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Romance com gringos

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4 em cada 10 brasileiros estão abertos à possibilidadeApós ouvir centenas de pessoas, estudo descobriu que jovens são os mais interessados; para 60% dos entrevistados, idioma e distância são grandes desafios
Ao que tudo indica, os brasileiros nunca estiveram tão interessados em um romance com gringos — e os dados estão aí para provar. Somente de 2020 para cá, as pesquisas online envolvendo o tema saltaram mais de 120% nacionalmente, entre buscas por redes sociais e apps de bate-papo com estrangeiros. Agora, em uma pesquisa da Preply, mais de 40% dos entrevistados admitiram: mesmo quem não cogita a hipótese no momento já pensou em viver uma “paixão internacional” no futuro. 

Para entender como as pessoas enxergam o assunto, recentemente, a plataforma de e-learning perguntou a 500 usuários se eles já se envolveram ou se envolveriam com estrangeiros, que tipo de vantagens uma relação como essa oferece e os desafios mais comuns em relacionamentos com gringos. Além das línguas e nacionalidades mais atraentes no país, ainda foram desvendadas as plataformas favoritas para conhecer pessoas de fora e, quem sabe, engatar em um amor sem fronteiras.

Principais conclusões
Espaços preferidos para conhecer gringos são as redes sociais (76%) e apps de namoro (43,8%);Jovens (51%) são os que mais pensam no assunto, diferente dos mais velhos;Nacionalidades mais atraentes para brasileiros são a italiana e estadunidense, enquanto línguas mais sexy são o inglês, francês e espanhol

Romance internacional: os jovens dizem sim; os mais velhos, nem tanto

Mesmo não faltando boas histórias de romances com gringos por aí, de forma geral, nosso estudo descobriu que os relacionamentos envolvendo outras nacionalidades não são tão comuns no país. Isso porque, quando questionados sobre suas experiências atuais ou passadas com estrangeiros, apenas 21% dos entrevistados disseram viver ou já ter vivido algo do tipo — uma porcentagem que pouco variou conforme o gênero, idade ou classe social das pessoas.

No entanto, mesmo com a falta de experiências pessoais, diversos respondentes demonstraram abertura para a possibilidade de conhecer um estrangeiro no futuro. Em tempos nos quais não é difícil conhecer pessoas de fora virtualmente, mais de 40% dos usuários disseram já ter pensado no assunto, uma reflexão mais habitual entre os homens (46,2%) do que entre as mulheres (40,5%). 

Os resultados também indicaram que viver um amor internacional futuramente é uma hipótese mais cogitada pelos jovens do que pelos mais velhos. Se comparadas as diferentes faixas etárias, por exemplo, 5 em cada 10 brasileiros entre 16 a 24 anos já pensaram no tema, um número maior que o encontrado entre pessoas com mais de 40 anos (36%). 

Entre desafios e aprendizados 
Se certos obstáculos são comuns em toda relação amorosa, não há dúvidas de que estar com uma pessoa de outra nacionalidade traz consigo suas próprias particularidades. De acordo com os brasileiros entrevistados, os maiores desafios ficam a cargo da barreira linguística (64,4%) e a distância geográfica (64,4%), que lideram a lista de dificuldades mais comuns. 
“De fato, a barreira da língua pode até parecer um grande impedimento para a conexão entre pessoas de países diferentes. No entanto, com um pouco de prática e paciência, a tendência é que as trocas a dois se tornem cada vez mais confortáveis. Vale lembrar que, assim como a possibilidade de conhecer estrangeiros, hoje também conseguimos tirar nossas dúvidas e praticar um novo idioma com poucos cliques” afirma Yolanda Del Peso, especialista em Outreach da Preply. 

