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PGR envia ao Supremo mais 203 denúncias sobre atos golpistas

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Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.

Procuradoria já formulou 1.390 acusações formais

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta terça-feira (4) ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncias contra mais 203 pessoas acusadas de incitação nos atos golpistas de 8 de janeiro, que resultaram na ampla depredação da sede dos Três Poderes da República.

Com as novas denúncias, chegam a 1.390 as acusações formais apresentadas pela PGR nos inquéritos que apuram as responsabilidades pelos atos antidemocráticos, sendo 239 relativas ao núcleo de executores, 1.150 no núcleo dos iniciadores e uma no núcleo que investiga a suposta omissão de autoridades públicas no episódio.

No núcleo maior, as pessoas estão sendo denunciados por incitação à animosidade das Forças Armadas com os poderes constitucionais, às instituições civis e à sociedade, bem como por associação criminosa. Os crimes estão previstos nos artigos 286 e 288 do Código Penal, com penas máximas que, somadas, podem chegar a 3 anos e 3 meses de detenção.

Segundo a PGR, as denúncias apresentadas esgotam a análise sobre a punibilidade de todas as pessoas presas no próprio 8 de janeiro, nas imediações da Praça dos Três Poderes, e no dia seguinte, em acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.

Até o momento, não foi denunciado nenhum financiador ou mentor dos ataques. “Eventuais casos ainda pendentes serão avaliados e as providências cabíveis, inclusive eventuais denúncias, tomadas oportunamente”, informou a PGR.

Segundo o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, que assina todas as denúncias, foi dada prioridade a esses casos porque a maior parte se tratava de pessoas presas ou alvo de alguma medida cautelar, o que impõe prazos mais curtos. “O objetivo foi evitar qualquer conjectura relativa ao excesso de prazo”, explicou em nota divulgada pela PGR.

“Ainda segundo o coordenador, com a conclusão dessa etapa, a partir de agora o grupo poderá concentrar os esforços e avançar nas investigações que buscam identificar os financiadores dos atos ou tratam da omissão de agentes públicos no dia dos ataques”, informa a PGR.

Controvérsia

Até o momento, a PGR tem apresentado denúncias com textos similares, levando em conta três grupos de infratores, os que invadiram e depredaram prédios públicos; os que acamparam em frente ao Quartel-General do Exército para incitar as Forças Armadas; e as autoridades que se supostamente se omitiram diante dos acontecimentos.

Advogados e defensores públicos apontam problemas na abordagem da PGR, argumentando que ela não individualiza a narrativa das condutas de cada acusado. Em relatório sobre os atos antidemocráticos, as defensorias públicas da União e do Distrito Federal defendem, por exemplo, que a responsabilização coletiva é contrária ao ordenamento jurídico nacional.

A PGR disse que segue o previsto no Código de Processo Penal (CPP) e que, apesar da redação similar, cada denúncia é resultado de uma análise individualizada das provas relativas a cada denunciado. O órgão alega seguir o que a doutrina chama “imputação recíproca”, em que os participantes de um grupo circunstancial de pessoas respondem em conjunto.

“Nesses casos, a jurisprudência admite que as petições apresentem uma narrativa genérica da participação de cada investigado”, justificou a PGR em nota publicada em março.

O órgão acrescenta ainda que os textos das denúncias trazem descritos diversos comportamentos apurados no 8 de janeiro, permitindo a elaboração adequada da defesa dos acusados.

As críticas às denúncias apresentadas até o momento levaram o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), a garantir em plenário, em março, que cada denunciado terá tratamento individualizado.

O Supremo Tribunal Federal está analisando de forma detalhada e individualizada para que, rapidamente, aqueles que praticaram crime sejam responsabilizados nos termos da lei. Quem praticou crime mais leve terá sanção mais leve, quem praticou crime mais grave terá sanção mais grave”, disse Moraes.

Bolsonaro poderá depor hoje na Polícia Federal, em Brasília

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JOIAS MICHELLE - Segunda remessa de joias enviado por sauditas a Bolsonaro em 2021 inclui relógio, caneta, abotoaduras. Foto: Twitter/Reprodução

Depoimento será sobre kits de joias

O ex-presidente Jair Bolsonaro tem depoimento previsto para o início da tarde desta quarta-feira (5), na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, sobre os três kits de joias que recebeu da Arábia Saudita. Os detalhes sobre o depoimento estão sob sigilo.

Até o momento, todas as audiências previstas na PF estão todas marcadas para a parte da tarde. A expectativa, portanto, é de que o depoimento seja dado a partir das 14h.

Segundo a PF, sempre há a possibilidade de as oitivas serem feitas por vídeo conferência. No entanto, no caso do ex-presidente, não há qualquer manifestação a respeito dessa possibilidade.

Ontem, a defesa de Bolsonaro informou ter devolvido, no dia 4, a terceira caixa de joias recebida da Arábia Saudita em 2019. As joias foram entregues à Caixa Econômica Federal.

