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O fim do voto econômico e da gratidão política automática

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Durante grande parte da história eleitoral, uma máxima parecia inquestionável: a economia determina o voto. Se a situação econômica do país melhora, o governo no poder tende a ser recompensado nas urnas; se piora, a punição vem na forma de derrota eleitoral.

Esse fenômeno, conhecido como “voto econômico”, foi estudado por cientistas políticos como Anthony Downs e Douglas Hibbs, que argumentaram que ele era um dos principais motores das escolhas eleitorais. No entanto, a política contemporânea vem desafiando essa lógica.

Nos últimos anos, têm se multiplicado os casos de governantes que, mesmo entregando crescimento econômico e aumento de renda, perdem eleições ou enfrentam alta impopularidade. Ao mesmo tempo, outros que lidam com crises econômicas graves conseguem manter apoio popular e até se reeleger. Um exemplo clássico desse fenômeno ocorreu com Donald Trump nos Estados Unidos. Antes da pandemia da Covid-19, a economia americana apresentava números favoráveis, com baixo desemprego e crescimento sólido. Pela lógica do voto econômico, ele deveria ter sido reeleito sem grandes dificuldades. No entanto, perdeu para Joe Biden em 2020. Por outro lado, líderes como Viktor Orbán, na Hungria, e Recep Tayyip Erdoğan, na Turquia, conseguiram manter suas bases eleitorais mesmo diante de crises econômicas severas.

Isso sugere que o eleitor moderno não decide mais seu voto apenas com base na economia, e a gratidão política automática também vem desaparecendo. A melhoria na qualidade de vida ou o cumprimento de promessas não garantem mais lealdade eleitoral. Esse fenômeno é visível em democracias ao redor do mundo. No Brasil, Dilma Rousseff foi reeleita em 2014 mesmo com sinais de desaceleração econômica, mas sofreu impeachment pouco tempo depois, quando a crise econômica se agravou. Já em 2022, Jair Bolsonaro perdeu sua tentativa de reeleição mesmo com uma recuperação econômica nos meses finais de seu mandato. O que explica essa mudança?

A polarização política e a identidade partidária têm assumido um papel central nas escolhas do eleitor. O sociólogo Pierre Bourdieu argumentava que os indivíduos não fazem escolhas isoladas, mas dentro de um contexto social e simbólico que molda suas preferências. No cenário atual, as decisões eleitorais são cada vez mais guiadas por fatores emocionais, ideológicos e identitários, diminuindo o peso da economia. Eleitores se identificam com um candidato ou partido não apenas por sua gestão, mas por enxergarem nele uma representação de seus valores e visão de mundo.

Além disso, as redes sociais e a hiperexposição midiática modificaram a forma como os políticos são avaliados. Um bom desempenho econômico pode ser ofuscado por crises de imagem, escândalos ou batalhas culturais. Políticos que dominam a narrativa e criam um senso de pertencimento com seus eleitores conseguem manter apoio mesmo em tempos difíceis, enquanto outros, apesar de bons indicadores econômicos, perdem espaço por não conseguirem mobilizar emoções e identidades.

O fim do voto econômico e da gratidão política automática não significa que a economia deixou de ser importante. Mas ela se tornou apenas um dos vários fatores que influenciam o eleitorado. Cada vez mais, eleições são disputadas no campo simbólico e emocional, onde lealdades são construídas não apenas por resultados concretos, mas por percepções e narrativas. Nesse novo cenário, políticos que apostam apenas em entregar bons indicadores correm o risco de descobrir, da pior forma, que isso já não basta para vencer eleições.

Quem controla a narrativa, controla o poder

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A política e a vida social frequentemente colocam as pessoas diante de um dilema cruel: manter a integridade a qualquer custo ou ceder à corrupção para sobreviver? A questão não é apenas moral, mas estratégica. O mundo real não costuma recompensar aqueles que se recusam a jogar conforme as regras do poder, mas tampouco garante felicidade plena àqueles que sacrificam seus valores em troca de vantagens imediatas. Então, quem é o verdadeiro tolo? O íntegro, que pode ser destruído por seu idealismo, ou o corrupto, que sobrevive, mas perde a si mesmo no processo?
Maquiavel, sempre pragmático, diria que o poder não é lugar para moralismos. Para ele, um líder que deseja manter-se no comando deve estar disposto a sujar as mãos. Quem se apega rigidamente à integridade, sem considerar a realidade do jogo político, pode acabar como um mártir sem utilidade prática. No entanto, há um custo alto para quem se corrompe: a perda da autonomia. Um político que vende sua lealdade por conveniência se torna escravo daqueles que o compraram. Ele pode sobreviver, mas a que preço?