Mas, afinal, será que os brasileiros estariam dispostos a aprender um idioma diferente para um relacionamento amoroso? A resposta foi quase unanimidade, com cerca de 80% dos entrevistados afirmando que topariam, sim, o desafio. Só em seguida aparecem os indecisos (12%) e aqueles que afirmam com todas as letras: não encarariam outra língua em nome do amor (9,8%). 
Quanto aos benefícios, muitas pessoas parecem concordar que embarcar em um “relacionamento sem fronteiras” é como descobrir um novo mundo do zero, uma verdadeira experiência de enriquecimento cultural. Não à toa, a maioria dos respondentes disseram que aprender ou aprimorar um novo idioma (78,6%), poder viver em outro país (69,8%) e ter contato com novos costumes e tradições (71,4%) são algumas de suas grandes vantagens

Afinal, quem são os crushes nacionais?
Os gringos podem respirar aliviados: dada a quantidade de empates no pódio, há espaço para muita gente no coração dos brasileiros. Para se ter uma ideia, depois de uma disputa acirrada, o topo do ranking das nacionalidades mais atraentes foi encabeçado não por uma, mas duas — os italianos e os estadunidenses. O mesmo também aconteceu com o segundo lugar dos crushes nacionais, ocupado simultaneamente pelos franceses e espanhóis. Do top 3, apenas o terceiro lugar foi ocupado por uma única população: a portuguesa. 
De certa forma, é possível dizer que uma lógica similar se aplica à preferência dos brasileiros pelos idiomas, visto que o inglês, o espanhol e o francês foram eleitos, respectivamente, os mais sexy do mundo segundo os respondentes. 
Esbarrando com gringos pela internet

Os números não nos deixam mentir: pelo menos no Brasil, o interesse em interagir virtualmente com estrangeiros é algo que vem crescendo a cada ano. Somente de 2020 a 2023, as buscas online em torno do tema saltaram 122% (no Sul e Sudeste, o crescimento passa dos 130%), entre pesquisas como “apps para namoro internacional” e “como conhecer gringo” — o que também sugere certa dúvida sobre por onde começar.  Para nossos entrevistados, os espaços mais eficazes para “trombar” com pessoas de fora ainda são as redes sociais (76%), seguidas por apps de namoro como o Tinder, Happn e Badoo (43,8%).
 
Outras opções válidas são os bons e velhos aplicativos de mensagens (32,4%), plataformas de intercâmbio de idiomas (29,8%) e websites de chats online (14%), mais famosos há alguns anos. De toda forma, dos jogos (12,4%) aos fóruns (13,2%), opções certamente não faltam! 

Sobre a Preply

A Preply é uma plataforma online de aprendizagem que conecta milhões de professores nativos a alunos de todo o mundo. A empresa fundada em Kiev, na Ucrânia, e que conta com escritórios em Barcelona, Espanha, já alcançou mais de 140 mil professores que ensinam 50 idiomas em 203 países ao redor do planeta. A solução proporciona uma relevante e eficiente experiência de aprendizado a preços justos. Mensalmente, a Preply realiza pesquisas nas áreas de educação, mercado, estilo de vida e outros temas relevantes para o mundo globalizado. 

Em encontro com a família de JK, Rui Costa mostra respeito a Brasília.

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Em encontro com a família de JK, Rui Costa mostra respeito a Brasília Ministro-chefe da Casa Civil disse que suas declarações foram mal interpretadas, pois as críticas eram endereçadas ao ambiente político, e não à cidade

Após as críticas a Brasília, feitas em evento público no interior baiano na última sexta-feira (2), o ministro Rui Costa recebeu a família do fundador da capital na tarde desta segunda-feira (5). Acompanhada pelo líder do PT no Senado, Jaques Wagner, pelo filho André Octávio Kubitschek e pelo marido Paulo Octávio, a presidente do Memorial JK, Anna Christina Kubitschek, entregou ao chefe da Casa Civil o livro “Por que construí Brasília?”, de autoria do ex-presidente. E ouviu dele as explicações sobre as frases infelizes sobre a capital.

Ao grupo, Rui Costa afirmou que suas palavras foram “interpretadas de maneira equivocada” e garantiu que não queria fazer nenhum ataque à cidade ou à população que vive aqui. Segundo ele, suas declarações criticavam o momento político brasileiro, e que usou Brasília como uma metáfora. O ministro-chefe da Casa Civil disse ainda admirar o governo desenvolvimentista que JK fez no País, nos anos 1950, e que mais de 250 mil baianos vivem hoje em Brasília graças ao sonho de um Brasil grande, que o ex-presidente plantou no País.

