de pessoas com problemas mentais

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Artesanato, bazar, e companhia de teatro completam as atividades oferecidas aos pacientes do Caps do Paranoá

Eles chegam às portas do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de diferentes formas e carregando um mundo. Há quem relate ter ido sozinho, com familiares ou indicado por um profissional de saúde. Os motivos também são diversos. O Caps se divide em unidades que oferecem serviços comunitários voltados ao atendimento de pessoas com sofrimento psíquico ou transtorno mental. Em 2022, 178.988 pessoas foram atendidas nas instituições.

Maria do Rosário dos Santos participa da oficina de percussão: “Quando cheguei, não andava de ônibus, tinha medo de tudo” | Fotos: Agência Saúde

As oficinas desenvolvidas nesses ambientes são essenciais. “São o resgate da cidadania, da autoestima e da independência e o que mais contribui para a resposta ao tratamento”, afirma a diretora de Saúde Mental da Secretaria de Saúde (SES), Vanessa Soublin. Por esta razão, as equipes multiprofissionais apostam em diversas formas de acolhimento e de desenvolvimento com os usuários.

O Caps II Dra. Juliana Garcia Pacheco, no Paranoá, oferece grupos e oficinas de teatro, música, artesanato e bazar. As atividades têm o objetivo de promover a autonomia dos cidadãos atendidos – em 2022, foram 12.202. A Agência Saúde conversou com pessoas que apresentam histórico de depressão, esquizofrenia, tentativa de suicídio, ansiedade, bipolaridade entre outros. Para preservar a identidade dos pacientes e compromisso médico, não serão identificados os motivos que cada uma teve para buscar o apoio do Caps.

Marta Sousa, familiarizada  com agulhas e linhas há quatro décadas: “Faço isso de olhos fechados”

Artesanato

A linha e a agulha parecem dançar nos dedos de Marta Sousa, 47 anos. Há pelo menos 40 anos ela costura. “Faço isso de olhos fechados”, conta. “Eu fiz um dos vestidos da Via Sacra e até roupa de noiva”. O conhecimento para trabalhar com as peças veio muito antes de qualquer diagnóstico.

Marta revela que trabalhou para grifes brasilienses, mas atualmente fica em casa durante a maior parte dos dias. A oficina da qual ela participa com assiduidade ocorre às terças-feiras no período vespertino. “Eu gosto de ficar aqui conversando; nem sempre a família tem tempo para a gente”, comenta. O objetivo do grupo é estimular a paciência e a socialização.

“A prioridade aqui é ser feliz”, explica a assistente social Nadja Coe, que é a coordenadora do projeto. É um espaço em que a pessoa se concentra na peça que está costurando e vai conversando com os outros. A profissional explica que as peças a longo prazo poderão ser vendidas para gerar renda aos artesãos, mas no momento não é esse o objetivo do grupo. Interessados em ajudar podem doar linhas, agulhas, tecidos.

“Às vezes a pessoa se empolga para começar a costurar, compra um monte de coisas e depois não sabe o que fazer com o material”. Outra forma de doação pode ser com o tempo, ensinando técnicas de artesanato. Quem tiver interesse deve entrar em contato com o Caps pelo telefone (61) 99103-7790.

Bazar

Rejane Ramos: “Eu sei, só de olhar a pessoa, qual é a numeração que veste”

Saias, calças, vestidos, sapatos, acessórios estão expostos em araras dentro do Caps do Paranoá. As peças compõem o cenário das 8h às 16h, de segunda a sexta. Entre as roupas, Rejane Ramos, 48, apresenta o mostruário e garimpa os estilos. “Eu sei, só de olhar a pessoa, qual é a numeração que veste”, vangloria-se.

Ela é uma das nove frequentadoras do Caps que trabalham no Bazar da Juh. O nome é em homenagem à psicóloga Juliana Pacheco, que faleceu em 2020. “Chega uma roupa de doação, a gente passa, prega um botão, organiza e vende”, explica. A equipe também participa de feiras e eventos com a venda do mostruário. Do total arrecadado, 90% é dividido igualmente entre as usuárias. O restante é reinvestido no bazar em compra de tecidos, apoio em eventos, alimentação, transporte e outras atividades. 

O espaço permite aos pacientes do Caps uma escala de trabalho mais flexível, em que cada um vai apenas um dia na semana. “Alguns usuários não estão aptos a trabalhar com uma escala rígida, mas no bazar têm a chance de exercer uma atividade e ter um complemento de renda”, afirma o profissional responsável pela atividade, o assistente social Getúlio Alves.

