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Ronaldo Fonseca se filia ao PSD-DF

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Ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do governo Michel Temer, o ex-deputado federal Ronaldo Fonseca filiou-se ao PSD nesta terça-feira (23), em solenidade com a presença do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, e do presidente do partido no DF, Paulo Octávio. Outros nomes de relevo da legenda, como o líder do partido na Câmara, o deputado federal Antônio Brito (BA), também estiveram presentes ao ato de filiação.

Para Paulo Octávio, presidente da agremiação no DF, Fonseca trará experiência e credibilidade ao partido, por sua trajetória política como ministro e nos dois mandatos exercidos na Câma dos Deputados. “É um político que fará a diferença no PSd, por ser um quadro que agrega, que constrói. Ronaldo Fonseca é um homem de diálogo e de construção de pontes”, disse, antes de passar a palavra ao líder do PSD na Câmara, deputado federal Antônio Brito. “Eu quero que vocês ouçam um pouquinho esse homem, que realmente é um extraordinário correntino e com quem tenho aprendido muito”, completou.

Segundo Antônio Brito, que deixou a reunião do colégio de líderes que tratava do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) para participar da filiação de Ronaldo Fonseca, a união partidária é importantíssima, especialmente quando um novo nome de relevo se integra à agremiação. “A nossa unidade é feita a partir desta orientação do presidente Kassab. Somos um partido moderado, equilibrado e que dialoga com todos para que a gente possa desenvolver o Brasil”, destacou.

Líder do PSD na Câmara Legislativa, o deputado distrital Robério Negreiros também elogiou a filiação de Ronaldo Fonseca. “Somos um partido, como o próprio líder Brito falou, de centro, que dialoga. Acho que a população brasileira está cansada desses extremismos, tanto do lado da direita, do lado da esquerda. Mas somos centro não no sentido de não nos posicionarmos, muito pelo contrário”, disse.

“É só seguirmos a trajetória que o Kassab vem traçando desde a fundação. O PSD é um partido que foi de Juscelino Kubitschek. Estou nele para somar e para ajudar. E quero parabenizar o presidente Paulo Octávio, que é uma pessoa de exemplo não só na política, como na questão empresarial. Seja bem-vindo, Ronaldo. Vamos fazer o PSD crescer mais e mais”, completou.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, definiu a filiação de Ronaldo Fonseca como um momento emblemático e que mostra que o PSD cresce em todos os lugares. “O mais importante é que o partido tem quadros de qualidade. Que as pessoas vejam o Brasil como o Ronaldo, filiado pelo Paulo Octávio, e com a renovação e a juventude, como o André Octávio Kubitschek”, definiu.

“Nós estamos muito felizes com o crescimento do partido. Aqui em Brasília, essa filiação do Ronaldo é um passo importante para consolidar o partido, para começar a sonhar com voos mais altos. E que você possa aqui contribuir conosco, e a gente possa contribuir com você. É a filiação de uma pessoa que foi um bom deputado, um bom ministro, é um importante líder religioso, um importante líder político e um profundo conhecedor de Brasília e do Brasil”, completou.

Homenageado da tarde, o ex-deputado Ronaldo Fonseca começou seus discurso destacando estar cercado de amigos. “Eu vou escolher um amigo e, em nome dele, vou cumprimentar cada um de vocês, que é o meu amigo Agnelo (Queiroz)”, disse, citando o ex-governador do DF, que estava presente à solenidade. “Quando tive mandato como deputado federal, fiz muitas coisas por Brasília, pois ele me dava condições para isso”, completou.

Fonseca lembrou que o primeiro convite para integrar os quadros do PSD foi feito pelo próprio Gilberto Kassab, quando da crição do partido. “Brasília não tem eleição nesse momento, mas quero me colocar à disposição do partido para ajudar em nível nacional. Nós podemos ajudar muito agora, nessa campanha, para fazermos o maior número de prefeitos e vereadores, o que será a base para um partido mais forte em 2026”, completou.

“Eu quero agradecer o Robério (Negreiros), que está presente aqui, um amigo antigo, também o (Jorge) Vianna, que também é deputado distrital pelo PSD. Eu tive a oportunidade de presidir vários partidos, e eu estava sempre querendo ficar próximo do PSD. Hoje, o PSD está nas mãos de um grande amigo meu, o Paulo Octávio. E tudo isso construído também pela senadora Eliziane Gama, lá do Maranhão”, avaliou.

