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Economia circular: o potencial da moda seminova

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A ascensão e valorização de produtos usados aumenta a cada dia. Estudo aponta que 56% dos brasileiros declararam já ter feito ao menos uma transação (compra ou venda) de artigos usados

Há seis meses o Meu Número Brechó saiu do universo virtual e ganhou vida com uma loja física no Venâncio Shopping. A empresária Fabiana Resende começou a empreitada em sua casa em 2020, tirando fotos das peças garimpadas e colocando nas redes sociais para venda. Com o tempo, sentiu que um espaço físico poderia ser o diferencial do seu negócio. 

“Mulheres gostam de experimentar as peças. Por mais que explicasse nas descrições dos produtos os tipos de tecidos e materiais, o nosso público sentia falta de poder tocar, vestir, experimentar. E para nós ter este espaço físico é ótimo”, conta Fabiana Resende.

Localizado no 1º piso, o público pode encontrar um mix variado de roupas, acessórios, joias, bolsas e carteiras. Entre as marcas mais comercializadas estão: Animale, Lelis Blanc, Farm, Shoulder, Zara, entre outras. Também itens de luxo com peças de grifes como Gucci, Louis Vuitton, Chanel e Dior. “Nosso público gosta de peças de marcas com valor de mercado mais baixo. Aqui os itens podem custar cerca de R$ 70% a menos que nas lojas de origem. Varia de acordo com a peça e a marca”, explica a empresária.

A qualidade das peças é um diferencial do brechó, que aceita apenas itens com excelente estado de conservação, sem avarias, garantindo assim um acervo de qualidade. A loja também recebe peças por consignação. Clientes que tiverem interesse em vender, podem levar os itens até a loja, lá são avaliados e passam por uma curadoria para definir o preço. Quando as peças são vendidas, o cliente recebe o valor da venda com o desconto da comissão.

“Com a expansão da moda circular as pessoas estão bem mais abertas para isso, não há preconceito. Aqui, a maioria das peças são novas, algumas chegam até com etiqueta pois nunca foram usadas,” destaca. 

Economia circular

A economia circular é uma alternativa positiva quanto à redução dos impactos ambientais das cadeias de produção e tem despontado como um importante crescente no mercado de moda. Atualmente, 70% dos compradores de itens usados “gostam do fator sustentável” associado ao consumo desses produtos, comparado com 62% em 2018, de acordo com o estudo A (re)descoberta da moda seminova no Brasil, realizado pelo Boston Consulting Group (BCG) e o Enjoei, que ouviu 3 mil pessoas de todo o país, de diferentes idades e perfis socioeconômicos. A estimativa é de que esse mercado cresça de 15% a 20% nos próximos 5 anos, ultrapassando o valor do mercado de fast fashion até 2030.

O conceito de resale, a venda de peças seminovas também ganhou destaque no NRF 2023 – Retail’s Big Show, evento que reuniu representantes do setor de varejo do mundo todo em Nova Iorque (EUA). Executivos, especialistas e empresas renomadas debateram sobre o futuro do varejo por meio de temas como comportamento do consumidor, ESG, nova dinâmica na publicidade, mídias sociais e tendências.

SERVIÇO

Meu Número Brechó

Venâncio Shopping

Informações: (61) 99992-1074

@meunumero.brecho

Venâncio Shopping
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Informações: (61) 3208-2000
Canais digitais: www.venancioshopping.com.br
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Ibaneis: documento achado na casa de Torres revela intenção de golpe

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Brasília (DF), 16/03/2023 - O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, durante entrevisa coletiva para falar sobre seu retorno ao governo após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Governador passou 64 dias afastado do comando do DF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, disse hoje (16) que o rascunho de um eventual decreto presidencial apreendido na casa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, Anderson Torres, revela que “alguém” chegou a planejar um golpe de Estado.

“Independentemente de não ter a assinatura de ninguém, o documento revela que, em algum momento, alguém pensou em dar um golpe no Brasil. Revela que havia na cabeça de alguém a intenção de dar um golpe [de Estado]”, declarou Ibaneis em sua primeira coletiva de imprensa depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes o autorizou a reassumir o cargo.

O governador passou 64 dias afastado do comando do Poder Executivo distrital. O afastamento foi determinado por Moraes após o dia 8 de janeiro, quando vândalos e golpistas invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o prédio da Suprema Corte.

Inicialmente, Moraes determinou que Ibaneis permanecesse 90 dias afastado do governo do Distrito Federal para não atrapalhar as investigações sobre as responsabilidades das autoridades públicas quanto aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Apesar disso, ontem (15), o próprio Moraes autorizou Ibaneis a reassumir o cargo.