É possível ver as peças em exposição pelo perfil no instagram @bazardajuh.paranoa. A equipe não faz entregas, mas os interessados podem reservar algum produto para buscar no local. Doações também são bem-vindas.

Darlly Ferreira se encontrou na oficina de música: “Fui fazendo coisas para me inserir na sociedade”

Música

A mão bate no tambor, o corpo dança, a voz vibra e a pele arrepia. Maria do Rosário dos Santos, 60, canta um samba. Ela está se preparando para a apresentação no Carnaval com a banda Maluco Voador, no bloco do Rivotrio. Quem vê sua espontaneidade no palco nem imagina que o primeiro surto de Rosário ocorreu quando ela tinha 8 anos. “Naquela época não se falava sobre saúde mental, tudo era frescura”, lembra.

De todas as iniciativas para acompanhamento em 52 anos, Rosário conclui  que o Caps é a melhor. Desde o início do grupo musical, em 2012, ela participa assiduamente. “Quando cheguei, não andava de ônibus, tinha medo de tudo, e em 2016 fui representar o grupo em Cuiabá [MT] para ganhar um prêmio”. Na ocasião, o projeto foi o vencedor nacional na categoria Educação Popular e Saúde.

Assim como Rosário, Darlly Ferreira, 37, é vocalista da banda. Ela se empolga com o forró e conta que o pai é músico. Participar da oficina, revela, foi uma das atividades que a ajudaram a se socializar com as pessoas. “Fui fazendo coisas para me inserir na sociedade”, aponta. Com o grupo, Darlly já se apresentou em centros de convenções, teatro e festas, entre outros eventos. “Uma vez cantei numa festa aqui no Paranoá, toda minha família foi e ficavam gritando ‘gostosa!’”, diverte-se.

Brasília sedia reunião de fórum nacional de turismo nesta segunda (6)

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Evento no Centro de Convenções Ulysses Guimarães reúne secretários e dirigentes estaduais para debater ações para o crescimento do setor.

Brasília recebe, nesta segunda-feira (6), a 103ª Reunião do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur). A reunião, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, será das 14h30 às 18h40. Em formato híbrido, também vai ser transmitida pela internet para os secretários que não puderem se deslocar até o Distrito Federal.

O Fornatur é responsável por deliberar sobre o turismo brasileiro, incorporando as demandas estaduais, regionais e nacionais. O colegiado assessora o Ministério do Turismo na construção e implementação do Plano Nacional de Turismo e na discussão dos principais programas e projetos do setor.

O secretário de Turismo do Distrito Federal, Cristiano Araújo, acredita que a reunião em Brasília é um importante passo para fortalecer a capital como potência turística. “Brasília recebe o Fornatur de braços abertos; essa é uma oportunidade de apresentar os atrativos da cidade para os dirigentes e representantes de todo o país. Queremos que todos se sintam acolhidos aqui, na nossa capital”, afirma Cristiano.

O encontro vai contar com a presença da ministra do Turismo, Daniela Carneiro, e dos presidentes da Embratur, Marcelo Freixo, e da Apex, Jorge Viana. Também participam o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz, e a superintendente do Sebrae-DF, Rose Rainha, entre outras autoridades.

Serviço
103ª Reunião Ordinária do Fornatur
Onde: Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Ala Sul, 1º Andar Mezanino –Brasília
Quando: 6 de fevereiro (segunda-feira) – das 14h30 às 18h40.

*Com informações da Secretaria de Turismo

O “Baile do Sapuca”, de Leandro Sapucahy, está de volta!

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Comemorando 15 anos da sua estreia, o show especial acontece no dia 12 de fevereiro e contará com a participação de Marcelo D2.
No dia 12 de fevereiro, domingo, o Baile do Sapuca volta a agitar a Gávea com uma edição especial de aniversário.

O projeto comandado por Leandro Sapucahy completa 15 anos de existência e fará a festa no Bosque Bar com a participação de Marcelo D2, entre outros convidados.

O Baile do Sapuca tem uma relação antiga com a Zona Sul do Rio de Janeiro, onde protagonizou um dos eventos mais cobiçados da cidade!

Tudo começou como uma ação promocional e única. A estilista Isabela Capeto havia montado uma nova coleção em 2006 e, em vez de um desfile, quis uma roda de samba na frente da loja dela, no Leblon, para apresentar as peças. A amiga Regina Casé apresentou o trabalho do sambista Leandro Sapucahy e ele ficou responsável pela roda. “Fez tanto sucesso, que lotou a rua por horas, e as pessoas começaram a perguntar quando ia ter outra”, explica Sapucahy.

