Durante essa semana aconteceu o Fashion Revolution Day, no Brasil e no mundo. É um movimento em prol da indústria de Moda sustentável que surgiu após o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, no ano de 2013 fazendo com que mais de 2.500 trabalhadores que produziam roupas de grifes em condições desumanas fossem feridos e 1.133 mortos.
A proposta do movimento é provocar que as marcas sejam transparentes com seus consumidores, utilizando de mão-de-obra justa, matérias primas de baixo impacto no meio ambiente, redução na quantidade de água durante produção, proteção aos animais mediante testes abusivos e fazendo uso de tecidos inteligente e duradouros.
O movimento vem tido um excelente retorno, 2.416 marcas responderam a hashtag e compartilharam informações sobre a sua cadeia produtiva até o ano de 2017. Mais de 150 grandes marcas publicaram onde são feitas suas roupas. No Brasil os números são ainda melhores, foi o país com o maior uso da hashtag #fashionrevolution, com 19% das menções mundiais, totalizando 4.884 menções.
Mas qual seria então a real intenção do movimento? SIMPLES! O objetivo é mostrar para as pessoas o verdadeiro custo da moda e o quanto a Moda Autoral e o Slow fashion têm seu valor. Você sabe quem produziu a roupa que você veste agora? Você sabe a história e as condições de trabalho de quem está por trás das peças que você usa?
Percebe-se que nos dias atuais os consumidores estão cada vez mais afetivos no sentido de quererem construir um relacionamento com as marcas. Buscam valores, honestidade, qualidade, um bom corte e um bom tratamento a fim de que consigam realmente dar valor aquilo que consomem e retornar por se sentirem bem vestidos e acolhidos.
Buscando ressaltar a Moda Brasiliense e o incentivo ao consumo regional, temos a loja Laletá (@laletabrasil) como grande exemplo de moda autoral e ateliê próprio localizado na SQS 508. A designer de moda Letícia Brasileiro traz uma marca com estampas próprias inspiradas na capital a fim de trazer um pouco mais de cultura e regionalidade para os armários.
Vestido Palácio Do Planato
Um vestuário com pegada minimalista, sem drapeados e com um “Q” mais despojado, larguinho. Os carros chefe da marca são os vestidos e T-shirts que de maneira versátil, atendem diversas ocasiões. A marca trabalha com uma grade reduzida e exclusiva de peças e ateliê aberto para clientes conhecerem um pouco mais de sua produção e condições de trabalho de pertinho, uma excelente maneira de saber a história da sua roupa de pertinho.
Ateliê Laletá
As peças são pra lá de encantadoras, literalmente a CARA de Brasília. Às vendas são feitas através do Site, lojas colaborativas espalhadas por Brasília e no próprio ateliê.
Programação musical ganha dois palcos e conta com shows dos norte-americanos The Slackers, da musa trans do kuduro angolano Titica, do grupo baiano ÀTTØØXXÁ e da banda paulista Francisco El Hombre, além de diversos nomes da cena local
Uma tradição brasiliense há quase quinze anos, o Festival Móveis Convida está de volta às ruas brasilienses nos dias 9, 10 e 13 de maio. Em sua 19ª edição, o evento destaca talentos dos mais diversos gêneros musicais em uma programação que reúne artistas locais, nacionais e internacionais.
O Festival ocupa a Quadra 3 do Setor Comercial Sul a partir das 15h no domingo dia 13/05, com direito a 10 shows que serão divididos em dois palcos, e a garantia de um belo panorama da música independente atual. A 19ª edição conta com apresentação da Claro por meio da Lei de Incentivo à Cultura do DF.
Dividido em três etapas, o Festival é composto por: Convida Capacitação (4 a 8 de maio), ConvidaPRO (9 e 10 de maio), e Arena Convida, o grande show de encerramento (13 de maio). No Convida Capacitação, o evento oferece atividades de formação para profissionais do mercado cultural, com acesso gratuito e temas concernentes ao universo de produção.
Já no ConvidaPRO, produtores e agentes de música de todo o Brasil se unem ao cenário musical do DF para conferências, workshops, rodadas de negócios, pitchings e mesas redondas sobre o mercado musical independente. Finalmente, no Arena Convida, a programação musical ganha força, programando grande diversidade de estilos musicais que prometem agradar os mais distintos públicos.
