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Especialistas pedem revogação do novo ensino médio

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Alunos da Escola Sesc de Ensino Médio durante aula, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

MEC abriu consulta pública para avaliação e reestruturação da política

Entidades e pesquisadores da área da educação afirmam a necessidade de revogação da lei de 2017 que estabeleceu o novo ensino médio e sugerem a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio publicadas em 2012. Na última semana, o Ministério da Educação (MEC) abriu consulta pública para avaliação e reestruturação da política nacional de ensino médio, mas, para os especialistas, antes do diálogo, é urgente a revogação da medida.

“E, ao ser revogado, é necessário que o governo receba estudantes, professores e profissionais da educação pra poder formular e concretizar um modelo de ensino que faça sentido pra nossa geração”, disse à Agência Brasil a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz.

Para o professor e pesquisador da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara, a abertura de diálogo é sempre positiva, mas a consulta do MEC não deixa a agenda completamente aberta para discussão.

“Ela restringe a participação a um cronograma muito apertado e, simplesmente, a questões de implementação da reforma, sendo que a demanda dos estudantes e dos professores é a revogação”, disse. “O que a reforma tem gerado de desorganização das redes, de desestruturação curricular e de baixíssima formação dos estudantes é algo que precisa ser, de fato, denunciado”, completou.

A consulta tem prazo de 90 dias para as manifestações, com possibilidade de prorrogação. Ela será implementada por meio de audiências públicas, oficinas de trabalho, seminários e pesquisas nacionais com estudantes, professores e gestores escolares sobre a experiência de implementação do novo ensino médio nos 26 estados e Distrito Federal.

Para a professora e coordenadora do Observatório do Ensino Médio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mônica Ribeiro da Silva, a estratégia da consulta pública, pelo prazo apresentado, pode desmobilizar o debate nacional que já está em andamento. Ela sinaliza que não há a disposição do governo para uma mudança mais estrutural, de revogação, mas sim de fazer ajustes naquilo que já existe na reforma do ensino médio.

“Esperávamos um ministério que, de fato, pusesse um fim àquela lei que nasceu do golpe de 2016, pelo governo [Michel] Temer, por medida provisória, no debate apressado no Congresso Nacional e que acabou sendo regulamentada em cada rede estadual de um jeito. Nós temos, hoje, 27 ensinos médios pelo Brasil. Nós temos currículos com 200 páginas e currículos com 900 páginas, todos eles com assessoria privada. Este novo ensino médio é um enorme mercado que existe apenas para atender as fundações empresariais”, apontou a professora da UFPR.

Sala de aula
Sala de aula – REUTERS / Amanda Perobelli / Direitos reservados

Procurado pela reportagem, o MEC encaminhou declaração pública do ministro da Educação, Camilo Santana, em que esclarece que a consulta é exatamente para orientar e subsidiar as decisões que serão tomadas.

“Já identificamos que há necessidade de correções, necessidade de um bom debate. Porém, acho que é do processo democrático, até porque o ensino médio já está em andamento na sua implementação, [acho que] é importante ouvir as entidades, os especialistas da área, os estudantes, professores, para que a gente possa, com muita responsabilidade, tomar decisões. Nosso grande objetivo é garantir qualidade, um bom ensino médio para os estudantes jovens do Brasil”, disse.

Segundo o ministro, as decisões precisam ser tomadas brevemente, pois as diretrizes da política servirão de base para a elaboração do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024.

No entanto, uma pesquisa recente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi) sobre as mudanças que estão sendo realizadas apontam o desconhecimento da população sobre a reforma. “Infelizmente, não houve uma articulação estruturada sobre as mudanças trazidas entre a aprovação da nova legislação, em 2017, e o início da obrigatoriedade de sua implementação, no início de 2022”, disse o diretor-geral do Senai e diretor-superintendente do Sesi, Rafael Lucchesi.

O novo ensino médio

A atual política do ensino médio, Lei 13.415/2017, foi aprovada em 2017 com o objetivo de tornar a etapa mais atrativa, implantar o ensino integral e evitar que os estudantes abandonem os estudos.