Por fim, garantiu a Paulo Octávio, presidente do PSD-DF, que não partiu dele e nem do Palácio do Planalto a emenda feita pelo relator do Novo Arcabouço Fiscal na Câmara dos Deputados, Cláudio Cajado (PP-BA), que mudou as regras de distribuição dos recursos ao Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF). O dispositivo pode causar um prejuízo de R$ 87 bilhões em dez anos aos cofres públicos da capital.

Todos a favor do DF contra Rui Costa, ministro da Casa Civil de Lula

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O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, do governo Lula, recebeu uma enxurrada de críticas após declarações no mínimo infelizes que fez na última sexta-feira (2) contra Brasília e o Distrito Federal.

Ao participar de evento na Bahia, Costa disse que Brasília é uma “ilha da fantasia” e criticou a instalação da capital no Distrito Federal. “Eu chamo aquilo de ilha da fantasia. Aquele negócio de colocar a capital longe da vida das pessoas, na minha opinião, fez muito mal ao Brasil”, disse.

Fala preconceituosa

E prosseguiu o ministro com sua fala preconceituosa:

“Era melhor ter ficado no Rio de Janeiro ou ter ido para São Paulo, Minas ou para a Bahia. Para que quem fosse entrar num prédio daquele ou na Câmara dos Deputados ou no Senado, passasse antes de chegar no seu local de trabalho, numa favela, debaixo de um viaduto, com gente pedindo comida, com gente desempregada porque ali as pessoas vivem numa ilha ilusória, numa bolha de fantasia”, discursou.

O primeiro a vir a público contra as declarações foi o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). Ao jornal Correio Braziliense, chamou o ministro da Casa Civil de “idiota completo”.

“Agora sabemos de onde partiu o ataque ao Fundo Constitucional”, afirmou Ibaneis, em entrevista ao jornal Correio Braziliense. Disse ainda que o presidente Lula nunca demonstrou pensar como o ministro”, declarou o governador do DF

Noção de responsabilidade

Em nota, a OAB do Distrito Federal disse que o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, deveria ter a exata noção da responsabilidade que o alto cargo público para o qual foi nomeado exige.

“O respeito à dignidade de todos os cidadãos de Brasília e daqueles que são recebidos de braços abertos na nossa Capital é missão institucional daqueles que foram eleitos pelo povo do país. Digamos não a discursos desalinhados com o que Brasília representa para o país. O DF é da gente, de toda a gente trabalhadora e honesta que está por aqui”, diz a nota da OAB-DF.

Memória dos antepassados
De acordo com Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Distrito Federal, os dizeres do ministro ofendem a memória dos antepassados, daqueles que acreditam no projeto de um Brasil para todos que Brasília representa.

“Assim, a Diretoria da OAB/DF vem, firmemente, repudiar suas declarações, tal como publicadas neste domingo pelo jornal Correio Braziliense, e convidar a todas e todos que participem da nossa campanha “O DF é da Gente”, encerra o documento da entidade.

Campanha DF é da Gente

Nesta segunda-feira (5/), a vice-presidente da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), Lenda Tariana, foi a entrevistada da rádio CBN. Ao falar sobre o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), que está no projeto do arcabouço fiscal em tramitação no Senado, Tariana convocou a sociedade civil para participar da campanha “O DF é da gente”.

O evento está agendado para amanhã, dia 6 de junho, a partir das 19h, na sede da OAB/DF. “Seu propósito central é proporcionar um espaço de debate e participação ativa da sociedade civil, abordando a destinação dos recursos do Fundo Constitucional, a fiscalização de sua aplicação e os desafios enfrentados na gestão desses recursos”, explicou a vice-presidente da OAB-DF.