Já filósofos como Kant e Sócrates sustentariam que o verdadeiro tolo é aquele que trai sua própria essência. Para Kant, agir de acordo com princípios morais universais é uma obrigação inegociável. Sócrates, condenado à morte por desafiar os poderes de Atenas, preferiu beber cicuta a abandonar sua integridade. Para essas visões, o corrupto pode até sobreviver, mas se torna alguém que não merece respeito – nem de si mesmo, nem dos outros.
No entanto, a história não é tão preto no branco. Existem aqueles que mantêm sua integridade e, em vez de serem destruídos, transformam o sistema. Gandhi e Martin Luther King Jr. desafiaram o status quo sem trair seus princípios, e suas ideias sobreviveram muito além de suas mortes. Ao mesmo tempo, há corruptos que acumularam poder e riqueza, mas terminaram seus dias cercados de desconfiança e medo, sempre temendo a próxima traição.

A verdadeira idiotice, talvez, não esteja apenas na escolha entre integridade e corrupção, mas na incapacidade de compreender as consequências de cada caminho. O mundo real exige tanto valores quanto astúcia. Ser íntegro sem estratégia pode levar ao fracasso. Ser corrupto sem controle pode levar à ruína. No fim, o mais sábio é aquele que entende o jogo e decide qual preço está disposto a pagar.

Fogo de Chão e ONErpm celebram o Dia Mundial do Churrasco com ação especial reunindo grandes nomes da música brasileira

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Ação une gastronomia, música e experiência de marca em playlists exclusivas com curadoria de artistas brasileiros.

Quando o churrasco é bom, a trilha sonora precisa estar à altura. Para celebrar o Dia Mundial do Churrasco, em 24 de abril, a Fogo de Chão se uniu à distribuidora musical ONErpm em uma ação especial que promete elevar a experiência à mesa. Unindo duas grandes paixões nacionais — carne e música — a campanha convida o público a curtir seis playlists exclusivas, criadas por artistas brasileiros de diferentes estilos e gerações, especialmente para embalar aquele momento de encontro entre amigos e familiares.

A proposta da ação é proporcionar uma experiência completa aos consumidores, unindo carne de qualidade, bons amigos e uma trilha sonora de respeito. As playlists podem ser acessadas por meio de QR Codes disponíveis nos restaurantes da marca e também nos canais digitais da Fogo de Chão e da ONErpm. A iniciativa fortalece o posicionamento das duas marcas, fortalecendo a missão na gastronomia e na música. A seleção dos artistas convidados ficou a cargo da equipe Fogo de Chão, cabendo a ONErpm a execução das playlists nas plataformas digitais de áudio.

Entre os nomes convidados para a curadoria das playlists estão Bruno Gouveia, vocalista do Biquini Cavadão, que traz uma seleção que mistura rock nacional com pegada nostálgica, e Fabiano Cambota, da banda Pedra Letícia, com faixas que traduzem seu humor irreverente e estilo descontraído, perfeitos para momentos leves e descontraídos à beira da grelha. Já Roger Moreira, do icônico Ultraje a Rigor, entrega um repertório carregado de atitude, com clássicos do rock nacional que marcaram gerações.

O cantor Tato, da banda Falamansa, adiciona à ação o tempero do forró universitário, com músicas que remetem à alegria e ao clima festivo típico dos encontros ao ar livre. Mari Belém, cantora e influenciadora musical, aposta em uma playlist eclética com nomes da nova MPB e do pop nacional, refletindo sua identidade contemporânea. Por fim, Derico, multi-instrumentista conhecido por seu trabalho no programa do Jô, seleciona faixas instrumentais e sofisticadas, trazendo um toque mais refinado e versátil para a experiência sonora do churrasco.

