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7 de setembro: Filmes  e séries para assistir e estudar sobre a história do Brasil

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O feriado da independência pode ser uma oportunidade de estudar com toda família
A novela Novo Mundo é uma aventura romântica ambientada no Brasil do início do século XIX
A data de 7 de setembro marca a declaração de independência do Brasil. Foi em 1822, às margens do Rio Ipiranga, que Dom Pedro teria dado o grito que romperia sua ligação com Portugal, tornando o Brasil uma nação independente.Muito marcada por celebrações e livros de história, alguns acontecimentos históricos já foram apresentados em filmes e séries. O estudo por meio de outras linguagens como a audiovisual contribui para que o aluno possa entender o conteúdo, o contexto histórico e sirva como material de apoio na sala de aula. Para Carlos Gregório dos Santos Gianelli, professor e historiador do Marista Escola Social Lucia Mayvorne, as obras que retratam períodos históricos podem ser fontes valiosas, principalmente para os estudantes do Ensino Médio. “É comum na época do vestibular, por exemplo, os alunos ficarem muitas horas do dia estudando, os filmes e séries, podem auxiliar nesse processo, tirando um pouco da tensão, é um momento de relaxamento que ainda produz conhecimento”, afirma. Já Ligia Melo, professora de História do Colégio Marista Paranaense, acredita o conteúdo deve ser olhado e analisado de uma forma crítica. “Alguns filmes e séries inserem histórias não reais com o intuito de prender o telespectador, no entanto apesar do cuidado com os fatos históricos, o audiovisual contribui e até incentiva o aluno a conhecer mais sobre o tema”, revela. 

Confira sete opções de filmes e seriados para aproveitar o feriado de 7 de setembro

Os inconfidentes 

A produção brasileira de 1972 conta a história de um grupo de intelectuais e integrantes da elite brasileira que se une para libertar o país da opressão portuguesa. Dos engajados no movimento, Tiradentes é o que está disposto a levar a revolução às últimas consequências.
Onde assistir: Itaucultural play 

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Lançado em 2017, o longa-metragem mostra como um dentista comum de Minas Gerais se torna um relevante herói nacional e consequentemente um mártir. O narrador é ele mesmo, Tiradentes, que volta no tempo para explicar como acabou sendo executado por traição à Coroa Portuguesa, ao liderar a Inconfidência Mineira.
Onde assistir: Claro TV

3. A Muralha 
Esta minissérie retrata o século 17 da história do Brasil. Em um país recém-descoberto, a trama traz as relações entre os bandeirantes, indígenas e portugueses, que desejam os recursos abundantes na nova terra. A muralha é uma referência à Serra do Mar, um grande empecilho para chegar ao centro da nação e um cenário rico em natureza para as relações que se formam entre os personagens.
Onde assistir: Globoplay

4. Novo Mundo
O folhetim histórico escrito por Theresa Falcão e Alessandro Marson narra um conto de amor em tempos de independência do Brasil, desde a viagem da austríaca Maria Leopoldina (Letícia Colin) ao país para se casar com o futuro imperador Dom Pedro 1º (Caio Castro).
Onde assistir: Globoplay

5. Guerras do Brasil.doc
Esse documentário, divulgado em 2019, conta com cinco episódios sobre confrontos que fizeram história no Brasil. Especialistas contam, com apoio de imagens de arquivo e ilustrações, detalhes da Guerras dos Palmares, Guerras da Conquista, Guerra do Paraguai, Revolução de 30 e Guerra do Tráfico. 
Onde assistir: Netflix

6. Caramuru – A invenção do Brasil
Em 1500, os europeus descobrem um novo mundo graças aos avanços náuticos. Assim, o jovem pintor Diogo (Selton Mello), se encontra em uma caravela que naufraga na costa brasileira. Lá, ele é recebido pela bela índia Paraguaçu (Camila Pitanga) e sua irmã Moema (Deborah Secco), com quem terá um romance inusitado.
Onde assistir: Globoplay 