The-Slackers_Foto-Rebeladelica
Na programação de 2018, o festival abre espaço para seis artistas do Distrito Federal, três de outros estados do Brasil e dois internacionais. Entre os nomes internacionais figuram o grupo estadunidense The Slackers e a cantora trans angolana Titica. Com uma mistura de reggae, ska e jazz, o The Slackers apresenta um som cheio de influências roots, como o rocksteady, o blues, o dub, o rock e a soul music dos anos 1960. O grupo está na sexta turnê pelo país e apresenta hits de carreira e seu mais recente disco, homônimo à banda.
Já Titica chega à Brasília depois de apresentação de sucesso em 2017, no festival Favela Sounds. Ela está em tour pelo Brasil para apresentar seu novíssimo trabalho, Pra quê Julgar?, lançado em abril de 2018. Titica é uma das mais empoderadas vozes do continente africano quando o assunto é o movimento LGBTQI+. Mulher trans tida como a “Pabllo Vittar de Angola”, é detentora do título de rainha do kuduro e responsável por singles que são referências atemporais da música de tombamento e das pistas afro-futuristas.
O pagodão baiano e a música eletrônica estão bem representados no line-up do Móveis Convida pelo ÀTTØØXXÁ, um dos mais proeminentes grupos de Salvador. Sob a égide do Bahia Bass, movimento fundado por eles, entre outras bandas, o grupo emplacou o hit do carnaval 2018, Popa da Bunda, ao lado de Psirico.
A banda Francisco, El Hombre também se soma à programação do festival, propondo a mistura entre as culturas paulista e mexicana, em músicas que desafiam as fronteiras territoriais. Com shows contagiantes e canções que estão na boca do povo, Francisco, El Hombre tem efeito comovente no palco e costuma arrastar multidões em suas apresentações.
Outra representante nacional é a banda instrumental pernambucana Kalouv. O grupo mescla o post-rock tradicional com estéticas ultra-modernas, tais como o vaporwave, synth pop e trilhas sonoras de videogame, traços fortes de seu mais recente disco.
Os brasilienses mostram a diversidade da Capital Federal com sons que representam os mais diversos estilos em ascensão na cidade. Entre as atrações locais estão o show exclusivo preparado para o Festival entre os artistas Moara + Tiju, além da apresentação enérgica d’O Tarot, o live dub/jazz orgânico da Nuggetz, a voz e carisma de Natália Carreira e as DJs La Ursa e Lulu Praxedes (Afete-se DJ Set).
Produzido desde 2005, o evento passou a apresentar estratégias de programação que empodera as mulheres nos últimos anos. Entre as atrações desta edição, metade são artistas femininas ou grupos com mulheres na formação. O Festival Móveis Convida é apresentado pela Claro, via Lei de Incentivo da Secretaria de Cultura/Governo de Brasília, realização da Templo Produções, produção da NTCA Produções e co-produção de Iduna e Circula, e apoio da Animars.
Sobre Móveis Convida
O Festival Móveis Convida surgiu em 2005 e chega a sua 19ª edição em 2018. Iniciativa da banda Móveis Coloniais de Acaju, o projeto já recebeu mais de 120 atrações ao longo das últimas edições, entre elas bandas consagradas como Pato Fu, Los Hermanos, Marcelo Jeneci e Black Drawing Chalks. Em 2015, o festival passou a ser produzido de forma independente pelo baixista da banda Móveis Coloniais de Acaju, Fabio Pedroza. A banda encerrou as atividades em 2016 e Pedroza quis continuar o festival como uma forma de perpetuar o trabalho realizado durante os anos anteriores, que foi fundamental na promoção do cenário musical independente em Brasília, e nas conexões com artistas nacionais e internacionais e agentes do mercado da música.
Conheça as atrações
The Slackers (EUA)
O grupo apresenta um som roots e inovador que mistura reggae e ska. As influências vêm de ritmos como o rocksteady, o blues, o dub, o rock e a soul music dos anos 1960, mas também de artistas como Rolling Stones, YardBirds e Bob Marley. Com mais de 25 anos de carreira o grupo possui uma extensa discografia com álbuns de sucesso como Better late than never (1996), Wasted Days (2001), Gambare (2011) e o mais recente, The Slackers (2017).
