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5 dicas de filmes e séries para refletir sobre maternidade

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Sucesso nas redes sociais com o perfil @gemeasdadeza, Andreza Rufino compartilha dicas que trazem mães inspiradoras

Com a importância que o movimento da maternidade real ganha dia após dia, torna-se cada vez mais necessário histórias de mães em sua essência, de mulheres que são capazes de fazer o seu melhor para ver a felicidade do filho, mas também entendem seu lugar no mundo. Sabe quando você assiste algum filme ou série que parece se encaixar perfeitamente com determinada situação da própria vida? Com a influenciadora Andreza Rufino, responsável pelo perfil @gemeasdadeza nas redes sociais, aconteceu algumas vezes, principalmente depois do nascimento das pequenas Clara e Laura, de 1 ano, fenômenos que acumulam mais de 210 mil seguidores.

“Eu amo assistir filmes e séries, mas confesso que, com a rotina, acabou ficando um pouco mais difícil de arrumar tempo para isso. Passo grande parte do meu dia com as meninas e eu amo muito cada minutinho ao lado delas, mas sempre que posso, gosto de tirar um momento só para mim, para me cuidar, ler ou assistir algo. Digo tranquilamente que aprendi um pouco com cada mãe que trouxe nas dicas. Todas elas me fizeram entender que precisamos estar bem para sermos nossa melhor versão para os filhos”, reflete Andreza.

Dicas de séries e filmes, pela influenciadora Andreza Rufino:

Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky

A história desse filme gira em torno de uma mulher que deseja ser boa em tudo que faz como mãe, profissional, filha e esposa. Infelizmente, é comum que nós, mulheres, busquemos a perfeição e acho que isso foi algo muito forte em nossa sociedade, mas apesar de ainda existir muitas cobranças, já é possível ver algumas mudanças relacionadas ao tema. Assistir essa história me fez entender que ser isenta de erros não é possível, mas que mesmo assim, podemos dar o nosso melhor em determinadas áreas. Claro que buscar o equilíbrio é o melhor caminho, mas nem sempre vamos conseguir e não somos culpadas disso. 
Onde assistir? Prime Vídeo

Mãe só tem duas

Essa é daquelas séries de comédia leve que a gente vai assistindo e não tem vontade de parar… Mas que mesmo assim, traz questões importantes sobre relacionamentos. Me fez enxergar a mim mesma como mulher e como mãe. Nessa série não tem apenas uma, mas sim duas mães que são apaixonadas pelos filhos e, por isso, precisam aprender a lidar e a conviver com as diferenças entre ambas. É bem legal, vale a pena encontrar um tempinho para maratonar!
Onde assistir? Netflix

Fala sério, mãe!, de Pedro Vasconcelos, baseado na obra de Thalita Rebouças

Gosto desse filme porque ele mostra a relação da mãe com a filha desde o nascimento até ela virar uma jovem mulher. É muito interessante ver como uma mãe super protetora lida com o crescimento de um filho, passando pela infância e pela adolescência. Fiquei imaginando como vai ser quando for com a Clara e com a Laura, mas acho que ainda falta um pouco até lá e dá para aproveitar bastante! 
Onde assistir? Globoplay

Perfeita é a mãe!, de Jon Lucas e Scott Moore

Aqui, a história é sobre uma mulher que tem a vida perfeita: boa mãe, boa profissional, muito bem casada… Até ela se ver estressada da rotina e se unir a outras mulheres com vida parecida. O interessante é que nos mostra outra perspectiva daquela vida perfeita que a sociedade impõe, sabe? Acho ótimo porque nem sempre o perfeito para mim será o perfeito para outra pessoa e, ainda assim, está tudo bem. É incrível
Onde assistir? HBO Max e Prime Vídeo