7. Brasil Imperial
A série produzida pela Fundação Cesgranrio tem uma temporada e narra acontecimentos que marcaram o período imperial brasileiro. Sob o ponto de vista de um jornalista da época, Gonçalves Ledo (Ricardo Soares), os episódios mostram a chegada da família real portuguesa, a relação conturbada do imperador com seus parentes, a escravidão e diversos assuntos que permearam o período. 
Onde assistir: Prime Vídeo

Doenças eliminadas por vacinas matavam mais que guerras mundiais

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Brasília - O Ministério da Saúde promove o Dia D de Vacinação contra a gripe em postos de todo o País. A expectativa é imunizar, até o próximo dia 26, cerca de 90% das 54,2 milhões de pessoas que estão no público-alvo da campanha. (Marcello Casal Jr/AgenciaBrasil)

A varíola, por exemplo, fez 300 milhões de vítimas no século 20

da Agência Brasil – Rio de Janeiro 

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A dor crônica na perna direita foi um tormento na vida da pintora Frida Kahlo, um dos maiores nomes das artes plásticas da América Latina. Infectada pelo poliovírus aos 6 anos, a mexicana teve que conviver toda a vida com as sequelas da poliomielite, que deixaram a perna atrofiada, mais fina e curta que a outra.

Rio de Janeiro - Câmara de resfriamento onde são armazenadas vacinas no Centro Especial de Vacinação Álvaro Aguiar. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Câmara de resfriamento para armazenamento de vacinas – Fernando Frazão/Agência Brasil

Acometido pelo mesmo vírus, o jornalista Boris Casoy só começou a andar aos 9 anos de idade, depois de uma cirurgia feita nos Estados Unidos para tratar sequelas causadas pela poliomielite. O compositor canadense Neil Young também precisou reaprender a andar após se recuperar de um quadro da doença, que quase o levou à morte.

04/09/2023, Guido Levi é integrante da Comissão Permanente de Assessoramento em Imunizações do Estado de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Imunizações. Doenças eliminadas por vacinas matavam mais que guerras mundiais. Foto: Divulgação/SBIm
Médico Guido Levi diz que vacinas foram fator de maior impacto na saúde humana nos últimos anos – Divulgação/SBIM

Histórias como essas só se tornaram raras devido à vacinação contra a poliomielite. A imunização avançou com mais força na segunda metade do século 20. Antes que isso acontecesse, a doença paralisava mil crianças por dia no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde – por isso passou a ser temida e mais conhecida com o nome de paralisia infantil.

Especialista em vacinas e integrante da Comissão Permanente de Assessoramento em Imunizações do Estado de São Paulo, o médico Guido Levi explica que há um consenso internacional de que as vacinas foram o fator de maior impacto na saúde humana nos últimos anos, sendo tão importantes quanto o acesso ao saneamento básico e à água potável.

“Calcula-se que, no mundo todo, nos últimos 200 anos, a vacinas seriam responsáveis por um aumento médio de 30 anos no tempo de vida das pessoas. No Brasil, isso ocorreu em um período muito mais curto e mais recente. No início da década de 1970, o tempo de vida médio da nossa população era de 45 anos. Hoje, é mais de 75 anos. O principal fator para isso foi a criação do Programa Nacional de Imunizações [PNI], em 1973”, afirma.

“Todos que temos mais idade ou estudamos esse período vimos crianças com muletas, pernas mecânicas ou coisas piores. Quando a doença acometia os nervos que controlavam a respiração, a criança ia para um pulmão de aço, uma máquina que fazia sua respiração artificialmente. E, lá, elas entravam para ficar o resto da vida. Visitei uma enfermaria de pulmão de aço e foi uma das coisas mais chocantes que aconteceram na minha carreira profissional.”