Titica (Angola)
Conhecida pelo nome artístico Titica, a angolana Teca Miguel Garcia é cantora, compositora e dançarina, e hoje é a principal representante do kuduro, estilo voltado às pistas de dança, nascido em seu país. Mulher trans, ela é embaixadora da ONU, sendo uma das mais proeminentes vozes no combate à homofobia no continente africano. Com hits como Reza Madame e Zongá, ela tem letras marcantes no que tange empoderamento e representatividade. Titica é força reconhecida da música angolana desde 2011, com faixas que marcam as pistas de dança mundo afora, tais como Chão, Procura o Brinco e Olha o Boneco. Em 2017, esteve no Brasil para participar do Rock in Rio e do Festival Favela Sounds, além de ter lançado o sucesso Capim Guiné, ao lado de Baiana System e Margareth Menezes. Lançou em abril de 2018 o álbum Pra quê julgar?, com canções inéditas, e encontrou no Brasil o território ideal para lançá-lo, em turnê que passa por nossas principais capitais.
ÀTTØØXXÁ (BA)
Criador do movimento Bahia Bass, Rafael Dias, à frente do ÀTTØØXXÁ, é responsável pela mistura do pagode baiano à bass music. Ao lado de Mauro Telefunksoul e o Baiana System, a banda hoje representa um dos movimentos culturais insurgentes de maior representatividade na música brasileira. A promessa é de que o Bahia Bass se torne um furor nacional nos próximos anos: prova disso é a faixa Popa da Bunda, sucesso do carnaval 2018 em Salvador. ÀTTØØXXÁ é uma das mais conhecidas bandas baianas atuais no cenário nacional e promete animar o público com sucessos de seus dois álbuns, Blvckbvng (2016) e Tá Batenu (2017).
Francisco-El-Hombre_Foto-Rodrigo-Gianesi
Francisco, El Hombre (SP)
Formada pelos irmãos mexicanos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte e os brasileiros Juliana Strassacapa, Aandrei Kozyreff e Rafael Gomes, a Francisco, El Hombre cruza todas as fronteiras. Inspirados pela estrada e pelo cotidiano, a banda apresenta letras em português e espanhol que conquistaram o país. O primeiro disco foi lançado em 2016,SOLTASBRUXA, e tem hits de sucesso como Triste, louca ou má e Tá com dólar, tá com deus.
Kalouv (PE)
A música pernambucana está presente no som da Kalouv. O grupo é formado por Basílio Queiroz, Bruno Saraiva, Saulo Mesquita, Túlio Albuquerque e Rennar Pires e está em atividade desde 2010. Para o festival eles trazem o álbum Elã (2017), que vai além do tradicional post-rock e se aproxima do vaporwave, synth pop e trilhas de videogame. Elão sucede os discos Sky Swimmer (2011), Pluvero (2014) e o ED Planar sobre o invisível (2016).
O Tarot
Com apenas quatro anos de estrada, a banda O Tarot possui na discografia o EP Zero (2016) e prepara o novo álbum para maio. Com uma sonoridade que caminha entre as canções ciganas, baião, tango, flamenco, progressivo xamânico e baladinha pop, eles se classificam como parte do gênero “nômade” e querem ir além da música e proporcionar experiências sinestésicas ao público. Em fevereiro o grupo lançou a websérie A união faz a força para divulgar o financiamento coletivo do novo trabalho da banda.
Natália Carreira
Natália Carreira é uma artista que transita docemente entre a nova MPB e o Indie, com músicas de pegada simples, leve e romântica, a cantautora brasiliense conta suas próprias histórias de amor. Depois de ter postado na internet uma versão acústica de sua primeira composição "Geminiana" e ter alcançado mais de 360 mil visualizações no vídeo, lançou seu primeiro EP no final de 2017, entitulado Pertencer, gravado de maneira independente dentro de um quarto no centro de Brasília. No início de 2018 lançou o clipe oficial de “Geminiana”, um clipe que gira em torno da representatividade lésbica, e já conta com mais de 125 mil visualizações.
Nuggetz
Nuggetz é o trio brasiliense de Dub Core liderado pelo experiente Frango Kaos (baixo, synths e efeitos) juntamente com Caio Bahia (guitarra) e Thaise Mandalla (bateria), formado no início de 2016. Nesse projeto Frango alia seus conhecimentos de músico e técnico de som, produzindo em tempo real os clássicos efeitos de Dub porém sobre uma base orgânica, abusando das frequências sonoras e o que elas podem promover no campo das sensações.
