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O jogo de Júlia | Direção de Rafael Salmona | Com Maria Léo Araruna e Vinicius Facó

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Escrito pelo sueco August Strindberg no final do século XIX, a obra Miss Julie, título original, trata do envolvimento amoroso entre a filha de um Conde, Julie, e seu ambicioso criado, Jean. Os dois devem lidar com seus impulsos reprimidos aos possíveis olhos dos participantes de uma festa e de Cristina, futura esposa de Jean.

O espetáculo é uma adaptação da peça de Strindberg, “Senhorita Júlia”. Nesta adaptação, sob a direção de Rafael Salmona, a encenação tem por objetivo traçar um paralelo entre a época Vitoriana do século XIX com os dias atuais, mas com enfoque nas questões de gênero e de classe social trazidas pela obra. A proposta surgiu da necessidade dos atores em tratar dessas questões, em face de atual momento mundial de retrocesso nelas. Em um mundo que se depara com misoginia e desigualdades latentes, o que o separa dos séculos passados?

Janeiro é o mês da visibilidade trans, com isso, o grupo acredita ser de suma importância o tratamento das questões de gênero supracitadas que são tratadas na obra. E a presença de um ator cis gay e uma atriz mulher trans, dois membros da comunidade LGBTQIAP+, coloca tais questões com maior enfoque ao espectador, o qual reposiciona seus próprios conceito de gênero e sexualidade.

Ficha técnica:

Direção: Rafael Salmona

Atores: Maria Léo Araruna e Vinicius Facó

Iluminação: Josias Silva

Sábado, dia 28 de JAN, às 20hrs

Domingo, dia 29 de JAN, às 19hrs

Mais informações: (61) 9 8215-0302 – WhatsApp

Instagram: @casadosquatro

E-mail: nossacasa.dosquatro@gmail.com

Local: 708 norte, bloco F, Loja 42 – Espaço Multicultural Casa dos Quatro.

Não temos acessibilidade para cadeirantes, mas estamos trabalhando para isso.

Ingressos no link abaixo:

https://www.sympla.com.br/o-jogo-de-julia–direcao-de-rafael-salmona–com-maria-leo-araruna-e-vinicius-faco__1855502

Conheça a marca ucraniana que resiste a guerra e produz óculos com borra de café 

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Especialista brasileira Chantal Kopenhagen Goldfinger comenta a história da Ochis, conhecida por fazer óculos feitos de borra de café 

Talvez ainda não tenha ouvido falar da Ochis, uma marca de óculos ucraniana que chegou ao mercado em 2018 com a proposta de criar óculos com borra de café. 

Se você ainda não a conhece, está perdendo tempo: A história é fantástica, as peças são deslumbrantes e o design é de capotar!

Atualmente, como todas as empresas de origem ucraniana, a Ochis precisa adaptar os negócios para os tempos de guerra no país, mas mantém os negócios intactos e seguem planejando o futuro. 

“O pai da tecnologia da Ochis é Max Havrylenko, que também é a pessoa por trás do material e um verdadeiro inovador na área óptica.

Foi ideia dele criar óculos que fossem amigos do planeta e que respondessem por todos os problemas que experimentou com óculos à base de plástico ao longo de sua jornada no universo oftalmologista.

Antes da marca começar, ele fazia centenas de experimentos com vários materiais para encontrar o match perfeito”, explica Chantal Kopenhagen Goldfinger uma das principais especialistas de eyewear do mundo e defende a moda como forma de empoderar e enriquecer a marca pessoal das pessoas, com o objetivo de mudar seus pensamentos.
É isso mesmo: para ela, o óculos não é apenas um acessório e sim, um “necessório”. 

Você pode estar se perguntando: mas que material tão inovador é esse que a Ochis encontrou e que ainda é amigo do meio ambiente? 

“Os óculos da Ochis são feitos de borra de café usada.
Em primeiro lugar, eles valorizam a experiência por meio de uma sensação de admiração quando as pessoas cheiram os copos e sentem aquele aroma de café e seus rostos se iluminam. Isso mostra que a inovação pode ser divertida e cheia de emoções se for abordada com a mente aberta”, completa Chantal.
 
Para a Ochis, criar óculos a partir da borra de café é unir o útil ao agradável, já que o mercado de café é enorme na região de Kyiv, onde estão sediados. É uma honra para eles o fato de aderir a essa economia circular e aproveitar os subprodutos da indústria em vez de ‘desperdiçar’ algum composto que poderia ser usado de outra forma. A borra de café usada coletada em cafeterias locais acabou sendo a escolha perfeita para implementar essa visão.