Com o modelo, parte das aulas deverá ser comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções, está dar ênfase às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários, entretanto, depende da capacidade das redes de ensino e das escolas.

A implementação ocorre de forma escalonada até 2024. Em 2022, ela começou pelo 1º ano do ensino médio com a ampliação da carga horária para, pelo menos, cinco horas diárias. Pela lei, para que o novo modelo seja possível, as escolas devem ampliar a carga horária para 1,4 mil horas anuais, o que equivale a sete horas diárias. Isso deve ocorrer aos poucos.

Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), mesmo em meio à pandemia de covid-19, as secretarias estaduais mantiveram o cronograma e todos os estados já estão com os referenciais curriculares do novo ensino médio homologados. Em 2023, a implementação segue com o 1º e 2º anos e os itinerários devem começar a ser implementados na maior parte das escolas. Em 2024, o ciclo termina, com os três anos do ensino médio.

Além das atribuições no Observatório da UFPR, Mônica coordena uma rede de 23 grupos de pesquisa pelo país que acompanha, desde 2017, a regulamentação e implementação do novo ensino médio nas escolas. Segundo ela, o movimento estudantil, as entidades de classe e as sociedades científicas já entregaram ao MEC o resultado desses anos de pesquisa que aponta os problemas da política atual do ensino médio, material que poderia ser utilizado para embasar a revogação e acelerar as mudanças necessárias.

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, as entidades de classe querem o retorno do Fórum Nacional da Educação, na composição que existia em 2016, antes de ser alterado pelo governo Michel Temer. O fórum é um espaço de interlocução entre a sociedade civil e o governo, estabelecido pela lei do Plano Nacional da Educação (PNE), de 2014.

“Ele é composto de 50 entidades e movimentos da educação e tem a tarefa de avaliar políticas públicas e fazer propostas ao MEC sobre os melhores encaminhamentos. Entendemos que esse espaço, restituído sua composição de 2016, seria o espaço adequado para fazer esse debate do ensino médio”, disse ele, também defendendo a revogação da atual lei.

Diretrizes adequadas

Para Araújo, uma das alternativas é a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio definidas em 2012 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) após extenso debate, mas que acabaram paradas com a desorganização política do país a partir de 2013. “Elas apontam a perspectiva de projeto entre as disciplinas, para integrar esse processo de formação e encontrar uma forma de deixar o ambiente mais adequado no processo de ensino e aprendizagem”, explicou o presidente da CNTE.

O texto traz avanços quanto à concepção do ensino médio como um direito social de cada pessoa e dever do Estado em sua oferta pública e gratuita a todos. A resolução do CNE articulou os eixos do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura para formação integral do estudante, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.

Para a professora da UFPR, “nenhuma lei é eterna e, assim como foi mudada em 2017, pode ser alterada novamente”. “Nós tínhamos no Brasil experiências muito interessantes dos governos do PT antes dessa reforma, por exemplo, as diretrizes curriculares nacionais de 2012, que sequer foram implementadas, que trazem uma outra concepção do ensino médio e de juventude”, ressaltou.

“Nós tínhamos a experiência do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, a experiência do Ensino Médio Integrado. Então não dá para dizer também que não tem o que por no lugar. E, obviamente, a partir daí outras contribuições seriam necessárias”, acrescentou.

Segundo Daniel Cara, a aplicação das diretrizes de 2012 fariam com que o Brasil construísse “um caminho de fortalecimento da etapa do ensino médio”. Além disso, para ele, uma alternativa seria colocar na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que a implementação dos itinerários fosse facultativa para as redes e escolas.

“E eu tenho certeza que se ela for facultativa, em pouquíssimo tempo, a maior parte das redes públicas não vai seguir com a reforma, o que significa concretamente que a reforma não é boa, elas estão sendo forçadas à implementação”, argumentou.

Disciplinas: brigadeiro e sabonete

A professora Mônica Ribeiro afirma que o novo ensino médio fragiliza a formação dos estudantes e aumenta a evasão e abandono escolar. Ela cita a redução de carga horária de disciplinas como sociologia, filosofia e biologia, “que os estudantes precisam, inclusive se quiserem cursar a universidade”, e critica a substituição dessas por “coisas” como: “fazer brigadeiro, como cuidar dos pets, como fazer sabonete”.