Por fim, Ronaldo Fonseca agradeceu ao presidente Gilberto Kassab. “Eu quero dizer ao Paulo (Octávio) e aos membros do PSD, que sou um político de massa, eu gosto de fazer movimentos, e nós precisamos fazer o PSD ser o maior partido do Brasil. Temos todas as condições, sob a liderança do Paulo Octávio, um homem de muita tranquilidade. Nós tornaremos o PSD, o maior partido de Brasília. Nós vamos eleger aqui, em 2026, no mínimo, três distritais, e vou, junto ao Paulo de Octávio, garantir aqui que aqui em Brasília não tenhamos só um deputado federal”, completou.

Fotos: Ricardo Fonseca/PSD

Cápsulas, pó ou gomas?  Dermatologista esclarece as principais dúvidas sobre a suplementação com colágeno

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O nosso organismo produz colágeno de forma natural até por volta dos 25 anos de idade, após isso essa produção cessa e a partir dos 30 anos começamos a perder colágeno.

Segundo o Dr. José Roberto Fraga Filho, dermatologista membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia, as fibras de colágenos são as que dão maior sustentação na nossa pele e com a perda os sinais de envelhecimento vão aparecendo de forma mais acentuada.

Com isso, é comum as pessoas fazerem a reposição do colágeno, que pode ser na forma de cápsulas, pó e até gomas. “Apesar de formas diferentes, todos são a mesma coisa. O importante é tomar o Hidrolisado, pois esse tem um peso molecular menor e assim a absorção pelo nosso organismo é mais eficiente. É comum as pessoas falarem que tomam gelatina para produção de colágeno, porém ela apresenta alto peso molecular e infelizmente não chega ser absorvida”, explica o médico.

Hoje, os estudos atuais mostram que o uso do colágeno Verisol, que é desenvolvido da pele e ossos de porcos, faz com que haja um aumento da elasticidade da pele, diminuição da profundidade das rugas e uma melhor hidratação, tudo isso levando a uma melhor aparência nas pessoas.

O colágeno é um produto que pode ser tomado de 3 a 6 meses ao ano, iniciando por volta dos 30 anos, e não tem contra indicação. Importante lembrar que o hidrolisado não serve para veganos, pois vem de fonte animal: porco, boi e peixes.

Dr. José Roberto Fraga Filho

Médico dermatologista, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, fundador e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia.

Instagram: @fragadermatologia

 

Projeto “Olha o palhaço, no meio da rua!” leva arte circense para praças e escolas públicas do DF

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Serão seis apresentações gratuitas na Cidade Estrutural e em Brazlândia

E raia o sol, suspende a lua… O Circo chegou na programação artística itinerante do Distrito Federal para celebrar os 64 anos da Capital Federal. A partir de 19 de abril, o projeto “Olha o palhaço, no meio da rua!” vai levar arte circense, oficina de construção de brinquedos com material reciclável e contação de história para praças e escolas públicas da Cidade Estrutural e de Brazlândia.

Com o objetivo de resgatar os tradicionais esquetes de circo, como perna-de-pau, equilibrismo e palhaçaria e levar música e alegria para as comunidades, o projeto reúne uma trupe pra lá de divertida, em apresentações gratuitas. O palhaço Mandioca Frita e a Companhia Tapioca e Espirolinda prometem muitas gargalhadas para o público.

Na Cidade Estrutural, o espetáculo aberto à comunidade será no sábado (20/04), a partir das 15h, no Ponto de Cultura Waldir Azevedo. No domingo (28/04), é a vez da Praça da Escadaria, localizada na orla do Lago de Brazlândia, receber o projeto “Olha o palhaço, no meio da rua!”.

O projeto também vai levar a magia do circo para escolas da rede pública de ensino do DF, em quatro apresentações. Nesta sexta-feira (19/04), a trupe desembarca no Centro de Ensino Infantil 01 da Estrutural. Já no dia 26, estudantes da Escola Classe Chapadinha de Brazlândia vão se divertir e aprender mais com a arte popular.