Extraordinário, de Stephen Chbosky

Achei importante trazer esse filme como uma opção nesta lista porque vemos a todo instante como a sociedade ainda enxerga mães atípicas. Elas são mães e mulheres incríveis que merecem ser tratadas com respeito, assim como seus filhos. Esse filme é daqueles que nos faz rir, nos faz chorar, mas principalmente, nos faz pensar sobre como estamos enxergando as situações. Posso dizer que merece ser visto por todos, não apenas para quem tem ou deseja ter filhos. Uma verdadeira lição.
Onde assistir? Netflix e Prime Vídeo

Ex-delegado do Dops é condenado por crimes durante ditadura militar

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Cláudio Antônio Guerra foi sentenciado a sete anos de prisão

A Justiça Federal de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, condenou na última quinta-feira (8), Cláudio Antônio Guerra, ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) do Espírito Santo, a sete anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de ocultação de cadáver. A decisão da semana passada foi divulgada nesta segunda-feira (12) pelo Ministério Público Federal (MPF).

A ação penal ajuizada pelo MPF está relacionada ao desaparecimento de 12 militantes políticos durante o regime autoritário. As vítimas são: Ana Rosa Kucinski Silva, Armando Teixeira Frutuoso, David Capistrano da Costa, Eduardo Collier Filho, Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, João Batista Rita, João Massena Melo, Joaquim Pires Cerveira, José Roman, Luís Inácio Maranhão Filho, Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto e Wilson Silva.

Na sentença, a Justiça Federal reconheceu “a imprescritibilidade dos crimes sob apuração, aqui considerados como crimes contra a humanidade (ou de lesa-humanidade), em atenção à Constituição da República, às normas internacionais de direitos humanos e à jurisprudência sedimentada no âmbito dos sistemas global e interamericano de proteção aos direitos humanos”.

Denúncia

A denúncia contra Guerra foi apresentada, em julho de 2019, pelo procurador da República Guilherme Garcia Virgílio, do MPF em Campos dos Goytacazes. O réu foi acusado de destruição e ocultação de cadáveres. Segundo o procurador, as ações criminosas de Guerra são graves e não devem ser toleradas em uma sociedade democrática. “O comportamento do réu se desviou da legalidade, afastando princípios que devem nortear o exercício da função pública por qualquer agente do Estado, sobretudo daquele no exercício de cargos em forças de segurança pública, a que se impõe o dever de proteção a direitos e garantias constitucionais da população”, afirmou o procurador Virgílio.

Relato

Os crimes cometidos por Guerra foram investigados em processo criminal, baseado em seus próprios relatos no livro Memórias de Uma Guerra Suja. Ele confessou ter recolhido os corpos de 12 pessoas e levado para serem incinerados entre 1973 e 1975. Os corpos foram retirados de locais como a “Casa da Morte” em Petrópolis (RJ) e o DOI-Codi no Rio de Janeiro, sendo incinerados posteriormente na Usina Cambahyba, em Campos dos Goytacazes. A confirmação dos corpos levados por Guerra foi feita em vários depoimentos, incluindo um prestado no MPF no Espírito Santo. Essas 12 pessoas mencionadas por Guerra fazem parte de uma lista de 136 pessoas consideradas desaparecidas pelo relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV).

A condenação cabe recurso. A Justiça Federal concedeu a Cláudio Guerra o direito de recorrer em liberdade. A Agência Brasil não conseguiu contato com a defesa do ex-delegado do antigo Dops.

9 receitas caseiras e nutritivas para as festas juninas

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Em junho, a temporada de festas desperta o paladar. As comidas típicas são o foco das atenções e, para deixar o cardápio nutritivo, Renata Guirau, nutricionista do Oba Hortifruti, explica sobre os principais ingredientes dos pratos da época e ensina receitas fáceis de preparar em casa que vão deixar a festa ainda mais gostosa. “As preparações consumidas nas festas juninas envolvem itens variados que podem ser bastante nutritivos”, diz Renata.

Canjica

É uma preparação originária do Brasil, típica de festas juninas e que combina muito bem com o inverno. É rica em calorias e carboidratos e também nos fornece fibras, alguns minerais como cálcio, zinco e fósforo, além de vitaminas do complexo B.