“O que significa para um jovem de escola pública, que é 85% das matrículas no Brasil do ensino médio, cursar essas quinquilharias? Será que nós já não temos elementos suficientes para uma intervenção mais séria? Enquanto se realiza essa famigerada consulta pública, os estudantes continuarão a ter essas ‘coisas’ que eu me recuso a chamar de disciplinas. Isso é que eu chamo de uma violência”, disse.

Já para a presidenta da Ubes, Jade Beatriz, além da grade curricular ruim, o novo ensino médio desconsidera as diversas realidades estruturais do país e agrava as desigualdades sociais. “Enquanto estudantes de escolas particulares estão nos laboratórios de robótica, química e física, temos aula de como fazer brigadeiro na grade curricular da escola pública. Isso é muito injusto! Nesse modelo não há um incentivo e capacitação para querer adentrar a universidade”, argumentou.

Alunos da Escola Sesc de Ensino Médio durante aula, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
Alunos da Escola Sesc de Ensino Médio durante aula, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. – Tomaz Silva/Agência Brasil

“Nossas escolas não têm estrutura. É só fazer um recorte e ver a fotografia da escola pública hoje: teto desabando, salas alagadas quando chove, banheiro sem pia, escola sem banheiro, muitos sem saneamento e sem merenda. […] Como aumentamos tanto a grade curricular para escolas que não tem o mínimo de estrutura pra executar?”, questionou.

“Muitos estudantes precisam frequentar mais de uma escola pra poder conseguir cumprir toda grade. Isso envolve muito, envolve passagem de ônibus, envolve alimentação, envolve um pequeno recurso que pode vir a ser muito para os estudantes, que por consequência, acabam desistindo”, finalizou.

Estrutura insuficiente

Além disso, para Mônica, é falsa a possibilidade de escolhas dos estudantes, já que muitas escolas, justamente pela falta de estrutura citada por Jade, oferecem apenas um itinerário formativo, sobretudo aquelas dos municípios menores ou das periferias das grandes cidades, “gerando uma desigualdade imensa do acesso a conhecimento entre os estudantes”.

Nesse mesmo sentido, o presidente da CNTE lembra que em Pernambuco, onde um modelo semelhante ao novo ensino médio já vinha sendo aplicado há 17 anos, mais de 800 mil jovens entre 15 e 29 anos não concluíram o ensino médio, enquanto aqueles que concluíram ou estão matriculados somam 341 mil. Segundo ele, o modelo passou a ser aplicado quando Mendonça Filho era vice-governador de Pernambuco, o mesmo que foi ministro da Educação do governo Temer, na ocasião da reforma nacional.

“Quando você fecha três turnos da escola e coloca ela em tempo integral, você tira a juventude da escola, principalmente os mais pobres que precisam ajudar a família a ter o sustento do dia a dia”, disse Araújo, também destacando negativamente o esvaziamento do conteúdo disciplinar.

Para o professor Daniel Cara, apesar de algumas poucas escolas conseguirem ofertar a educação integral e o aprofundamento curricular dos itinerários, a reforma do ensino médio fracassou.

“Temos sempre que pensar a política educacional na escala, são 180 mil escolas no Brasil e boa parte oferta o ensino médio. E pensando no conjunto das escolas, a reforma hoje tem gerado mais problemas do que trazido soluções. […] O novo ensino médio está sendo implementado e não está acontecendo, porque ele é tão caótico, é tão desorganizado que ele sequer se estruturou”, explicou. “O problema não é de implementação e organização, o problema é que a reforma não é adequada”, completou.

Segundo ele, pelo que se tem visto nas escolas e nos trabalhos relacionados a projeto de vida e empreendedorismo, o Brasil será “uma fábrica de coachings de Instagram” se houver insistência na atual reforma. “É um conteúdo completamente absurdo nas escolas, é tratar questões sérias como filosofia, sociologia, história e geografia como autoajuda. Isso não pode prevalecer”, disse.