O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, da Agenda Cultural Brasília e do Ponto de Cultura Waldir Azevedo.

A iniciativa também conta com acessibilidade. Além de serem realizados em praças que já contam com rampas e estruturas necessárias para o acesso ao local do evento, os espetáculos contarão com cadeiras e espaços reservados para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida. As apresentações também contarão com intérpretes de LIBRAS. Duas apresentações disponibilizarão audiodescrição.

SERVIÇO:

Olha o Palhaço no Meio da Rua

Quanto: entrada franca

PROGRAMAÇÃO:

Espetáculos para o público em geral

Domingo (28/04) – 15h

Praça da escadaria de Brazlândia, na orla do Lago de Brazlândia – St. Norte Ae 1N, 38 – Brazlândia

Espetáculos para estudantes

Sexta-feira (26/04)09h e 13h30

Escola Classe Chapadinha de Brazlândia

Curta-metragem vai mostrar como ditadura afetou crianças no Brasil

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Em fase de busca de recursos, projeto já tirou o sono do idealizador

Quando estava fazendo pesquisas para o curta de animação que está desenvolvendo, o diretor e roteirista Gustavo Amaral chegou a perder o sono. Foram algumas noites intranquilas, e a razão para isso não foi relacionada à produção do curta-metragem, mas ao tema. Isso porque o novo projeto de Amaral, chamado Câmbio, Desligo!, que está em fase de captação de recursos para desenvolvimento, mostra como a ditadura militar brasileira deixou marcas violentas também nas crianças.

Gustavo Amaral mostra os bonecos do curta-metragem Câmbio, Desligo! às produtoras Cassandra Reis e Mariana Lopes – Rovena Rosa/Agência Brasil

Ele logo identificou o sofrimento vivenciado por essas crianças com o que poderia ser enfrentado pelos seus dois filhos, de 5 e 8 anos, caso o país ainda vivesse uma ditadura. E isso o aterrorizou. “Ele sempre conseguiu dormir a vida inteira, nunca perdeu o sono. Daí começou a embarcar nessas histórias. E eu acho que foram as únicas noites em que ele perdeu o sono”, disse Lia Calder, mulher de Gustavo Amaral.

Nas buscas sobre o tema, Amaral se deparou com dois livros: Infância Roubada – Crianças Atingidas pela Ditadura Militar no Brasil, que foi elaborado durante os trabalhos da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo, e Cativeiro sem Fim: as Histórias dos Bebês, Crianças e Adolescentes Sequestrados Pela Ditadura Militar no Brasil, do escritor e jornalista Eduardo Reina.

O livro Infância Roubada traz testemunhos de cerca de 40 pessoas, que foram ouvidas durante as audiências da Comissão da Verdade e eram crianças na época da ditadura. Os relatos são de histórias reais de crianças que foram afastadas dos pais ou viram os pais serem torturados. Há também casos de crianças [inclusive bebês] que sofreram torturas físicas e psicológicas praticadas por militares. Já o livro de Reina descreve sequestros e desaparecimentos forçados de crianças e adolescentes que foram praticados pelos agentes da repressão. Foram esses dois livros que embasaram a ideia do filme que Amaral decidiu roteirizar.

O projeto para o curta, que já conquistou três prêmios importantes no festival Animarkt Stop Motion Forum [evento dedicado para animação em stop motion], na Polônia, começou a ser concebido durante a pandemia de covid-19. Câmbio, Desligo vai contar a história de uma mãe, dos dois filhos e do pai, que está desaparecido. “O projeto do curta foi o mais premiado da edição de 2023 do festival. Recebeu três prêmios, entre os quais, um de coprodução com um estúdio chamado Wrocław Film Studio, lá da Polônia”, contou o diretor.

O curta

Câmbio, Desligo é um curta de animação em stop motion, com duração prevista de 13 minutos. Ele está sendo concebido em conjunto com as produtoras Cassandra Reis e Mariana Lopes.

Hoje, trata-se de um projeto em desenvolvimento. “Começamos um pouco da pré-produção, porque já iniciamos a produção de um animatic, que é o storyboard animado. Neste momento, o projeto está na fase de financiamento para levantar o recurso e, finalmente, iniciar a produção do filme”, explicou Amaral.