Apesar do sucesso, como todos os outros negócios na Ucrânia, a empresa teve que reavaliar tudo em 24 de fevereiro de 2022, porque a primeira semana foi realmente aterrorizante para a cidade de Kyiv, que estava constantemente sendo bombardeada e ameaçada pelos combates ativos na frente norte.

“Foi só quando as coisas se acalmaram um pouco e quando libertaram as cidades próximas a Kyiv, que os membros da equipe puderam retornar à capital e voltar aos trilhos. O maior desafio foi a logística e ter que descobrir opções alternativas de entrega”, conta a especialista. 

Desde setembro (verão ucraniano), a marca conseguiu restaurar a sua capacidade de produção ao estado anterior à guerra e encontrar opções alternativas de envio.

“Parte do nosso estoque foi transferido para a UE para garantir que permaneça em território seguro. Recentemente, surgiu um novo desafio com os ataques terroristas semanais à infraestrutura crítica da cidade. Estamos em processo de adaptação aos cortes de eletricidade, mas, ao mesmo tempo, temos a certeza de que a luz sempre vence a escuridão, literal e figurativamente”, explicou um correspondente da marca em entrevista à Chantal.
Para quem deseja conhecer mais sobre a Ochis, o catálogo está disponível em https://www.dropbox.com/sh/p543ggd01rkae7e/AAA3DDdUhjKxlV0iD31C5k0fa?dl=0 e os envios seguem normalmente para o mundo todo, exceto Rússia e Bielorússia.

MERCATO FEIRA DE ARTES, ANTIGUIDADES E DESIGN REALIZA PRIMEIRA EDIÇÃO DO ANO SÁBADO (28) E DOMINGO (29), NO CENTRO COMERCIAL GILBERTO SALOMÃO

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Fim de semana chegando e uma boa dica é visitar a Mercato Feira de Artes, Antiguidades e Design, que realiza sua primeira edição de 2023, no Centro Comercial Gilberto Salomão. Nesses tempos, em que peças de antiguidades e obras de artes foram notícias no mundo inteiro, após o infeliz episódio do dia 8 de janeiro, com a destruição de obras de artes nos três poderes, ficou evidente a importância e o significado que essas peças têm ao contar a história de um país. Para Antônio Aversa, sócio da Mercato Galeria, e curador da Feira de Antiguidades, o momento é de pensar na reconstrução e o que não puder ser restaurado deve ficar exposto para que essa página da nossa história recente não seja esquecida. “O patrimônio destruído é de todos os brasileiros e deve ser respeitado e preservado para as gerações futuras”, afirma Aversa.

A Feira de Antiguidades é uma opção para os amantes da arte, mas também pode ser uma oportunidade para quem quer ter contato com objetos que vêm carregados de histórias e significados, como são as peças sacras de diferentes partes do Brasil e do mundo. O evento conta, ainda, com mobiliário assinado por nomes como Sergio Rodrigues e Jorge Zalszupin, responsável pelo design das cadeiras do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), que também estavam entre os móveis destruídos, mas que, felizmente, serão restaurados.

Ao todo participam da Feira de Antiguidades 45 expositores, que primam pela originalidade e procedência das peças apresentadas, com objetos de porcelanas Cia das índias, peças em prata de lei, cristais e esculturas, e coleções de selos, LPs e carrinhos de brinquedos, entre tantas outras opções.

E como já é marca registrada do evento, um carro antigo estará em exposição. Nesta edição será um Ford Scort NK1, versão rally, fabricação inglesa do ano de 1971.

MERCATO FEIRA DE ARTES, ANTIGUIDADES E DESIGN

CENTRO COMERCIAL GILBERTO SALOMÃO

SÁBADO (28) E DOMINGO (29)

DAS 10h ÀS 19h

Literatura digital é oportunidade para crianças e famílias durante as férias escolares

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Livros digitais oferecem recursos sonoros, animados e interativos, o que pode tornar a prática de leitura mais acessível
Em janeiro, as famílias buscam opções interessantes de recreação durante as férias escolares, aproveitando o período em que podem ficar juntos por mais tempo. Brincadeiras, atividades lúdicas e educativas são boas alternativas.

Considerando que os  aparelhos eletrônicos e a internet estão entre as preferências desta geração, e que oferecem uma variedade de opções de entretenimento, esta pode ser uma oportunidade de, com a mediação de adultos, explorar ferramentas potentes para o desenvolvimento infantil. 