Para o diretor do Sesi/Senai, Rafael Lucchesi, a reforma vai na direção certa ao superar o modelo de ensino passivo-reprodutivo e incentivar o protagonismo do estudante na construção de um projeto de vida e de carreira por meio de uma abordagem interdisciplinar.

“Acreditamos, portanto, que os debates devem ser direcionados para identificar os gargalos e possibilitar uma implementação efetiva do modelo”, disse. “Para isso, são indispensáveis investimentos, não só em estruturas físicas e equipamentos, como também na formação de professores, cujo papel é determinante para as transformações do sistema de ensino e manutenção da qualidade da prática pedagógica e dos resultados da aprendizagem”, destacou.

O legado do mobiliário moderno de Brasília

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O Ministério das Relações Exteriores é responsável pelo diálogo com países e órgãos internacionais em nome do Estado brasileiro. Sua vocação é construir, manter ou romper as relações com outras nações. Ou seja, a instituição funciona como uma sala de visitas para o Brasil no cenário internacional, informando, negociando e representando o nosso país. Por isso, sua sede, o Palácio do Itamaraty, ícone modernista criado por Oscar Niemeyer e localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília, não só foi construído apenas com materiais nacionais, mas também seu acervo de obras de arte e mobiliário é constituído de peças feitas por artistas e designers que nasceram ou se naturalizaram no Brasil.

Um desses designers é o carioca Bernardo Figueiredo. Quando a sede do palácio migrou do Rio de Janeiro para Brasília no início da década de 1960, Bernardo foi convidado para mobiliar ambientes do Palácio ao lado de outros grandes nomes do design modernista brasileiro.

“Meu pai sempre se sentiu honrado por ter sido convidado pelo Embaixador Wladimir Murtinho para desenhar móveis exclusivos para o Palácio do Itamaraty em 1967. Na época, ele ficou surpreso porque estava pensando em criar móveis populares. Mas participar do projeto de um dos mais bonitos prédios de Brasília, onde sua função é receber as comitivas internacionais, com a missão de mostrar a cara do nosso país às outras nações, o deixou para sempre em posição de destaque entre os maiores designers do móvel moderno brasileiro”, afirma Angela Figueiredo, filha do arquiteto.

Esta oportunidade proporcionou para Bernardo uma convivência profunda com outros nomes das artes e da arquitetura no Brasil, como Athos Bulcão, Burle Marx e Jorge Hue, servindo como a consolidação do nome do jovem arquiteto Bernardo Figueiredo e coincidindo com o surgimento de várias de suas peças mais icônicas.

A Cadeira Arcos, por exemplo, nasceu quando Bernardo fora responsável pelo desenho das cadeiras do Salão de Banquetes, destinado para 120 pessoas. Seu desenho e nome fazem referência aos arcos que compõem a fachada do palácio e ela ganhou projeção no ano de 1967, no primeiro pronunciamento de política externa do governo Costa e Silva. 

Quando o decorador Jorge Hue foi convidado a criar os ambientes mais sofisticados dos salões de festa e das áreas nobres do Itamaraty, ele convidou Bernardo para desenhar os sofás, cadeiras e mesas de jantares para os ambientes.

Além disso, no Salão de Baile, destinado a diálogos informais, Bernardo criou quatro conjuntos de sofás, que ficam de costas um para o outro, facilitando a conversa entre as pessoas sentadas. Por isso a peça se chama Sofá Conversadeira. O Sofá Rei, por sua vez, é uma majestosa peça que permite a conversa sem que alguém, vindo de trás, a escute. No ano de 1968, a Rainha Elizabeth II fez uma visita oficial ao Brasil na qual fora homenageada no Palácio Itamaraty. Na ocasião, foi feita uma fotografia da Rainha conversando com o arcebispo do Brasil enquanto se sentava na peça desenhada por Bernardo. 

