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Paulo Octávio: 90% dos brasileiros nunca visitaram Brasília

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Durante o Plano de Voo 2026, da Amcham Brasil — maior câmara americana fora

dos Estados Unidos e a maior associação multissetorial do Brasil — o empresário

Paulo Octávio destacou os diferenciais competitivos de Brasília. Segundo ele,

segurança e qualidade de vida são ativos estratégicos da capital. “Aqui ainda é uma

cidade onde se pode trabalhar, produzir e circular com tranquilidade”, afirmou.

Para o empresário, esse ambiente favorece investimentos e geração de negócios.

Paulo Octávio defendeu, ainda, o turismo como vetor de desenvolvimento

do DF. Ele lembrou que mais de 90% dos brasileiros nunca visitaram Brasília.

Para o empresário, ampliar voos e conexões internacionais é essencial.

Quando o queijo é de graça: poder, armadilhas e a política da ingenuidade

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A frase “ratos morrem em ratoeiras porque não entendem por que o queijo é de graça” funciona como uma metáfora simples e poderosa para compreender dinâmicas recorrentes da política e do poder. Na arena política, dificilmente algo é realmente gratuito. Benefícios inesperados, discursos excessivamente generosos ou soluções fáceis para problemas complexos quase sempre carregam intenções ocultas. A história mostra que muitos grupos sociais, partidos e até nações inteiras caíram em armadilhas semelhantes por não questionarem a origem e o custo real dessas “ofertas”. 

Nicolau Maquiavel, ao analisar os mecanismos do poder em O Príncipe, já alertava que a política não se move pela moral da aparência, mas pela lógica do interesse. Para ele, concessões nunca são neutras: quem oferece algo espera, no mínimo, obediência, apoio ou silêncio. O “queijo” político pode vir na forma de programas assistenciais mal estruturados, promessas eleitorais irrealizáveis ou narrativas simplificadas que exploram o medo e a esperança. O problema não está no benefício em si, mas na ausência de questionamento sobre quem controla a ratoeira.

Max Weber contribui para essa leitura ao tratar da dominação e de suas formas de legitimação. Segundo ele, o poder se sustenta quando os dominados acreditam que obedecer é racional, tradicional ou carismático. Muitas vezes, o “queijo grátis” serve justamente para reforçar essa crença. O cidadão aceita a vantagem imediata e, em troca, legitima estruturas que restringem sua autonomia no longo prazo. A armadilha não se fecha de uma vez; ela vai sendo ajustada lentamente.

Do ponto de vista sociológico, Pierre Bourdieu ajuda a entender como essas armadilhas se naturalizam. Ao falar de poder simbólico, ele mostra que a dominação mais eficaz é aquela que não parece dominação. Quando políticas são apresentadas como dádivas e não como direitos, cria-se uma relação de dependência. O rato não vê a ratoeira, apenas o queijo; o eleitor não vê o projeto de poder, apenas o benefício imediato.

Exemplos históricos não faltam. Regimes autoritários frequentemente ascenderam prometendo ordem, prosperidade rápida ou proteção contra inimigos difusos. Em troca, pediram confiança irrestrita e enfraqueceram instituições de controle. Em democracias contemporâneas, estratégias semelhantes aparecem em versões mais sutis: desinformação, populismo fiscal ou discursos antipolítica que, paradoxalmente, concentram ainda mais poder.

Entender por que o “queijo” é de graça é, portanto, um exercício fundamental de cidadania. Questionar intenções, analisar consequências e observar quem ganha e quem perde com determinadas propostas é a diferença entre participar do jogo político ou ser apenas parte do mecanismo. Na política, como na ratoeira, a ingenuidade costuma ter um preço alto, e a curiosidade crítica continua sendo uma das poucas formas eficazes de manter os dedos longe do gatilho invisível.