Entre as oportunidades que a tecnologia proporciona para as crianças está a literatura infantil digital. Diferente da tiragem impressa ou do e-book (que tem as mesmas características que um livro convencional), os formatos digitais oferecem recursos interativos por meio do texto, efeitos sonoros, animações e gestos do leitor, possibilitando uma experiência literária que compreende os sentidos da visão, da escuta, da fala, além de aguçar a criatividade e a coordenação motora. 

“A leitura digital é o ponto de encontro entre a literatura e a tecnologia, apresentando múltiplas oportunidades de tornar a prática mais agradável, divertida e interativa, em uma vivência que envolve a visão, a escuta, a fala, a criatividade, a coordenação motora, entre outros. É um formato que amplia a relação da criança com o texto, agregando recursos sonoros, animações, um acervo de possibilidades de gêneros, narrativos ou não”, explica a doutora em Educação e Literatura Infantil pela Universidade de Cambridge (Inglaterra), Aline Frederico, uma das professoras do curso  “Mediação de literatura infantil digital” do Polo, ambiente de formação do Itaú Social.

Importante destacar que, segundo as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde), não é recomendável o uso de telas por crianças com menos de dois anos e, até os quatro anos, o uso máximo deve ser de 60 minutos por dia.

O crescimento do interesse nos livros digitais permitiu o aumento da oferta de aplicativos e plataformas de leitura, como a Estante Digital, do “Leia com uma criança”, que disponibiliza gratuitamente 14 títulos infantis. 

A plataforma também oferece a inteligência virtual “Léia”, um serviço gratuito, disponível para smartphones (iOS e Android) e dispositivos Alexa e Google Assistente, que faz a leitura dos livros disponíveis em seu acervo.
A tecnologia pode ser ativada por comando de voz, basta dizer “Ok Google, falar com Leia para uma Criança” ou “Alexa, abrir Leia para uma Criança”.

Clube do Choro recebe Festival Brasília de Cultura Popular

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A 11ª edição do projeto promove oficinas, trocas de saberes, feira de artesanato e apresentações culturais

De 25 a 28 de janeiro acontece a 11ª edição do Festival Brasília de Cultura Popular, pela primeira vez em um dos espaços mais importantes da cidade, o Clube do Choro. Os gramados e o palco serão ocupados pelas culturas populares do DF e do Brasil com o objetivo de valorizar o território do Cerrado como lugar central das nossas histórias. Ao todo, serão 11 apresentações durante os 4 dias de programação. Além das tradicionais e já consagradas atrações locais como Seu Estrelo, Tereza Lopes, Orquestra Alada e Chinelo de Couro, renomados artistas nacionais como Alessandra Leão (PE), Mestre Sapopemba (PB) e Mestre Nico (PE) participam da programação.

A última edição do projeto aconteceu em 2015, no Centro Tradicional de Invenção Popular, sede do grupo Seu Estrelo. Segundo Danielle Freitas, coordenadora geral, a retomada do Festival é essencial para a manutenção e difusão da cultura popular do DF. 

“É uma emoção muito grande poder voltar, depois de tanto tempo, com este festejo que é um símbolo para a cultura do DF.  A existência de nossa brasilidade só é possível por causa de nossas festas populares e dessa gente que faz cultura para a alma e não somente para o mercado”, destaca.

Entre as mais esperadas atrações está a chegada do Calango Voador, uma das figuras centrais do mito cerratense e propósito primordial do projeto. O alado Calango traz consigo um espetáculo de bonecos gigantes, personagens e figuras em pernas de pau e acrobacias circenses que prometem pintar o Clube do Choro com a beleza da nossa cultura. 

“O Calango Voador é um mito sagrado, é um brinquedo do cerrado inventado para os candangos e que traz com ele a ideia de criar uma tradição na cidade. E criamos! Hoje o Calango Voador é reconhecido pelo seu poder de expansão, encantamento e expressão, além de promover a ideia de preservação de um bioma nativo e de valor inconcebível para o ecossistema brasileiro”, explica Tico Magalhães, capitão e fundador do Seu Estrelo. 

Oficinas de saberes e fazeres

Com intuito de compartilhar o conhecimento, o pertencimento e a felicidade, tão característicos de nossas expressões populares, para além das apresentações artísticas, o projeto vai oferecer três oficinas: percussão, dança e canto com Larissa Umaytá (DF), Mestre Nico (PE) e Maryta de Humahuaca (AR).