“Precisamos conscientizar a população do Distrito Federal e de outros estados sobre isso, para que possamos realmente lutar contra a alteração desse fundo. Mais uma vez, convido empresas, associações e sociedade civil a estarem presentes amanhã em nosso evento, para podermos discutir,” concluiu.

Advogados Délio Lins e Silva e Lenda Tariana, presidente e vice da OAB-DF, respectivamente. Foto/divulgação

Bancada no Senado

Ainda nesta terça-feira (6), o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), receberá a bancada do Distrito Federal no Congresso Nacional e os ex-governadores do DF para tratar sobre as mudanças no cálculo do principal fundo de investimento na segurança pública da capital.

O encontro, articulado pela senadora Leila Barros (PDT-DF), acontece às vésperas da votação do projeto que institui o novo arcabouço fiscal do Brasil. A reunião com Rodrigo Pacheco está marcada para as 15h na sala de audiências da presidência do Senado

TARDE REGADA A ARTE

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Os sócios Antonio Aversa e Roberto Corrieri, da Mercato + Arte + Design receberam na última terça-feira (30), convidadas do Comitê de Cultura, que integram o Grupo Mulheres do Brasil- Brasília, na galeria localizada no Gilberto Salomão.

Detalhes de obras de artes de artistas como o painel de Fernando Lucchesi, óleo sobre tela de Antônio Porteiro, painéis do artista Pitágoras, quadros feitos em madeira pelo renomado artista mineiro Fernando Velloso e André Pinheiro, selecionado para a Bienal de Firenze em 2019, foram apresentados pelos sócios às convidadas.Destaque para o antigo e raríssimo trabalho do artista russo David Burliuk, que chegou à Brasília após a mudança de uma família judia da Ucrânia para Montevideo, e posteriormente Brasília. Um colar de esmeralda com brilhantes e um brinco de safira com brilhantes, que estavam expostos, fizeram sucesso entre às presentes. A tarde foi regada a espumante e salgados da Casa de Biscoitos Mineiros.

O alívio depois do caos

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Ópera de câmera Happy Hour lembra a pandemia, mas passa mensagem de união e esperança. Espetáculo tem direção de Marcus Mota e é estrelado por Janette Dornellas

Um dos momentos mais angustiantes e tristes dos últimos tempos sob um olhar lírico e até esperançoso. A ópera de câmera Happy Hour, composta e dirigida por Marcus Mota, estreia dia 6 de junho, no Sesc Silvio Barbato, com recursos vindos do Fundo de Apoio à Cultura do GDF (FAC). O elenco tem as sopranos Janette Dornellas e Sophia Dornellas e a mezzo soprano Clara Figueiroa, além de uma orquestra formada de 9 mulheres.

Marcus conta que a ideia do espetáculo surgiu em meados de 2020, quando ele enfrentava a pandemia em Portugal. “Estava em Lisboa durante o início da pandemia. Era flagrante o descompasso entre o enfrentamento da covid no Brasil e em Portugal. Quando a situação melhorou em Lisboa, em meados de 2020, voltei para o Brasil, e fui caindo em um inferno sem fim. Havia já combinado com a Janette Dornellas um espetáculo centrado em mulheres maduras, profissionais, fora de seus papéis habituais de esposas, mães e filhas. Diante do caos na condução da pandemia no Brasil, parti para juntar as duas coisas: uma catarse pós-vacina e a forte presença de mulheres fortes durante a pandemia”, explica.

No palco, o público acompanha três amigas que se conheceram em ensaios de corais e fizeram parte do Coro Sinfônico da Universidade de Brasília: uma médica, uma empresária e uma professora, interpretadas respectivamente por Janette, Clara e Sophia. “A que nos introduz no mundo da pandemia é a médica, cansada de um cotidiano de tentar vencer a morte que se alastra.  Depois entram as amigas: a empresária, que luta para manter seu comércio diante do fechamento de tantas lojas; e a surpreendente volta da professora, que vendo as notícias do caos sanitário no Brasil, resolve voltar. Elas se reencontram e cantam a esperança e a união”, adianta o diretor. 