O curta-metragem, que começa com uma ambientação nostálgica dos anos 70, traz uma temática de abdução alienígena, com essa família atravessando o país. “Eles [a mãe e os filhos] saíram do Sul e estão indo para o Norte porque o pai desapareceu. As crianças não têm respostas, pois a mãe não fala [sobre o assunto]”, conta o diretor e roteirista.

Um dos filhos do casal, Luciano, muito estimulado pelo pai, era amante de ficção científica e de estudo do espaço. “Era uma coisa que os conectava muito. E o Luciano acaba, enfim, acreditando que o pai dele foi abduzido por alienígenas. E o filme vai se desenrolando até que se descobre a verdade: eles não foram abduzidos por alienígenas, foram abduzidos pelo regime militar.”

Segundo Amaral, a decisão de ambientar o curta na época da ditadura militar tem o objetivo de ajudar o país a não permitir o esquecimento de sua história.

“A origem da ideia – e isso passou a ser a missão do filme – era divulgar essa história traumática. E, de alguma maneira, colaborar para que essas coisas não caiam no esquecimento. Acabamos de sair do aniversário do golpe, e o assunto voltou à tona, mas você pode ter reparado também: voltou à tona um dia e, agora, próximo assunto”, afirmou Amaral, que considera muito triste o país ter passado pelo aniversário de 60 anos do golpe de uma maneira tão “pouco impactante”

Stop motion

O stop motion, que será usado nesse curta, é uma técnica de animação em que que se filma quadro a quadro para simular movimento. É uma técnica bem artesanal. Para cada movimento que o boneco modelado precisa fazer, como abrir a boca para falar uma só palavra, são exigidas horas de trabalho. Por ser um processo bem trabalhoso, a cada dia, são produzidos cerca de 4 segundos do filme.

O processo começa com o desenho dos bonecos. Para esse curta, o ilustrador escolhido foi Jefferson Costa, quadrinista famoso por trabalhos como Roseira, Medalha, Engenho e Jeremias-Pele.

Foi com base nos desenhos feitos por ele, que Cassandra começou a modelar os bonecos que serão usados na animação. “O stop motion não é o caminho mais simples de seguir, mas, esteticamente, é o caminho que acreditamos que pode contribuir narrativamente para o filme”, disse ela, em entrevista à Agência Brasil.

Financiamento

Além dos prêmios já recebidos, o projeto do curta foi aprovado pela Lei Rouanet e pelo Programa de Ação Cultural de fomento paulista (Proac). “Tudo agora se encaixou, e a gente precisa levantar financiamento. Porque agora o trabalho é achar financiamento para parte do filme porque, conseguindo assegurar esse financiamento, consegue-se destravar as coproduções internacionais.”

“A gente pensa em coprodução porque, no Brasil, o orçamento para curta é bem limitado. E esse é um curta um pouco mais ambicioso, assim, de orçamento”, explicou Mariana. “Com o dinheiro entrando, a gente prevê 20 meses pra realizar o filme”, acrescentou.

O projeto do curta-metragem entra agora na fase de captação, e Cassandra prevê algumas dificuldades. Principalmente relacionadas ao tema. “É difícil fazer arte, é difícil fazer animação no Brasil. Na fase de captação, acho que a maior dificuldade será encontrar pessoas que queiram se implicar em um assunto tão difícil assim.”

Apesar disso, eles esperam que o Brasil possa se inspirar na experiência de países vizinhos e também europeus. “Na Europa, tem muito filme que trata a perspectiva da criança sobre o nazismo”, ressaltou a produtora Mariana Lopes.

Segundo Gustavo Amaral, existem outros países, outras culturas, outras sociedades que revisitam seus traumas. “E este parece ser o melhor caminho. Não é vantagem para ninguém não revisitar e não falar sobre isso, por mais doloroso que seja”, acrescentou.

 

Brasil ultrapassa os 3 milhões de sistemas solares fotovoltaicos instalados em casas e outros imóveis

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Inversores híbridos são os mais indicados para as regiões Norte e Nordeste

Além do carregador de bateria para carros elétricos, um sistema solar instalado em uma residência pode incluir diversos componentes, como painéis solares, inversor solar, medidor de energia bidirecional e bateria de armazenamento (opcional).

