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Dicas para curtir o carnaval com segurança digital

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Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Durante o período de carnaval, além de muita folia, os riscos e fraudes também se intensificam.

Para evitar incidentes e mitigar as suas consequências, o especialista em combate a fraudes e sócio do Peck Advogados, Henrique Rocha, dá algumas dicas para pessoas e empresas curtirem o feriado com alegria e segurança digital.

São elas: 
Para pessoas: 
Medidas Preventivas:
Tenha anotado em local seguro e de fácil acesso o IMEI do seu aparelho (*#06# no telefone);
Insira senha no chip da operadora;
Não salve senhas em bloco de notas;
Não salve contatos com identificação familiar;
Desative o pagamento via aproximação nos cartões;
Mantenha um aparelho para pagamentos/investimentos em caso.
Se possível, desinstale o app de bancos que não usará;
Se for para bloquinho, evite o uso de celular;
Use software de apagamento remoto de dados, assim você pode resetar seu aparelho à distância;
Use um software para gerar senhas;
Tenha um antivírus atualizado em seu aparelho;
Cuidado ao realizar pagamentos com cartão.
Tenha seu cartão sempre em suas mãos;
Confira o valor dos pagamentos que irá realizar;
Estabeleça previamente um ponto de encontro em caso de necessidade; 
Medidas Responsivas:
Registre o Boletim de Ocorrência, em caso de furto/roubo;
Comunique imediatamente bancos e financeiras, no caso de roubo/furto, anotando o protocolo de atendimento;
Acione operadora e fabricante de aparelho no caso de roubo/furto;
Apague os dados de seu aparelho remotamente caso haja extravio, furto ou roubo;
Troque suas senhas imediatamente após suspeita de uso irregular;  

Para empresas:
 
Medidas Preventivas:

Conte com um DPO 24×7 para curtir o descanso com segurança;
Mantenha atualizado o plano de resposta a incidentes;
Realize simulações de crise para estar preparado;
Certifique-se que os protocolos de SI estejam implementados e operantes;
Atualize softwares e implemente patches necessários;

Medidas Responsivas:

Acione parceiros aptos a ajudar no momento de crise;
Execute o plano de resposta a incidentes;
Estabeleça um comunicado assertivo para agentes envolvidos em eventual crise;
Documente as etapas realizados e a realizar;
Acompanhe até o final o atendimento do incidente, registrando as lições aprendidas.
Dr.Henrique Rocha

Para Freixo, turismo é solução para preservação da floresta

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O presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Marcelo Freixo, afirmou nesta terça-feira (14) que o setor vai focar na sustentabilidade ambiental para fortalecer a presença do país no mercado turístico mundial. 

“Ninguém quer visitar um país que destrói suas florestas. As pessoas vão visitar o Brasil que preserva suas florestas, que tem responsabilidade climática. Eu não tenho dúvida que o turismo é uma grande solução para preservação da Floresta Amazônica”, disse durante coletiva de imprensa para o relançamento da Marca Brasil.

A utilização da antiga logomarca, usada entre 2005 e 2019, inaugura a nova estratégia de reposicionamento da imagem do país. 

“A marca não pertence ao governo. A Espanha tem uma mesma marca há décadas. É um recado que o Brasil está dando, não um governo ou outro”, disse. A marca que vinha sendo utilizada nos últimos quatro anos usavam o nome do país na grafia em inglês e ainda fazia um mote que foi considerado como uma associação do turismo à exploração sexual (“Brazil, visit and love us”, que significa Brasil, visite e nos ame).

A ideia acabou criticada por possível associação do turismo à exploração sexual. 

“O Brasil não é com Z e ‘visite e nos ame’, nós não queremos nenhum recado escondido e indesejado. Até porque visitar um Brasil que destrói floresta e faz queimada, ninguém vai nos amar assim”, disse Freixo. 

Alternativa

Freixo disse que o turismo representa 8% do Produto Interno Bruto (PIB) e que esse impacto pode ser ainda maior. Ele destacou que em áreas de conflito socioambiental, como o enfrentado pela presença do garimpo ilegal no território indígena Yanomami, em Roraima, o turismo pode ser uma alternativa de atividade sustentável e inclusiva. 

“Quando a gente assiste o que está acontecendo com os yanomami, talvez o turismo seja uma das alternativas importantes para aquela região, que gera emprego e que gera renda. É 8% do PIB brasileiro hoje e a gente quer que seja muito mais. Tem potência para ser muito mais”, disse. 