Janette Dornellas define a personagem que interpreta como “uma mulher que está vendo o sofrimento e a morte cotidianamente que chega do hospital em casa e só quer esquecer o horror que está vivendo”, mas destaca queHappy Hour não é um espetáculo pessimista, pra baixo. “A ideia do Marcus foi exatamente a da importância da família e dos amigos naquele momento. E foi assim que me senti na pandemia. As pessoas ajudaram muito para que a Casa da Cultura Brasília, meu pequeno teatro, não fechasse na pandemia. Então, é sobre solidariedade, amizade, cuidado”, completa.

Por isso, não é de se estranhar o título do espetáculo. A expressão Happy Hour nos leva a um momento feliz, de descontração. “O título é um chamariz, um gancho: lembra de algo que na normalidade pré-pandemia se relacionava com os encontros entre as pessoas depois do trabalho. Esses encontros, com o distanciamento social, viraram memória de um tempo feliz. No pós-pandemia, voltar a nos reunir era uma demonstração de apoio mútuo, de trocas de afetos, indignações. Happy Hour é mais sobre essa vontade de estar juntos depois que houve tanta desgraça. É voltar das sombras. A peça é pra frente : vai da dor da pandemia para a superação. Mas sempre nos alerta para ficarmos vigilantes contra as consequências de equívocos que poderiam ser evitados”, reflete Marcus Mota.

Marcus Mota é professor no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília desde 1996 e trouxe esse universo para Happy Hour a partir da escolha de montar uma ópera de câmara, que tem uma estrutura mais enxuta do que uma ópera como estamos acostumados a imaginar. “Nos últimos anos, houve uma intensificação da composição de obras com elencos e conjuntos instrumentais reduzidos além de encenações mais econômicas. Com isso, há mais espaço para experimentações, exploração de possibilidades muitas vezes não presentes em obras de maior investimento. E muitas dessas novas óperas de câmera vêm do contexto universitário, como exercícios de reflexão e criação de novos repertórios”, explica.

Com menos cantores e músicos no palco e “menor ostentação visual”, o caminho fica aberto para  a intimidade, seja cênica, seja do olhar do público.  “Tratei de simplificar as linhas melódicas vocais e incrementar o trabalho com a orquestração, criando sonoridades, jogos e imagens acústicas que não se vinculavam a um segundo plano frente ao canto. As mulheres ocupam o palco, mas da orquestra irrompem sons outros, inusitados, que se lançam em mil direções”, afirma o compositor, que lançou mão de ritmos como frevo e maracatu em momentos “de maior vivacidade, esperança e alegria. Dançar, cantar juntas torna as protagonistas da ópera mais fortes, mais unidas.”

Força feminina

Essa união delas traz à tona o outro tema de Happy Hour. A ópera já foi pensada, desde o primeiro momento, para ser um momento de celebração do feminino. “Estamos numa época de resgate do papel da mulher como figura importante em todas as áreas. Eu tenho uma pesquisa sobre mulheres compositoras brasileiras de todos os tempos esquecidas pela história. Então, é maravilhoso ter um grupo de artistas mulheres tão talentosas trabalhando juntas. Há uma cumplicidade e um afeto muito presente o tempo todo”, comemora Janette Dornellas.

Esse não é o único motivo de comemoração da soprano. Janette divide o palco com a filha, Sophia Dornellas, pela primeira vez numa ópera. A mãe-coruja ressalta que Sophia, formada como atriz na Casa das Artes de Laranjeiras e bacharel em canto lírico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é “extremamente profissional” e que “quando estamos no palco somos colegas”. Mas Janette não esconde: “Existe, sim, uma admiração muito grande da minha parte, por ter uma filha tão talentosa.”