 Os dados do relatório Energy Transition Investment Trends 2024 revelam que o Brasil emergiu como um líder global em investimentos em energias renováveis, durante o ano de 2023, ocupando o terceiro lugar no ranking, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Com um montante de aproximadamente US$ 25 bilhões investidos, o país demonstrou um compromisso significativo com a transição para fontes de energia mais limpas e sustentáveis.

Uma parte substancial desses investimentos foi direcionada para a energia solar, uma vez que o Brasil ultrapassou a marca de 3 milhões de sistemas solares instalados em residências e outros tipos de imóveis. De acordo com dados da ABSOLAR e da ANEEL, essa expansão resultou em uma capacidade total instalada de 38 GW em energia solar, englobando tanto a geração centralizada (GC) quanto a geração distribuída (GD). Este número representa cerca de 16,8% da matriz elétrica brasileira, evidenciando o crescente papel da energia solar na diversificação e na sustentabilidade do fornecimento de energia do país.

Esses dados refletem o comprometimento do Brasil em aproveitar seu imenso potencial de recursos naturais e impulsionar a transição para um futuro energético mais limpo e sustentável. Além disso, demonstram a confiança dos investidores nacionais e internacionais no mercado de energias renováveis do Brasil e sua capacidade de continuar crescendo e se desenvolvendo nos próximos anos.

Afinal de contas, vale à pena investir em sistema de energia solar em minha residência? Sim, vale. Mas é preciso entender como funciona e qual sistema instalar, para que tenha melhor aproveitamento e maior rentabilidade.

Para gerar sua própria energia a partir do sol, não é instalar apenas as placas solares, como muitos acham. “É preciso instalar todos os componentes que compõem o sistema fotovoltaico, incluindo módulos fotovoltaicos (placas), inversores (convertem energia em corrente contínua (CC) para corrente alternada (CA) que é a energia utilizável nas tomadas comuns), além dos cabos de conexão e as devidas proteções dos circuitos”, explica o engenheiro da Fox ESS, Caio Garbelotto.

Para garantir o desempenho ideal e manutenção da garantia dos equipamentos que compõem o sistema fotovoltaico, é essencial seguir as diretrizes do manual de instalação. A instalação deve ser realizada de acordo com as especificações técnicas rigorosas e práticas de segurança estabelecidas pela ABNT NBR 16690:2019 e IEC 60364-7-712, NBR5410, e outras normas da relevantes das distribuidoras de energia local.

“O procedimento de instalação deve incluir uma avaliação completa do local, garantindo a seleção e o dimensionamento adequados dos componentes de sistema. Além disso, é fundamental conduzir verificações e testes de comissionamento para confirmar que o sistema está operando conforme o esperado e atendendo aos requisitos de desempenho”, complementa o engenheiro.

Caio alerta que é necessário cumprir rigorosamente essas diretrizes e normas não apenas para assegurar o funcionamento eficaz dos sistemas fotovoltaicos, mas também para garantir a segurança dos instaladores, dos consumidores e a conformidade com regulamentos aplicáveis. “É fundamental que os profissionais envolvidos na instalação tenham o conhecimento e a experiência necessários para seguir essas diretrizes com precisão e garantir o sucesso do projeto”, orienta.

Já o off-grid não é um sistema conectado à rede elétrica, ou seja, funciona de forma independente. “As placas solares geram energia e transferem para o controlador de carga. Este controlador, por sua vez, envia cargas para as baterias e para o inversor. Enquanto tiver sol, o inversor estará funcionando. Porém, na ausência da luz solar, as baterias carregadas serão as responsáveis por enviarem estas correntes ao inversor e este encaminhará as correntes alternadas para abastecer as redes de eletrodoméstico, computadores, televisores, chuveiros, lâmpadas, etc da casa. Portanto, para que todo este sistema seja funcional, são necessárias baterias recarregáveis de íons de lítio com alta capacidade de armazenamento e maior vida útil, principalmente, para abastecer toda a rede na época de inverno, de chuva e outras intercorrências”, recomenda.

Inversores disponíveis no mercado – Existem diversas opções de inversores solares disponíveis no mercado – on grid e os híbridos – cada um com características específicas adequadas para diferentes tipos de sistemas solares.

