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Infinu inaugura exposição com obras de Paulo Maciel

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Com entrada franca, mostra reúne quadros produzidos pelo baixista da banda Mel da Terra
A Infinu Comunidade Criativa realiza, nesta quarta-feira (08), a abertura da exposição de Paulo Maciel, com obras do artista brasilense que integra o conhecido grupo Mel da Terra. O vernissage traz na programação um coquetel para convidados, a partir das 17h, e contará com apresentação musical de Jam vs Oswaldo Amorim, a partir das 20h.
Maciel começou a pintar ainda em 1994. Após um hiato, ele retornou às artes plásticas em 1998, utilizando tinta acrílica e giz pastel a óleo como matéria prima para suas obras. “A minha exposição é dividida em dois temas: abstrato e mar profundo, onde me dedico a pintar o fundo do mar”, explica.
A mostra foi uma iniciativa da parceria antiga entre a Agenda Cultural Brasília e o Artista, e ficará em cartaz até 26 de abril, na galeria localizada na 506 Sul. A entrada é franca.

Espaço – A Infinu é uma comunidade criativa idealizada por Miguel Galvão, produtor cultural e fundador do Picnik. “Apesar de levar esse nome de comunidade criativa a Infinu não tem uma definição exata, porque agrega como um espaço de convivência, galeria para exposições, casa de espetáculos, se destacando por ser um berço para novos artistas com características autorais”, explica Helder Martins, curador da Galeria.

Ele explica que artistas visuais podem ter suas obras expostas e apreciadas pelos frequentadores da cidade, em ciclos de aproximadamente três meses. No espaço, é possível apreciar obras do artista Ganjja Pessoa, artista de Recife se destaca na Infinu com quadros e pinturas com base na técnica do pontilhismo, evocando o cosmos, cotidiano e o sagrado. Também é possível conhecer obras da artista brasiliense Juliana Lama, que traz um trabalho voltado para as caboclas amazonidas e cosmovisões, além de uma exposição permanente de Andrei Busel e Hutrasmchna Art Group da Bielorrússia, que já teve suas obras expostas em vários locais do mundo.

O espaço ainda contempla salas para reunião e coworking, estúdio de tatuagem, salão de beleza, loja colaborativa com 30 marcas selecionadas por uma curadoria que preza pelo autoral, além de restaurantes que prezam por ingredientes regionais e de microempreendedores.

Serviço:
Exposição Paulo Maciel
Onde: Infinu Comunidade Criativa –
CRS 506, bloco A, loja 67 – Asa Sul
Quando: De 08/02 a 26/04.
Visitação: de terça a domingo, das 11h às 23h. Sábados: das 11h às 01h
Quanto: Entrada franca
Mais informações: (61) 99823-7007

Planejamento tributário anual e consultoria sobre imposto de renda gratuita

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Inicialmente são oferecidas 30 vagas, porém há lista de espera

Mais um ano se inicia e o planejamento fiscal/tributário é essencial, seja como pessoa física ou jurídica. A R&F Contabilidade e Suporte Empresarial está oferecendo consultoria gratuita para os empresários brasilienses com um planejamento tributário anual com objetivo de reduzir gastos com impostos e também para quem deseja aumentar a restituição ou pagar menos Imposto de Renda, como pessoa física.

         Os atendimentos ocorrem através de e-mail, telefone fixo e, também, whatsapp. Os atendimentos são feitos em horário comercial das 9h às 18h, de segunda a sexta.

Contatos para a consultoria gratuita: (61) 99459-3773 whatsapp ou através do e-mail:  renatobrit22@gmail.com

De ensino híbrido a reconhecimento facial. Para onde vai a educação?

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Crescimento da educação profissional e uso de inteligência de dados são algumas mudanças já em andamento

A pauta Educação é tida como prioritária pelo atual Governo Federal brasileiro e, para avançar em aspectos importantes como a qualificação profissional efetiva, as novas políticas devem obrigatoriamente passar pelo protagonismo da tecnologia. A avaliação é do professor Francisco Borges, mestre em Política Pública de Ensino e consultor da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT). 
Ele define seis tendências que devem se destacar nos próximos meses para impactar positivamente todo o setor.  