Happy Hour é um espetáculo de celebração, de agradecimento, apesar das dores e despedidas. “Todo mundo teve suas perdas. No intervalo de poucos meses perdi meu pai e meu amigo e mestre Hugo Rodas. Um me deu a vida, outro me fez nascer várias e várias vezes no teatro. Hugo, já com câncer, pegou covid no início de 2022, o que acelerou sua partida”, lembra Marcus Mota. “Os teatros fechados estão abrindo. Os artistas estão de volta. O público agradece. Essa é uma dramaturgia musical gerada em Brasília, com artistas de Brasília, tendo em cena imagens de lugares e memórias do DF. Obras dramático-musicais têm todo um apelo, pois envolvem e empregam profissionais de diversas linguagens. Diante de um mundo plural, diversificado, nada mais próximo que uma obra plural, múltipla”, finaliza o diretor.

SERVIÇO

Happy Hour

Ópera de câmera com texto e música de Marcus Mota

Data: 6 e 7 de junho, terça e quarta

Horário: às 20h

Local: Sesc Silvio Barbato (SCS Ed. Presidente Dutra)

Entrada franca

Livre para todos os públicos

Haverá audiodescrição e legenda para deficientes visuais e auditivos

Haverá palestra antes das apresentações e debate após

Informações para a imprensa: TÁTIKA Comunicação e Produção/ Kátia Turra: 61 99224-7294 @tatikaturra

Ficha técnica

Direção: Marcus Mota

Elenco: Janette, Dornellas, Sophia Dornellas e Clara Figueiroa

Cenário e figurino: Janette Dornellas

Iluminação: Lemar Rezende

Direção de vídeo: Carol Resende

Pianista: Gisele Pires

Maestro: Rafael Ribeiro

Marcus Mota

Marcus Mota é professor no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília desde 1996, onde fundou e dirige o Laboratório de Dramaturgia (LADI-UnB) desde 1998. Integra o Núcleo de Estudos Clássicos da UnB, e é docente dos programas de pós-graduação em Metafísica e Artes Cênicas da UnB. Além disso, é escritor, dramaturgo e compositor. Fundou e dirige a revista Dramaturgias, que publica textos desde 2016. Entre diversos espetáculos, assinou Docenovembro (2001) Iago (2004), Ópera Hip-Hop (2009, vencedor do Prêmio Nacional de Expressões Afro-Brasileiras) e  Momaba (2011, ganhador do prêmio Klauss Vianna). 

Janette Dornellas

Doutora em Artes pela UnB, sob orientação de Marcus Mota, formada em Canto pela UnB, Mestre em Música pela Universidade de Goiás e Licenciatura em Música pela Universidade Católica. Cantou, no Brasil, um repertório lírico que inclui Vitellia (La Clemenza de Tito), Santuzza (Cavalleria Rusticana), Terceira Norna (O Crepúsculo dos Deuses), Leonora (Fidelio) e Lady Macbeth (Macbeth), entre outros. Estrelou recitais de música de câmera e concertos sinfônicos sob a regência de maestros como Claudio Santoro, Emílio de César, Silvio Barbato, Claudio Cohen, Rodolfo Fischer (Chile) e Ira Levin (EUA). Janette já se apresentou em outros países como Bolívia, Congo e EUA, onde viveu Carmem ao lado da Townsend Opera Player. Além de cantora, Janette é professora de canto, produtora, diretora e figurinista. Ela ainda mantém o Instituto Cultural Janette Dornellas, conhecido como Casa da Cultura Brasília.

Sophia Dornellas

De família de cantores, Sophia Dornellas iniciou a vida na música muito cedo. Formou-se em teatro pela Casa das Artes de Laranjeiras em 2015 e é bacharel em Canto pela UFRJ. Interpretou Susanna em As Bodas de Fígaro(2018),  Zerlina de Don Giovanni (2019), papel que também a levou, em 2022, a estrear nos palcos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em agosto, deve ir para os Estados Unidos, onde fará mestrado em Performance na Universidade do Alabama. 

Clara Figueiroa

Mezzo-soprano com carreira marcada por atuações em repertório concertista e operístico como as óperas Cavalleria RusticanaThe Médium e  Gianni Schicchi. Destaca-se também na produção de espetáculos de ópera e concertos.