Também presente à cerimônia de relançamento da marca, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, falou que não é possível desvincular a imagem do país ao seu papel na preservação e promoção do meio ambiente e escala global.  

“Não tem como atrair turistas, estimular o turismo interno no país, se a marca do país é destruição da floresta, é ameaça induzida às populações originárias, aos povos indígenas, ao ataque frontal àquilo que temos de vantagem comparativa diante do mundo”, argumentou. “O Brasil estava completamente na contramão, mas agora entendo que há um reencontro do Brasil consigo mesmo”.

Dados confiáveis

Marcelo Freixo também disse que está montando uma equipe na Embratur para atuar na área de inteligência em turismo e produzir dados confiáveis sobre a presença estrangeira no país, uma vez que, segundo ele, “não tem política pública se não tiver qualidade da informação”.    

“A gente quer, inclusive, que a imprensa possa se alimentar de informação sobre turismo na Embratur, mas a gente precisa ter produção qualificada de informação”, pontuou. 

Brasil lança lista de objetos culturais com risco de serem traficados

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O Conselho Internacional de Museus (Icom) lançou na noite desta terça-feira (14), no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, a Red List Brasil, ou Lista Vermelha, uma publicação que reúne os objetos culturais mais sujeitos à retirada ilícita do país e de comercialização ilegal no mercado internacional. Com isso, o Brasil se torna o 20º país ou região a ter uma Red List de Objetos Culturais em Risco.

O lançamento da Red List Brasil contou com a participação da ministra da Cultura Margareth Menezes, evento que marcou a sua primeira agenda pública em São Paulo, desde que tomou posse. “Esse é um dos maiores desafios: combater o tráfico ilícito dos nossos bens culturais”, disse a ministra, durante o evento. Segundo ela, esse tipo de tráfico é um dos que mais movimenta dinheiro no mundo.

“A frequência com que os bens culturais brasileiros são ilegalmente retirados do país, além de suas especificidades, justificou a elaboração da Red List Brasil. O Brasil ocupa o 26ª lugar na lista de países com maior número de objetos culturais roubados e tem uma taxa de recuperação extremamente baixa. O tráfico ilícito de bens culturais é um prejuízo imenso para o Brasil porque mexe com o testemunho do processo civilizatório do nosso povo. Cuidar da memória e fortalecer nossa história é um registro do mapa da nossa evolução cultural”, disse.

“A frequência com que os bens culturais brasileiros são ilegalmente retirados do país, além de suas especificidades, justificou a elaboração da Red List Brasil. O Brasil ocupa o 26ª lugar na lista de países com maior número de objetos culturais roubados e tem uma taxa de recuperação extremamente baixa. O tráfico ilícito de bens culturais é um prejuízo imenso para o Brasil porque mexe com o testemunho do processo civilizatório do nosso povo. Cuidar da memória e fortalecer nossa história é um registro do mapa da nossa evolução cultural”, disse.

O banco de dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) listou 974 bens culturais brasileiros que são procurados após terem sido roubados ou furtados. Dessa lista, apenas 48 foram recuperados.

Red Lists

As Red Lists, ou Listas Vermelhas, são publicadas desde 2000 pelo Icom e detalham categorias de bens culturais que são ameaçados de extinção em todo o mundo. Segundo Emma Nardi, presidente global da Icom, a publicação não é uma lista de objetos roubados, mas apresentam tipologias de obras sob risco de tráfico, que são descritos e ilustrados por fotografias. Essas imagens auxiliam os agentes fiscalizadores a identificar possíveis movimentações ilegais.

“As Listas Vermelhas são ferramentas que ilustram categorias dos bens culturais mais vulneráveis de cada país. A publicação dessas listas ajuda as autoridades a identificar os objetos em risco e a evitar que eles sejam vendidos ou exportados ilegalmente”, explicou Anauene Dias Soares, especialista no combate ilícito de bens culturais e coordenadora técnica da publicação. “Para termos um objeto inserido na Lista Vermelha ele precisa ser identificado em uma lista de tipologias e de bens culturais protegidos por legislação nacional e internacional”.

Até este momento, foram publicadas listas para algumas regiões como Sudeste Europeu e África, além de países como China, Peru, Afeganistão, Colômbia, Haiti, Iraque e Síria. Antes do Brasil, a última edição havia sido dedicada à Ucrânia, em função da invasão russa e aumento do risco de pilhagem.

