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Brasília Samba Jazz recebe o show “Ana Canta Elas” 

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Sambas e bossas que relembram anos 50 e 60

Para os amantes de uma boa música, o Infinu (W3 Sul) recebe no dia 15 de
abril, às 20h, o projeto Brasília Samba Jazz, com o show, “Ana Canta Elas”,
apresentado pela cantora Ana Beatriz, interpretando as estrelas da música
popular brasileira, Elizeth Cardoso, Elis Regina e Elza Soares. Também terá
interpretação dos compositores Baden Powell, Edu lobo, Marcos Valle, Johnny
Alf, e outros.

Ana afirma que o repertório com muitos sambas e bossas vão relembrar a era
de ouro do final dos anos 50 e início dos anos 60. “O público poderá ver o
balanço, a pureza e a alegria dançante dos arranjos envolvidos em cada
canção”, afirma.

Liderado pelo baterista Sandro de Souza, o projeto Brasília Samba Jazz
apresenta as belas canções da era de ouro da música brasileira, com as
releituras de grandes mestres como Dom Salvador, Moacir Santos e JT
Meirelles, e o frescor da sonoridade da época.

Lançamento
O projeto também tem como objetivo realizar o lançamento da logomarca, com
camisetas, adesivos e canecas à venda para o público. “A ideia sempre foi,
além de tocar os corações de quem ouve, também o dos músicos que passam
pelo projeto, pois ao experimentar toda a influência que o jazz trouxe pra nossa
música brasileira, fica claro como parte da nossa história não foi tocada e
lançada no nosso próprio país”, declara Sandro.

Músicos
No Infinu, o show conta com os músicos Joelson Conceição no violão e
arranjos, Lucas Rodrigues no contrabaixo acústico, Daniel Rodrigues no
trombone, Carlos Cárdenas no saxofone, Renato Araújo no trompete e Sandro
de Souza na bateria.



Informações sobre o show:

– Os ingressos estão divididos por setores que serão ocupados por ordem de
chegada dentro de cada área.

– Se tiver interesse em reservar bistrô/mesa é necessário comprar todos os 3
lugares e entrar em contato com a equipe Infinu para escolher a posição do(a)
mesmo(a) e garantir a reserva.

– Para os ingressos do Setor Laranja – Bancos/Em pé/Mezanino: os bancos
serão ocupados por ordem de chegada.

– Após 20 minutos do início do show, os lugares não ocupados de cada setor
poderão ser preenchidos por outras pessoas presentes mediante pagamento
da diferença do valor do ingresso.

– Caso tenha interesse em fazer o upgrade do seu ingresso, entre em contato
com a equipe da casa.

– Consulte o mapa de setores antes da escolha do ingresso.

– Os valores de ingressos serão maiores na noite do evento, então se antecipe
para comprar ingressos com melhores preços.

Valores:
Setor 1 (amarelo) – bancos/em pé/mezanino
R$ 25,00
Setor 2 (rosa) – bistrôs
R$ 35,00
Setor 3 (azul) – mesas
R$ 40,00

Serviço:
Brasília Samba Jazz
“Ana Canta Elas”
Data: 15 de Abril 2023
Local: Infinu – W3 sul CRS 506 -Bloco A, loja 67
Horário: 20H
Ingressos pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/brasilia-samba-jazz-
apresenta-ana-canta-elas/1930342

Historiadora desenvolve roteiros sobre memória da ditadura militar

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Rio de Janeiro (RJ) - Edson Luís Lima Souto foi assassinado por um soldado da PM, com um tiro no peito, em 28 de março de 1968, no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. Foto: Acervo da Biblioteca Nacional

Projeto inclui visitações guiadas com jovens e estudantes no Rio

Para além dos livros e arquivos, é difícil encontrar referências explícitas no Rio de Janeiro ao período da ditadura militar. Não há centros de visitação, tampouco museus sobre o tema. Com isso em mente, a historiadora Samantha Quadrat, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), mapeou lugares da cidade que guardam as memórias do regime autoritário entre 1964 e 1985.

Desde o ano passado, ela coordena visitas guiadas com estudantes da educação básica, universitários e professores. A atividade é parte do projeto Lugares de Memórias, apoiado pela bolsa de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

“Roteiros como esses permitem que você fomente questionamentos, empatia pelas vítimas, valores democráticos, e que discuta também a relação da cidade com as forças de segurança. É uma possibilidade de pensar o ensino na ditadura militar”, explica a historiadora. “A gente não tem no Rio um museu como o de São Paulo, o Memorial da Resistência. Então, é importante que a gente ocupe a cidade, se aproprie cada vez mais dela, dessa história e dessas memórias”, argumenta.