Opções de inversores no mercado? Existem algumas alternativas de inversores solares disponíveis no mercado, incluindo os modelos “on-grid” e os híbridos, cada um com características específicas adequadas para diferentes tipos de sistemas solares. Os inversores híbridos destacam-se ao oferecer maior independência energética, reduzindo o risco de interrupções no fornecimento de energia elétrica para o consumidor.

Os inversores híbridos são projetados para oferecer maior flexibilidade ao projeto, além de uma vida útil excepcional que pode chegar a décadas de funcionamento. Isso resulta em redução de custos de longo prazo, incluindo cabeamento, infraestrutura e manutenção, tornando-os uma opção econômica e eficiente.

A robustez dos inversores híbridos é um de seus principais pontos fortes, garantindo um alto desempenho mesmo em condições ambientais extremas, como calor, frio ou poeira. Essa confiabilidade é essencial para maximizar a produção de energia ao longo do tempo e garantir uma operação contínua e sem falhas.

A flexibilidade operacional dos inversores híbridos é outra vantagem significativa. Para Caio, eles oferecem diferentes modos de operação que podem ser ajustados de acordo com as necessidades específicas de cada usuário. “No modo “Self-Use” ou autoconsumo, a energia gerada pelos painéis solares é priorizada para uso imediato, reduzindo a dependência da rede elétrica e maximizando a eficiência energética. Os excedentes de energia podem ser armazenados em baterias para uso posterior, garantindo uma gestão eficaz da energia e economia nos custos de eletricidade”, pontua.

Quando a produção de energia solar excede o consumo local e a capacidade de armazenamento das baterias, o modo “Feed-in” entra em ação, permitindo que o excesso de energia seja injetado na rede elétrica. Isso proporciona ao consumidor créditos energéticos através do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), semelhante a um inversor on-grid convencional.

Por último, o modo “Backup” (off-grid) oferece uma solução essencial para situações de interrupção da rede elétrica. Nesse modo, o inversor híbrido isola a propriedade da rede, alimentando cargas críticas com energia armazenada nas baterias. Isso garante que as funcionalidades essenciais, como iluminação e sistemas de segurança, permaneçam operando durante apagões, proporcionando segurança e tranquilidade aos consumidores.

Em resumo, os inversores híbridos representam uma solução energética inteligente e adaptável, oferecendo benefícios significativos em termos de eficiência, economia, sustentabilidade e segurança energética. Seu design avançado e capacidade de alternar entre diferentes modos de operação os tornam uma escolha ideal para propriedades que buscam maximizar o potencial da energia solar e garantir um fornecimento de energia confiável em todas as condições.

“Nossos inversores híbridos oferecem alta eficiência, variando de 97,4% (monofásico) a 98,6 (trifásico). São adequados para serem instalados tanto em áreas internas como externas graças ao nível de proteção IP65. E todo seu monitoramento é realizado de forma remota pelo portal da internet ou de seu smartphone”, explica Caio.

 Valores de instalação do on-grid e off-grid – O cenário atual do payback de um sistema com inversor híbrido e baterias pode ser desafiador devido ao custo relativamente alto das baterias. No entanto, é importante destacar que o investimento em um sistema híbrido vai além do retorno financeiro imediato. A capacidade de garantir conforto e segurança aos consumidores em situações de falta de energia na rede externa é incalculável e adiciona um valor significativo ao sistema.

“Além disso, à medida que o preço das baterias reduzir no futuro, os sistemas híbridos se tornarão ainda mais viáveis economicamente. Prevê-se que a evolução tecnológica e as economias de escala na produção de baterias resultem em uma redução significativa de seus custos, tornando os sistemas híbridos uma escolha ainda mais atrativa para os consumidores”, complementa o engenheiro.

Outro aspecto importante a considerar é a rentabilidade dos sistemas híbridos em situações em que há diferenciação nos preços das tarifas de energia. “Por exemplo, se a energia é mais cara durante à noite, as baterias podem ser utilizadas para armazenar energia durante o dia, quando é mais barata, e usá-la durante o período de tarifa mais alta. Isso não apenas reduz os custos de eletricidade para o consumidor, mas também ajuda a maximizar o uso de energia renovável e a aliviar a carga sobre a rede elétrica durante os períodos de pico de demanda”, esclarece.