Canjica saudável

250g de canjica branca
50g de coco ralado
3 colheres de sopa de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de biomassa de banana verde
200ml de leite de coco
400ml de água
750ml de leite semidesnatado
4 ramos de canela
Canela em pó a gosto
1 pitada de sal

Modo de preparo:

Deixe a canjica de molho por algumas horas. Coloque os grãos em uma panela de pressão com o leite, a água, a biomassa de banana verde e o açúcar mascavo. Deixe cozinhar por cerca de 40 minutos. Quando o conteúdo da panela estiver frio, acrescente o coco ralado, o leite de coco, a canela e a pitada de sal. Mexa tudo e leve novamente ao fogo, desta vez sem pressão. Assim que a mistura ficar bem cremosa, tire do fogo, coloque em uma travessa e polvilhe canela em pó.

Canjica salgada

1 cebola picada
2 dentes de alho ralados
1 pote de 200g de queijo cremoso
1/2 xícara de chá de queijo parmesão ralado
900g de milho de canjica cozido

Azeite de oliva

Modo de preparo:

Em uma panela, doure a cebola e o alho no azeite. Diminua o fogo e acrescente o queijo cremoso e cozinhe, em fogo baixo, até ele derreter e formar um molho de queijo. Retire do fogo e misture bem com o queijo parmesão e o milho de canjica cozido. Passe para um refratário untado e leve ao forno pré-aquecido por 30 minutos.

Milho

O milho é um alimento rico em fibras a açúcares, além de minerais, como ferro, que previne anemias, fósforo, que beneficia a saúde óssea, potássio, que previne cãibras e ajuda na regulação da pressão arterial e na contração muscular, e zinco, que tem ação antioxidante e fortalece o sistema imunológico.

Curau simples

4 espigas de milho
500ml de leite integral
1 xícara de chá de açúcar
Canela em pó a gosto

Modo de preparo:

Rale as espigas e bata o milho no liquidificador com o leite. Passe o conteúdo pela peneira até que fique bem coado. Leve ao fogo e acrescente o açúcar. Mexa bem até que se forme um creme consistente. Coloque em taças e polvilhe canela.

Pamonha de assadeira

4 espigas de milho grandes
1 xícara de chá de leite
1 xícara de chá de açúcar
3 colheres de sopa bem cheias de queijo ralado

Modo de preparo:

Rale o milho e bata no liquidificador com os demais ingredientes até desmanchar os grãos. Unte uma forma média de anel com manteiga e polvilhe com açúcar. Coloque a massa, cubra com papel alumínio e leve ao forno brando por 30 minutos ou até que a massa fique cozida (teste do palito).

Arroz

Rico em carboidratos, o arroz é um prato muito tradicional, que historicamente tem um papel fundamental no estado nutricional do brasileiro. A versão integral possui uma concentração maior de nutrientes como fibras e vitaminas do complexo B, que ajuda na manutenção da saúde do sistema nervoso central. A versão refinada também é fonte desses nutrientes, mas em menor quantidade.

Arroz doce com coco

2 xícaras de chá de arroz
800ml de leite integral
2 xícaras de chá de açúcar
100g de coco seco ralado
2 colheres de sopa de cravo-da-índia
Canela em pó a gosto

Modo de preparo:

Cozinhe bem o arroz. Adicione o leite, os cravos e o açúcar, e deixe cozinhar por mais 20 minutos. Acrescente o coco ralado e mexa bem. Se quiser uma preparação mais consistente, deixe cozinhar por mais 10 minutos em fogo baixo. Coloque em um refratário ou em taças individuais e polvilhe canela em pó a gosto.

Amendoim

Rico em gorduras boas e fibras, é um alimento de alto teor energético, que ajuda no aporte de vitaminas de complexo B, além de vitamina E, que age como antioxidante.