Moara – foto Thaís Mallon
Moara + Tiju
O Festival Móveis Convida apresenta um encontro inédito de dois proeminentes talentos da música independente do DF: a cantora Moara e a banda Tiju. Moara é dona de voz poderosa e presença marcante. Prestes a lançar seu primeiro trabalho solo, de nome Peito Aberto, traz em suas composições sentimentos sinestésicos entre afetos e resistência, contrastes marcantes em sua interpretação ao vivo. Sua voz se funde aos acordes do duo Tiju. Surgido em 2016, em Brasília, inspirado por um período de estada no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, a banda é formada por Vitor Barbosa (vocal e guitarra) e seu irmão Pedro Barbosa (vocal e bateria). MPB, bossa nova, folk, samba e até o funk são fundamentos para a produção musical do duo, que tem em Brasília sua casa e seus maiores referenciais.
La Ursa – DJ Set
Criada nas ladeiras de Olinda, DJ La Ursa queria ser cantora de brega, mas só se arriscar em espalhar as maravilhas dos sons alheios. É a favor do carnaval 4x por ano e de que a gente não precisa estar bêbado pra cair na bagaceira, mas sem abuso no salão. Malemolência, pilantragem, quentura dos trópicos e respeito às mina, às mana, às mona, sempre.
Lulu Praxedes (Afete-se DJ Set)
Uma das responsáveis pela experiências afetivas e sonoras da Afete-se, Lulu Praxedes é Dj e produtora musical desde 2010 já tocou em várias pistas da cidade (balaio, kinda, moranga, balada em tempos de crise, mimosa, entre outras). Seu estilo viaja do deep, garage house, disco ao pop bagaceira que todo mundo quer cantar.
Serviço
Festival Móveis Convida
Data: 13 de maio de 2018
Local: Setor Comercial Sul, Quadra 3
Horário: A partir das 15h
Atrações: La Ursa – DJ Set, Natália Carreira, Nuggetz, Kalouv (PE), The Slackers (EUA), Moara + Tiju, Francisco, El Hombre (SP), O Tarot, Attooxxa (BA), Lulu Praxedes (Afete-se DJ Set) e Titica (Angola).
Ingressos: R$ 20 (meia-entrada), antecipado. Entrada franca até às 16h30 mediante doação de 1kg de alimento não perecível – exceto sal, açúcar, farinha e fubá. Após esse horário, doadores também pagam meia.
Classificação indicativa: 16 anos
Convida Capacitação
Programação a definir.
Convida PRO
Dias 9 e 10 de maio, a partir das 9h. Workshops, rodas de conversa, mesas redondas e pitchings. Mais informações em breve.
ANAFE apresentará Lista Tríplice para indicação do novo Procurador-Geral Federal
Após exonerações realizadas nesta semana, Entidade apontou arbitrariedade no ato e exigirá escolha democrática para o substituto na chefia da PGF
A Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais (ANAFE) abriu, nesta quinta-feira (26), consulta pública para a composição de lista tríplice que indicará nomes aptos a ocupar o cargo de Procurador-Geral Federal. A ação se dá após exonerações dos Procuradores-Gerais Federal e da União, ocorridas na última terça-feira (24), que, segundo a ANAFE, se deram por conveniência pessoal da dirigente máxima da Instituição.
A relação dos três Procuradores Federais mais votados, bem como a respectiva quantidade de votos recebidos, será entregue à Advocacia-Geral da União e à Presidência da República ao final do processo. Contudo, a ANAFE já encaminhou ofício à Instituição informando sobre a formação da lista, nessa quinta-feira (26).
O presidente da ANAFE, Marcelino Rodrigues, afirma que a consulta visa evitar retrocessos em uma linha de gestão participativa e democrática, a qual embasou a criação e o aprimoramento de diversos projetos da Procuradoria-Geral Federal. “A ANAFE não aceita indicações arbitrárias com comprometimento pessoal e defende a atuação da Advocacia-Geral da União rigidamente pautada por princípios republicanos e democráticos”, ressalta.
AVISO À AGU
Em ofício, enviado à Advogada-Geral da União, Grace Mendonça, a ANAFE alertou sobre a votação. “Considerando o intuito manifestado reiteradamente no sentido de afirmar a Advocacia-Geral da União como instituição de Estado, a ANAFE informa que realizará consulta aos Membros da AGU da carreira de Procurador Federal voltada à formação de lista tríplice para o cargo de Procurador-Geral Federal, o qual se encontra vago em razão da súbita exoneração de seu anterior ocupante”, trouxe o documento.
JUSTIFICATIVAS INCONSISTENTES PARA O ATO
A ANAFE, enquanto maior entidade representativa das carreiras jurídicas da AGU, aponta, ainda, inconsistências nas declarações da Advogada-Geral da União, Grace Mendonça, sobre as exonerações dos Procuradores-Gerais Federal e da União. Segundo a AGU, as exonerações levariam ao aprimoramento do desempenho na área do contencioso. Entretanto, os resultados apresentados pelos órgãos da instituição, enquanto chefiados pelos Procuradores-Gerais exonerados, mostram o contrário.