Ciente da importância de Bernardo Figueiredo na história do mobiliário modernista brasileiro, a Schuster, empresa gaúcha, reeditou algumas peças consagradas do designer em 2011. Itens como a Cadeira Rio e o Sofá Conversadeira foram contemplados na reedição, entre outros móveis. No aniversário de 50 anos da inauguração do palácio, em 2017, foi realizada uma exposição com peças que estiveram nos espaços internos, incluindo alguns itens desenhados por Bernardo Figueiredo. A Schuster então relançou outras peças de uso palaciano e convivial de Bernardo, celebrando a data. Mas a empresa foi incumbida de outro desafio a pedido do Palácio: restaurar algumas peças originais de Bernardo que estavam no Itamaraty. 

“No processo de reedição de um produto, mergulhamos, ou tentamos mergulhar no contexto geral que gerou estes, como a época, a cultura, necessidades, sonhos e buscas”, afirma Wilson. “Este mergulho traz uma energia bacana e ao mesmo tempo uma responsabilidade na busca correta de materiais alternativos e técnicas que preservem o espírito original. Também nos move a curiosidade pelas soluções criativas de mestres de uma época muito efervescente que, curiosamente, coincide com a entrada de nosso pai para o mundo da marcenaria.”

A história da Schuster, que em 2017 completara 50 anos, se funde ao imaginário do modernismo nacional, caminhando em paralelo na evolução da criatividade do brasileiro e também nas inovações industriais pelas quais o país atravessou em meio século. Em 2021, a empresa patrocinou uma exposição sobre o trabalho do designer e arquiteto no Museu da Casa Brasileira, com reedições e peças originais, incluindo algumas das presentes no próprio Palácio Itamaraty.

Karen Matsuda, historiadora e doutoranda pela FAU-USP e que estudou a carreira de Bernardo Figueiredo afirma que Bernardo se mantém relevante até hoje por conta de sua habilidade de inovar.

“A capacidade inventiva de Bernardo Figueiredo é seu maior legado. Em todos os campos que atuou – mobiliário, arquitetura e urbanismo – Bernardo sempre apresentou soluções inovadoras que dialogavam com o momento em que vivia. Sua versatilidade em diversas escalas e uso de materiais resultou em projetos que encantam e permanecem atuais, como é o caso do mobiliário.”, afirma.

Mila Rodrigues, diretora criativa da Schuster Móveis, reflete sobre o impacto e valor cultural que o trabalho de designers como Bernardo Figueiredo tem para o nosso país.

“Pensar nesses nomes que fomentaram uma interpretação autêntica de nossa brasilidade nas artes em geral é preservar nossa história e auxiliar as gerações a se entenderem como pertencentes àquela cultura. Exposições, livros, debates, toda forma de divulgar e reforçar esse conteúdo é vital para que nada sobre quem somos se perca. É nosso tesouro.” afirma Mila.

QOBUZ APRESENTA SUA NOVA REVISTA MUSICAL,PARA UMA EXPERIÊNCIA EDITORIAL MAIS IMERSIVA

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Qobuz, a plataforma francesa de música de alta qualidade, está lançando uma nova versão de sua revista musical.

Com um novo design e novas funcionalidades disponíveis em todas as suas aplicações, a nova revista musical promete uma experiência mais imersiva e uma melhor acessibilidade a todo o conteúdo editorial da Qobuz.

O editorial Qobuz oferece uma imersão completa no mundo da música

Desde a sua criação, a proposta da Qobuz se baseia em três pilares: qualidade sonora, curadoria e conteúdo editorial. Muito mais do que uma plataforma de música, um dos pontos fortes e diferenciais da Qobuz é seu conteúdo e linha editorial. Como um meio de comunicação abrangente, a Qobuz oferece aos entusiastas da música e aos audiófilos uma visão aprofundada das últimas notícias sobre música e Hi-Fi.

A revista musical da Qobuz inclui resenhas originais e artigos aprofundados: os Panoramas para um foco em um artista, um álbum, um gênero, um período ou uma gravadora. Existe uma variedade de artigos, sendo constantemente renovados, escritos por uma equipe de especialistas e entusiastas de todos os gêneros musicais, para enriquecer a cultura e estar atualizado com as novidades do mundo da música.