Varíola erradicada

A poliomielite é um dos casos mais emblemáticos dessa transformação, mas não foi o primeiro. Em 1980, as vacinas levaram a humanidade a erradicar a varíola, enfermidade responsável por milhões de mortes e associada a crises sanitárias ao longo da história, como a epidemia que culminou na Revolta da Vacina, no Brasil. Para se ter uma ideia da gravidade da varíola, é preciso destacar que a doença fez 300 milhões de vítimas apenas no século 20. A dimensão desse número supera as mortes causadas pelas duas guerras mundiais e o Holocausto nazista, além de diferentes estimativas de vítimas da colonização europeia na América.

04/09/2023, Coordenadora da Assessoria Clínica de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Lurdinha Maia. Doenças eliminadas por vacinas matavam mais que guerras mundiais. Foto: Bernardo Portella/ Fiocruz
Coordenadora da Assessoria Clínica de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Lurdinha Maia destaca importância da vacina na erradicação da varíola – Bernardo Portella/ Fiocruz

A coordenadora da Assessoria Clínica do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Lurdinha Maia, destaca que erradicar uma doença como essa é a maior prova dos benefícios da vacinação. “A importância da vacinação na idade certa e no tempo adequado tem como maior exemplo não termos mais a varíola no mundo inteiro. Essa é uma doença terrível, que dizimou a população mundial. Quando a gente fala de pólio, o último caso no Brasil foi em 1989, em Souza, na Bahia. E o último caso nas Américas foi em 1994. Infelizmente tivemos agora um caso no Peru. Isso deixa em alerta todos os países vizinhos.”

A história das vacinas e a história da varíola se misturam, uma vez que o primeiro imunizante do mundo foi desenvolvido para prevenir contra essa doença. O inglês Edward Jenner, no século 18, inventou a primeira vacina na tentativa de conter a varíola, e conseguiu amenizar os casos graves em pacientes vacinados. As primeiras epidemias de varíola foram oficialmente registradas na Europa durante a Idade Média, no século 10. Cientistas investigam, porém, vestígios muito anteriores que indicam possibilidades de casos no Antigo Egito, nas Cruzadas e navegações vikings.

No Brasil, a história da doença está relacionada à colonização, e o primeiro surto registrado de varíola ocorreu em meados de 1555, quando a enfermidade foi introduzida no Maranhão por colonos franceses. O tráfico de africanos escravizados e a imigração portuguesa também causaram surtos no país, do litoral para o interior. A eliminação da doença no Brasil é anterior à criação do PNI, e se deu em 1971, seis anos antes do último surto no mundo, registrado em 1977, na Somália. Em 2023, o programa completa 50 anos.

Vitória contra a pólio

04/09/2023, Assessor científico sênior e ex-diretor do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Akira Homma. Doenças eliminadas por vacinas matavam mais que guerras mundiais. Foto: Bernardo Portella/ Fiocruz
Pesquisador Akira Homma participou dos primeiros testes da vacina contra pólio no Brasil – Bernardo Portella/ Fiocruz

No Brasil, as campanhas contra a doença ganharam força na década de 1980, e o último caso registrado foi em 1989. Pesquisador de Bio-Manguinhos/Fiocruz desde a década de 1960, Akira Homma participou do trabalho de estruturar a produção das vacinas contra a poliomielite no Brasil, decisivo para que a doença fosse erradicada.

Homma integrou, como técnico, os primeiros testes da vacina oral contra a poliomielite no país, na década de 1960, no Instituto Adolfo Lutz, e ajudou a organizar o laboratório de virologia quando entrou na Fiocruz, em 1968, participando do isolamento e caracterização do vírus da pólio. Após experiências no exterior, Homma chegou à direção de Bio-Manguinhos nas décadas de 1970 e 1980, quando a produção da vacina oral no Brasil foi de fato estruturada.

Ele destaca que fabricar a vacina no país foi de extrema importância, mas a mobilização social para que as vacinas chegassem às crianças na época, por meio dos dias nacionais de Vacinação, também teve um papel central.