Apenas em 2017, a Procuradoria-Geral Federal realizou mais de 10 bilhões em execuções fiscais, enquanto a Procuradoria-Geral da União economizou mais de R$ 371 bilhões e arrecadou R$ 131 milhões. Diante disso, o presidente da ANAFE, Marcelino Rodrigues, classifica o ato como preocupante, pois claramente se trata de retrocessos em áreas extremamente estratégicas da Advocacia-Geral da União. “A justificativa, como sendo de caráter técnico, não compactua com os relatórios de gestão trazidos pelos órgãos. Deste modo, fica ainda mais evidente que a afirmação é evasiva e inconsistente.”
ATUAÇÃO EXEMPLAR
Procuradoria-Geral Federal
O Relatório de Gestão da Procuradoria-Geral Federal registra que, ao longo do ano de 2017, foram ajuizadas 328 ações de improbidade administrativa e cautelares de arresto de bens decorrentes de TCE, com expectativa de ressarcimento de R$ 1.2 bilhão, entre prejuízo ao Erário e multas da Lei nº 8.429, de 1992, tendo sido identificadas 40 liminares, que resultaram em autorização para bloqueio de bens no valor de R$ 52 milhões.
A Equipe de Trabalho Remoto de Ações de Improbidade Administrativa (ETR/Improbidade), atualmente composta por 7 integrantes, apresentou média de ajuizamento de cerca de 26 ações por mês, sendo a média histórica da PGF de 26 ações por ano, o que representa incremento de aproximadamente 1242% em comparação com o modelo anterior de descentralização das atividades de instrução prévia e ajuizamento de ações de improbidade.
As demonstrações de eficiência quanto à produtividade são demonstradas também pela Equipe Nacional de Cobrança (ENAC), que apresentou consistente evolução em relação aos dados verificados nos anos de 2015 e 2016, como mostram as tabelas:
Procuradoria-Geral da União
Na Procuradoria-Geral da União, foram economizados R$ 371,8 bilhões e arrecadados R$ 131 milhões. Os 976 acordos judiciais realizados garantiram economia de R$ 1,12 bilhão, com a expectativa de ressarcimento de mais de R$ 15 bilhões em ações regressivas e o investimento garantido de R$ 11,1 bilhões.
Em 2017, o órgão atuou em ações relacionadas a trabalho escravo, Petrobras, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), Escândalo do Propinoduto, TransOlímpica, Lava Jato, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), Companhia Energética Minas Gerais (CEMIG), sucroalcooleiras, dentre outras.
“Tais dados confirmam como a atuação da Procuradoria-Geral Federal e da Procuradoria-Geral da União trouxeram avanços positivos para a AGU e para o Estado brasileiro. Os bons resultados se devem às práticas implantadas pela gestão, que utilizaram planejamento estratégico em busca de uma AGU cada vez mais atuante e, por isso, acabam por refutar a justificativa utilizada pela Advogada-Geral da União”, afirma o presidente da ANAFE.
A Banda Profans mostra sua irreverência na capital federal
Catarina Barroso
Que Brasília é a capital do rock todo mundo já sabe, bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, Biquini Cavadão, Ultraje a Rigor, Raimundos e, mais recentemente, Scalene saíram do quadradinho e ganharam o mundo.
Clipe ‘A gente não tem praia’
Essa pegada rock in roll também inspirou outro conjunto da capital, a Banda Profans. Formada em 2003, e chamada na época de Profanos, buscavam um estilo música hardcore, com uma pitada de sarcasmo e irreverência, inspirado no estilo de Raimundos, Mamonas Assassinas e Nirvana.
Formada por Thiago André (vocal), conhecido como pinguinha, Weslei Lima (guitarra), Edgar Bedel (contra-baixo) e Marcelo Baqueta (bateria). Em 2006 a Banda Profans lançou o Projeto Aneztezia, trazendo letras associadas ao contexto social e com melodias mais voltadas ao pop rock, aos poucos a banda foi evoluindo musicalmente e em 2008 começam a se influenciar também pelos estilos: reggae, maracatu, carimbó, baião, funk, jazz, entre outros.
No ano de 2012 foi quando a banda passou a se chamar Profans, e começaram a gravar algumas demos, sem grandes produções. A primeira gravação foi da música ‘Fim de tarde’ em parceria com produção independente.