1 – Educação Híbrida
Borges defende um modelo com partes presenciais e partes EAD, o que, segundo ele, é essencial para a melhor formação. “Enquanto alguns grupos educacionais defendem a predominância do modelo à distância, online, outros, já estabelecidos no mercado, desejam manter a tradição presencial. Há interesses de ambos os lados, e o que de fato deveria pautar o debate é quais são as carreiras que devem ter mais presencialidade; quais podem ser por natureza mais remotas e digitais; quais recursos tecnológicos substituem os tradicionais; fortalecendo a evolução tecnológica do setor, e assim por diante”, afirma.  

2 – Educação Profissional abrangente
A educação profissional ainda pouco valorizada é um anseio da sociedade, que pede por mudanças. Borges lembra que 96% dos alunos vinculados a escolas públicas federais, estaduais (na sua maioria) e até municipais se posicionaram indicando que desejam estudar educação profissional.

3 – Verticalização
O consultor da FAT acredita que a ampliação do acesso ao Ensino Superior passa pela Verticalização da Educação. “Alunos que estudam temas e conteúdo na educação profissional de nível médio poderão aproveitar estes conteúdos e temas no ensino superior, em uma estratégia de alinhamento de projetos pedagógicos por área e motivadora para o acesso à etapa mais agregadora para o mercado”, afirma.  

4 – Inteligência de dados como ferramenta de gestão  
Para ele, o setor da educação também precisa entendê-la como um serviço e considerar a demanda dos jovens que estudam. “Além de entender as necessidades do mercado é preciso aplicá-las na proposta pedagógica de acordo, também, com os desejos, percepções e aptidões dos indivíduos. Esse é um dos caminhos para trazer viabilidade de emprego para os cidadãos. E a gestão através de dados, de pesquisas, e observada em dashboards que monitoram tais dados, acelera o entendimento das tendências e apresentam as correções de processos necessárias. Inteligência pelos dados e menos empirismo”, defende Borges.Neste contexto, grandes empresas apostam, hoje, justamente no alinhamento entre tecnologias como a inteligência artificial e a educação para estimular a requalificação profissional. Recentemente a edtech Beedoo lançou uma solução focada em mudar a forma de treinamento, comunicação e engajamento de equipes de Frontline. Chamado de “Bee.AI”, o sistema de Inteligência Artificial criado utiliza mais de 15 informações diferentes dos usuários para recomendar conteúdos de forma fluída e personalizada dentro da plataforma.
O CEO da Beedoo, Daniel Lima, explica que a empresa criou um algoritmo capaz de recomendar conteúdos personalizados para cada indivíduo, levando em consideração diversos parâmetros e fazendo com que a trilha de conhecimento criada seja mais precisa e adequada ao momento de cada usuário. O algoritmo considera, por exemplo, os indicadores de desempenho que estão ruins do usuário, os temas mais buscados na base de conhecimento, os assuntos do momento mais importantes, as dúvidas mais recorrentes, os resultados dos testes nos cursos, e até mesmo o humor do usuário.

5 – Parcerias e Integração
Francisco Borges vê com positividade o trabalho conjunto de instituições de ensino de níveis médio e superior, tanto privadas quanto públicas, se associando em contratos, editais e parcerias, para atender clusters de alunos em suas necessidades e demandas de acordo com as regiões. “Alinhado com o pacto educacional das redes Federal, Estaduais e Municipais, incluo as Instituições Privadas nesta Associação para Eficiência e Aumento da Qualidade”, aponta.