“Para fazer a Red List é importante saber se o país tem uma legislação potente. Só se pode colocar em uma Red List um objeto que esteja protegido. A legislação brasileira é bastante robusta, mas o Brasil é um país de dimensão continental e de fronteira muito porosa. Depois, é preciso entender que existe um tráfico e um interesse no mercado e só então começamos a fazer um mapeamento do que seriam as categorias”, disse Roberta Saraiva Coutinho, que ajudou a elaborar a Red List Brasil.

Red List Brasil

No Brasil, a Red List, que durou oito anos para ser feita, incluiu cinco categorias que são mais visadas pelos traficantes: arqueologia; arte sacra e religiosa; objetos etnográficos; paleontologia; e livros, documentos, manuscritos e fotografias. Cada uma dessas categorias contém imagens que ilustram objetos que poderiam atrair traficantes tais como cocares indígenas, urnas funerárias pertencentes a comunidades indígenas, objetos rituais de origem africana e uma escultura em terracota de Nossa Senhora da Conceição.

Entre esses objetos listados também está a primeira edição do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. “A Lista Vermelha Brasil é um reconhecimento dos riscos da nossa região, mas também do reconhecimento e visibilidade da diversidade e riqueza do patrimônio brasileiro”, disse Renata Mota, diretora executiva do Museu de Língua Portuguesa e presidente do Icom Brasil.

A Lista Vermelha brasileira apresenta, pela primeira vez, histórias em quadrinhos e objetos de paleontologia, como fósseis. “É uma lista muito inovadora porque traz uma categoria só de bens paleontológicos. Essa é a primeira vez que isso aparece em uma Red List. E também temos três itens de origem africana na categoria de arte sacra, entre eles, uma escultura de Xangô. Inclusive, incluímos materiais bibliográficos, que são bens muito traficados e também fazem parte da nossa lista. As histórias em quadrinhos são também uma grande inovação, que até hoje não haviam entrado nas Red Lists”, disse Anauene Dias Soares.

A Lista Vermelha brasileira foi lançada nos idiomas português e inglês e, em breve, deverá ser lançada também em espanhol, sueco e francês. A edição brasileira, disse Roberta Saraiva Coutinho, foi considerada uma das mais bonitas. “Ela espelha o nosso patrimônio”.

A publicação será distribuída às autoridades policiais e alfandegárias do mundo todo para que elas consigam identificar as peças brasileiras mais ameaçadas pelo tráfico.

Temperaturas elevadas dos últimos dias exigem cuidados especiais

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Alerta da Defesa Civil se dá após termômetros chegarem a 32.6º nesta terça-feira; umidade ficou em 25%.

O Distrito Federal registrou nesta terça-feira (14) a temperatura mais elevada desde o início do ano. No período mais quente, os termômetros chegaram a registrar 32.6º, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Este cenário deve permanecer até esta quinta-feira (16). Desta forma, a Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil, vinculada à Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), alerta a população a adotar alguns cuidados neste período.

O cuidado com idosos e crianças é a primeira orientação da pasta. “Eles sentem mais rapidamente os efeitos do calor, por isso a atenção com esses públicos deve ser ainda maior, mas é importante que todos estejam atentos”, ressalta o coordenador de Operações da Defesa Civil, Gabriel Motta.

Crianças devem evitar exposição excessiva ao sol, adultos – como saem mais às ruas – devem aumentar os cuidados, com uso de chapéus e protetor solar. Já os idosos devem evitar esforço no período entre 10h e 15h. “Uma dica vale para todos: mantenham-se hidratados”, alerta o coordenador.

Umidade

A Defesa Civil não fez nenhum alerta em relação à umidade, que mesmo diante das temperaturas elevadas, permanecem satisfatórias.

“A umidade chegou a 25%. Os alertas são emitidos caso a umidade fique abaixo de 20% por três dias consecutivos”, completa.

Os alertas são enviados após cadastro prévio, enviando o CEP para o número 40199.

Orientações importantes

– Manter uma boa hidratação (água, sucos naturais, água de coco etc). Sugerimos portar sempre que possível uma garrafa para reposição de líquidos

– Umedecer periodicamente as narinas e os olhos com soro fisiológico

– Utilizar hidratantes labiais e cremes corporais para evitar ressecamento

– Utilizar umidificador, baldes ou bacias com água ou panos molhados para elevar a umidade do ar em casa

– Manter a adequada limpeza dos ambientes, evitando acúmulo de pó e favorecimento de ácaros e fungos, a fim de reduzir crises alérgicas

– Dar especial atenção às crianças e idosos, monitorando principalmente a questão de hidratação e doenças respiratórias

– Reduzir ou suspender, se possível, as atividades físicas nos períodos mais quente do dia

– Dar preferência a refeições leves

– Usar roupas leves, chapéu ou boné

– Ficar atento a previsão do tempo e, em caso de *alerta de baixa umidade*, intensificar os cuidados

*Com informações da SSP-DF

Alunos da rede pública realizam sonho e conquistam lugar na UnB

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Setenta e dois estudantes de quatro escolas passaram no vestibular de uma das maiores universidades públicas do país.