GDF terá programação alusiva à Semana do Meio Ambiente

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De blitz educativa a castração de cães e gatos, calendário inclui ainda pacote de ações do governo pela preservação dos recursos naturais.

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta segunda-feira (5), a Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema) terá, ao longo dos próximos dias, programação que vai desde blitz educativa à castração de cães e gatos. Também fazem parte do calendário eventos de órgãos vinculados à Sema, como a Trilha Fotográfica, e o Seminário de Incêndios Florestais, hoje, promovido pelo Instituto Brasília Ambiental – veja o cronograma completo ao fim da matéria.

Entre as ações da Semana do Meio Ambiente está a Trilha Fotográfica, neste domingo (4), no Jardim Botânico de Brasília | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Um pacote de ações também será implementado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nesta Semana do Meio Ambiente, como o decreto que define as diretrizes para a criação, a estruturação e a operacionalização do sistema de logística reversa de embalagens em geral. O texto ainda institui o Certificado de Crédito de Reciclagem (ReciclaDF), que insere o GDF no sistema que comprova a restituição das embalagens em geral ao ciclo produtivo, atendendo ao disposto nas Políticas Nacional e Distrital de Resíduos Sólidos.

Dessa forma, catadores, cooperativas e recicladores passarão a ser remunerados pelo sistema de logística reversa por meio da comprovação das notas fiscais, que serão aceitas para a emissão do ReciclaDF e para a comprovação do retorno dos materiais recicláveis ao ciclo produtivo a fim de transformá-los em insumos ou em novos produtos e embalagens.

De acordo com o subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema, Glauco Amorim, “a pasta buscou a construção da política pública ambiental dialogando com as organizações da sociedade civil organizada”.

Outra ação prevista para esta semana é a formalização do Comitê Gestor Consultivo de Trilhas do DF (CGCT), que, conforme previsto na Lei n° 6892/2021, apoiará trilheiros na gestão e consolidação do sistema de trilhas ecológicas da capital federal. Para o secretário de Meio Ambiente e Proteção Animal, Gutemberg Gomes, a criação do comitê é de extrema importância para a cidade. “Aqui, em Brasília, as pessoas gostam de natureza, se encantam com as deslumbrantes paisagens do cerrado, dos rios, do lago, e os trilheiros são os guardiões, por amor, destes cenários, e devido a esta paixão se empenham em caminhadas e passeios no meio da natureza. A portaria do Comitê Gestor Consultivo de Trilhas do Distrito Federal é fundamental para esta ação”, destaca.

Mais uma ação de governo prevista para a Semana do Meio Ambiente é a criação do Programa DF nos Parques, que tem como objetivo incentivar os brasilienses a cuidarem dos parques públicos e das unidades de conservação (UCs), desenvolvendo hábitos de sustentabilidade.

De acordo com Hugo de Carvalho Sobrinho, assessor especial da Secretaria Executiva da Sema, o maior benefício do programa será oferecer, nos parques e demais UCs, serviços e atividades públicas voltados à sustentabilidade ambiental, à saúde, à educação, ao esporte, ao turismo, à cultura, ao trabalho e à assistência social, entre outros, a fim de melhorar a qualidade de vida da população.

Ainda fazem parte das ações da semana a definição do primeiro domingo do mês de dezembro como o Dia de Plantio de Mudas Nativas do Cerrado no Distrito Federal, o anúncio da entrega da obra da primeira usina pública de geração de energia limpa (fotovoltaica) instalada no Parque Ecológico de Águas Claras e o lançamento da maquete da usina.