Portanto, embora o payback inicial de um sistema híbrido possa ser maior atualmente, os benefícios adicionais em termos de conforto, segurança e economia de energia futura, juntamente à expectativa de redução dos custos das baterias, tornam os sistemas híbridos uma opção atraente e promissora para o futuro.

Fox ESS

Fundada em 2019, a Fox ESS é líder global no desenvolvimento de inversores e soluções de armazenamento de energia de alta qualidade e desempenho. Um dos seus maiores investidores é o Grupo Tsingshan, considerado o maior produtor mundial de aço inoxidável, além de estar no ranking da Fortune Global 500. Emprega mais de 150 mil em todo o mundo e gerou vendas anuais de US$ 55 bilhões em 2022.

Mobilização indígena em Brasília vai pressionar contra marco temporal

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Acampamento Terra Livre deste ano deve ser o maior da história

Começa nesta segunda-feira (22), em Brasília, o Acampamento Terra Livre (ATL), que neste ano chega em sua 20ª edição. A principal mobilização indígena do país deve reunir milhares de participantes, representando as centenas de etnias indígenas existentes no Brasil. A expectativa da Articulação Nacional dos Povos Indígenas (Apib), que organiza o encontro, é que este seja o ATL mais participativo da história, superando os mais de 6 mil indígenas do ano passado.

Com o lema “Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui”, a edição de 2024 terá como prioridade justamente a luta contra o marco temporal, tese segundo a qual os povos indígenas somente teriam direito à demarcação de terras que estavam ocupadas por eles na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.

Essa tese já havia sido declarada inconstitucional em julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro do ano passado, mas foi inserida na legislação por meio de um projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que, em seguida, foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas acabou mantido pelos congressistas em uma derrubada de veto. Agora, a expectativa é que o STF reafirme a inconstitucionalidade da medida.

O ATL vai de 22 a 26 de abril, com atividades concentradas no Eixo Cultural Ibero-americano. A extensa programação prevê debates, apresentação de relatórios, marchas à Praça dos Três Poderes e atividades políticas no Congresso Nacional, como sessão solene, audiências públicas e reuniões. Apresentações culturais e exposição de artesanato e arte indígena de todos os biomas brasileiros também estão previstos.

O evento também começa dias após o presidente Lula ter assinado a demarcação de duas novas terras indígenas. A retomada das demarcações começou no ano passado, justamente na edição anterior do ATL, quando seis decretos de demarcação foram assinados. De lá pra cá, o governo federal contabilizou 10 demarcações. A expectativa do movimento indígena, no entanto, era que o governo federal tivesse concluído ao menos 14 demarcações de áreas, fruto de processos em fase final.

Violência e saúde mental

Além do combate à lei que criou o marco temporal e a pressão por mais demarcações, o Acampamento Terra Livre deve denunciar uma nova escalada de violência contra indígenas. De acordo com a Apib, citando levantamento feito pelo Coletivo Proteja, seis lideranças indígenas foram assassinadas no país após a edição da lei que instituiu o marco temporal, entre dezembro do ano passado, quando a legislação entrou em vigor, e o início deste ano.

“No mesmo período, também foram mapeados 13 conflitos em territórios localizados em sete estados. Um dos assassinatos foi o da pajé Nega Pataxó, povo Hã-Hã-Hãe, durante ação criminosa da Polícia Militar do Estado da Bahia com o grupo ‘Invasão Zero’. A liderança foi assinada na retomada do território Caramuru-Paraguaçu, município de Potiraguá”, aponta a entidade indígena.

Outro tema que será abordado no ATL é o suicídio entre indígenas. Segundo a Apib, um estudo feito por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard (EUA) e do do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cidacs/Fiocruz) apontou que a população indígena lidera os índices de sucídio e autolesões no Brasil, mas tem menos hospitalizações.

“Conforme o estudo, isso revela a precariedade no atendimento médico e no suporte à saúde mental para as famílias indígenas. A pesquisa foi feita com dados entre 2011 e 2022 e publicada na revista The Lancet. Com isso, as lideranças demonstram preocupação com a saúde mental dos indígenas, principalmente aqueles que enfrentam invasões em seus territórios e lutam pelos seus direitos”, diz a Apib.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília