Primeira paróquia do Núcleo Bandeirante completa 64 anos

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Primeira paróquia do Núcleo Bandeirante completa 64 anos

A história do centro religioso, idealizado pelo Padre Roque Valiati Batista, começou antes do erguimento da capital federal

A Paróquia São João Bosco completou 64 anos de sua inauguração nesta sexta-feira (16). O local foi fundado na Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante, durante os primeiros meses do início da construção de Brasília. Atualmente, ele é reconhecido como um dos primeiros centros religiosos do Distrito Federal e o primeiro do Núcleo Bandeirante.

“A construção da Igreja São Bosco simbolizou a preocupação da Igreja Católica em criar espaços para nutrir a vida religiosa dos candangos”Elias Manoel da Silva, historiador do Arquivo Público do DF

A história da Paróquia começou antes do erguimento da capital federal, uma vez que o Padre Roque Valiati Batista, idealizador do projeto, chegou à Cidade Livre em 1956. Roque teve o suporte, o suor e a fé dos candangos que viviam nos barracos de madeirite da região para materializar seu sonho de construir uma igreja na localidade.

Somado à luta para levantar a Igreja física, Padre Roque também se destacou por atender o povo do Núcleo Bandeirante e acampamentos próximos que abrigavam pioneiros integrantes das obras que formaram Brasília. Engenheiros, mestres de obra e operários são exemplos de profissionais que faziam parte dos grupos que habitavam as redondezas da cidade.

Matriz da Igreja São João Bosco, no Núcleo Bandeirante. (Foto: ArPDF/Mário Fontenelle/ FundoNovacap

“Brasília foi idealizada dentro de raízes filosóficas que remetem à profecia de Dom Bosco. Com a mesma coragem, o Padre Roque ergueu a Paróquia São João Bosco, no Núcleo Bandeirante, que fortalece o turismo religioso por sua beleza e história”Vanessa Mendonça, secretária de Turismo

Nesse sentido, o historiador do Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), Elias Manoel da Silva, ressaltou a importância da Paróquia para os candangos. “É importante frisar que a Igreja São João Bosco representava um lugar religioso para o grande grupo de trabalhadores que havia acabado de chegar em Brasília. A maioria dessas pessoas vinha de lugares do interior extremamente religiosos e, ao chegar à região e encontrar a Igreja, sentiam-se familiarizados com o contexto do local e podiam, por intermédio das missas e da liturgia, alimentar-se religiosamente como faziam em suas terras”.

Além disso, o historiador Elias também destacou a pró-atividade da Igreja Católica no sentido de se importar em dar as condições necessárias para os trabalhadores irem à missa e receberem os sacramentos. “A construção da Igreja São Bosco simbolizou a preocupação da Igreja Católica em criar espaços para nutrir a vida religiosa dos candangos”, contou.

Celebração na Igreja São João Bosco, no Núcleo Bandeirante | Foto: ArPDF/Mário Fontenelle/Fundo Novacap

Sob outra perspectiva, a Secretária de Turismo do Distrito Federal, Vanessa Mendonça, enfatizou a importância dos templos religiosos sob a ótica do patrimônio cultural e da experiência da fé. “Brasília foi idealizada dentro de raízes filosóficas que remetem à profecia de Dom Bosco, cujo sonho se materializou pela coragem do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Com a mesma coragem, o Padre Roque ergueu a Paróquia São João Bosco, no Núcleo Bandeirante, que fortalece o turismo religioso por sua beleza e história”, afirmou a secretária.

*Com informações do Arquivo Público do DF

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