Avaliado em R$ 500 mil, o kit tem entre as peças um relógio da marca Rolex. A decisão atende a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).

“A entrega reitera o compromisso da defesa do presidente Bolsonaro de devolver todos os presentes que o TCU solicitar, cumprindo a orientação do ex-mandatário do país, que sempre respeitou a legislação em vigor sobre o assunto”, disse ontem, via redes sociais, o assessor do ex-presidente, Fabio Wajngarten.

Estojo

Os advogados de Bolsonaro já haviam devolvido o segundo estojo, também por ordem do TCU, que contém um relógio, uma caneta, abotoaduras, um anel e um tipo de rosário da marca suíça Chopard, avaliados em R$ 500 mil. As joias não foram declaradas à Receita Federal quando ingressaram no país.

Estimada em R$ 16,5 milhões, a primeira caixa, com colar, anel, par de brincos e relógio de diamantes, foi retida pela Receita Federal, no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos em 2021. Os artigos estavam na mochila de um assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que retornava de uma viagem à Arábia Saudita.

Na ocasião, o assessor e o ministro não declararam os objetos na Alfândega, conforme prevê a legislação. Albuquerque disse, à época, que as joias eram um presente para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Plataforma OdApp que conecta diretamente o Autista e sua família aos médicos e terapeutas para atendimento on line

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O Presidente Brites, Instituto ACDF, CME ACDF em parceria com a RIEX acabam de lançar na CLDF na Frente Parlamentar em Defesa do Autismo, PR Dep Eduardo Pedrosa, a Plataforma OdApp que conecta diretamente o Autista e sua família aos médicos e terapeutas para atendimento on line, além de congregar todas instituições envolvidas nesta missão responsáveis pelas informações necessárias e adicionais sobre incentivos, políticas públicas saúde, educação, social e segurança, dentre outras!!

Sites educacionais vigiaram crianças e adolescentes, aponta HRW

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Uso contínuo de celular com a cabeça inclinada para baixo pode gerar problemas na cervical.

Denúncia foi publicada pela Human Rights Watch

Sete sites de educação de São Paulo e Minas Gerais coletaram e enviaram dados de estudantes para empresas de publicidade. A denúncia foi publicada nesta segunda-feira (3), pela organização Human Rights Watch (HRW), que investigou o assunto entre novembro de 2022 e janeiro deste ano, nos dois estados de maior população do país.

Os sites são: Estude em Casa, Descomplica, Escola Mais, Explicaê, MangaHigh, Stoodi e Centro de Mídias da Educação de São Paulo. Eles foram contratados pelos governos estaduais para dar apoio aos estudantes durante a pandemia de covid-19, quando as aulas presenciais estiveram suspensas.

A pesquisadora de tecnologia e direitos das crianças do Human Rights Watch, Hye Jung Han, afirma que governos estaduais acabaram permitindo que qualquer pessoa tivesse acesso e coletasse informações pessoais das crianças.

A pesquisa aponta que os portais monitoraram os estudantes dentro de suas salas de aula virtuais e também acompanharam os jovens enquanto navegavam pela internet, fora do horário de aula.

Cinco desses sites, segundo o estudo, aplicaram técnicas de rastreamento particularmente intrusivas para vigiar estudantes de forma invisível e de maneiras impossíveis de se evitar ou se proteger.

Depois da investigação, a Secretaria de Educação de Minas Gerais informou que removeu todo o rastreamento de anúncios de seu site. Já a Secretaria de Educação de São Paulo ainda não respondeu ao questionamento.

A Constituição Federal protege o direito à privacidade. E o Brasil também ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, que confere às crianças e adolescentes proteções especiais que resguardam sua privacidade.

Outro lado

A Escola Mais informa que não faz uso de dados de alunos em seu site para quaisquer fins e que sua política de privacidade está adequada à legislação vigente. “A escola não vende e nem repassa dados de alunos a terceiros, ao contrário do que aponta o relatório”, diz, em nota.

Segundo a instituição, pelo segundo ano consecutivo, a HRW confunde a Escola Mais com uma plataforma de aprendizado online. “A Escola Mais oferece ensino presencial a mais de 3 mil alunos em 9 unidades físicas nos estados de São Paulo e Santa Catarina. Importante esclarecer que nosso site institucional é utilizado apenas para divulgar comercialmente a escola, com informações destinadas a adultos interessados em conhecer as unidades e os métodos pedagógicos desenvolvidos”, acrescentou

Lei garante troca de implante mamário para paciente de câncer

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Medida entra em vigor em 90 dias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que garante o direito à troca de implante mamário para mulheres que passaram por tratamento oncológico sempre que houver complicações ou algum tipo de efeito adverso.  

A regra vale tanto para o setor privado quanto para a rede pública. No caso do Sistema Único de Saúde (SUS), a publicação prevê que a troca do implante mamário ocorra em até 30 dias após indicação médica. 