Horas incansáveis de estudos e uma ampla rede de apoio dos professores para que os alunos pudessem realizar o sonho de ingressar na Universidade de Brasília (UnB). Este ano, 72 estudantes de quatro escolas da rede pública de ensino do DF passaram no vestibular de uma das mais conceituadas instituições públicas de ensino superior do país.

Em Planaltina, 26 alunos do Centro Educacional Stella dos Cherubins Guimarães Trois estão na lista dos aprovados para estudar na UnB. Enquanto isso, no Centro Educacional (CED) 8 do Gama, pelo menos 12 estudantes também conseguiram uma vaga.

O Centro de Ensino Médio (CEM) 01 de Brazlândia é outro que coleciona aprovações: foram pelo menos 28 estudantes aprovados na primeira chamada do Programa de Avaliação Seriada (PAS) e no vestibular tradicional da UnB. No CED 4 do Guará, seis alunos da escola vão ingressar no curso de graduação em 2023, número bem superior aos habituais dois ou três por ano.

“Sou o caçula e o primeiro de três irmãos a passar em uma universidade pública e a escola foi muito importante nesse processo. Foi o lugar onde tive acesso ao Ensino Técnico de Informação, que me ajudava nos estudos junto com os professores e as aulas voltadas para o vestibular”, lembra Paulo Henrique Rodrigues, 17 anos, ex-aluno do Centro Educacional Stella dos Cherubins Guimarães Trois.

Paulo está entre os aprovados na UnB para cursar Licenciatura em Letras. O estudante foi aprovado no PAS e no vestibular convencional da universidade. “Foram três anos de muita dedicação, estudava mais de oito horas por dia na escola e de noite ainda estudava em casa”. Paulo pretende se especializar para se tornar professor de Português.

A coordenadora pedagógica do Centro Educacional Stella dos Cherubins Guimarães Trois e professora de Sociologia, Luiza Oliveira, esteve à frente dos projetos de Ensino Integrado que funcionavam no contraturno das aulas. A escola criou grupos de estudos preparatórios para o PAS e ofereceu materiais de estudos e simulados aos alunos. Para a professora, tudo só foi possível graças à forte rede de apoio criada entre os professores e os estudantes.

“Utilizamos as reposições de sábado para fazer aulões, mas acima de tudo nós construímos um sentimento de que era possível e que todos ajudavam todos nesse processo”, diz Luiza. “O fundamental, para conseguirmos tantos alunos aprovados neste ano, foi ter construído essa rede de apoio para que estes estudantes acreditassem que são importantes e que eles merecem e podem sonhar em estudar em uma das melhores universidades do país”, finaliza.

A rede de apoio e incentivo dos professores também foi fundamental no Centro Educacional (CED) 8 do Gama. A escola oferece Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), com disciplinas e oficinas voltadas para o PAS e o Enem. Além disso, desenvolve também um projeto de iniciação científica que foi essencial para ajudar a ex-aluna Maria Luiza Ferreira, 18 anos, na escolha do curso de graduação. A estudante, aprovada na primeira etapa do PAS, vai cursar Biotecnologia na UnB.

“O projeto pedagógico da escola é voltado para esses vestibulares, onde são desenvolvidas atividades de redação, cadernos de provas similares ao PAS e ao Enem, além de acompanhamentos individuais. Pelo boletim escolar, conseguimos identificar as dificuldades de cada aluno e o desempenho adquirido ao longo das etapas das provas”

“A professora de Química, Mônica, montou um projeto de iniciação científica de Engenharia na UnB e convidou algumas alunas para participar. Foi a partir desse projeto que me descobri e vi que eu poderia seguir por alguma área que envolvesse química experimental e pesquisa científica até descobrir a Biotecnologia”, explica Maria Luiza.

CEM 01 de Brazlândia

Mais doce que o morango de Brazlândia, só o número de aprovados do Centro de Ensino Médio (CEM) 1 da região. A escola coleciona um histórico de aprovações na UnB: em 2020, foram 68; em 2021, foram 26; e, em 2022, pelo menos 28 estudantes estão na lista dos aprovados na UnB – 23 na primeira chamada do PAS e cinco no vestibular tradicional.