Para atender aos pedidos do público, a roda de samba despretensiosa virou um bloco de carnaval, o Sapucapeta, que arrastava os foliões pelas ladeiras do Rio. O bloco foi atraindo cada vez mais pessoas e Sapucahy percebeu a necessidade de ter uma infraestrutura melhor para receber a todos. E assim o bloco se transformou numa banda e os shows especiais passaram a ter o nome de “Baile do Sapuca”!

“No início, o plano era fazer uma série de shows no verão e uma edição especial de São João, em junho. Mas o Baile do Sapuca se tornou um sucesso e passamos a fazer os shows o ano inteiro e em diversas cidades pelo país, tanto em eventos abertos ao público quanto em corporativos”, relembra Leandro Sapucahy.

Após uma longa temporada de dedicada ao projeto, Sapuchay decidiu voltar a se concentrar em sua carreira solo. Inclusive, o cantor e produtor musical gravou recentemente “Neguinho Poeta”, um show ao vivo em homenagem ao sambista Serginho Meriti, que teve a primeira parte lançada como um álbum em todas as plataformas digitais. Mas o ano de 2023 traz uma marca que merece ser celebrada:

“A gente está muito feliz de voltar com o projeto. Na verdade, o Sapucapeta nunca parou, a banda nunca deixou de fazer shows. A gente continuou com uma agenda repleta de eventos corporativos. E agora a gente volta com o Baile do Sapuca, essa festa que marcou época, para rodar pelo Brasil aproveitando a comemoração desses 15 anos!”, comemora Sapucahy.

“O Sapucapeta é uma banda de baile. E no Baile do Sapuca a gente toca todos os gêneros, todos os segmentos musicais: funk, samba, reggae, rap, trap, rock, axé, pagode… Enfim. É um apanhado do melhor de tudo de todas as épocas! Eu divido o microfone com o LG, que canta mais a parte pop e dos outros ritmos, e eu canto mais os sambas e toco percussão”, explica Leandro Sapucahy.

“A galera curte muito o repertório e a vibe também… A banda é muito percussiva. Com muita gente dançando e cantando. Então já é uma festa em cima do palco e passa sempre uma vibe bastante positiva para o público. Até por isso atende tão bem a esse mercado de corporativo, festas de formatura e casamentos… Mas para comemorar esses 15 anos, estamos voltando com força total, com eventos abertos ao público e uma turnê do Baile do Sapuca que vai rodar o Brasil!”, conclui Sapucahy.

O Baile do Sapuca retorna ao coração da Zona Sul carioca após um hiato de cinco anos, com uma edição especial celebrando os 15 anos do projeto que já rendeu um DVD, além diversas turnês nacionais, e recebeu no palco as participações especiais de Preta Gil, Arlindo Cruz, Seu Jorge, O Rappa, Maria Rita, entre outros, incluindo Marcelo D2 que fará participação especial no evento que acontecerá dia 12 de fevereiro, domingo, no Bosque Bar.

“Quem presenciou as festas inesquecíveis que fizemos no Jockey Club da Gávea e em tantos outros espaços pelo país não vai querer ficar de fora. E quem ainda não conhece pode se preparar para conhecer um show bem para cima, bem dançante e com a melhor energia! Estamos preparando um repertório com os maiores sucessos de todos os ritmos e quem conhece sabe que cada evento é uma surpresa!”, finaliza Leandro Sapucahy.

Serviço:
BAILE DO SAPUCA
Data: 12/02/2023, domingo
Local: Bosque Bar – Av. Bartolomeu Mitre, 1314 – Gávea, Rio de Janeiro.
Abertura da casa: 17h
Início do show: 20h30Classificação: 18 anos
Informações: instagram.com/bailedosapuca (@bailedosapuca)
Ingressos:Feminino – R$40,00 e Masculino – R$60,00 (1º Lote)
https://www.ingresse.com/baile-do-sapuca

PF cumpre 3 mandados de prisão em operação contra atos terroristas

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Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.

Há, ainda, 14 mandados busca e apreensão em 5 estados e no DF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, hoje (3), a quarta fase da Operação Lesa Pátria, dando sequência aos trabalhos de identificação de pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram atos golpistas que resultaram na invasão e no vandalismo das sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro deste ano.

Três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Rondônia, Goiás, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso e no Distrito Federal.

“Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido”, informou, em nota, a Polícia Federal.

Violência e danos

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em resposta às ações de golpistas que “promoveram violência e dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos” no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal.

A PF abriu um canal de denúncias para identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram  atos golpistas. As denúncias podem ser enviadas para o e-mail denuncia8janeiro@pf.gov.br.