As pessoas interessadas em participar podem fazer a inscrição via formulário disponibilizado no perfil do Festival

Espaço Eco

Para fortalecer e difundir a memória e a oralidade de mestras e mestres populares, o Festival promove, na quarta (25) e na quinta (26), um ambiente dedicado à escuta e partilha da ancestralidade. O Espaço Eco é um lugar de troca, um pedaço de terreiro, aberto para as vozes atuais que se fazem ecoar pelo mundo, trazendo novos olhares para nossa sociedade. 

Importantes lideranças da cultura e do sagrado estarão presentes nas rodas de conversa possibilitadas neste espaço como Marytha Hamuhuaca (ARG), Mestre Manoelzinho Salustiano (PE), Danielle Freitas (DF), Pedro Vasconcellos – Diretor dos Comitês de Cultura (Minc) – Ialorixá Mãe Baiana de Oyá (DF), Tico Magalhães (DF) e os Deputados Distritais Fábio Félix e Gabriel Magno. 

A produção do Festival é resultado da parceria entre  Ponto de Cultura Vila Mamulengo, Perpétua Produções, Centro Tradicional de Invenção Cultural e Clube do Choro. A iniciativa conta com o fomento da Secretaria de Cultura do DF e com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

 Confira programação completa:

Quarta-feira (25/01)

  • 9h: Oficina de percussão com Larissa Umaytá;
  • 15h: Oficina de Canto Ancestral com Maryta de Humahuaca;
  • 19h às 21h Espaço Eco das Tradições com Marytha Hamuhuaca (ARG), Mestre Manoelzinho Salustiano (PE), Danielle Freitas (DF) e Pedro Vasconcellos – Diretor dos Comitês de Cultura (Minc).

Quinta-feira (26/01)

  • 15h: Oficina de Canto Ancestral com Maryta de Humahuaca;
  • 19h às 21h Espaço Eco das Tradições com Ialorixá Mãe Baiana de Oyá (DF), Tico Magalhães (DF), Deputado Disrital Fábio Félix e Deputado Distrital Gabriel Magno.

Sexta-feira (27/01)

  • 14h: Oficina de dança com Mestre Nico (PE);
  • 19h: Apresentação Mamulengo Fuzuê (DF);
  • 20h: Sambadeiras de Roda (DF); 
  • 21h30: Tereza Lopes (DF); 
  • 22h45: Alessandra Leão (PE) e Mestre Sapopemba (AL);
  • 00h: Chegada do Calango Voador com a Orquestra Alada Trovão da Mata (DF).

Sábado (28/01)

  • 19h: Apresentação Mamulengo Presepada (DF);
  • 20h: Kirá (DF);
  • 21h30: congadas do Moçambique Santa Efigênia (MG);
  • 22h45: Chinelo de Couro (DF);
  • 00h: Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (DF) com participação de Mestre Nico (PE) e Gabriel Paes (DF).

Serviço – 11° Festival Brasília de Cultura Popular

Local: Clube do Choro

Data: 25 a 28 de janeiro

Classificação: Livre 

Site: http://fbcp.com.br/ 

Informações: https://www.instagram.com/brasiliadeculturapopular/ 

O que as instituições de ensino podem ou não cobrar na hora da volta às aulas

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Especialista explica quais são os direitos dos responsáveis em temas que mais geram dúvidas no início do ano letivo
O começo de mais um ano letivo traz algumas dúvidas já costumeiras sobre o que as instituições podem ou não cobrar e quais serviços são obrigadas a disponibilizar.

As dúvidas vão desde a cobrança de materiais e da taxa de matrícula, até a possibilidade de cobrança de valor adicional para a instituição admitir alunos com deficiência.

A advogada especialista em Direito Civil da Advocacia Riedel Ludmila Mendes, explica que as instituições de ensino podem, sim, solicitar materiais pedagógicos e de uso individual que serão usados ao longo do ano. “Entretanto, materiais de uso coletivo, tais como os itens de limpeza, não podem ser cobrados”, explica.

Outra reclamação comum a cada início de ano é a cobrança da taxa de matrícula. A especialista explica que o valor pode ser cobrado, mas deve integrar o valor total da anuidade escolar. Em relação a débitos de anos anteriores, a advogada afirma que escolas não podem negar ou reter documentos de transferência de aluno inadimplente.

Além destas, outra dúvida comum nesta época do ano é a respeito da cobrança de valor extra para matricular crianças com deficiência.

A advogada afirma que este tipo de cobrança é ilegal. “As escolas não apenas não podem cobrar valor adicional para matricular essas crianças, como também, a depender da condição da criança, se houver laudo que ateste a necessidade de professor assistente para acompanhamento individual, a instituição de ensino deverá suprir tal exigência”, finaliza.