“O governo federal possibilitou a adesão de todos os ministérios à campanha, e também toda a sociedade brasileira foi envolvida nesse processo. Houve uma motivação muito grande da sociedade e até da iniciativa privada. Houve a participação de milhares de voluntários, e também a mídia explicando o papel da vacinação. Em 1980, tínhamos 1.290 casos de poliomielite. Em 1981, caiu para 122. Em 1982, para 42 casos. E, em 1989, acontece o último caso. Esse é o impacto de altas coberturas vacinais. Em um dia se conseguia vacinar 18 milhões de crianças.”

Apesar da vitória nacional contra a doença no passado, a poliomielite ainda existe de forma endêmica no Afeganistão e no Paquistão, e teve casos pontuais registrados recentemente no continente africano, nos Estados Unidos, em Israel e no Peru.

Tétano materno e neonatal

Ameaça grave à saúde dos recém-nascidos, o tétano materno e neonatal era conhecido como o “mal dos sete dias”, porque surgia a partir de uma semana após o parto e tinha uma evolução aguda e letal, causando contraturas musculares generalizadas que poderiam se agravar até impedir a respiração. A doença foi considerada eliminada de todo o continente americano em 2017, mas chegou a ser responsável por mais de 10 mil mortes de recém-nascidos ao ano na região. No Brasil, foi eliminada em 2012.

Os bebês são contaminados pela bactéria causadora do tétano durante o parto, por motivos como falta de condições e instrumentos esterilizados, mas a vacinação das gestantes e mulheres em idade fértil com a vacina contra tétano, difteria e coqueluche acelular (dTpa) foi um motivo decisivo para essa doença ter praticamente desaparecido, porque os anticorpos são transmitidos pela mãe aos filhos.

“Hoje, a maior parte das enfermarias de tétano que existiam está fechada, principalmente pelo uso bastante extenso da vacinação antitetânica”, conta Guido Levi. “As crianças morriam rapidamente, em poucos dias. No máximo, em uma semana ou duas. Também não havia tratamento adequado.”

Rubéola congênita

A eliminação da síndrome da rubéola congênita é outro motivo para comemorar o sucesso da vacinação. Transmitida pela placenta ao feto, a infecção da mãe pelo vírus da rubéola pode resultar em aborto, morte fetal ou anomalias congênitas como diabetes, catarata, glaucoma e surdez, sendo este último o sintoma que aparece primeiro. Dependendo da fase da gestação em que ocorrer a infecção, a chance de a doença atingir o feto chega a 80%.

Os últimos casos da doença foram registrados no Brasil em 2010, e a síndrome foi declarada eliminada do continente americano em 2015. A consultora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) Carla Domingues ressalta que as sequelas causadas pela síndrome da rubéola congênita são irreversíveis, e, assim como em outras infecções, os problemas podem afetar diversas áreas da vida.

“São doenças que podem trazer problemas neurológicos seriíssimos que vão comprometer o lado cognitivo das crianças e o aprendizado”, alerta.

Confirmado

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Mais um maranhense será ministro do presidente Lula. Trata-se do deputado federal André Fufuca que pilotará o Ministério dos Esportes. Uma das primeiras medidas do novo ministro será a ampliação e incremento do fundo nacional que financia os esportes, com a regulação das apostas eletrônicas.
Em seu lugar assumirá o médico Alan Garcêz PL-MA, que já avisou que apoiará às demandas por um Brasil justo e melhor, na Câmara Federal.

Na foto os maranhenses: o dirigente nacional da EPS-PT Eri Castro e o deputado federal e próximo ministro dos Esportes André Fufuca.

#lulapresidentedetodosnos

Aconteceu…

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O dirigente nacional da EPS-PT Eri Castro e o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República Paulo Pimenta, em recente reunião.

O presidente do Sistema Mirante/Globo de Comunicação e vice-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Fernando Sarney e o publicitário e presidente da Comissão Nacional Pró-IBCI (Instituto Brasileiro Cidade Inteligente) Eri Castro, em reunião agora em São Luís do Maranhão.