Paçoca funcional

1 xícara de chá de amendoim
3 colheres de sopa de aveia fina
1 colher de chá de canela em pó
5 colheres de sopa de mel

Modo de preparo:

Torre o amendoim. Em seguida, leve ao liquidificador e adicione o mel. Bata na potência baixa até que se transforme em uma pasta. Misture a pasta com a aveia e canela e modele em formato de paçoca.

Pé de moleque

2 colheres de sopa de açúcar (preferir mascavo)
1 colher de sopa de água
1 colher de sopa de mel
1 xícara de chá de amendoim torrado
1 pitada de canela
Manteiga para untar

Modo de preparo:

Cozinhe, em fogo baixo, o açúcar e a água. Mexa até dar ponto de “fio”. Acrescente o mel, o amendoim e a canela. Misture tudo, coloque em uma forma pequena untada com manteiga, aperte bem. Deixe esfriar, corte e sirva.

Pinhão

Também rico em gorduras boas e fibras, porém menos calórico que o amendoim, o pinhão é uma excelente fonte de vitaminas A e E, que atuam como antioxidantes.

Bombom de pinhão

150g de pinhão
100g de chocolate amargo (70% cacau)

Modo de preparo:

Cozinhe o pinhão na panela de pressão até ficar bem macio (cerca de 30 minutos). Deixe esfriar e descasque um a um. Derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas. Passe os pinhões descascados no chocolate derretido e leve ao freezer por 10 minutos.

Farofa de pinhão

1 ½ xícara de chá de pinhões cozidos, descascados e picados
1 xícara de chá de farinha de mandioca
1 xícara de chá de cenoura ralada
1 colher de sopa de manteiga
1 cebola picadinha
Sal, cheiro verde e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:

Em uma panela, derreta a manteiga e doure a cebola. Acrescente os demais ingredientes e mexa bem. Deixe o cheiro verde por último.

Faltam mulheres negras em altas lideranças do setor de publicidade

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12/06/2023 - Rio de Janeiro - Liliane Rocha CEO e Fundadora da Gestão Kairó - mulheres negras na publicidade brasileira. Foto: Nicola Labate

Estudo aponta para uma área masculina e branca

O estudo inédito Publicidade Inclusiva: Censo de Diversidade das Agências Brasileiras 2023, realizado em conjunto pela Gestão Kairós – Consultoria de Sustentabilidade e Diversidade e o Observatório da Diversidade na Propaganda (ODP), confirmou que a publicidade feita no Brasil é branca e masculina, em sua grande maioria. “A gente tem algumas reflexões quando fala de mulheres no censo de publicidade inclusiva”, disse à Agência Brasil a presidente da Gestão Kairós, Liliane Rocha (foto em destaque).

Os resultados da pesquisa foram mensurados no início deste ano, após a realização de entrevistas, no final do ano passado, com os líderes das agências respondentes, que somam cerca de 6,2 mil funcionários.

A primeira reflexão é que quando se olha para o quadro funcional, percebe-se um percentual até expressivo de mulheres (57%), em sua grande maioria brancas. Quando o estudo estratifica e vai olhar as mulheres negras, vê-se que elas são minoria no quadro das agências (21%), embora este seja um percentual positivo em comparação com outros setores. Liliane disse, porém, que ao se pesquisar o nível profissional de gerente para cima, são 49,8% de mulheres, em geral, ocupando esses cargos, contra 10,3% de negros (pretos + pardos). Para as mulheres negras, entretanto, esse percentual cai para somente 4,6%. No nível de diretor presidente e presidente (CEO), o número de mulheres negras é 0%, contra 15% de mulheres brancas e 8% de homens negros (pretos + pardos).

De acordo com a pesquisa, o setor de publicidade e propaganda brasileiro é liderado por pessoas brancas, que correspondem hoje a 88% da liderança (nível gerente e acima) e 92% do nível CEO/presidente e por homens, que são respectivamente 50,2% e 85% dessas posições. Olhando as áreas que as representantes do sexo feminino ocupam nas agências de publicidade e propaganda, constata-se que a maioria delas está no atendimento e não nas áreas de criação, planejamento, mídia, digital. “O que, por si só, já é uma reprodução do machismo estrutural na sociedade. Quer dizer, contratamos mulheres nesse setor, mas para um segmento específico relativamente menos estratégico”, apontou Liliane.