Já o ex-ministro Anderson Torres, que assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal no dia 2 de janeiro, está preso desde o dia 14 de janeiro. Sua detenção também foi autorizada por Moraes, a pedido da Polícia Federal (PF), que o acusou de, já na condição de secretário distrital, ter sido omisso e facilitado os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A minuta do decreto citada por Ibaneis foi encontrada na casa de Torres, por policiais federais que cumpriam um mandado de busca e apreensão. Se colocada em prática, a medida possibilitaria que o resultado das últimas eleições presidenciais fosse invalidado. Em depoimento, Torres desqualificou o documento, dizendo que seu teor não tem “viabilidade jurídica”. Ele também assegurou à PF que não sabe quem redigiu o texto, que recebeu quando ministro da Justiça.

“O Anderson Torres foi meu secretário de Segurança entre 2019 e 2021. É uma pessoa que goza da minha confiança. Gozava. E quando o [ex-]presidente Bolsonaro perdeu a eleição, entendi que ele seria uma boa pessoa para voltar para o governo do Distrito Federal”, disse Ibaneis, explicando o motivo de ter convidado Torres para reassumir a Secretaria de Segurança Pública após a fim da gestão Bolsonaro.

“Agora, o que aconteceu no 8 de janeiro é uma coisa imprevisível. Até o dia 6 de janeiro, não tínhamos nenhuma perspectiva de que ia acontecer aquilo. Os ônibus começaram a chegar ao DF nos dias 6 e 7 [de janeiro]. Tivemos aquele problema todo, mas, na minha visão, não foi culpa do Anderson. Acho que foi um conjunto”, acrescentou o governador, minimizando a responsabilidade do então secretário distrital de Segurança que, na véspera dos ataque aos prédios públicos, viajou para os Estados Unidos, de férias.

Embora estivesse à frente da pasta havia apenas cinco dias, Torres já tinham feito uma série de mudanças nos postos de comando da segurança pública. Apesar disso, para Ibaneis, o que houve naquele dia em que milhares de pessoas avançaram sobre os prédios públicos diante de um número insuficiente de agentes públicos foi um “apagão geral” que acometeu inclusive tropas sob o comando do governo federal.

Brasília (DF), 16/03/2023 - O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, durante entrevista coletiva para falar sobre seu retorno ao governo após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O governador do DF, Ibaneis Rocha, durante entrevista coletiva para falar sobre seu retorno ao governo após determinação do ministro Alexandre de Moraes – Marcelo Camargo/Agência Brasil

“O que aconteceu foi um apagão geral. Eu mesmo recebi mensagens do secretário de Segurança Pública em exercício [Fernando de Sousa Oliveira] dizendo que as coisas estavam extremamente tranquilas. Houve falhas da Polícia Militar. No Palácio do Planalto, que tem um batalhão a sua disposição, houve um relaxamento total. A Força Nacional de Segurança Pública também não atuou. Foram diversas falhas em conjunto, e as investigações em curso vão apurar tudo isso”, enfatizou Ibaneis.

O governador ainda lembrou que, após o quebra-quebra ocorrido em 12 de dezembro, quando manifestantes tentaram invadir o prédio-sede da Polícia Federal, no centro de Brasília, o governo do Distrito Federal tentou desmobilizar o acampamento montado em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, onde parte das pessoas que posteriormente participaram da depredação dos prédios públicos estava concentrada.

“Ao menos duas vezes tentamos tirar os manifestantes da porta do QG do Exército. Como em 12 de dezembro já tinham queimado ônibus e feito o que fizeram, sabíamos que aquilo era um barril de pólvora, mas nas duas vezes fomos impedidos pelo Comando do Exército”, garantiu Ibaneis. “Ainda assim, no 8 de janeiro, a informação que eu tinha era que as coisas estavam pacíficas. Por isso eu não tinha como ter outra postura. Hoje, olhando para trás, é fácil avaliar que algo diferente poderia ter sido feito, mas fiz aquilo que estava dentro da minha competência, a partir das informações que eu tinha na ocasião.”

Sobre seu afastamento, Ibaneis afirmou que foram dias muito difíceis, mas que entende terem sido necessários. “É com muita alegria que volto ao Palácio do Buriti. Recebi a decisão de meu afastamento com respeito, paciência e passei por este período com toda resiliência. Não tenho mágoa, rancor ou raiva de ninguém. E, embora tenha tomado um grande susto, entendi a reação do ministro Alexandre de Moraes. O que ocorreu em 8 de janeiro foi muito grave e [a decisão de Moraes] foi necessária”.