Em pauta: A realização da 1*Festa Literária Internacional de São Luís , abrangendo literatura, cinema, música, teatro e outras artes.

Brasília Monumental vai valorizar a gastronomia do DF no 7 de Setembro

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O evento contará com os melhores chefs e restaurantes da cidade com pratos exclusivos, de 11h às 19h30, no Eixo Ibero-americano, e também terá shows, Arena Gamer e parque de brinquedos infláveis

Agência Brasília* | Edição: Igor Silveira

Em mais uma comemoração da Independência do Brasil, celebrada no próximo 7 de setembro, Brasília receberá um evento muito especial para toda a família. O Brasília Monumental é uma iniciativa turística com foco na gastronomia do Distrito Federal, que reunirá 20 restaurantes da cidade com a criação de pratos exclusivos e acessíveis para a celebração. A programação, de 11h às 19h30, contará ainda com área gamer, parque de brinquedos infláveis, teatro infantil, shows musicais, apresentação da Orquestra Filarmônica de Brasília e queima de fogos.

Com realização da Associação Amigos do Futuro em parceria com a Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), o evento, 100% coberto, contará com a participação de vários restaurantes, incluindo os já confirmados Leo Hamu, Calaf, Café Club Brasil, Flat Iron, Grande Muralha, Casa de Mainha, Geleia, Pudim dos Anjos e Xamam, com pratos custando a partir de R$ 30.

“Teremos uma programação completa que contempla toda a família para comemorar um dos feriados mais importantes do país. Por isso, as atividades vão desde a programação infantil aos jogos, passando pelas apresentações de teatro infantil, música ao vivo, e claro, a gastronomia, um dos grandes destaques do evento”, comenta Fernando Borges, presidente da Associação Amigos do Futuro.

Os destaques também ficam por conta da contação de histórias com Nyedja Gennari, às 13h; apresentação da Companhia de Teatro Infantil Neia e Nando, às 14h; a Companhia UniDuniTê, com o espetáculo Pirilampear… histórias para iluminar!, às 15h, o show com Dhi Ribeiro, às 16h; e a apresentação da Orquestra Filarmônica de Brasília, interpretando clássicos do rock, às 18h. No encerramento, haverá ainda uma queima de fogos, prevista para às 19h30.

Para o secretário de Turismo, Cristiano Araújo, este evento é uma opção para os moradores e visitantes da capital celebrarem o feriado de 7 de Setembro, com atrações que vão além dos tradicionais desfiles cívicos. “A intenção é complementar o dia com atividades que envolvam o melhor que Brasília tem a oferecer na gastronomia, na música e no lazer para toda a família. Este é um trabalho que reúne todo o segmento e representantes do turismo, com o apoio do governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão, fortalecendo o turismo cívico da capital”, disse o secretário.

Além da gastronomia e da programação cultural, uma Arena Gamer será criada especialmente para o evento com fliperamas e computadores. As crianças poderão se divertir também em um parque de brinquedos infláveis. A entrada é franca mediante a retirada de ingresso no Sympla. Os primeiros 3 mil visitantes receberão ainda um copo exclusivo do evento. Para conferir a programação completa do Brasília Monumental, basta entrar no perfil do Instagram @bsbmonumental.

Serviço

Brasília Monumental
Data: quinta (7)
Horário: 11h às 19h30
Local: Eixo Cultural Ibero-americano, ao lado da Torre de TV
Entrada gratuita e livre para todos os públicos mediante retirada de ingresso no Sympla.

*Com informações da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF)

Afogamento é a principal causa de morte de crianças. Veja como prevenir

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No Distrito Federal, de janeiro a julho deste ano, sete em cada dez acidentes do tipo envolviam menores de 9 anos. Ações simples podem evitar tragédias em casa

Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Saulo Moreno

Um levantamento feito em 2022 pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático apontou que a principal causa de morte de crianças entre 1 e 4 anos é o afogamento, além de ser a segunda causa de óbito nas idades entre 5 e 9 anos. No Distrito Federal, de janeiro a julho deste ano, 72,7% dos afogamentos envolviam crianças.