Dois olhares

“Acho que são dois olhares aí. Um se refere à área que está sendo destinada às mulheres em geral, na publicidade e propaganda e, outro, como a gente precisa conversar sobre isso e mudar esse cenário. E quando a gente olha para a interseccionalidade de mulheres negras, elas nem estão chegando lá”. O desafio é como fazer para contratar mais mulheres negras, para ter um protagonismo de pessoas negras, em geral, nesse setor, propôs Liliane.

O Observatório da Diversidade na Propaganda foi criado em julho de 2021 com o objetivo de acelerar a inclusão de grupos minorizados na indústria da comunicação. É constituído por 28 agências signatárias, das quais 24 participaram do estudo. Em abril deste ano, as 28 agências foram reunidas pelo Ministério Público Federal para assinar compromissos e metas no período de cinco anos, visando impulsionar a representatividade da demografia brasileira, proporcionalmente, nas agências de publicidade e propaganda no Brasil.

Metas

Foram estabelecidas, na ocasião, 36 metas, propostas pela Gestão Kairós para o ODP, cuja diretoria está procedendo à revisão. Essas metas incluem, no período de cinco anos, contratação de talentos diversos; diversidade no casting e cadeia de fornecedores; retenção e desenvolvimento; e cultura organizacional. Foram apresentadas três macrofrentes de atuação: quadro funcional e liderança em níveis de gerente e acima; representatividade proporcional no quadro; critérios de diversidade para contratação de fornecedores.

Liliane Rocha relatou que muitas agências que contratam mulheres, negros, pessoas com deficiência, maiores de 50 anos de idade, pessoas LGBTQIAP + (pessoas lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, não binárias e demais orientações sexuais e de gênero) observam que elas não permanecem nos empregos. “Precisamos olhar para essa questão”. No tópico de cultura organizacional, destacou que é necessário entender por que o setor não traz mais dessas pessoas para os seus quadros e por que elas não ficam nas agências. O objetivo é ter diversidade e uma publicidade no Brasil mais inclusiva.

PaulOOctavio e FHE/Poupex fecham parceria para erguer residencial em Samambaia

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Uma parceria de 25 anos erguerá um novo empreendimento na Capital. A Construtora PaulOOctavio e Fundação Habitacional do Exército/Associação de Poupança e Empréstimo (FHE/Poupex) associaram-se para construir mais um residencial, agora em Samambaia, na quadra 201, conjunto 4. O projeto prevê apartamentos de 2 e 3 quartos e terá área de lazer com piscina na cobertura, sauna, academia, salão de jogos e os espaços mulher, gourmet e pets.

Este é o 11° empreendimento da parceria, que soma uma área total construída de 969 mil metros quadrados, com destaque para o edifício-sede da instituição, casas no Setor Militar Urbano (SMU) e o Península Resort Urbano, complexo que está sendo erguido em Águas Claras.

Na solenidade de assinatura do contrato para construir o empreendimento, o empresário Paulo Octávio disse que os 25 anos de trabalho conjunto com a FHE/Poupex são fruto de uma convivência harmoniosa, sem desgastes ou problemas. “No mundo de negócios, temos de respeitar prazos e contratos e estamos gratos por esta parceria. Vamos fazer em Samambaia, cidade que vi nascer em 1990, um residencial que vai marcar uma posição extraordinária na cidade. Serão mais muitos anos de trabalho pela frente”. Para o CEO da empresa, a nova etapa da convivência com a FHE/Poupex confirma o sucesso. “No caso do Península, estamos há 15 anos trabalhando juntos, e ainda vamos caminhar lado a lado, por mais alguns anos” destacou.