Edição: Kleber Sampaio

Defesa Civil de Roraima alertou Damares sobre a situação Yanomami

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Documentos mostram que governo federal ignorou pedidos desde 2021

Documentos obtidos pela Agência Brasil confirmam que, ao menos desde 2021, o governo federal sabia que índios yanomami estavam sofrendo com a falta de alimentos. Mesmo assim, deixou de atender a pedidos da Defesa Civil de Roraima que, à época, manifestou a intenção de colaborar na assistência às comunidades da Terra Indígena Yanomami, que é de responsabilidade federal.

“O governo estadual pediu o apoio federal para que pudéssemos reforçar a ação humanitária em comunidades indígenas isoladas pelas chuvas intensas de 2021 e também às da área yanomami”, contou à reportagem o coordenador da Defesa Civil de Roraima, coronel Cleudiomar Alves Ferreira, referindo-se ao pedido feito em junho de 2021, por meio de ofícios encaminhados aos extintos ministérios da Mulher, Família e Direitos Humanos e Desenvolvimento Regional (MDR) que estavam, à época, sob o comando de Damares Alves e Rogério Marinho.

Nos documentos a que a Agência Brasil teve acesso, o governo estadual pede ao Poder Executivo federal 8 mil cestas básicas além das que receberia para distribuir para famílias de cidades que decretaram situação de emergência devido às consequências das chuvas “atípicas” que atingiram parte do estado em 2021. Na ocasião, o governo estadual já tinha reconhecido a emergência em nove cidades (Bonfim, Cantá, Caracaraí, Caroebe, Normandia, Rorainópolis, São João da Baliza, São Luiz do Anauá e Uiramutã).

Veja os ofícios recebidos pelo governo de Roraima:

Ofício de 14 de julho

Ofício de 23 julho

“Com isso, o Ministério do Desenvolvimento Regional, por intermédio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, nos mandou recursos [financeiros] para adquirirmos cestas básicas e alugarmos as aeronaves que usamos para levar mantimentos às comunidades isoladas”, acrescentou Ferreira.

Ainda segundo o coordenador da Defesa Civil estadual, a intenção era obter 8 mil cestas adicionais e entregá-las às comunidades indígenas de várias localidades, incluindo as da terra yanomami onde, estima-se, cerca de 40 mil índios da etnia vivem em área de difícil acesso. Para atender às comunidades indígenas “atingidas pela grave situação humanitária”, o governo estadual também pediu o apoio logístico das Forças Armadas.

“O ministério [da Mulher, Família e dos Direitos Humanos] respondeu que não tinha como nos ajudar. Informou que tinha direcionado nossos pedidos ao Ministério da Defesa, à Funai [Fundação Nacional dos Povos Indígenas, então vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública] e a outros órgãos. Depois, nos disse que a fundação indígena atenderia aos índios isolados de todo o estado [incluindo os yanomami], distribuindo cerca de 70 mil cestas de alimentos a pouco mais de 11,6 mil famílias. Não sei dizer o que aconteceu depois, mas avalio que se tivéssemos recebido o apoio solicitado, se a ajuda humanitária tivesse chegado em caráter emergencial, teríamos conseguido atender também aos yanomami, o que não conseguimos fazer devido, principalmente, à falta de apoio logístico [de transporte]”, resumiu o coordenador da Defesa Civil estadual.

Garimpos

Nos ofícios a que a Agência Brasil teve acesso e que podem ser acessados na íntegra nesta matéria, o governo de Roraima e o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos se referem à “grave situação humanitária” que as comunidades indígenas em geral enfrentavam e também à “falta de alimentação e desnutrição infantil vivenciada pelos yanomami” já em 2021. Os problemas, no entanto, são mencionados como “decorrentes da alta pluviometria”, ou seja, das fortes chuvas, que atingiram o estado naquele ano.

Para organizações indígenas e órgãos públicos, como o Ministério Público Federal (MPF), que há tempos denunciam a crise humanitária no território yanomami, tanto os efeitos das chuvas, como os da pandemia da covid-19, foram agravados pelas consequências nefastas da presença ilegal de cerca de 40 mil garimpeiros no interior da terra indígena, a maior do país, com quase 9,6 milhões de hectares. Cada hectare corresponde às medidas aproximadas de um campo de futebol oficial.

De acordo com a Hutukara Associação Yanomami, a área florestal destruída por garimpeiros no interior da reserva yanomami vem crescendo exponencialmente, tendo saltado de 1.236 hectares devastados em 2018, para os 5.053 hectares desmatados em dezembro de 2022, desestruturando o modo de vida indígena.