6 – Reconhecimento facial
No último mês de janeiro, a cidade de Santarém, no Pará, foi a primeira no estado a receber a instalação de um sistema de reconhecimento facial para alunos em escolas públicas. Já o Governo de Goiás destinou, nos últimos quatro anos, cerca de R$  9,5 milhões para a implementação de um sistema desta natureza em 143 instituições de ensino da rede estadual. O sistema é utilizado para controle da frequência dos alunos e deve se tornar uma tendência ainda mais forte como medida de segurança, em virtude de recentes casos de invasões e violência em escolas. Em ambientes universitários, esse mecanismo também já possui aplicação. 
Fernando Guimarães, CEO da Stone Age, empresa especializada na criação e implantação de soluções de apoio à tomada de decisão baseadas em inteligência analítica avançada, faz uma ressalva sobre este segundo caso. “Não se trata de uma tecnologia tão nova, mas seu uso em instituições de ensino ainda é pouco comum. Por isso, é preciso lembrar que é uma importante camada de autenticação, mas não deve ser a única no quesito segurança. Corriqueiramente lidamos com muitas empresas em diversos setores que utilizam essa tecnologia e dependo da aplicação podem haver maneiras simples de burlar, dependendo do sistema, como a utilização de fotos de terceiros”, explica.

Lançada força-tarefa para combater feminicídio

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Equipe composta por várias secretarias e autoridades do governo tem 45 dias para apresentar as medidas de enfrentamento à violência de gênero

Composta por nove secretarias do DF, o grupo atuará com medidas e campanhas de combate à violência contra a mulher. A força-tarefa terá prazo de 45 dias para apresentação de relatório final, com as medidas a serem implementadas. A intenção do governo é fazer com que a população entenda que a violência doméstica é um problema de toda a sociedade e que todos os órgãos trabalhem de forma conjunta e transversal no combate aos crimes contra as mulheres, no enfrentamento à violência e também na promoção da mulher, principalmente no que se trata de sua autonomia econômica.

“Por meio da denúncia, a mulher pode ser abrigada, receber medidas protetivas e o agressor ser punido. Além da iniciativa da própria vítima, também é um dever de toda a sociedade, todos nós – homens e mulheres – cuidarmos das outras mulheres e, se for o caso, denunciar o agressor, meter a colher na briga sim”Giselle Ferreira, secretária da Mulher

Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, é de fundamental importância a união de todos no combate à violência de gênero. “Todos nós devemos entender como é importante denunciar os casos de violência contra a mulher, porque a denúncia pode salvar uma vida. Já que por meio da denúncia, a mulher pode ser abrigada, receber medidas protetivas e o agressor ser punido. Além da iniciativa da própria vítima, também é um dever de toda a sociedade, todos nós – homens e mulheres – cuidarmos das outras mulheres e, se for o caso, denunciar o agressor, meter a colher na briga sim”.

A equipe técnica será formada por servidores das secretarias da Mulher, Justiça e Cidadania, Família e Juventude, Saúde e Educação; secretários de Comunicação; Segurança Pública e Desenvolvimento Social; Defensor Público-Geral do Distrito Federal e presidente da Companhia Energética de Brasília.

Além dessas secretarias, também foram convidados a participar o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT); Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT); Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por intermédio da Procuradora Especial da Mulher, e a Ordem dos Advogados do Brasil, por intermédio da Comissão da Mulher.

*Com informações da Secretaria da Mulher do DF

Potencial do DF para comércio exterior é discutido em encontro do LIDE

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A reunião ocorreu nesta quarta-feira (8) com a presença de representantes do GDF, do Governo Federal e das entidades da indústria

A expansão da presença do Distrito Federal no comércio exterior foi tema do encontro do LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) realizado nesta quarta-feira (8) no hotel Royal Tulip Brasília Alvorada. A reunião contou com uma exposição do presidente da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos vinculada ao Ministério das Relações Exteriores), Jorge Viana, seguida de um tempo de fala dos representantes do Governo do Distrito Federal (GDF) e das entidades da indústria.

O posicionamento privilegiado foi um dos pontos defendidos no encontro para a participação da capital federal no mercado de exportações | Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Durante a apresentação, Viana defendeu a participação da capital federal no mercado de exportações devido ao posicionamento privilegiado. “Nenhuma unidade da Federação tem uma logística do ponto de vista de mercado como Brasília pelo posicionamento geográfico e pela proximidade com o poder. Como pode um espaço componente da República Federativa ter tão pouca inserção na atividade comercial exterior depois de tantos anos? Esse é o meu desafio”, afirmou o presidente da ApexBrasil.