Câmara aprova projeto que incentiva a adoção de animais

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Proposta ainda precisa passar pela análise do Senado

Os pet shops, clínicas veterinárias e estabelecimentos semelhantes podem ter que fixar em suas instalações cartazes que facilitem e incentivem a adoção de animais domésticos. O Projeto de Lei 50/19 que prevê a medida foi aprovado nesta quinta-feira (16) pela Câmara dos Deputados, e agora seguirá para análise do Senado.

De acordo com o texto aprovado, o cartaz deverá conter o nome da instituição responsável pela oferta (ONG ou entidade defensora dos animais), telefone e e-mail para contato e informações sobre a importância da adoção responsável de animais e os seus benefícios.

Os animais deverão ser entregues para a adoção vacinados e vermifugados, cabendo os custos aos adotantes ou às instituições responsáveis pela adoção.

Segundo o autor da proposta, deputado Fred Costa (Patriota-MG), o objetivo é reduzir o número de animais abandonados nas ruas, sujeitos à violência humana, à incidência de zoonoses e acidentes de trânsito.

Moraes mantém prisão de 294 acusados por atos antidemocráticos

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Mais de 100 form soltos nesta quinta e vão cumprir medidas cautelares

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), finalizou nesta quarta-feira (16) a análise dos pedidos de liberdade de presos pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

De acordo com o balanço final divulgado pelo gabinete do ministro, dos 1,4 mil presos no dia dos ataques, 294 (86 mulheres e 208 homens) permanecem no sistema penitenciário do Distrito Federal. Os demais foram soltos por não representarem mais riscos à sociedade e às investigações.

A última análise dos pedidos de liberdade apresentados ao Supremo terminou nesta quinta com a soltura de mais 129 presos, que ganharam liberdade provisória e deverão cumprir as seguintes medidas cautelares: uso de tornozeleira eletrônica; obrigação de apresentação semanal à Justiça; proibição de sair do país, devendo entregar o passaporte à Justiça; suspensão de autorizações de porte de arma para CACs – caçadores, atiradores e colecionadores; proibição de usar as redes sociais e proibição de comunicação com outros investigado.

Os acusados que permaneceram presos respondem pelas condutas de incitação ao crime, incitação de animosidade das Forças Armadas contra as instituições democráticas, associação criminosa, dano qualificado, abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de estado.

Entenda

Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em segundo turno, no final de outubro, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, inconformados com o resultado do pleito, pediam golpe militar, para depor o governo eleito democraticamente.

As manifestações dos últimos meses de 2022 incluíram acampamentos em diversos quartéis generais do país e culminaram com a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro deste ano.

Café da Empreendedora

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Evento realizado no Park Way, no Dia das Mulheres, celebrou o empreendedorismo feminino com palestras, dinâmicas, maquiagem e brindes.

As participantes, mulheres empresárias de diferentes áreas de atuação, participaram de painéis sobre Desenvolvimento Pessoal e Hábitos, Comunicação Estratégica e Marketing Digital e Organização Financeira e Investimentos.

Moraes determina retorno de Ibaneis ao cargo de governador do DF

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, durante reunião do Fórum de Governadores para tratar da incidência do ICMS sobre combustíveis e teses da cobrança do Diferencial de Alíquota do ICMS (Difal).

Ministro do STF atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (15) o retorno imediato do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, ao cargo.

Ibaneis foi afastado pelo ministro por 90 dias após os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O afastamento terminaria no dia 9 de abril.

Moraes atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que enviou ao Supremo parecer favorável à medida.

Na decisão, Alexandre de Moraes disse que a investigação do caso não mostra indícios de que Ibaneis estaria impedindo o trabalho de apuração ou destruindo provas. Dessa forma, o ministro entendeu que não há justificativa para manter o afastamento do governador. 

“O momento atual da investigação – após a realização de diversas diligências e laudos – não mais revela a adequação e a necessidade da manutenção da medida, pois não se vislumbra, atualmente, risco de que o retorno à função pública do investigado Ibaneis Rocha possa comprometer à presente investigação ou resultar na reiteração das infrações penais investigadas”, disse Moraes. 

Apesar da decisão, o inquérito que investiga a suposta omissão de Ibaneis e outras autoridades na contenção dos atos violentos na capital federal vai continuar em tramitação.

Matéria ampliada às 16h05