Com a senadora Leila, Paula Belmonte acompanha entrega do asfalto do acesso à Escola Córrego das Corujas

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Obra de pavimentação garante mais segurança, dignidade e mobilidade para estudantes da zona rural de Ceilândia_

A deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) participou, nesta quarta-feira (25), da entrega da pavimentação da via de acesso à Escola Classe Córrego das Corujas, no Sol Nascente, uma conquista aguardada há anos pela comunidade escolar e pelos moradores da região. A iniciativa integra o programa Caminho das Escolas e foi viabilizada por meio de emendas parlamentares destinadas em conjunto por Paula como deputada federal, em 2020, e pela senadora Leila do Vôlei (PDT).

Antes marcada pelo barro e pelas dificuldades de acesso, a estrada, que tem cerca de cinco quilômetros, agora oferece mais segurança e mobilidade para estudantes, professores e famílias.

Durante a cerimônia, Paula Belmonte destacou o impacto social da entrega e a ligação pessoal com a região. “Eu entrei na política por conta deste lugar, do Sol Nascente, das nossas crianças. Nós queremos saber a necessidade das pessoas”, afirmou. A parlamentar ressaltou ainda que o projeto nasceu da escuta da comunidade e simboliza dignidade para os estudantes. “É uma grande alegria ver que o barro deu lugar ao asfalto. O Caminho das Escolas valoriza o percurso até a educação, que é o caminho que constrói a vida e o crescimento”, disse.

*Segurança*

Após a inauguração, a deputada visitou a Escola Classe Córrego das Corujas e percorreu o trajeto recém-construído. Na unidade, conversou com crianças, professores e funcionários, que relataram entusiasmo com a conclusão da obra e os impactos positivos no dia a dia escolar.

Segundo os profissionais, o novo acesso traz mais segurança, reduz dificuldades enfrentadas em períodos de chuva e contribui para melhorar a frequência dos alunos.

A senadora Leila do Vôlei também celebrou a entrega e destacou o papel do trabalho parlamentar na concretização da iniciativa. “O parlamentar não fica só dentro do gabinete, ele é representante do povo e precisa trazer recursos para políticas públicas”, afirmou. Para ela, a pavimentação garante dignidade, melhora o acesso às escolas rurais e fortalece a qualidade de vida da comunidade.

A inauguração consolida o programa Caminho das Escolas como uma política pública essencial para o desenvolvimento das áreas rurais do Distrito Federal e reforça a atuação de Paula Belmonte na promoção de melhorias voltadas à educação.

Muita gente está ao seu lado, mas não do seu lado. Não confunda

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Há uma diferença silenciosa  e muitas vezes fatal entre companhia e lealdade, entre proximidade e alinhamento.

Muita gente caminha ao seu lado por conveniência, hábito, medo da solidão ou interesse momentâneo. Poucos, porém, caminham do seu lado.

Confundir essas duas coisas é uma das causas mais comuns de frustração, estagnação e traições emocionais que as pessoas chamam, ingenuamente, de “azar com gente”.

Estar ao seu lado é fácil. Basta dividir o espaço, rir das mesmas piadas, frequentar os mesmos lugares, usufruir dos mesmos benefícios. É uma presença confortável, quase automática. Já estar do seu lado exige coragem moral. Exige escolher você quando isso custa algo. Exige defender sua dignidade quando não há aplauso, sustentar a verdade quando ela incomoda, permanecer quando seria mais fácil se omitir. Quem está do seu lado não apenas ocupa o mesmo espaço — compartilha o mesmo eixo.

O problema é que a maioria das pessoas não está comprometida com princípios, mas com vantagens. Elas não se perguntam “isso é justo?” ou “isso é verdadeiro?”, mas “isso me favorece agora?”. Quando o vento muda, mudam junto. Quando sua ascensão ameaça, elas relativizam. Quando sua dor exige presença real, elas desaparecem. Não por maldade explícita, mas por fraqueza de caráter. E fraqueza, quando repetida, vira padrão.

Há um erro comum em pessoas profundas: projetar nos outros a própria capacidade de lealdade. Você presume que, porque seria capaz de sustentar alguém em silêncio, o outro faria o mesmo por você. Não faria. A profundidade não é distribuída igualmente. A maturidade também não. Por isso, discernimento não é cinismo; é higiene emocional.