A ação celebra a união de duas paixões brasileiras — música e churrasco — por meio de uma parceria inédita entre a Fogo de Chão e a ONErpm. Juntas, as marcas ampliam a experiência física para o ambiente digital, permitindo que o cliente leve a trilha sonora ideal para o seu próprio churrasco, e compartilhe essa atmosfera única onde estiver.

Sobre o Fogo de Chão

O Fogo de Chão é um restaurante de renome internacional que permite que seus clientes descubram uma novidade a cada instante. Fundada no sul do Brasil em 1979, transformou a tradicional arte secular de preparo do churrasco em um descobrimento de experiência gastronômica cultural. As unidades oferecem cardápios diferenciados para todas as horas do dia, incluindo almoço, jantar e eventos para grupos sociais ou corporativos, além do serviço completo de catering e opções para levar e entregar. Atualmente a rede de restaurantes possui mais de 100 lojas em todo o mundo, incluindo países como o Brasil, Estados Unidos, México e Oriente Médio. Mais informações em : fogodechao.com.br e @fogodechao

Dia do Livro: quando a moda e a literatura se encontram

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O que seria da história dos heróis, das guerras, das invenções e dos grandes momentos da humanidade sem os livros? Eles eternizam os fatos com palavras, imagens, memórias e versões de época. Por isso, o Dia Mundial do Livro, 23/04, celebra a importância de escrever os capítulos da vida nas páginas do tempo.

No desenrolar da história, percebemos que percorrer um trajeto é contar os fatos com os pés e as mãos: visitar lugares, deixar marcas e carregar impressões. Curiosamente, ler também é viajar, mas sem sair do lugar. Mas o que tudo isso quer dizer?

Apesar de parecer improvável, livros, bolsas e sapatos têm mais em comum do que imaginamos. Eles nos transportam de um lugar para outro e nos ajudam a deixar marcas pelo caminho.

E assim, quando a moda e a literatura se encontram, nasce uma jornada que nos leva a outros mundos.

Collab

A Leitura e a Constance uniram-se em uma collab inédita para promover a educação e o acesso à cultura. A promoção começa no dia 17/04 e vai até o dia 23/04. Ao comprar no site da Leitura, você ganha um cupom de 10% de desconto para usar no site da Constance. Da mesma forma, ao comprar no site da Constance você ganha um cupom de 10% de desconto para usar no site da Leitura.

Para a Leitura, as livrarias representam espaços culturais ricos, onde as pessoas vão para saborear um bom café, na companhia de novas amizades e livros. Segundo Marcus Teles, Presidente da Livraria Leitura, apesar da tecnologia e das novas relações que estabelecemos com os livros, nada pode substituir o cheiro e a experiência de ler um bom livro e folhear suas páginas. “Queremos que cada visita à Livraria Leitura seja uma oportunidade de descoberta e encantamento”, diz Rafael Martinez, Head de Marketing da Livraria Leitura.

Para a Constance, cada par de sapatos carrega sonhos, histórias e possibilidades. Inspirada pela visão de seu Fundador, Cassio Noronha, a marca acredita que o conhecimento é o caminho para crescer, explorar e transformar. Agora, essa jornada se expande, conectando estilo e palavras em um movimento que celebra a imaginação.

Um novo capítulo, um novo passo

Ao calçar um par de sapatos confortável e elegante, sentimos a segurança de seguir em frente, enfrentar desafios e desbravar novos territórios. Da mesma forma, ao abrir um livro, embarcamos em uma viagem sem precisar sair do lugar: visitamos épocas diferentes, conhecemos personagens marcantes e absorvemos aprendizados que moldam nossa visão de mundo. Um novo capítulo pode ser como um novo passo, cheio de expectativas, mudanças e descobertas.
Embarque nessa jornada de descobertas, estilo e conhecimento.

Deixe que os seus passos contem histórias e que as páginas dos livros ampliem seus horizontes com um mundo de possibilidades em suas mãos.