Uma interface eficiente e navegação simplificada para uma experiência mais imersiva

A Qobuz apresenta agora uma nova versão da sua revista musical. Com design eficiente, navegação simplificada e leitura otimizada, tudo foi pensado para oferecer uma experiência editorial ainda mais única, fluida, intuitiva e envolvente. A comunidade de amantes da música e audiófilos da Qobuz poderá:

Desfrutar de um acesso mais fácil e rápido a uma ampla variedade de conteúdos que abrangem todos os gêneros musicais diretamente da página inicial, graças a uma interface mais moderna e simplificada, com maior ênfase no visual.
Acessar a revista musical, suas listas de reprodução e músicas recentes diretamente da nova seção dedicada nos aplicativos Qobuz, por meio de uma nova guia na barra de navegação ou na tela inicial do telefone.
Selecionar uma seção ou pesquisar facilmente o conteúdo que atrai a você, filtrando por gênero, seção ou autor, graças a um mecanismo de pesquisa dedicado e aprimorado; ampliar sua descoberta por meio das sugestões de novos conteúdos oferecidas ao final de grande parte dos artigos.
Mergulhar na história de seus artistas, gêneros ou rótulos favoritos com os Panoramas, agora disponíveis na Web e em todos os aplicativos através da sua conta Qobuz.
Nova revista musical, nova experiência, Qobuz oferece um destino único para redescobrir a história da música de todos os tempos.

Baixe o aplicativo Qobuz para curtir a revista musical ou consulte a versão web: https://www.qobuz.com/br-pt/magazine
Qobuz, streaming em alta resolução, teste gratuitamente por um mês aqui: https://www.qobuz.com/br-pt/discover

Aguardada collab de Tiffany & Co. e Nike,desembarca modelo especial de AF1 no Brasil na próxima semana

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A Tiffany & Co. e a Nike anunciaram no fim de janeiro uma colaboração que efervesceu o mercado e as mídias com um “par lendário”: um Air Force 1 – que celebra 40º aniversário neste ano – na cor preta, com a logo no icônico Tiffany Blue, garantindo a assinatura da maison. Os sapatos, feitos em camurça premium, apresentam um Swoosh Tiffany Blue® e detalhes prateados de marca conjunta acima de cada salto.

Com lançamento previsto para 7 de Março, e inicialmente disponível apenas na flagship da maison na Quinta Avenida, em Nova York, os pares de AFI 1837 desembarcam no Brasil diretamente para as lojas Tiffany & Co. na próxima semana, para atender uma extensa lista de espera, além de pares disponíveis para compra.

Já com ocasião de estreia, a joalheria celebra na mesma semana o #TiffanyLockFestival, um festival para clientes e parceiros comemorarem a expressão visual de elos pessoais, mood da mais nova e principal coleção do momento, a Tiffany Lock.

Homens solteiros têm duas vezes maiores chances de morrer, diz estudo

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Segundo estudo da Universidade do Colorado os homens solteiros têm duas vezes mais chances de morrer por insuficiência cardíaca dentro de cinco anos após o diagnóstico do que os casados
Cientistas descobriram que homens solteiros têm duas vezes mais probabilidade de morrer do que homens casados. O estudo foi realizado com mais de 8 mil participantes da Dinamarca, comparou as taxas de mortalidade de homens solteiros e casados e os resultados mostraram que os homens solteiros, incluindo os divorciados, tinham o dobro do risco de morrer do que aqueles que eram casados. 

As razões podem sim ser variadas, mas há algumas explicações plausíveis de acordo com os especialistas. Pesquisas têm mostrado que pessoas com menos laços sociais podem levar a taxas de mortalidade mais elevadas devido à falta de apoio emocional, que pode ser inevitavelmente importante em momentos de estresse ou doença. Além disso, ter um parceiro pode significar um aumento de recursos financeiros que também poderiam ajudar no acesso a melhores serviços de saúde, bem como fornecer assistência para manter hábitos de vida saudáveis como dieta e exercícios. 

