Tereza Cristina: transformação digital deve inserir agronegócio

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Tereza Cristina: transformação digital deve inserir agronegócio

A ministra participou de painel no Fórum Econômico de Davos

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse hoje (27) que o agronegócio deve estar inserido no contexto de rápida transformação digital. A afirmação foi feita durante um painel virtual do Fórum Econômico Mundial de Davos para tratar da inovação para transformar sistemas alimentares por meio da tecnologia.

Durante a sua participação, a ministra afirmou que a próxima década será marcada por “convergência digital e biológica”, principalmente, na agropecuária e citou como exemplo as tecnologias de edição genômica, técnica que permite fazer alterações no DNA de plantas e microrganismos para acelerar o melhoramento genético.

Ministra da Agricultura Tereza Cristina participa do Fórum Econômico Mundial
Ministra da Agricultura Tereza Cristina participa do Fórum Econômico Mundial – Guilherme Martimon/Mapa

“A Inovação é imprescindível para adequar a agropecuária à realidade global e é o único vetor capaz de conciliar segurança alimentar e preservação ambiental”, disse a ministra.

Tereza Cristina disse que a atuação do agronegócio brasileiro tem diretrizes claras, com cinco eixos: sustentabilidade, inovação aberta, biotecnologia, agregação de valor e agricultura digital. A ministra destacou que um dos desafios do setor é expandir a conectividade no espaço rural brasileiro, com foco principalmente nos cerca de 4,5 milhões de pequenos produtores.

“Essa integração é que fará com que os jovens fiquem no campo, possam trabalhar, manter as suas famílias e não deixar a população tão envelhecida, que temos hoje, no meio rural e também ajudar e muito as mulheres que trabalham no campo” disse a ministra.

Na avaliação da ministra, o Brasil tem um setor do agronegócio “vibrante” com cerca de duas mil startups voltadas para o agronegócio. Ela destacou ainda que o país tem ampliado os investimentos nesta frente ao longo dos últimos anos.

“Os investimentos passaram de US$ 4 milhões em 2013 para mais de R$ 200 milhões em 2019. Temos mais de duas mil agritechs trabalhando em diversas áreas, como rastreabilidade, e diversas tecnologias para entregar produtos mais sustentáveis e seguros”, disse.

 Repórter da Agência Brasil – Brasília

 

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