O primeiro roteiro que a pesquisadora desenvolveu foi sobre o movimento estudantil secundarista. A ideia é tornar mais conhecida a atuação desse grupo durante o regime militar, por entender que as histórias sobre a resistência universitária costumam receber mais atenção. Samantha mapeou pontos emblemáticos da cidade que lembrem principalmente a vida e o assassinato do estudante Edson Luís, símbolo da luta dos secundaristas.

Restaurante Calabouço

Um dos destaques é o prédio do Ministério Público, na região central do Rio. No espaço onde hoje existe um estacionamento, funcionava na década de 60 o restaurante Calabouço. Ele havia sido instalado originalmente em um ponto do bairro do Flamengo e fornecia refeições com preços mais baixos para estudantes da rede pública.

O prédio foi demolido e um novo estabelecimento aberto no centro. Mas a obra estava inacabada e o restaurante passou a selecionar quais usuários podiam entrar. No dia 28 de março de 1968, um grupo de estudantes secundaristas ocupou o lugar e protestou contra as novas condições. Dezenas de policiais militares interromperam a manifestação e atiraram nos estudantes. Edson Luís Lima Souto, de 18 anos, foi atingido no peito.

A história continua na Santa Casa de Misericórdia, também incluída na visita guiada. Depois de baleado, Edson Luís foi conduzido para lá, onde foi confirmada a morte. Os colegas secundaristas impediram que o corpo fosse levado ao Instituto Médico Legal (IML), com medo de que os policiais sumissem com ele. O destino escolhido foi a então sede da Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara, atual Câmara Municipal. É no local que termina o roteiro com a historiadora.

“Ali, diante dos olhos vigilantes dos estudantes que temiam o que a ditadura poderia fazer com o corpo do secundarista, foram feitas a autópsia e o velório. Aos poucos, milhares de pessoas foram chegando para prestar homenagem e protestar contra a ditadura. Infelizmente, esse episódio não é lembrado na visitação guiada que é realizada no local”, afirma a historiadora.

Edson Luís homenageado

A única lembrança concreta que existe do episódio no Rio é o monumento criado em 2008 para homenagear Edson Luís. Foi uma oferta à cidade da então Secretaria Especial dos Direitos Humanos, do governo federal. Ele fica na praça Ana Amélia, perto da Santa Casa de Misericórdia.

A escultura traz uma bandeira rasgada em meio a uma mancha vermelha e pegadas de vidro na base. Mas quem chega ali hoje não encontra placa, nem qualquer outra referência explicativa. A reportagem da Agência Brasil chegou a ser abordada por um morador da região que desconhecia o significado do monumento.

A pesquisadora prepara outros roteiros sobre a ditadura, que vão trazer recortes temáticos como o golpe de 64 e a história do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI/CODI), o órgão de inteligência e repressão subordinado ao Exército brasileiro. Ela reforça que ações como essa são importantes para resistir aos silêncios, intencionais ou não, do período autoritário que o país viveu. Mas que é fundamental que o Rio de Janeiro e outras cidades invistam na preservação dessa história. 

“A ditadura e os governos democráticos, durante os debates da modernização, acabaram destruindo alguns desses lugares de memória. É urgente que a gente tenha centros de memória. Um deles deveria ser no prédio do Departamento de Ordem Política e Social – DOPS – que está caindo aos pedaços e que chegou a ser o museu da polícia. É fundamental que a gente crie a demanda pelos memoriais, que haja reflexão na cidade, que consiga fazer um museu como o Chile fez, de memória e direitos humanos”, afirma Samantha.

O destino do prédio onde funcionou o DOPS, no centro da cidade, está em disputa há anos. Recentemente, a deputada estadual Dani Balbi (PSOL) apresentou projeto na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) para que seja criado no prédio o Museu da Memória e da Verdade do Estado.

Serviço 

Colégios, professores, estudantes e outros interessados em participar das visitas guiadas do projeto Lugares de Memória podem escrever para o e-mail da historiadora (samantha.quadrat@gmail.com) ou entrar em contato pela conta do Instagram (@lugaresdememoria).

Campanha de vacinação contra gripe começa em todo o país 

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Vacina, vacinação, campanha de vacinação contra gripe

Ministério da Saúde estima vacinar 79,5 milhões de pessoas

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começou nesta segunda-feira (10). Segundo o Ministério da Saúde, a meta é vacinar, até 31 de maio, pelo menos 90% do público prioritário para a imunização, que soma 81,8 milhões de pessoas. Entre os alvos da campanha estão pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a cinco anos de idade, trabalhadores da saúde, professores, gestantes e puérperas. 

Também fazem parte do público prioritário povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, profissionais das forças de segurança e salvamento, militares, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo, trabalhadores portuários, profissionais do sistema penitenciário, pessoas privadas de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas. 