Apesar de 40% dos casos de afogamento acontecerem em piscinas, há casos de crianças que se afogam em bacias e até vasos sanitários. Confira dicas de cuidados com os pequenos, desde a restrição ao acesso de piscinas, com os tipos de cercamentos adequados, até a inutilização de flutuadores sem certificado.

“Estar sempre de olho, não desviar a atenção e estar sempre perto da criança, mantendo ela sempre à distância de um braço”Tenente Ramon Lauton, do Grupamento de Busca e Salvamento Aquático

O tenente Ramon Lauton, do Grupamento de Busca e Salvamento Aquático, recomenda algumas ações de prevenção, entre elas a principal: atenção 100% do tempo. “Estar sempre de olho, não desviar a atenção e estar sempre perto da criança, mantendo ela sempre à distância de um braço”, frisou o tenente.

Até na hora de escolher os flutuadores, é importante ter atenção, pois nem todos são autorizados. “O que a gente recomenda são os certificados com o selo do Inmetro. Procure boias que deem mais estabilidade, que não deixe a criança afundar ou virar e ficar de cabeça para baixo”, aconselha o tenente.

Entre os cuidados dentro de casa, está deixar baldes ou bacias cheias de água fora do alcance de crianças, privadas tampadas e restringir o acesso a áreas perigosas. Mas, para pessoas que possuem piscina em casa, há partes específicas que necessitam de atenção.

Como o cercamento, por exemplo, que deve ser feito de forma correta. A área da piscina deve ser cercada com grades na vertical, que impeçam a criança de escalar, e também com pouco espaçamento – no máximo 12 centímetros entre as grades, para evitar que os pequenos passem entre elas.

De acordo com o levantamento da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, 40% dos casos de afogamento de crianças aconteceram em piscinas. É necessário restrição com o acesso a esses equipamentos, com os tipos de cercamentos adequados e até com a inutilização de flutuadores sem certificado | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Além disso, o cercamento não pode ser feito com muros ou materiais opacos que não permitam a passagem de luz, mas sim de uma forma que seja possível visualizar toda área de dentro da piscina pelo lado de fora.

O portão para a entrada da piscina precisa ser aberto para fora, e não para dentro, dificultando o acesso da criança à área de risco. E o dispositivo de fechamento deve ser na parte superior, de forma que o pequenino não consiga alcançar. “Mesmo que a criança coloque um banquinho ou anteparo, quando a abertura do portão é para fora, o próprio anteparo vai impedir que a porta se abra”, explica o bombeiro Lauton.

O fechamento da piscina também precisa ser levado em consideração. Se for feito por lona, por exemplo, é importante que seja fixa, com medidas corretas e resistente para suportar o peso de uma criança.

“Não é simplesmente jogar uma lona por cima, porque muitas vezes a pessoa pensa ‘ah, tá com uma lona em cima da piscina, tá salvo, tá seguro’. Primeiro perigo: se a criança subir nessa lona e afundar, a criança acaba afundando junto com a lona. Outro perigo é se tiver uma abertura na lona e a criança passar por baixo, entrar e afogar, ela não vai ser vista. Às vezes, o último local que os pais vão procurar é debaixo dessa lona, há registros de acidentes em que isso acontece”, conta Lauton.

Arte: Agência Brasília

‌Os perigos da bomba de sucção

Também é importante a instalação de alguns dispositivos que evitem acidentes frequentes, entre eles, o mais comum é com o ralo de sucção. Em algumas piscinas, existe um botão de desarme emergencial da bomba de sucção, geralmente de fácil acesso. “É uma sucção muito forte. Se a criança fica presa em um ralo desse, ela acaba afogando e indo a óbito”, reforça o tenente.