Atualmente a banda tem uma levada mais voltada para o reggae e busca trazer mensagens mais positivas e alegres nas composições autorais. O último lançamento foi a música ‘Sente a Vibe’, o vocalista Thiago André fala do estilo da banda que foi se moldando com o tempo, “o rock brasileiro tem um pitada de cada coisa, bandas como Raimundos e Charlie Brown Jr., por exemplo, tem o hardcore, mas também o maracatu, o baião. O Profans também tenta fazer isso, puxamos muito para o raggae, que tem uma aceitação forte em Brasília, e alguns ritmos do norte”.
Capital do rock autoral?
Sobre a fama de Brasília como capital do rock, o vocalista critica a falta de espaço para as bandas autorais, e diz que são inúmeras as bandas boas que surgiram na capital, mas que “a cultura do Rock autoral em Brasília está defasada”. Thiago defende ainda que é necessária uma mobilização governamental e empresarial para abrir o setor do rock autoral pára que seja valorizado, fazendo jus à fama de ‘capital do rock’.
Sessão Solene em homenagem ao Dia Nacional da Mulher
As deputadas Celina Leão (Progressista) e Telma Rufino (Pros) participaram de homenagem ao Dia Nacional da Mulher, nesta sexta-feira (27), no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Em nome da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Legislativa do DF, as deputadas Celina Leão e Telma Rufino, homenagearam cerca de 70 mulheres por essa data tão especial e importante que é o Dia Nacional da Mulher, comemorado no próximo dia 30 de abril.
Essa data foi instituída em 1980, através da lei nº 6.791, de 9 de junho do mesmo ano, em homenagem à Jerônima Mesquita, uma enfermeira brasileira que liderou o movimento feminista no Brasil, o Movimento Bandeirante, que tinha como principal objetivo, promover a inserção da mulher em todas as áreas da sociedade. Jerônima esteve envolvida também, na Criação do Conselho Nacional das Mulheres.
Assim como o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de abril, o Dia Nacional da Mulher, também homenageia e lembra a luta das mulheres na conquista de seus direitos. Ambas as datas impõem a reflexão, principalmente, sobre a igualdade de gênero.
O Dia Nacional da Mulher, não é devidamente difundido no país, mas a data tem como objetivo, conscientizar, diminuir, ou até mesmo erradicar todo o preconceito e a desvalorização que acometem as mulheres.
A data foi criada para reforçar o desenvolvimento e reeducação social sobre os direitos que as mulheres devem ter na sociedade. Isso porque, ao longo dos anos, as mulheres enfrentaram muitas restrições nas diversas sociedades predominantemente machistas e patriarcais.
Embora o mundo atual passe por uma transformação em termos de culturas e ideias, o sexismo influencia negativamente as mulheres, já que as mesmas ainda, sentem as diferenças em relação ao sexo oposto como: salários mais baixos, violência, jornadas excessivas de trabalho, desvantagens que atrapalham a qualidade de vida e o crescimento da carreira profissional.
A bebida tem sido cada vez mais vislumbrada pelos estrangeiros do que pelos próprios brasileiros
Lorena Braga
É muito comum para os turistas da região Sul do país colocar em seus roteiros de viagens visitas a vinícolas e alambiques. Porém, essa trajetória se restringe apenas a essa parte do Brasil, sendo que a produção de cachaça passa por grande parte do nordeste, do sudeste, como é o caso de Minas Gerais, e do Centro-oeste, como o Goiás.
A origem do nome “Cachaça” é desconhecida, mas pode-se encontrar algumas definições. Uma delas é que a palavra vem do castelhano Cachaza que significa vinho de borra. Outro possível significado é que o nome seja de origem africana. Mas segundo Silveira Bueno em seu Dicionário Escolar da Língua Portuguesa ele afirma que: “Cachaça era sinônimo de porco (cachaço) e de porca (cachaça). Como a carne fosse dura, molhavam-na com aguardente para amaciá-la. Passando assim, o nome de porca (cachaça) a significar aquela aguardente que hoje todos conhecemos com o nome de cachaça”.
Ao longo dessa matéria você poderá conhecer mais sobre essa iguaria e suas diversidades.
História
A aguardente é uma bebida de alto teor alcoólico, obtida por destilação de cereais, frutas, raízes, sementes, tubérculos, castanhas, vinhos, plantas, melaços e gramíneas. A cachaça, uma aguardente obtida por fermentação e destilação das limpaduras do suco da cana ou das bordas do melaço.