Quem está apenas ao seu lado costuma celebrar seus começos, mas se incomodar com sua constância. Aplaude a ideia, mas teme a execução. Gosta de você enquanto você não exige posicionamento. Já quem está do seu lado não compete com sua luz, não negocia seus valores e não torce para que você diminua para caber. Essa pessoa entende que vínculos verdadeiros não são alianças de conveniência, mas pactos de sentido.

Espiritualmente, isso exige uma renúncia difícil: abrir mão da ilusão de que quantidade gera segurança. Não gera. Multidões confortam o ego; alinhamento fortalece a alma. Mentalmente, exige maturidade para aceitar que nem todo afastamento é perda — muitos são livramentos. Emocionalmente, exige coragem para suportar o silêncio que vem quando você para de se explicar para quem nunca esteve realmente comprometido com você.

Observe com atenção: quem se beneficia da sua confusão? Quem lucra quando você não sabe quem está do seu lado? A falta de clareza mantém relações mornas, dependências disfarçadas e lealdades frouxas. Clareza, por outro lado, seleciona. E toda seleção dói, porque implica dizer não — inclusive a expectativas antigas, vínculos desbalanceados e versões suas que viviam de aprovação.

Não se trata de desconfiar de todos, mas de confiar com critério. Não se trata de endurecer o coração, mas de educá-lo. A vida cobra caro de quem entrega profundidade a quem só sabe nadar na superfície. E cobra ainda mais de quem insiste em chamar de “amizade” aquilo que nunca passou de conveniência mútua.

No fim, a pergunta não é quantas pessoas estão perto de você, mas quantas permanecem quando você escolhe ser fiel a si mesmo. Quem caminha do seu lado não precisa ser convencido — ele reconhece. Quem só anda ao seu lado sempre pedirá que você se adapte, se explique ou se diminua.

E agora, seja honesto consigo: quem realmente está do seu lado — e quem apenas ocupa espaço na sua vida por medo, hábito ou interesse? Você está disposto a pagar o preço da clareza… ou continuará confundindo presença com compromisso?

Paula Belmonte protocola pedido de impeachment e pede afastamento de Ibaneis

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Para deputada, saída de cena do governador é para evitar a interferência do Executivo na apuração_

A deputada distrital Paula Belmonte protocolou, nesta segunda-feira (23), na Câmara Legislativa do Distrito Federal, novo pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha, com requerimento de afastamento cautelar do cargo por até 180 dias, enquanto durarem as investigações sobre as operações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.

A representação aponta crime de responsabilidade e sustenta que o governador teve participação direta e consciente na condução da tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, operação posteriormente barrada pelo Judiciário e pelo Banco Central.

Conforme o documento, as operações entre as instituições financeiras alcançaram cerca de R$ 16,7 bilhões, sendo aproximadamente R$ 12,2 bilhões relacionados a carteiras de crédito posteriormente apontadas como inexistentes ou sem lastro econômico real, conforme investigações e medidas adotadas por órgãos de controle.

No pedido, a parlamentar requer o afastamento cautelar do governador por até 180 dias, com o objetivo de garantir a imparcialidade da apuração legislativa e evitar qualquer interferência no curso do processo político-administrativo. “O que está em jogo é a responsabilidade institucional. Não se trata de disputa política, mas de proteger o patrimônio público e assegurar que os fatos sejam apurados com independência”, afirmou Paula.

Apesar de a Câmara Legislativa ter arquivado quatro dos seis pedidos de impeachment protocolados neste ano, a deputada avalia que os fatos supervenientes ampliam a gravidade do caso e exigem nova análise do Parlamento. “A maturidade do debate dentro da Câmara pode, sim, levar à abertura de um novo processo de impeachment, a depender dos desdobramentos das próximas discussões.”

Paula reforçou que não é contrária ao fortalecimento do banco público, mas critica a condução do governo. “A gente entende que salvar o BRB é imprescindível. O Banco de Brasília é todo nosso. Mas nós não podemos esquecer que quem colocou o BRB nessa situação, na maior fraude financeira, foi o governo do Distrito Federal.”