A bomba de sucção é responsável por fazer a circulação da água. Então, o ralo precisa ser com um dispositivo de sucção que evite prender a criança por algum membro como um braço ou, dependendo do tamanho da criança, pelo o tronco – ou até pelo cabelo.

Esse foi o caso que aconteceu com a filha de sete anos de Marina Amado, 41, durante um churrasco com a família na piscina do condomínio em que moravam, na região de Águas Claras, há cerca de oito anos. Ela quase perdeu a filha, que ficou com a trança presa em um dos ralos laterais de sucção da piscina.

“Procurar na piscina, se tiver, dentro de balde, se houver algum espalhado pelo quintal ou qualquer coisa assim, e nos vasos sanitários também. São áreas críticas que, se a criança estiver lá, há grande risco de morte”Orientações do tenente Lauton para agir assim que se percebe a ausência da criança

“O sistema de sucção era muito forte e os responsáveis pela limpeza da piscina do condomínio deixaram no modo errado, sem ralo vedado. A força foi toda para essa única abertura e a trança da Luisa prendeu no ralo, deixando ela com a cabeça presa embaixo d’água”, recorda a mãe.

Luisa ficou submersa durante 3 minutos e 45 segundos. Ela chegou a levantar a mão, mas percebeu que ninguém a olhava e logo perdeu a consciência. Após um dos primos achar estranha a ausência da criança, percebeu o que acontecia e chamou o restante da família. Marina conta que, ao correr para a piscina, conseguiram ver o rosto desacordado da menina, que já estava roxo.

Como a sucção era forte, não conseguiam retirá-la da água. Até que a irmã de Marina teve a ideia de cortar o cabelo da menina, com uma das facas próximas no local, e conseguiram retirá-la. “Na nossa visão ela estava morta naquela hora. Fizemos boca a boca e nada, foi um pânico generalizado”, conta a mãe.

Algumas pessoas que estavam no condomínio presenciaram as cenas de desespero e muitos ligaram para a emergência. Um médico chegou a fazer manobras em Luisa, que cuspiu água mas permaneceu desacordada. Os bombeiros e o Samu chegaram cerca de cinco minutos após a criança ter sido retirada da água.

Depois de duas horas em coma, Luisa acordou, para o alívio dos familiares. “Os médicos falaram que ela teria sequelas graves cognitivas. Tem crianças em coma há anos por causa de acidentes assim, esse tempo que ela ficou fora levaria até a óbito. Mas, depois que ela acordou e fizemos as perguntas básicas, ela estava perfeita”, lembra Marina.

Ao lembrar do desespero, a mãe diz que ninguém tinha ideia de quanto tempo ela tinha ficado submersa, sabendo apenas pelas filmagens, logo depois do acidente.

Marina relata que, após o ocorrido, a família descobriu diversos casos parecidos e fala da vida depois do susto. “Tivemos consequências no comportamento das crianças, precisamos passar por terapia. Foi muito duro e ruim, mas recorremos à fé porque, com certeza, houve ação de Deus naquele momento. A Luisa acabou de fazer 15 anos”.

O que fazer em casos de afogamento infantil

De acordo com o tenente Lauton, a partir do momento que se percebe a ausência da criança, as zonas críticas são os primeiros locais a se procuraronas críticas.

“Procurar na piscina, se tiver, dentro de balde, se houver algum espalhado pelo quintal ou qualquer coisa assim, e nos vasos sanitários também. São áreas críticas que, se a criança estiver lá, há grande risco de morte”, alerta o bombeiro.

Ao presenciar um afogamento, a primeira coisa a fazer é retirar a criança da água. Em seguida, deixá-la em um lugar plano e ligar imediatamente para a emergência (Bombeiros no 193 ou Samu no 192), pedir urgência e relatar a situação.

“Provavelmente, o bombeiro que vai estar do outro lado da linha já vai auxiliar a fazer os primeiros socorros enquanto o resgate não chega. Esse é o fundamental a fazer quando você se depara com uma situação dessa”, observa.