Neste ano, todos os segmentos prioritários serão imunizados ao mesmo tempo. O Ministério da Saúde estima vacinar 79,5 milhões de pessoas em todo o país e, por isso, distribuiu 80 milhões de doses. 

No estado de São Paulo, onde apenas 69% do público-alvo foram imunizados no ano passado, a meta é atingir 18,4 milhões de pessoas neste ano. No estado do Rio de Janeiro, espera-se vacinar 6,9 milhões de pessoas.  

Segundo o secretário municipal do Rio de Janeiro, Rodrigo Prado, apenas na capital fluminense são 237 postos de vacinação, funcionando de segunda a sexta-feira, em horário comercial, e aos sábados de manhã.

“A meta desses grupos prioritários é de 2 milhões de pessoas [na cidade do Rio]. A gente espera que as pessoas se vacinem. Este ano foram mais de 230 mil casos gripais notificados, aumentando muito em criança, principalmente. Queremos prevenir e evitar que tenham gripes mais graves, que tenham que se internar, que tenham pneumonia. A vacina realmente funciona muito bem para isso”. 

O aposentado Adão Eusébio Francisco, de 84 anos, foi se vacinar em uma tenda especial, montada na Praça Mauá, no centro da cidade, junto com seus colegas da turma de ginástica. 

“Depois que a gente se vacina, a gripe até pega, mas vem mais leve. Todo ano eu me vacino e, graças a Deus, ela vem mais leve”, conta o aposentado. 

Outro integrante da turma de ginástica, o aposentado Valmir de Mello, 65 anos, também aproveitou o primeiro dia da campanha para se imunizar. “É mais uma segurança para a nossa vida”, afirma.

 

Lula: “Vamos fazer a diferença superando dificuldades apresentadas” 

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Brasília (DF), 03/04/2023 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros fazem reunião de balanço de 100 dias de governo, no Palácio do Planalto.

“O Brasil votou a cuidar do que era urgente e inadiável”, disse Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa, nesta segunda-feira (10), 100 dias de governo. Em cerimônia no Palácio do Planalto, ele disse que o governo federal pretender fazer a diferença superando as dificuldades que se apresentarem. “Agradeçam às pessoas que acham que o Brasil não vai bem, que fazem críticas. Elas estão dizendo exatamente aquilo que a gente não deve fazer”, afirmou. 

Segundo Lula, de janeiro a março deste ano, o governo empenhou R$ 3,3 bilhões, contra R$ 892 milhões empenhados pelo governo de Jair Bolsonaro nos três primeiros meses do ano passado.  

Lula citou, no mesmo período, R$ 323 milhões investidos em recursos hídricos contra R$ 82 milhões no ano anterior; R$ 535 milhões em ciência e tecnologia contra R$ 128 milhões em 2022; R$ 145 milhões em infraestrutura de saúde contra R$ 56 milhões no ano anterior; R$ 328 milhões em hidrovias contra R$ 34 milhões em 2022; e R$ 203 milhões em habitação contra nenhum investimento nos três primeiros meses do ano passado. 

“Esta é uma pequena demonstração de como vamos fazer a diferença nesse país. E vamos fazer a diferença superando as dificuldades que se apresentarem para nós”, disse. “O Brasil votou a cuidar do que era urgente e inadiável, cuidar de seu povo”, concluiu.  

Mais cedo, o governo federal divulgou uma lista de políticas públicas e ações realizadas nos últimos três meses. 

Combate à fome 

O Bolsa Família foi retomado pelo governo com valor mínimo de R$ 600 e um adicional de R$ 150 para cada criança até seis anos na composição familiar. Em março, primeiro mês de pagamentos, mais de 21,1 milhões de famílias receberam um valor médio de R$ 670,33. 

Saúde 

A retomada do programa Mais Médicos, rebatizado de Mais Médicos para o Brasil, possibilitou a abertura de 15 mil vagas e promete fixar, até o fim do ano, 28 mil profissionais em todo o país, sobretudo em áreas de extrema pobreza. 

Habitação 

O programa Minha Casa, Minha Vida também foi retomado com a proposta de restabelecer imóveis subsidiados para pessoas em situação de vulnerabilidade. De acordo com o balanço, foram entregues 5.693 moradias em 14 municípios de oito estados brasileiros. 

Segurança 

O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), destinado à prevenção, ao controle e à repressão da criminalidade, foi relançado em 2023 e conta com R$ 700 milhões assegurados para investimentos. 

Meio ambiente 

O governo federal cita a proteção à Floresta Amazônica e demais biomas brasileiros como “topo das prioridades”. O Fundo Amazônia, parado desde 2019, foi reativado por meio de decreto assinado no dia 1º de janeiro. 