O encontro resultou no anúncio de um seminário coordenado pela agência com participação do GDF para que os produtores interessados no comércio exterior sejam ouvidos. “O DF, embora seja um território pequeno, precisa desenvolver essa área de produção industrial e agrícola para poder ter produtos para exportar. Sobretudo aqueles que têm valor agregado, que podem gerar emprego e renda”, destacou o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo.

“A nossa vocação é para indústria limpa e de tecnologia com o Biotic. A nossa possibilidade de competição vai ser na linha da tecnologia. Não queremos ficar somente na produção agrícola, precisamos trabalhar na linha da industrialização”José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo

Para o titular da pasta, o DF tem potencial de exportar produtos da fruticultura – como mirtilo, morango, açaí, maracujá, amora, abacate e jabuticaba – café, mel, legumes e alho. “Fora disso, a nossa vocação é para indústria limpa e de tecnologia com o Biotic. A nossa possibilidade de competição vai ser na linha da tecnologia. Não queremos ficar somente na produção agrícola, precisamos trabalhar na linha da industrialização”, complementou.

Segundo Araújo, a capital atua no mercado com uma empresa de panificação, que exporta para Europa, Ásia e Estados Unidos, e uma exportadora de alho e de grãos. A expectativa é ampliar a exportação desses produtos e também de se colocar como um distribuidor em função da boa localização.

De acordo com o secretário José Humberto Pires de Araújo, a expectativa é ampliar a exportação de produtos e também de se colocar como um distribuidor em função da boa localização | Foto: Lucio Bernardo Jr / Agência Brasília

“Essa vocação do DF como um hub logístico é importantíssima, não só como produtor, mas como armazenador. Podemos daqui fazer a exportação dos produtos, funcionar como um centro de aglutinação e distribuição de produtos. Temos um aeroporto muito bem estruturado com vários voos internacionais”, defendeu o secretário.

Relações e exportações

O GDF deu o primeiro passo para essa expansão ao criar a Secretaria de Relações Internacionais. O titular da pasta, Paco Britto, comemorou o debate durante o encontro do LIDE. “É muito importante, porque mostra o valor que eles (o Governo Federal) vão dar e já estão dando para o Distrito Federal. Um encontro muito produtivo para esse governo que preza essas relações e exportações”, revelou.

O presidente da Federação das Indústrias de Brasília (Fibra), Jamal Jorge Bittar, enxergou o encontro como uma oportunidade para discutir a exportação e a captação de investimento no Distrito Federal. “Nós já importamos muito e exportamos pouquíssimo. A Apex pode ter um papel muito importante nisso. Existe um potencial muito grande de produtos identificados no DF que encontram mercado no exterior”, classificou.

Para Bittar, é uma chance de gerar emprego, renda e valor agregado à cidade. “Tudo que contribui para a riqueza é importante para o Estado, tanto em benefício social como em arrecadação de impostos”, completou.

O presidente do Sistema Fecomércio do DF, José Aparecido da Costa Freire, também gostou do encontro e disse que mostra que Brasília tem tudo para virar uma cidade de negócios. “É isso que a gente está querendo fazer com esses encontros. Temos muitas empresas que exportam e os empresários não conhecem. Queremos mostrar que temos indústrias de exportação”, revelou.

Além dos secretários José Humberto e Paco, o GDF foi representado pelo secretário de Relações Institucionais, Agaciel Maia, e pelo presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB), Edison Garcia.

Max Pantoja refuta acusações apresentadas por desafetos

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Ex-Diretor de Planejamento e Controladoria da Funcef classifica como infundadas e caluniosas as declarações veiculadas por coluna na imprensa
 
Por: Natasha Rosa
 
“A boa reputação vale mais que grandes riquezas; desfrutar de boa estima vale mais que prata e ouro”.

A frase, encontrada no Capítulo 22, versículo 1 do Livro de Provérbios, expressa bem o alvo dos ataques desmedidos sofridos pelo ex-Diretor de Planejamento e Controladoria da Funcef, Max Pantoja, a integridade de sua reputação.
 
Uma nota publicada em uma coluna jornalística de grande visibilidade com inverdades e erros graves abordou, com chamada mentirosa e sensacionalista, suposta indicação de Pantoja ao comando da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), acusando-o de condenado por assédio moral.
 