Representação no Tribunal de Contas

A parlamentar também informou que protocolou pedido para que o Tribunal de Contas do Distrito Federal instaure uma inspeção para averiguar o caso. “Acionemos o Tribunal de Contas para que acompanhe de perto este caso e também um novo pedido de impeachment, porque é um absurdo o que o governo agora está fazendo.”

A parlamentar também informou que protocolou pedido para que o Tribunal de Contas do Distrito Federal insature uma AUDITORIA/INSPEÇÃO para averiguar o caso. “Protocolamos pedido para que o Tribunal de Contas acompanhe o caso. É inadmissível o que o governo está fazendo agora.”

Para Paula Belmonte, os fatos demonstram que os riscos já eram conhecidos quando a operação foi defendida politicamente pelo governo, há um ano. “O Parlamento não pode se omitir diante de fatos dessa gravidade. Nosso dever constitucional é fiscalizar”, disse ela.

Veja a íntegra do documento em anexo.

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A sutileza mortal entre o tolo e o imbecil

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Na superfície, parecem irmãos: o tolo e o imbecil. Ambos falam sem pensar, tropeçam nos próprios argumentos, se confundem com facilidade e frequentemente arrastam outros consigo. Mas há uma diferença sutil — e absolutamente decisiva — entre eles. O tolo é enganado. O imbecil se engana. O tolo age por ignorância. O imbecil, por arrogância.

 

O tolo pode ser salvo. Ainda há nele uma fresta de humildade, uma abertura para aprender, um vislumbre de dúvida. Sua tolice é, muitas vezes, fruto do contexto: má educação, ambiente limitado, falta de bons exemplos. Ele repete o que ouviu, sem perceber o ridículo. Mas quando confrontado com a verdade — se essa verdade for bem apresentada — ele hesita, vacila, e pode até se converter à lucidez. O tolo é como alguém que caminha no escuro, mas que aceita uma lanterna quando lhe é oferecida.

O imbecil, por outro lado, recusa a luz. Não porque não a veja, mas porque não a suporta. O imbecil acredita saber. Sua estupidez é teimosa, insolente, revestida de certeza. Ele não busca aprender, mas confirmar suas crenças. A imbecilidade é uma forma de cegueira voluntária, adornada por vaidade. Enquanto o tolo pode ser ingênuo, o imbecil é presunçoso. Ele constrói castelos sobre areia e zomba de quem traz os alicerces.

No mundo espiritual, essa diferença é ainda mais grave. O tolo pode zombar do sagrado por não compreendê-lo. O imbecil, por crer que está acima dele. O primeiro precisa de instrução. O segundo, de desconstrução. Um requer mestres. O outro, choques.

E há um perigo real: a sociedade contemporânea recompensa a imbecilidade mais do que pune. O imbecil ganha holofotes. O tolo vira plateia. E os sábios, muitas vezes, se calam. Mas um silêncio sábio também é um grito — para quem tem ouvidos.

A verdadeira maturidade consiste em saber identificar quando estamos sendo tolos — e, pior, quando estamos nos tornando imbecis. A linha entre ambos pode ser atravessada num instante, com um único gesto de orgulho, uma recusa em ouvir, uma defesa cega de ideias que já não se sustentam. É fácil zombar da ignorância dos outros. Mais difícil é reconhecer a nossa própria.

Na prática, o caminho da sabedoria começa com uma pergunta simples, mas brutal: “E se eu estiver errado?” O tolo raramente se faz essa pergunta. O imbecil jamais. Mas o sábio vive a partir dela.

Então, cabe a ti, leitor, examinar com coragem: em que áreas da tua vida tens agido como tolo — e ainda podes aprender? E em quais tens insistido como imbecil — e já perdeste a chance de crescer?

Porque entre o tolo e o imbecil há um fio tênue… e é fácil cruzá-lo sem perceber.

Agora eu te pergunto:

Em que parte da tua vida estás te enganando fingindo que estás apenas confuso?