Os primeiros a saborear algo parecido com o que atualmente conhecemos como cachaça foram os Egípcios. Bem, eles não “saboreavam” exatamente, o que eles faziam era curar um eventual mal estar, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.
Já os Gregos, no Tratado de Ciência escrito por Plínio, que viveu entre os anos 23 e 79 d.C., registram o processo de obtenção da acqua ardens – a “água que pega fogo” – absorvendo, com um pedaço de lã, o vapor da resina de cedro, do bico de uma chaleira. Ao torcerem a lã, obtinham o líquido chamado alkuhu.
Os Portugueses absorveram a tecnologia de destilação criada pelos árabes e iniciaram a destilação do bagaço da uva, produzindo a bagaceira, que bem pode ter sido o embrião para o surgimento da nossa cachaça. Eles trouxeram para o Brasil a cana-de-açúcar do sul da Ásia.
Porém a cachaça como conhecemos atualmente é genuinamente nacional. Sua história remonta ao tempo da escravidão quando os escravos trabalhavam na produção do açúcar da cana de açúcar. O método já era conhecido e consistia em se moer a cana, ferver o caldo obtido e, em seguida deixá-lo esfriar em fôrmas, obtendo a rapadura, com a qual adoçavam as bebidas.
Com o tempo esta bebida foi se aperfeiçoando, passando a ser filtrada e depois destilada, sendo muito apreciada em épocas de frio. O processo de fermentação com fubá de milho remonta aos primórdios do nascimento da cachaça e permanece até hoje com a maior parte dos produtores artesanais.
A fabricação
O processo de produção da cachaça artesanal é custoso e cheio de detalhes – uma verdadeira obra de arte. Fazer cachaça é, ao mesmo tempo, ciência, arte, paixão e sabedoria. Tudo é feito com muita calma, cuidado, esmero. Por isto, “artesanal”.
Senhor Galeno
Apesar de feita exclusivamente do caldo de cana, sem a adição de produtos químicos, cada cachaça carrega características de seu produtor, o alambiqueiro.
Um produtor que têm crescido muito no mercado de cachaça aqui na região, é o senhor Galeno Monte, o responsável pela maior produção na região há mais de 30 anos, fazendo o mesmo processo de fabricação da cidade em que morava em um município de Fortaleza-CE. O Alambique Cambéba fica cerca de 80km de Brasília, está localizado na Serra do Ouro, um trecho da BR060 que foi batizado assim pelos bandeirantes. O local ainda é vizinho ao Outlet e a fábrica da cerveja Heineken.
É um lugar incrível, onde se pode fazer uma visitar guiada pelo próprio senhor Galeno e conhecer como acontece toda a produção artesanal da cachaça Cambéba, além de ser um lugar com uma vista espetacular do cerrado.
O Tour
Para quem deseja saber mais sobre essa produção, a visitação guiada é realizada aos finais de semana e feriados, às 12h00s e às 15h00s. Neste tour é possível conhecer todas as instalações de produção e a adega subterrânea, com exceção dos meses de maio, setembro e outubro que é quando ocorre a fabricação.
A Adega
A Adega fica cinco metros abaixo do nível do solo. É o lugar onde ficam os barris para o envelhecimento da cachaça. A cachaça Cambéba tem várias opções ao gosto do cliente na versão pura e envelhecida, de 1, 3, 5, 7 e 10 anos. Depois de conhecer todos os processos vem a parte que o visitante gosta mais, a degustação. Nesse momento é possível experimentar todas as cachaças produzidas e no final ainda tem a brincadeira do Vira, Vira, Vira, Vira, Vira, Vira, Vira, Vira, Vira, Virou! Comandada pelo senhor Galeno.
Em conversa com o proprietário ele explica o porquê decidiu trazer o alambique para o centro-oeste. “No lugar onde eu morava lá no Ceará, houve uma desapropriação para a construção de um porto, sem lugar para ir decidir vi para Brasília, a fim de um projeto audacioso visando o mercado externo. Escolhi o Cerrado pela proximidade com as Embaixadas, com o público estrangeiro e das rodovias que ligam várias capitais. Não fui para Brasília, pois lá não produz uma tradição de cachaça e pensando em mercado isso não seria bom para o nome da cachaça. A tradição no Goiás traz um valor maior”, explica o senhor Galeno.