Povos indígenas 

Em meio à grave crise humanitária do povo yanomami, Lula editou decreto que cria o Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento à Desassistência Sanitária dessas populações e o Ministério da Saúde declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. 

Combate ao racismo 

O balanço cita ainda a publicação da Lei nº 14.532/2023, que equipara a injúria racial ao crime de racismo, e o decreto que determina a reserva de 30% de cargos de confiança para pessoas negras em cargos em comissão e funções de confiança da administração federal. 

Política externa 

Em 100 dias, Lula visitou a Argentina e o Uruguai, onde discutiu parcerias comerciais, questões ambientais e o fortalecimento do Mercosul. Ele também se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, mas não chegou a visitar a China em razão de um problema de saúde. 

GELADO DE LIMÃO E FRUTAS

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Rendimento: 10 porçõesTempo de Preparo: 40 minutosCalorias: 170 a porção

Ingredientes
2 xícaras (chá) de manga picadas
2 xícaras (chá) de morangos picados
1 envelope de gelatina em pó sem sabor
4 colheres (sopa) de água1 lata de creme de leite
½ xícara (chá) de Sumo de Limão
2 claras 1 xícara (chá) de açúcar

Preparo
Misture as frutas em uma tigela. Coloque em uma forma de pudim média molhada. Dissolva a gelatina na água e leve ao fogo, em banho-maria até derreter bem. Ou no microondas por 1 minuto na potência alta. Bata no liquidificador com o creme de leite e o Sumo de Limão Castelo. Bata as claras em neve e adicione o açúcar aos poucos até ficar um suspiro firme. Despeje a mistura do liquidificador nas claras batidas e mexa até misturar bem. Despeje sobre as frutas, mexa delicadamente e leve à geladeira até firmar. Desenforme e sirva.

5 coisas que aprendi sobre aeroportos e pessoas 

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Uma das experiências mais interessantes de fazermos em um aeroporto é, assim que colocar os pés nele, deixar o celular no modo avião, desconectar-se desta tela e se conectar com outros pixels: humanos, imperfeitos, mas carregados de sentido (e de destino). Eu fiz isso e, de tudo o que eu vi, listei cinco itens.
Vamos nessa, pois o embarque é imediato. 

O orelhão das emoções: a ficha cai! 

Se toda grande viagem começa pelo despacho das malas, parece-me que o “meat or chicken” ainda não chegou plenamente alí. Explico! Na fila para despachar, os sentimentos não se resumem a apenas dois. Trata-se de uma simbiose de pixels: ansiosos, apreensivos, felizes e até distantes. Talvez, inclusive, olhares mais distantes que o próprio destino. O caminho com fitas é, potencialmente, a sala de embarque das emoções. A ficha cai! 

Um até logo… e um nunca mais!

Acredito que ela própria, a sala de embarque, tem início em um portão intangível e paradoxalmente bem real, chamado despedida. São lágrimas e abraços demorados, que não mais acontecerão da mesma forma. Afinal e, invocando Heráclito de Éfeso, se não é possível entrar no mesmo rio duas vezes, imagina quando cruzamos oceanos?! Jamais seremos os mesmos. Mesmo! 

Os extremos do portão de embarque: vai do 08 ao 80!

Mas… e quando o passageiro encontra um dispositivo para recarregar o celular, perto de uma cadeira vazia, e corre todo pimpão até lá?! Ao chegar perto de seu objeto de desejo, é “só” empilhar a sacola do free shop, a blusa pro avião, o chapéu Panamá das fotos Insta e do Tinder, o livro, óculos de leitura e… pronto! Só isso! 
No entanto, essa alegria dura até o anticlímax fazer o abençoado correr 500 metros, com tudo aquilo, além das barreiras humanas, do portão 08 até o 80. Detalhe: embarque imediato, obviamente.  

Chega de saudade!

Quero também falar sobre a área do desembarque. É ali que podemos apreciar um festival de caras, faixas de boas-vindas, bocas e unhas. Roídas! Na boca da cara. Escorrida! Lágrimas! Mentes que ansiosamente aguardam o passageiro, muitas vezes vindo de outros oceanos para, enfim, ao mover da porta corrediça e da roda do carrinho, desaguar no ombro do viajante o mar salgado oriundo dos olhos.

Viajar não é bobagem. Viajar é bagagem! 

A última e mais valiosa das percepções, sabida por muitos inclusive, é preciso ser reafirmada. Há quem diga que viajar é uma bobagem ou gasto desnecessário. Eu não acho. Eu acredito que viajar, e ter a oportunidade de colocar o celular no modo avião para me conectar com tantos pixels, é, sobretudo, adquirir uma bagagem que “Aeroporto – Área Restrita” nenhum é capaz de mensurar o valor.

Por: Guilherme Renso