“O projeto pedagógico da escola é voltado para esses vestibulares, onde são desenvolvidas atividades de redação, cadernos de provas similares ao PAS e ao Enem, além de acompanhamentos individuais. Pelo boletim escolar, conseguimos identificar as dificuldades de cada aluno e o desempenho adquirido ao longo das etapas das provas”, destaca o diretor da escola, Vinícius Alexandre.

“Estou muito feliz por ter conseguido passar em Química, mas confesso que foi difícil, principalmente por conta da pandemia. Pensei em desistir várias vezes por achar que não conseguiria”, explica Larissa de Carvalho, 18 anos. “Os conteúdos no horário contrário às aulas me ajudaram muito”, diz.

Segundo o diretor, a meta para este ano será intensificar e ampliar ainda mais o acesso dos novos estudantes aos projetos desenvolvidos na escola. “Estamos num retorno de pandemia, caminhando aos poucos, mas pretendemos ampliar ainda mais nossos projetos de acompanhamento dos vestibulares”, conclui.

*Com informações da Secretaria de Educação

PaulOOctavio amplia programa e entrega 1.300 kits com materiais escolares a operários

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Uma tradição de 23 anos ganhou uma significativa ampliação este ano. Desde o ano 2000, a Construtora PaulOOctavio entrega kits com materiais escolares para operários que têm filhos e/ou netos matriculados em estabelecimentos de ensino do DF e Entorno. Em 2022, foram 503 conjuntos doados. Este ano, o total saltou para 1.312 kits, compostos por cadernos, canetas, lápis, apontador, borracha e réguas, entre outros itens indispensáveis para os alunos dos Ensinos Fundamental e Médio.

Como sempre ocorre, as entregas são repletas de histórias emocionantes. Uma delas é a de Amilton Pereira da Silva, encarregado de carpinteiro que trabalha nas obras do Manhattan Shopping, em Águas Claras. Ao receber os dois kits, agora pertencentes aos netos, fez questão de contar o quanto os materiais são importantes na história de sua família. “Esses materiais abençoaram meus filhos no passado e agora vão abençoar meus netos. Sou muito grato porque, há 20 anos, mudei de Tocantins e cheguei a Brasília sem nada. E encontrei a oportunidade de criar minha família. Hoje tenho um filho, formado em engenharia, com muita luta e dignidade, que trabalha na PaulOOctavio. A empresa me dá muita alegria”, contou.

Ao ouvir as palavras, Paulo Octávio fez questão de agradecer a Amilton. “Anos atrás, este kit foi entregue ao filho, que se dedicou, estudou e é engenheiro da empresa. É emocionante ver um companheiro de luta nosso poder entregar aos netos um kit semelhante ao que o pai ganhava há 20 anos. A vida é emocionante por estes momentos”, disse o empresário, desejando que os netos de Amilton sigam o mesmo caminho.

Os kits escolares também proporcionam um grande alívio nas despesas de começo de ano. O bombeiro Manoel Rodrigues Vinuto, com sete anos de PaulOOctavio, recebeu oito kits, cinco para os filhos e três para os netos. “É uma ajuda grande. São materiais caros que ajudam meus filhos que já são pais”, disse o trabalhador das obras do residencial Nívio Gonçalves, no Noroeste. José Coelho da Silva, que trabalha no Oceania, em Águas Claras, também levou oito kits. Com dez filhos, 19 netos e seis bisnetos, conseguiu aliviar bastante o orçamento familiar, pois o custo dos materiais entregues gira em torno dos R$ 250.

Para Paulo Octávio, o programa de distribuição dos kits escolares permite proximidade maior entre pais e filhos. “Entregar, como fizemos nos últimos 23 anos, os materiais que as crianças usam na escola cria sintonia familiar. Vários trabalhadores nossos formaram seus filhos como engenheiros, médicos e advogados e alguns trazem os netos para este projeto. Esse é o papel social de uma empresa como a nossa: cuidar de todas as gerações”, acrescentou.

André Octávio Kubitschek acompanhou o pai nas entregas. E fez questão de recordar o trabalho da empresa em prol da educação. “A PaulOOctavio é pioneira deste projeto no Brasil. E é importante ter essa aproximação, pois quando eu era mais novo e recebia um caderno, curtia bastante. Essa proximidade fortalece as relações entre pais e filhos”, acrescentou. Cuidar da educação é meta antiga da PaulOOctavio. Além da distribuição de materiais escolares, a empresa foi pioneira na alfabetização dos operários nos anos 1990 e a primeira a oferecer cursos de informática nos canteiros, na década passada.