O texto também assegura, desde o diagnóstico, acompanhamento psicológico e multidisciplinar especializado para mulheres que sofreram mutilação total ou parcial da mama decorrente de tratamento de câncer. 

A lei entra em vigor em 90 dias.

Festival Flores de São Benedito promove a cultura tradicional maranhense no DF

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O projeto acontece no Guará e conta com oficinas, feira de artesanato, gastronomia e apresentações culturais típicas

                No primeiro fim de semana de abril (1 e 2), entre às 14h e às 18h, a cultura tradicional maranhense ocupa a Casa de Cultura do Guará com uma extensa programação gratuita. O encontro reúne brincantes do Maranhão e do Distrito Federal em um intercâmbio de saberes e fazeres simbólicos. O objetivo é fortalecer e difundir o Tambor de Crioula, movimento que traz em suas raízes a cultura de matriz indígena e africana, promovendo oficinas, apresentações, artesanato e gastronomia típica.

                Idealizado pelo grupo candango Flores de São Benedito, o festejo contará com encontros inéditos de batuqueiras e batuqueiros para homenagear importantes personalidades da cultura tradicional do Maranhão:  Mestra Roxa, Mestre Chico e o Coreiro Barrabás.  

                A ação é realizada pelo Instituto Rosa dos Ventos, no marco do Circuito Candango de Culturas Populares, com recursos da Secretaria de Cultura do DF (Secec-DF) e do Governo do Distrito Federal (GDF).

Protagonismo feminino e diversidade               

                Protagonizado e liderado por mulheres, o encontro visibiliza o feminino na cultura popular tradicional e fortalece suas redes, celebrando as que as precederam, como Mestra Roxa (MA) e Mestra Tamá (DF).

                “A potência do feminino nas culturas sempre existiu, mas agora, por meio deste projeto, resolveu mostrar rosto e forma. Flores de São Benedito é uma inspiração para as brincantes do DF.  É a primeira vez que figuras importantes e simbólicas dos grupos de Crioula do DF irão participar de um Festival assinando como Mestras da Cultura Popular, papel até então protagonizado, majoritariamente, por homens. Isso é inédito, um passo muito importante para o protagonismo feminino dentro deste universo”, ressalta Stéffanie Oliveira, presidente do Instituto.

                Segundo Conrada Santos, uma das idealizadoras, o projeto proporciona um potente intercâmbio de saberes e fazeres, além de ser um importante aliado na educação e na batalha contra o preconceito.

                “A cultura popular precisa ser mais reconhecida e valorizada, e um festival como este traz visibilidade e conhecimento sobre as manifestações tradicionais. É comum ver como muitas pessoas que não tinham contato ou não conheciam o Tambor de Crioula, descobrem em nós a sua origem. Além disso, o Flores de São Benedito pretende chegar ao público mais jovem, apresentar os grupos que temos de Crioula, nossa cultura ancestral e o reconhecimento da formação de um provo negro, enaltecendo uma história de inclusão e valorização da cultura afro-indígena”, aponta Conrada.

                Para María Joana Mendes, que também é idealizadora do Festival, o fortalecimento da cultura popular é o grande ganho do projeto.

                “Reunir os quatro grupos de Crioula que temos aqui e ter a possibilidade de agregar mais brincantes, chegar até os jovens e a comunidade maranhense, que é tão grande no DF, é muito importante para não deixar essa cultura morrer. O Festival leva o conhecimento da cultura popular e da ancestralidade para as pessoas, o que também é uma forma de combate ao preconceito. E não é só maranhense que gosta, eu sinto que o povo é ávido pela cultura”, destaca Joana.

Confira a programação completa:

Sábado

·         14h: Oficina de culinária maranhense com Joana Mendes e Mirian Oliveira do Tambor de Crioula Flores de São Benedito (DF);

·         14h: Feira de artesanato;

·         17h: Apresentação Bumba Maria meu Boi.

Domingo

·         14h: Feira de Artesanato e Gastronomia Maranhense;

·        14h: Oficina de dança, vivências e tambor de crioulas com Mestra Roxa (MA) e as coreiras: Josefina Serra – Flores São Benedito/Maria da Conceição – Tambor Seu Teodoro/Maria de Lourdes – Tambor Seu Teodoro;

·         15h- Oficina de Toque e Dança do Tambor de Crioula com o Coreiro Barrabás (MA) e Mestra Roxa;

·       17h – Encontro de tambores em homenagem a Mestre Chico (MA), Coreiro Barrabás e Mestra Roxa com os grupos: Tambor de Crioula Lua Nova/Tambor de Crioula do Seu Teodoro/Tambor de Crioula Brilho de Santa Luzia do Encanto do Itapoã (DF)

·         18h – Tambor de Crioula Flores de São Benedito (DF)

Serviço: Festival Flores de São Benedito – Encontro de Tambor de Crioula

Data: 1 e 2 de abril

Local: Casa de Cultura do Guará

Entrada: gratuita

Classificação: livre