Pascal e os óculos da razão: entre a clareza matemática e os mistérios do coração

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Se perguntássemos a Blaise Pascal sobre a ideia de que “saber matemática é como usar óculos de raios-X que revelam as estruturas ocultas sob a superfície confusa e caótica do mundo”, ele provavelmente teria uma reação ambígua. De um lado, como matemático brilhante, ele concordaria que a matemática oferece um poder quase divino de compreensão das engrenagens do universo. De outro, como pensador religioso e existencialista, advertiria que nem tudo pode ser reduzido a estruturas racionais.
Na sua obra Pensées, Pascal defende que há “duas ordens de conhecimento”: o espírito de geometria e o espírito de fineza. O primeiro se alinha perfeitamente com a metáfora dos “óculos de raios-X”, pois trata da razão exata, da lógica formal que desvela padrões ocultos na natureza. A matemática, nesse sentido, organiza o caos aparente e nos dá um olhar privilegiado sobre a ordem do cosmos.

Porém, Pascal também argumenta que a vida humana não se resume a essa clareza matemática. “O coração tem razões que a própria razão desconhece”, afirma ele. Ou seja, existem aspectos da realidade—como as emoções, a fé e os dilemas morais—que escapam completamente ao olhar analítico da matemática. Se confiarmos apenas nesses “óculos”, corremos o risco de enxergar o mundo de forma redutiva, ignorando a complexidade das experiências humanas.
Para contrastar, pensemos em Platão. Seu conceito de um mundo inteligível, acessível apenas pelo pensamento racional, reforçaria a metáfora dos óculos de raios-X. Na sua visão, a matemática não só revela a ordem oculta do mundo, mas também nos aproxima da verdade suprema.

Já Nietzsche zombaria da ideia de que existe uma estrutura fixa e subjacente esperando para ser descoberta. Para ele, a matemática não revela a verdade, mas sim uma forma de interpretar a realidade conforme convenções humanas. O caos não é apenas uma aparência passageira, mas sim uma parte essencial da existência, que a matemática tenta domesticar artificialmente.

No fim das contas, Pascal nos lembraria que os óculos matemáticos são valiosos, mas não devem ser os únicos que usamos para olhar o mundo. Afinal, há coisas que apenas os olhos do coração podem enxergar.

Mais uma surpresa no PT do Distrito Federal.

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Surge um novo nome para a disputa da presidência que se aproxima, o nome de uma mulher negra: Mariana Rosa.
E essa é, em si, uma novidade. Mariana Rosa é lançada pela mais nova tendência do Partido, a recem-criada Raízes do PT, que busca ser a voz dos militantes negros e indígenas e já com presença nacional.
O PT, conhecido por emergir das classes populares e pretender representá-las, tem a oportunidade histórica de ter a sua primeira presidente negra.
Mariana Rosa é uma militante bastante ativa, tendo concorrido, em 2018, a deputada distrital e, na última eleição, como suplente da chapa de Rosilene Correa que ultrapassou 356 mil votos.
Mariana Rosa integra a direção zonal do Partido em Águas Claras e é presidente da Associação Humanizando Presídios, que fundou em 2016 e representa os interesses de familiares de presidiários.
Além disso, Mariana Rosa é conhecida por sua intensa atividade de apoio a grupos sociais em condições vulneráveis, na Ação Cidadania de Combate à Fome e à Miséria, mas também no apoio a pessoas em situação de rua, a grupos indígenas existentes no Distrito Federal e a crianças afastadas de seus núcleos familiares originários.
Mariana Rosa foi assessora parlamentar na Câmara Federal durante 8 anos e passou a desenvolver forte militância partidária, com foco especialmente em movimentos de mulheres, tendo sido a fundadora em Brasília do projeto Elas por Elas em 2013, que estimula a economia solidária de mulheres trabalhadoras brasilienses, com a oportunidade de expor os seus trabalhos e mostrar os serviços que prestam.
Quando do processo que resultou no “impeachment” da ex-presidenta Dilma Rousseff, foi co-fundadora do movimento Rosas pela Democracia, atraindo mulheres e as congregando para fazer a luta em defesa do mandato presidencial. Rosas pela Democracia acabou obtendo ampla repercussão nacional.
A partir de agora, a eleição interna do ganha um novo contorno e traços definitivos.