Ele completa falando sobre o diferencial da Cambéba: “O nosso atrativo é que a bebida é orgânica e do cerrado”. Esse ano o objetivo da produção é chegar ao mercado europeu.
A relação do Brasileiro com a Cachaça
A maior parte da produção da Cachaça Cambéba é exportada, ou seja, ainda é pouco difundida no Brasil. De acordo com Engenheiro Agrônomo, Thiago Galeno Monte, filho do Sr. Galeno, isso se deve pela desvalorização que o brasileiro produziu sobre a bebida, valorizando mais o que vem de fora. “A cachaça é genuinamente brasileira, como a Tequila tem o México, o whisky dos Estados Unidos. Porque não valorizar a nossa bebida, fazer de forma que ela tenha a mesma qualidade dos os outros produtos, nos ainda temos vergonha de tomar uma cachaça perto de um whisky, isso tem que acabar. Eu acho que hoje através de várias competições internacionais é comprovado que a cachaça pode ser tão boa ou até melhor do que qualquer outro destilado”, afirma Thiago.
Para ele o que tem tornando a bebida artesanal ainda forte no mercado é a união entre os produtores. “Eu gostaria que o governo vestisse a camiseta da cachaça artesanal e pudesse tornar esse um produto em grande crescimento no país, no exterior e que fosse valorizado como algo que faz parte da cultura brasileira, não só em pequenas regiões” desabafa o engenheiro agrônomo.
O restaurante bistrô
Restaurante
Thiago é o responsável pelo Bistrô do alambique que possui apenas dois anos de existência. A ideia de monta-lo veio a partir da necessidade de ter um espaço em que os visitantes pudessem degustar a cachaça não só na forma liquida, mas também em alimentos sofisticados.
Atualmente para almoçar o jantar no restaurante é necessário fazer reserva para não ficar sem lugar. O recomendado é que o visitante faça o pedido e depois vá para o tour. O almoço é servido de terça a sexta-feira de 11h00 às 15h00, nos sábados, domingos e feriados das 11h00 às 17h00. O jantar é somente aos sábados das 18h00 às 23h0.
O cardápio do restaurante é montado e produzido pelo chef de cozinha Junior Lacroix formado na escola francesa Le Cordon Bleu, na França. Ele conta com o apoio da auxiliar de cozinha Tainara da Costa e em alguns finais de semana com a estudante de gastronomia e filha do Sr. Galeno, Márcia Brasil que tem planos de montar uma unidade do Bistrô em Brasília.
Márcia Brasil, Chef Junior e Tainara da Costa
Todos os pratos, da entrada até a sobremesa, são feitos com a cachaça Cambéba. Tem opções de carnes vermelhas, frutos do mar, massas e risotos. E, para acompanhar, excelentes bebidas.
O espaço do Bistrô pode ser utilizado para a realização de eventos como casamentos, festa de 15 anos, aniversário e entre outros. Possui capacidade para 96 pessoas no espaço interno e 64 no espaço externo.
Novidade do Cambéba
Em 2007 o alambique fez uma parceria com a Universidade Federal do Goiás, pois existiam poucas pesquisas cientificas sobre a cachaça. A partir dessa união várias pesquisas de mestrados e doutorados foram feitas, tendo até mesmo trabalhos apresentados no exterior. A pesquisa se baseou em estudos de fermentação em diferentes tipos de barris nacionais, como a castanheira, bálsamo e amburana.
Pensando nisso será lançada esse ano uma edição comemorativa de livro com um blend de todas essas cachaças chamado Cachaça envelhecida em Madeiras Tropicais. Serão produzidos em torno de 1000 a 1500 unidades.
Nomenclaturas
Desde que a cachaça é cachaça, sempre teve o nome de cachaça. Mas os que bebem, gostam de chamá-la de um jeitinho especial. Tem aqueles que batizam a cachaça com sinônimos: aca, aguardente, birita, cana, caninha, calibrina, cumbé, caiana, caxixi, marato, monjopina, parati, pinga, tafia, tiquirá, uca, etc
A história deste país foi movida a cachaça, não dá para fugir. Antes de ser um produto econômico, uma mercadoria, a cachaça é uma façanha da gente brasileira, uma das mais belas e autênticas expressões da nossa cultura.
Confira a Galeria de Fotos do Alambique Cabéba
Fotos de Lorena Braga
Serviço
Alambique e restaurante Cambéba
Endereço: Rodovia BR 060 | Km 21, Serra do Ouro, Alexânia GO-sentido Goiânia / Brasília, à direita, 300m antes do Outlet Premium Brasília.