Calendário de ações do meio ambiente:

5/6 | 8h às 12h – Seminário de Incêndios Florestais
Local: Escola de Governo (Egov)
Realização: Brasília Ambiental

5/6 | 8h às 12h – Campanha de castração de felinos
Local: Administração Regional do Sol Nascente
Realização: Sema

5/6 | 8h às 12h – Oficina Recicla PET
Local: Administração Regional do Sol Nascente
Realização: Sema

5/6 | 8h às 12h – Unidade Móvel do Hospital Veterinário
Local: RA Sol Nascente/Pôr do Sol
Realização: Sema

5/6 | 8h às 12h – Blitz do PPCIF
Local: Jardim Botânico de Brasília
Realização: Sema/Brasília Ambiental

5/6 | 9h às 11h – Trilha Ecológica da 11ª Região Militar
Local: Jardim Botânico de Brasília
Realização: Jardim Botânico de Brasília

5/6 | 9h às 12h – Instalação da rede de contenção de lixo
Local: Zoológico de Brasília
Realização: Fundação Jardim Zoológico de Brasília

5/6 | 9h às 12h – Oficina demonstrativa interna
Local: Zoológico de Brasília
Realização: Fundação Jardim Zoológico de Brasília

5/6 | 10h às 12h – Plantio de mudas no Parque Ecológico Veredinha
Local: Parque Ecológico Veredinha
Realização: Sema e Brasília Ambiental

5/6 | 14h às 17h – Bate-papo “Qualidade da água tratada com foco no controle do flúor”
Local: Auditório da Adasa (piso superior)
Realização: Adasa

6/6 | 8h às 12h – Campanha de castração de caninos
Local: Administração Regional do Sol Nascente
Realização: Sema

6/6 | 9h às 16h30 – Atividades educativas na área do Zoológico – Oficina de brinquedos recicláveis
Local: Zoológico de Brasília
Realização: Fundação Jardim Zoológico de Brasília

6/6 | 9h às 12h – Atividades educativas na área do Zoológico – Projeto Zoo com Vivências com estudantes com deficiência
Local: Zoológico de Brasília
Realização: Fundação Jardim Zoológico de Brasília

6/6 | 10h às 12h – Campanha Descarte Legal – projeto De Cara Nova na região de Brazlândia
Local: Brazlândia
Realização: SLU

6/6 | 10h30 às 12h – Lançamento do livro  Aves Brasileiras – extintas e ameaçadas
Local: Zoológico de Brasília
Realização: Fundação Jardim Zoológico de Brasília

6/6 | 11h às 12h – Atividades educativas na área do Zoológico – Teatrinho de fantoches
Local: Cine Ambiental Jardim Botânico de Brasília
Realização: Fundação Jardim Zoológico de Brasília

6 e 7/6 | matutino e vespertino – Mostra de Filmes Missão do Jardim Botânico de Brasília com foco na conservação e biodiversidade
Local: Cine Ambiental
Realização: Jardim Botânico de Brasília

6 a 11/06 | 9h às 17h – Mostra de filmes sobre ciência, conservação e cultura indígena
Local: Cine Ambiental Jardim Botânico de Brasília
Realização: Jardim Botânico de Brasília

7/6 | 9h às 11h – Manutenção da Orla do Lago Sul com Instituto Perene
Local: Orla do Lago Sul
Realização: Sema

7/6 | 19h às 21h – Passeio noturno guiado
Local: Zoológico de Brasília
Realização: Fundação Jardim Zoológico de Brasília

7 e 8/6 | 9h às 17h – Exposição de peças do Museu de Ciências Naturais
Local: Zoológico de Brasília
Realização: Fundação Jardim Zoológico de Brasília

7/6 a 18/6 | 9h às 17h – Exposição de aquarelas sobre flora e fauna do Cerrado
Local: Jardim Botânico de Brasília
Realização: Jardim Botânico de Brasília

7/6 | 16h às 18h – Início do Projeto de Sustentabilidade com o Venâncio Shopping
Local: Venâncio Shopping
Realização: SLU

20/6 | 10h às 12h – Usina Fotovoltaica – Entrega das obras e apresentação da maquete da usina pública fotovoltaica
Local: Parque de Águas Claras
Realização: Sema

20/6/2023 – Plano ABC +
Local: Palácio do Buriti
Realização: Sema/Seagri

23/6/2023 | 9h às 11h30 – Atividades lúdicas e ecopedagógicas no âmbito do Projeto Bosque dos Constituintes
Local: Câmara dos Deputados
Realização: Adasa

*Com informações da Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal