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4ª temporada Estação da Música seleciona talentos da música erudita do DF para espetáculos

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Com inscrições abertas até o dia 29 de fevereiro, ação recruta solistas, duos, trios e quartetos para temporada de concertos gratuitos para a comunidade

Com inscrições abertas até dia 29 de fevereiro, o Estação da Música Clássica abre espaço para a comunidade do Distrito Federal. Nesta temporada, solistas, duos, trios e quartetos poderão participar como novos talentos, em apresentações gratuitas. Idealizado pela Companhia De Teatro Lábios da Lua, com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto criado para que a comunidade tenha mais contato com a música erudita, que, além de bela, é apontada como benéfica para atividades cognitivas, influenciando a aprendizagem e a memória. A temporada de espetáculos gratuitos vai de março e vai até 31 de maio, nos palcos da Cia Lábio da Lua – Quadra 4 Lote 16 Loja C e D – Setor Sul.

Concebido com o objetivo de aproximar a comunidade da música clássica e da revelação de novos músicos do gênero, o Estação da Música proporcionará acesso a performances de alta qualidade e educando sobre a riqueza e a diversidade desse gênero musical. Além disso, estudos têm demonstrado os benefícios cognitivos da música clássica, influenciando positivamente a aprendizagem e a memória. Os músicos interessados podem realizar a inscrição pelo site: https://bit.ly/InscriçõesEstação_da_música2024.

À frente da ação, o produtor cultural Gilmar dos Santos afirma que a música clássica, também conhecida como música erudita, é um tesouro cultural que atravessa séculos e continua a encantar pessoas de todas as idades. Apesar de suas raízes históricas, a música clássica permanece vibrante e relevante nos dias de hoje, com compositores contemporâneos criando obras inovadoras e emocionantes.

“Diferente dos estilos musicais populares, a música clássica utiliza uma variedade de formas, como concertos, sinfonias, óperas, músicas de dança e muito mais. Essa diversidade oferece aos artistas uma plataforma única para explorar e expressar sua arte”, destaca o idealizador.

Para efetuar a inscrição, os interessados, sejam solistas, duos, trios ou quartetos, devem encaminhar o seguinte material para o email gilbts@gmail.com, com fotos de alta resolução destinadas à divulgação, uma breve biografia ou release do grupo em até uma página, o programa da apresentação com duração aproximada de 60 minutos, gravação em áudio ou vídeo com pelo menos 10 minutos de música do repertório a ser apresentado, podendo ser enviado como arquivo anexo ou por meio de um link para acesso ao material em plataformas como YouTube, SoundCloud ou Google Drive, entre outras opções, e os dados do representante legal do grupo, incluindo nome completo, cópia de RG e CPF, telefone e e-mail para contato.

Após a seleção, os candidatos serão contatados diretamente pela curadoria responsável por agendar as apresentações, que ocorrerão sempre às 20 horas das quintas e sextas-feiras, entre março e maio de 2024. A seleção dos músicos será baseada na qualidade artística de seus trabalhos, levando em consideração o público-alvo do projeto. Os selecionados deverão se comprometer a realizar duas apresentações por temporada para serem contratados. Os cachês oferecidos variam de acordo com a formação: Artista solo: R$ 750,00, Duo: R$ 1.250,00, Trio: R$ 2.000,00 e Quarteto: R$ 2.400,00.

Serviço:
Inscrições abertas: 4ª Estação da Música

Edital e inscrições: https://bit.ly/3OWYRss
Inscrições abertas até 23:59h de 29/02/2024
Atendimento à imprensa
Gibi Comunica
assessoria@gibicomunica.com

Empresas têm até dia 29 para enviar comprovantes de rendimentos

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Documento é necessário para a declaração do Imposto de Renda

Os empregadores têm até esta quinta-feira (29) para enviar aos seus funcionários os informes de rendimentos referentes a 2023. O prazo também vale para bancos e corretoras de valores, que devem disponibilizar o documento referente aos rendimentos de aplicações financeiras aos seus clientes.

Os comprovantes são necessários para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2024. Este ano, o período de entrega – sem multa – vai de 15 de março a 31 de maio.

A disponibilização dos informes é obrigatória e pode ser feita pelos Correios ou de forma digital, por e-mail, internet ou intranet. No caso de servidores públicos federais, o informe de rendimentos pode ser obtido pelo site ou aplicativo SouGov.br (disponível para Google Play e App Store).

Os comprovantes fornecidos pelos empregadores devem conter os valores recebidos pelos trabalhadores no ano anterior e detalhar os valores descontados para a Previdência Social e o Imposto de Renda recolhido na fonte. Contribuições para previdência complementar da empresa e aportes para o plano de saúde coletivo também devem ser informados, caso existam.

Comprovantes

Planos de saúde individuais e fundos de pensão também são obrigados a fornecer os comprovantes, cujos dados serão usados para o contribuinte deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda.

Caso o contribuinte não receba os informes no prazo, deve procurar o setor de recursos humanos da empresa ou o gerente da instituição financeira. Se o atraso persistir, a Receita Federal pode ser acionada. Em caso de erros ou de divergência de dados, é necessário pedir novo documento corrigido.

A Receita orienta os contribuintes a guardar os informes de rendimentos por, no mínimo, cinco anos, contados a partir de 1º de janeiro do ano seguinte ao do processamento da declaração. A regra também vale para os demais documentos que servem para comprovar as informações prestadas.

A declaração do IRPF é obrigatória para quem recebeu rendimentos tributáveis acima de dois salários mínimos em 2023.

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

 

 

Fórum debate finanças climáticas, antes de reunião de ministros do G20

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VINCENNES BAY, ANTARTICA - JANUARY 11: Giant tabular icebergs are surrounded by ice floe drift in Vincennes Bay on January 11, 2008 in the Australian Antarctic Territory. Australia's CSIRO's atmospheric research unit has found the world is warming faster than predicted by the United Nations' top climate change body, with harmful emissions exceeding worst-case estimates. (Photo by Torsten Blackwood - Pool/Getty Images)

Evento ocorrerá nesta segunda e terça-feira, em São Paulo

Com o objetivo de consolidar a ponte entre prosperidade econômica e uma transição justa e inclusiva, diversas organizações da sociedade civil brasileira realizarão nesta segunda-feira (26) e terça-feira (27), em São Paulo, o 1º Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas.

O evento antecede o encontro do G20 que reunirá, também na capital paulista, ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais das maiores economias do mundo. O Grupo dos 20 reúne países que, juntos, representam 85% do PIB global e são responsáveis por mais de 80% das emissões relacionadas ao setor energético.

Lançado durante a COP28, em Dubai, junto ao Ministério da Fazenda, o 1º Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas reunirá integrantes do setor privado nacional e internacional, coalizões empresariais que impulsionam a transformação ecológica, academia, sociedade civil, filantropia, e organismos multilaterais econômicos e de financiamento.

O evento, com programação presencial e online, quer colocar no centro do debate o financiamento climático internacional em temas como reindustrialização verde, transição energética e fomento à bioeconomia.

Ao longo de dois dias, cerca de 600 convidados vão abordar modelos financeiros para a transformação ecológica do Brasil, mecanismos e desafios para alavancar investimentos verdes na Amazônia, oportunidades para ampliar o financiamento de soluções baseadas na natureza e a promoção da bioeconomia como estratégia de enfrentamento da crise climática.

Também estão na pauta, o impacto dos pacotes econômicos sustentáveis globais, como o IRA americano (Inflation Reduction Act) e o Green Deal europeu, além de soluções para acelerar a descarbonização industrial no mundo. Além disso, está previsto um workshop de capacitação em financiamento climático.

Ao fim do evento, os organizadores vão elaborar recomendações a serem apresentadas aos líderes do G20.

O fórum, um evento oficial do G20 Social, está sendo organizado conjuntamente pelo Instituto Arapyaú, Instituto AYA, Instituto Clima e Sociedade (iCS), Instituto Igarapé, Instituto Itaúsa, Open Society Foundations e Uma Concertação pela Amazônia.

Entre os painelistas estão Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia e professor na Universidade de Columbia; o embaixador Antônio Ricarte, do Ministério das Relações Exteriores; José Pugas, JGP; Mauro O´de Almeida, Secretário de Meio Ambiente do Pará; Natalia Renteria, do Biomas; Txai Suruí, liderança indigena; Tatiana Schor, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente; Sérgio Suchodolski, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais; Denis Minev, da Bemol e Fundação Amazonas Sustentável; Nabil Kadri, do BNDES; e Daniel Teixeira, do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT).

Por Agência Brasil – São Paulo

Anvisa lança Consulta Pública nº 1224/2023 sobre a manutenção das Bulas Impressas de Medicamentos

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Consulta, lançada em 20 de dezembro, tem validade de 90 dias, sendo esperada a participação de todos os setores da sociedade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está avançando no processo de transição para bulas digitais de medicamentos, conforme aprovado por unanimidade na Consulta Pública (CP) 1224/2023. Essa medida está em conformidade com a Lei nº 14.338 de 2022, conhecida como a Lei da Bula Digital.

O objetivo desta iniciativa é dispensar as bulas impressas, proporcionando um acesso unicamente on line, a despeito de 40 milhões de brasileiros (25% da população total) que têm dificuldades de acesso, seja pela má qualidade do sinal, do aparelho ou pela dificuldade de manuseio de equipamentos eletrônicos. A proposta inclui a adoção de um código de barras bidimensional para acesso à bula digital.

A participação da sociedade – que tem direito irrestrito a informações, principalmente as que envolvem sua saúde – é fundamental nesse processo.

Principais pontos da proposta:

  • Implementação de bulas digitais.
  • Código de barras bidimensional para acesso.
  • Disponibilização de informações apenas eletrônicas.
  • Bula impressa deve ser fornecida apenas quando solicitada.

Como contribuir:

  • O prazo de 90 dias para contribuição iniciou em 20/12/2023, encerra em 19/03/2024 e pode ser feito pelo link:

https://pesquisa.anvisa.gov.br/index.php/529626?lang=pt-BR

Cronologia das discussões:

  • Inclusão do tema na Agenda Regulatória 2021-2023.
  • Instituição do Grupo de Trabalho (GT) em novembro de 2022.
  • Reuniões a respeito de janeiro a dezembro de 2023.

A Anvisa destaca que a participação da sociedade é crucial para a construção de um processo eficaz e alinhado com as necessidades do público e a garantia dos seus direitos a informação, que constam no Código de defesa do Consumidor. A Consulta Pública não é uma votação, referendo ou enquete; seu propósito é recolher avaliações críticas e fundamentadas dos diversos segmentos da sociedade sobre a proposta de norma em discussão.

As contribuições registradas no formulário eletrônico só serão consideradas válidas após o participante clicar no botão ENVIAR, disponível ao final do questionário. Em caso de múltiplos envios, será considerada válida apenas a última versão.

Dúvidas relacionadas à proposta de norma podem ser encaminhadas para cpggmed@anvisa.gov.br, enquanto questões sobre o formulário devem ser direcionadas para cpror@anvisa.gov.br.

Para acessar o texto da proposta de norma e registrar a participação, o link é: https://pesquisa.anvisa.gov.br/index.php/529626?lang=pt-BR

Esta consulta pública encerra-se às 23:59 horas do dia 19/03/2024.

Personalidades se manifestam sobre Consulta Pública da Anvisa em relação à manutenção das Bulas Impressas de Medicamentos

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Capitão Cafu, a jornalista Leo Áquila, a atriz Elizabeth Savala e o ator Thiago Picchi gravaram vídeos em defesa da manutenção das bulas impressas de medicamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está avançando no processo de transição para bulas digitais de medicamentos, conforme aprovado por unanimidade na Consulta Pública (CP) 1224/2023. Essa medida está em conformidade com a Lei nº 14.338 de 2022, conhecida como a Lei da Bula Digital.

O objetivo desta iniciativa é dispensar as bulas impressas, proporcionando um acesso unicamente on line, a despeito de 40 milhões de brasileiros (25% da população total) que têm dificuldades de acesso, seja pela má qualidade do sinal, do aparelho ou pela dificuldade de manuseio de equipamentos eletrônicos. A proposta inclui a adoção de um código de barras bidimensional para acesso à bula digital.

Frente a essa iniciativa, personalidades como Cafu, Leo Áquila, Elizabeth Savala e Thiago Picchi gravaram depoimentos defendendo o direito da população ao acesso total à informação por meio da manutenção da bula impressa de medicamentos.

Os depoimentos estão disponíveis no Instagram @exijabula e pelo site www.exijabula.com.br

Links dos depoimentos:

  • Capitão Cafu:

https://www.instagram.com/exijabula/reel/C3pnH-NrxlS/

 

  • Jornalista Léo Aquila:

https://www.instagram.com/exijabula/reel/C3FfJPqrV6r/

 

  • Atriz Elizabeth Savala:

https://www.instagram.com/exijabula/reel/C0jGi_puBaI/

 

  • Ator Thiago Picchi:

https://www.instagram.com/exijabula/reel/C1w_oMSrtUG/

 

Para acessar o texto da proposta de norma e registrar a participação, o link é: https://pesquisa.anvisa.gov.br/index.php/529626?lang=pt-BR

Em evento do Lide Brasília, governador Ibaneis Rocha e secretário Ney Ferraz anunciam investimentos até R$ 6 bilhões*

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Após fechar o ano de 2023 com superávit de R$ 2,6 bilhões nas contas públicas, o Governo do Distrito Federal terá a possibilidade de investir até R$ 6 bilhões, sendo dois terços de fonte própria. O anúncio foi feito pelo governador Ibaneis Rocha e pelo secretário de Economia, Ney Ferraz, após o almoço-debate do Lide Brasília – Grupo de Líderes Empresariais, realizado nesta quinta-feira (22), no Lago Sul.

“Faltou uma coisa na palestra do Ney, que foi falar dos investimentos no DF, que eu quero que seja anunciado aos empresários”, disse Ibaneis Rocha. “Nós saímos da saímos da Capacidade de Pagamento (Capag) C para a Capag A. Isso faz com que o DF tenha capacidade de investimento por meio de financiamentos públicos muito maior. Além disso, pedi a ele para saber o valor para investimentos de recursos próprios para obras”, contou, pedindo o número ao secretário. “Há uma previsão de quase R$ 4 bilhões de fonte própria”, comentou Ney Ferraz, acrescentando ainda que o GDF pode contrair mais R$ 2 bilhões em empréstimos para investimentos.

O anúncio coroou o evento, promovido pelo vice-presidente do Nelson Willians Group, o economista Fernando Cavalcanti, que lembrou que o ano começa agora, “com os trabalhos do Lide pós-Carnaval”, e celebrou os bons resultados econômicos de Brasília. “Ontem (quarta-feira, 21) saiu uma reportagem sobre o maior superávit orçamentário da história do DF. Aqui comemoramos os bons números de 2023, com o desemprego diminuindo. Para nós, empresários, é uma grande alegria ter a nossa casa aberta para tratar de temas tão importantes e pontuais não só para o GDF, mas para todos nós”, destacou.

Além de saudar as autoridades e comemorar a presença dos presidentes de entidades empresariais, o presidente do Lide Brasília, Paulo Octávio, destacou a presença dos cem maiores empresários da cidade. “É um evento muito importante, por receber um secretário que alcançou um superávit recorde. Sem muito trabalho, não se chega a um resultado destes. Fica aqui os cumprimentos ao governador, ao secretário Ney Ferraz e toda a equipe”, afirmou.

“É assim que vamos ver crescer a nossa economia e nossa cidade. Este ano deve ser de otimismo, pois o trabalho do governador Ibaneis Rocha tem sido muito profícuo no sentido de aproximar o setor produtivo do GDF. Assim se constrói um estado eficiente. Esse diálogo permanente tem sido salutar e por isso temos visto a arrecadação aumentar”, finalizou.

*Mudança de panorama*
Em sua palestra, o secretário Ney Ferraz mostrou como o GDF superou uma atmosfera pessimista para obter um bom resultado. “O panorama de 2023 era desolador, especialmente após a mudança na tributação de combustíveis, comunicações e eletricidade, o que geraria perda superior a R$ 1 bilhão. Projetava-se um gasto maior que arrecadação, em um ano de transição. Havia muita incerteza e uma insegurança no cenário”, relatou. “Mas, com muito trabalho, conseguimos reverter a possibilidade de déficit para o superávit de R$ 2,6 bilhões”, destacou.

Ney Ferraz explicou como foi feita esta transição de cenários. “Com o transcorrer do ano, atividades foram executadas pela Planejamento, Orçamento e Administração (Seplad) para garantir a saúde financeira do GDF, o que gerou reflexos na iniciativa privada. Nós conseguimos pagar em dia não apenas os salários, o que é um a obrigação, mas também aos empresários que têm contratos e que realizam as grandes obras. A maioria das nossas obras foi feita com orçamento próprio”, acrescentou.

Mesmo com a queda de arrecadação do ICMS, o quadro não se alterou. “Melhoramos a performance de outros impostos, a mando do governador. No ISS, a arrecadação cresceu 30% em relação a 2022. O mesmo ocorreu com IPVA e IR na fonte”, comentou. Outro dado destacado foi a queda da despesa pessoal em relação à receita corrente líquida, que recuou de 44,17%, em 2022, para 34,8%.

“Essa foi a menor despesa corrente líquida com pessoal da história do DF, mesmo com o governador contratando 8 mil novos servidores e dando aumento de 18% às forças de segurança – e cada parcela de 6% do aumento enseja novos recursos da ordem de R$ 2 bilhões anuais. E o DF foi o único ente federativo a dar aumento com dois dígitos aos servidores públicos”, acrescentou.

Ney Ferraz também atribuiu o superávit de R$ 2,6 bilhões a várias medidas, como o contingenciamento de R$ 1 bilhão das secretarias. “Isso não significou corte, mas segurar e investir os valores, para garantir que os contratos fossem honrados dentro do mês, evitando pagamentos descontrolados. As cotas foram liberadas mensalmente e todas as pastas receberam a totalidade do orçamento”, contou. A combinação destas estratégias levou a área de saúde receber um incremento de R$ 1,2 bilhão. O valor foi convertido em novas UPAs e hospitais e na contratação de servidores, para melhorar o atendimento às demandas da população.

Para este ano, a Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê orçamento de R$ 61,14 bilhões, dos quais R$ 21,68 bilhões virão de arrecadação de impostos e outros R$ 23,27 bilhões do Fundo Costitucional do DF. “Estamos fazendo algumas medidas, como a fusão das secretarias de Planejamento e Fazenda, buscando aumentar a dinâmica para aumentar a arrecadação. Em janeiro, já obtivemos superávit de R$ 194 milhões, em relação ao previsto”, disse Ney Ferraz, creditando a importância do setor automobilístico, que teve aumento de 34% na venda de novos veículos, seguido do comércio varejista e consumo de energia elétrica. Quanto ao setor de serviços, ele destacou o desempenho de bancos e financeiras e da construção civil, cuja arrecadação de ISS cresceu 44%.

“É importante mencionar que o aumento do FCDF para este ano foi irrisório, na casa dos R$ 300 milhões. A parcela do reajuste de 6% para servidores da saúde, forças de segurança e educação, que é arcada pelo fundo, custará outros R$ 2 bilhões. Portanto, os R$ 1,7 bilhão restantes terão de ser arcados pelo aumento da arrecadação”, completou.

*Reforma tributária*
Ney Ferraz também abordou a reforma tributária, classificando-a como “corrida”, lembrando que as leis complementares é que vão dar seu formato final. “Da forma como ela foi aprovada, o DF será um dos estados mais beneficiados, principalmente por conta da mudança da forma de arrecadação, que passa a ser no destino. O próximo governador terá aumento de arrecadação de R$ 6 bilhões, só por este fator”, avaliou.

Ele ressaltou que a regulamentação, por isso, tem de ser acompanhada de perto, lembrando o episódio em que se tentou mudar as regras do FCDF. “Não vamos diminuir os esforços para que, nesta regulamentação, as leis continuem a beneficiar o DF”, disse. “Estamos conseguindo o equilíbrio fiscal, com controle e qualidade nos gastos, sem aumentar a carga tributária. A tecnologia tem sido aliada nisso. A modernização é um caminho sem volta “, afirmou.

A parceria com os empresários será fundamental. “Nada será feito na secretaria sem ouvir o setor produtivo, que merece toda a atenção”, destacando que, neste sentido, serão criadas câmaras técnicas com membros do GDF e do setor produtivo. “Esse diálogo tem de ser permanente, pois precisamos atender o empresariado, para que possamos melhorar este superávit para R$ 3 bilhões ou R$ 4 bilhões”, finalizou.

Ao final da palestra de Ney Ferraz, o presidente do Lide Brasília, Paulo Octávio, enfatizou vários dados apresentados pelo secretário de Economia. “Esse orçamento de R$ 62 bilhões é impactante para Brasília e o que me chamou muita atenção foi o fato de o DF ter concedido um aumento acima de dois dígitos para os servidores. Brasília depende muito desta categoria. O servidor bem remunerado aquece a economia. Então, fico feliz pelo aumento e pelas contratações efetivadas”, comentou.

“É um almoço-debate do Lide Brasília bom de realizar, por apresentar a todos nós que o trabalho agora é nosso. Aqui estão todos os presidentes de entidades de classe da capital, sem exceção. O governo está acertado, o orçamento está bom, há recursos e tudo está em dia. É o momento de a gente arregaçar as mangas e gerar muitos empregos”, completou.

Nos questionamentos ao secretário de Economia, a presidente do Lide Mulher Brasília, a empresária Janine Brito, perguntou se a alíquota do ITBI não poderia recuar ao patamar de 2%, pelo fato de a construção civil ser uma mola mestra de desenvolvimento. Ao responder à pergunta, Ney Ferraz afirmou que a proposta está na lista de projetos do GDF. “Já estamos na fase de conclusão dos impactos, pois nossa intenção não é fazer de forma temporária, mas retornar para os 2%. Isso seria levado para discussão em outras reuniões, com os estudos, para debates com o setor da construção civil”, revelou.

 

Além do governador Ibaneis Rocha e de mais de uma centena de empresários em dirigentes sindicais, estiveram presentes ao almoço do Lide Brasília a vice-governadora Celina Leão, os secretários Agaciel Maia (relações Institucionais), Clarissa Roriz (Atendimento à Comunidade), Cláudio Abrantes (Cultura e Economia Criativa), Cristiano Araújo (Turismo), Giselle Ferreira (Mulher), José Humberto (Governo) e Thales Mendes Ferreira (Desenvolvimento Econômico Trabalho e Renda), o e secretário executivo do Consórcio Brasil Central, José Eduardo Pereira. Parlamentares como o senador Izalci Lucas (PSDB), os deputados federais Ismael Alexandrino (PSD-GO), Júlio César Ribeiro (Republicanos-DF), Rafael Prudente (MDB) e Reginaldo Veras (PV) e os distritais Joaquim Roriz Neto (MDB) e Paula Belmonte (Cidadania) também compareceram ao encontro.

*SOBRE O LIDE*
Fundado em junho de 2003, o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais é uma organização de caráter privado, que reúne empresários em nove países e quatro continentes. Atualmente tem mais de 1.300 empresas filiadas (com as unidades nacionais e internacionais), que representam 49% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil e no exterior, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.