O presidente da FHE/Poupex, general Valério Stumpf Trindade, destacou que a parceria é importante para a instituição. “A PaulOOctavio tem nos ajudado a entregar imóveis em bons locais com custo adequado à família militar. Os dois lados têm tido sucesso, pois o êxito deste arranjo institucional é de ganhos para todos”, destacou.

Pesquisa da UFRJ identifica canabidiol em planta nativa brasileira

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Descoberta abre possibilidade de uso medicinal sem restrições legais

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificaram canabidiol (CBD) nos frutos e flores de uma espécie nativa brasileira, a Trema micrantha Blume. A descoberta levanta a possibilidade de uso legal da substância para fins medicinais, uma vez que as normas atuais do país proíbem plantio e uso de plantas das quais possam ser produzidas drogas alucinógenas. A espécie brasileira, ao contrário da Cannabis sativa (nome científico da maconha), não possui entre os componentes químicos o Tetrahidrocanabinol (THC), de efeito psicoativo.

A Cannabis tem uso medicinal e industrial autorizado em países como os Estados Unidos, Canadá e Portugal. Mas no Brasil, o Congresso ainda discute a liberação do cultivo da planta. Ações judiciais e medidas liminares têm garantido o cultivo da Cannabis ou a importação do canabidiol em casos isolados. No ano passado, uma resolução do Conselho Federal de Medicina determinou que os médicos só podem prescrever o CBD para o tratamento de epilepsias na infância e na adolescência. A medida inclui especificamente a Síndrome de Dravet, a Síndrome de Lennox-Gastaut e a Esclerose Tuberosa.

O professor do Instituto de Biologia da UFRJ e coordenador da pesquisa, Rodrigo Soares Moura Neto, explica que a planta nativa brasileira conseguiria fugir das barreiras legais impostas hoje à Cannabis.

“Quando você vende canabidiol, a Anvisa impõe uma restrição na fórmula, que só pode ter 0,2% de THC. No caso da planta brasileira, isso não seria um problema, porque não existe nada de THC nela. Também não haveria a restrição jurídica de plantio, porque ela pode ser plantada à vontade. Na verdade, ela já está espalhada pelo Brasil inteiro. Seria uma fonte mais fácil e barata de obter o canabidiol”, disse.

A Trema micrantha Blume costuma ser usada em processos de reflorestamento, por conta do crescimento rápido. As folhas dela também são conhecidas popularmente como analgésicos para tratar erupções na pele. Cientistas estrangeiros já tinham descoberto o canabidiol em uma planta da mesma família, a Trema orientale Blume, que não é nativa do Brasil. O estudo da UFRJ usou essa referência no início das investigações.

A pesquisa conta com R$ 500 mil de recursos, obtidos por meio do edital de Ciências Agrárias, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro, ligada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do governo do estado.

No estágio atual, cerca de 10 pesquisadores – entre químicos, biólogos, geneticistas e botânicos – estão mapeando os métodos mais eficazes de análise e extração do canabidiol da planta. Em seis meses, está previsto o fim da primeira fase, e o início dos processos in vitro, quando vai ser analisado se o componente tem a mesma atividade que o canabidiol extraído da Cannabis sativa.

Cientistas têm apontado os benefícios do canabidiol no alívio da dor neuropática, em tratamentos de distúrbios psiquiátricos e neurodegenerativos, e como analgésico adjuvante nos casos de câncer em estágio avançado.

Segundo o biólogo Rodrigo Moura Neto, o objetivo final da pesquisa com a planta brasileira é estender esses benefícios para todos aqueles que precisarem do tratamento com a substância.

“Se você tiver uma capacidade de produção grande, pode atingir a rede pública. Nós que trabalhamos com pesquisa científica, queremos sempre estender as vantagens dela para todas as pessoas. E o sistema público de saúde seria o caminho. É uma meta grandiosa que nos estimula a trabalhar e colocar essa substância à disposição de todos. É algo ambicioso, mas fico entusiasmado com essa possibilidade”.