Segundo a organização não governamental (ONG) Instituto Socioambiental (ISA), a crise humanitária que os yanomami enfrentam, com consequências sanitárias, ambientais, socioculturais e econômicas, também é reflexo da desestruturação da assistência à saúde indígena nos últimos cinco anos. Segundo a atual gestão federal, ao menos 570 crianças yanomami morreram por causas evitáveis nos últimos quatro anos.

“É inequívoca a associação entre a devastação que a mineração ilegal provoca e a propagação da malária, facilitada pela multiplicação de invasores e pelas crateras com água parada, fruto da atividade e propícias à proliferação de mosquitos transmissores da enfermidade”, destaca o ISA.

Difamação

Consultada pela reportagem, a ex-ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos e atual senadora, Damares Alves, afirmou que a pasta fez exatamente o que lhe cabia fazer: pedir auxílio às instâncias do governo federal responsáveis por prestar a ajuda solicitada pelo governo estadual.

“Foram enviados inúmeros ofícios aos demais ministérios e as respostas recebidas foram positivas quanto ao atendimento das demandas. Órgãos como Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena] e Funai informaram ter distribuído cestas básicas e realizado ações emergenciais de atendimento aos indígenas”, sustenta a senadora na nota enviada por sua assessoria.

A reportagem entrou em contato com a Funai na segunda-feira (30), mas ainda não recebeu informações sobre o que se passou na gestão anterior.

“Nenhuma campanha difamatória, como a que tem sido realizada desde o último mês, irá apagar todo o trabalho feito por toda uma vida pela senadora em favor dos povos indígenas. Damares Alves é, efetivamente, uma indigenista. E vai continuar trabalhando e dedicando seu mandato para que todos eles tenham direito a uma vida digna e plena”, acrescentou a senadora, que já tinha usado as redes sociais para assegurar que o governo Bolsonaro distribuiu as cestas básicas necessárias diretamente aos yanomami.

Também em nota, o governo de Roraima confirma que, após as fortes chuvas de 2021, identificou a necessidade de apoio federal para socorrer as populações atingidas e atribuiu a atual situação do povo yanomami à “desassistência por parte do governo federal”.

“Sempre estive muito atento aos problemas do estado e sei da fragilidade que temos por ser uma unidade federativa pequena e ainda muito dependente dos recursos vindos do governo federal. Por esse motivo, é regra em nosso governo a atenção a tudo, o pedido de auxílio quando necessário, o atendimento de todos os pedidos dentro das nossas possibilidades e a coerência com as nossas ações”, afirmou o governador Antonio Denarium em resposta enviada pela Secretaria Estadual de Comunicação na qual detalha uma série de ações desenvolvidas nos últimos anos 

Leia aqui a nota na íntegra

“No caso específico dos povos indígenas, o governo estadual sempre buscou atuar com alternativas de inclusão nas etnias onde essa inclusão era permitida, mas dentro dos limites, respeito a cultura e aos hábitos de cada povo”, acrescenta o governo roraimense, destacando que no caso da saúde, o atendimento inicial é de responsabilidade da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), subordinada ao Ministério da Saúde, e, mesmo assim, em quatro anos, 27.650 indígenas foram atendidos em um dos cinco hospitais públicos da capital, Boa Vista.

Denarium também comentou as críticas que recebeu em função de recentes afirmações. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o governador negou, em entrevista, a gravidade da crise sanitária exposta com a divulgação de imagens de adultos e crianças visivelmente subnutridos, muitos com as barrigas inchadas, em um claro sinal de verminoses, e com as unidades de saúde de Boa Vista lotadas de yanomamis transferidos às pressas para receber suporte médico devido à malária, infecção respiratória aguda e outras doenças para as quais não há remédios nos polos base. Além de mobilizar a opinião pública, o impacto das imagens motivou o governo federal a declarar Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional para combater a crise sanitária e humanitária.

“Com relação às críticas feitas em veículos nacionais, o governador se diz tranquilo, pois acredita que muita coisa foi tirada de contexto. Esquecem que essa desassistência por parte do governo federal é que causou essa situação dos povos yanomami”, aponta Denarium na nota enviada à Agência Brasil. “Reafirmo ser contrário ao garimpo em área indígena e que não quero ver indígenas ou não [indígenas] vivendo e passando por privações. Principalmente, não quero soluções paliativas como as feitas até hoje. Precisamos, juntos, unidos, governo do estado e governo federal, dar soluções definitivas para todo e qualquer problema que aflige a nossa gente, sejam eles indígenas ou não”.

Edição: Fábio Massalli