O processo judicial citado foi interposto contra a Funcef e não individualmente contra a pessoa de Pantoja, que nao integra seu polo passivo e não tinha sequer sido informado a respeito de sua existência pela área jurídica da Funcef, subordinada ao seu Diretor-Presidente.

“Nem quando a Funcef foi notificada de sua abertura, nem durante o curso do processo, antes da sentença. Portanto, nunca fui condenado por assédio moral, como constou na publicação”, destacou.
 
A nota, sem citar as fontes, acusou levianamente Pantoja, em tom de fofoca de comadres, sem nenhum cuidado com a observância da verdade e sem o menor pudor em rasgar os preceitos jornalísticos de isenção, apuração e em ouvir todos os lados citados.
 
É sintomático que a acusação na Coluna do Metrópoles tenha sido veiculada dois dias após a publicação de outra matéria na Revista Investidor Institucional, não menos tendenciosa, mencionando uma suposta carta, com 30 assinaturas de supostos ex-gestores de fundos de pensão, com conteúdo calunioso e difamatório contra Pantoja, que teria sido enviada para todos os parlamentares e lideranças do PT, inclusive para a Presidente do PT Gleisi Hoffmann e o Presidente Lula.
 
Pantoja esclarece que a tal carta não foi publicada na notícia e não pôde ter acesso a seu inteiro teor, nem ao menos para entender do que se tratava, tendo tido conhecimento apenas dos trechos veiculados na referida matéria jornalística.
 
Filiado há cerca de dez anos ao PDT, Pantoja fez questão de deixar claro que a sua atuação na Funcef ao longo dos oito anos que esteve à frente da instituição não foi contra partidos ou pessoas, mas “contra atos e procedimentos de agentes capazes de causar danos ou que os tenham causado ao patrimônio dos participantes da Funcef sob sua custódia”.
 
Pantoja argumenta e explica que dada a assimetria de poder nos órgãos colegiados entre Dirigentes eleitos pelos participantes e indicados pelo Presidente da CAIXA, seria difícil impedir desvios só com o voto nos órgãos colegiados, por isso, a atuação de instituições como o MPF, a Polícia Federal e a Justiça foram essenciais para recuperar cerca de R$ 2 bi para os cofres da Funcef.
 
Quem acusa
Perplexo com a repercussão do conteúdo inverídico da Coluna do Metrópoles contra a sua pessoa, Pantoja destacou que se tivesse ao menos sido consultado, teria tido a oportunidade de esclarecer que o autor do processo nunca fora seu subordinado, mas da Diretoria de Investimentos, na qual, inclusive, respondia como substituto eventual do Diretor indicado pelo Presidente da Caixa.
 
“Por dever de ofício, lamentavelmente, por mais de uma ocasião, tive que requerer que a Diretoria Executiva o convocasse, na qualidade de colaborador da Funcef, para prestar esclarecimentos sobre atos por ele praticados, bem como que fosse aberto procedimento de apuração de responsabilidade, o que certamente causou ressentimentos”, avalia.
 
Pantoja complementou acrescentando que uma das razões de ter proposto a abertura de Processo Administrativo foi para apuração de responsabilidades por assinaturas em documentos que instruíam proposta apresentada pelo então Diretor de Investimento que pretendia pagar cerca de R$ 50 milhões a terceiros, numa transação que auditoria interna classificou como “tentativa de fraude contra a Funcef”.
 
Carreira
Graduado em Engenharia Elétrica e Ciências Contábeis e com especialização em Finanças e Auditoria, Pantoja trabalhou cerca de trinta anos na Caixa Econômica Federal onde atuou como Gerente de Relacionamento Institucional, Gerente Nacional e Consultor na Presidência.
 
Atuou também, cedido pelo banco, no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), na Secretaria de Tesouro Nacional e na Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (SPOA), do Ministério da Fazenda.
 
Com tantos anos de atuação ilibada na instituição, Pantoja lamentou a forma como foi tratado, desrespeitosamente, pelo veículo. “Não oportunizar a uma pessoa o direito de resposta fere caros preceitos de um Estado Democrático de Direito, como a ampla defesa e o contraditório”, finaliza.