Caio Bittencourt, especialista em relacionamentos do site MeuPatrocínio acredita que o isolamento social pode sim ser a causa principal e e isso pode se dar pela falta de tempo de procurar por uma parceira. “O ser humano é uma espécie social por sua essência, tem uma grande necessidade de ter uma companhia, mas devido a correria do dia a dia e da ocupação no trabalho, muitas das vezes o entretenimento e a atenção ao emocional acabam ficando de lado, levando a distúrbios mentais e consequentemente a doenças, visto que a maioria dos casos de morte são causados por estresse, excesso de cansaço, etc.”

“Não é a toa que a procura por relacionamentos na internet tem aumento cada vez mais e eu acredito que essa pode sim ser uma solução para evitar todos os transtornos causados pelo dia a dia. Um relacionamento leve e transparente pode alongar sua expectativa de vida, além de ter alguém para te dar suporte, apoiar e envelhecer ao seu lado. A felicidade emocional é necessária para vida mais tranquila!” Finaliza o especialista. 

Outra possível explicação, segundo o Dr. Martin Tovée da Universidade de Newcastle, sugere que o casamento pode nos tornar mais resistentes quando confrontados com situações difíceis na vida, devido ter alguém que confiamos e valorizamos, prontamente acessível em todos os momentos. “Ter alguém que você conhece muito bem e que o ama, seu parceiro, significa que há alguém que sempre o ouvirá quando a vida fica difícil. Este tipo de apoio emocional é incrivelmente importante para nossa saúde a longo prazo”, diz ele.
 
Embora sejam necessárias mais pesquisas para confirmar estes resultados, elas nos mostram como é importante para os indivíduos, especialmente aqueles sem família ou amigos próximos, encontrar maneiras de criar conexões significativas com outros, a fim de aumentar o bem-estar tanto mental quanto físico. Tomar medidas para construir relacionamentos fortes, seja através da amizade ou de outra forma, poderia fazer uma diferença no mundo em termos de longevidade na vida!

Grupo coreano TRENDZ dá spoilers do novo videoclipe para a faixa ‘NEW DAYZ’

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As expectativas do público estão altas para o retorno do grupo; Confira
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???? TRENDZ – NEW DAYZ (Teaser)Cortesia: Global H Media
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O grupo masculino de K-POP, TRENDZ, lança no dia (12) o primeiro vídeo teaser do videoclipe para a nova faixa ‘NEW DAYZ’. Com estreia marcada para o dia 14 de março, o vídeo tem referências urbanas que constroem a atmosfera punk pop de retorno do septeto. 
O teaser dá spoilers de como será a nova era do TRENDZ: uma chamada para a perseverança e força juvenil. 
Ambientado em uma escola e cenários suburbanos, a história acompanha os idols ajudando uns aos outros a enfrentar desafios. A cinematografia fica ainda mais forte com as batidas ritmadas de guitarra ao fundo.  
O comeback inclui um single álbum com as faixas ‘Nightmare’, ‘NEW DAYZ’ e ‘Fantasy’. Durante a semana de pré-lançamento, os admiradores já podem ter um gostinho a mais de como será o retorno do grupo, com conteúdos inéditos e intrigantes.
Já acumulando muitos comentários positivos em diversos idiomas, o lançamento promete ser um sucesso e atrair ainda mais admiradores para os sete integrantes. 
As expectativas são altas para a nova música e o mini álbum ‘NEW DAYZ’, que estará disponível para o público no dia 15 às 18h (KST) através das plataformas de streaming

Tracklist
1 – Nightmare2 – NEW DAYZ3 – Fantasy

Sobre o TRENDZ 
TRENDZ (representa o que é tendência e inovação) é gerenciado pela Global H Media e conta com sete integrantes: HAVIT, LEON, YOONWOO, HANKOOK, ra.L, EUNIL e YECHAN. O grupo estreou dia 05 de janeiro de 2022 com o single ‘TNT (Truth&Trust)’. Com apenas um ano desde o debut, o grupo já lançou dois mini álbuns e se prepara agora para o lançamento do segundo single álbum: NEW DAYZ. A cada lançamento, o TRENDZ mostra seu posicionamento de trendsetter na indústria musical, o que atrai muitos fãs e admiradores ao redor do mundo. 

Redes sociais do TRENDZ
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