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Verão à vista: mitos e verdades sobre as canetas emagrecedoras

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Dra. Elaine Dias JK, PhD em endocrinologia pela USP e metabologista, esclarece dúvidas mais frequentes sobre o tratamento queridinho para perda de peso rápida.

A menos de um mês do início do verão, a busca pela boa forma aumenta e a procura por alternativas para perda de peso rápida também cresce. E uma das novidades queridinhas no mercado são as canetas emagrecedoras, medicamentos inicialmente utilizados no tratamento de diabetes e que apresentam como efeito colateral a redução de peso. “São opções acessíveis nas drogarias, que não exigem prescrição médica para comprar e já possuem cases comprovando a eficácia, o que atrai os pacientes muitas vezes a arriscarem sua saúde com a automedicação, sem nenhuma avaliação prévia com especialista e tampouco orientação”, comenta a Dra. Elaine Dias JK, PhD em endocrinologia pela USP e metabologista.

A médica especialista em emagrecimento explica que “as canetas emagrecedoras atuam na região do hipotálamo, no núcleo arqueado onde está localizado o centro da fome, saciedade e gasto energético basal. Atuam, ainda, no sistema límbico, que influencia o controle da fome. Mas, não há milagre, é preciso um plano de tratamento”.

Segundo dados do levantamento Vigitel Brasil 2023 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgados pelo Ministério da Saúde, a frequência de excesso de peso foi de 61,4% em todo país, sendo maior entre os homens (63,4%) do que entre as mulheres (59,6%).

Para esclarecer todas as dúvidas sobre as canetas emagrecedoras, antes do paciente se automedicar, a endocrinologista Dra. Elaine pontua alguns mitos e verdades sobre o medicamento. São eles:

-As canetas emagrecem rapidamente? Verdade. Um paciente é considerado bom respondedor quando emagrece mais de 0,5kg por semana, menos que isso, é ideal que o médico responsável reveja a estratégia.

-O resultado é duradouro? Mito. O medicamento age enquanto está sendo aplicado. Para obter melhor resultado, é necessária a mudança no estilo de vida com uma alimentação saudável e restrição calórica, além de atividade física regular, no mínimo 150 minutos por semana e planejamento alimentar. Caso contrário, pode ocorrer o reganho do peso.

-As canetas são vendidas livremente nas farmácias? Verdade. Não é necessário prescrição médica por se tratar de um medicamento seguro, praticamente sem contraindicações e não ter potencial de vício. Mas, por esse motivo, está ocorrendo o uso abusivo e muitos casos de efeitos colaterais. Mesmo que não precise de receita, é necessário acompanhamento médico, em especial para orientações medicamentosas quando se tem efeitos colaterais e para avaliar se tem outras doenças a serem tratadas, principalmente alterações hormonais e metabólicas que não permitem um emagrecimento saudável.

-Qualquer pessoa pode comprar e aplicar? Mito. Ozempic é contraindicado no caso de histórico de pancreatite, NEM2 (neoplasia endócrina múltipla), histórico de carcinoma medular da tireoide, gravidez e amamentação.

-As canetas são o método mais moderno e eficaz? Verdade. Esse tipo de molécula é o futuro para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. É seguro e eficaz, é um análago de um hormônio produzido no intestino que é o GLP1. Existem vários estudos mostrando a eficácia e segurança dessas moléculas. Atualmente, foi publicado o estudo SELECT demonstrando que pacientes obesos, com doença cardíaca, usando semaglutida 2,4mg por semana reduziram em 20% os eventos cardíacos em comparação com o grupo que estava usando placebo.

-Os tratamentos com as canetas causam muitos enjoos? Verdade. Este é o efeito colateral mais comum, mas, pode ter também vômitos, diarreia, constipação, cansaço e desânimo. Os efeitos colaterais podem ser reduzidos com orientação e acompanhamento médico.

-Há melhora na qualidade de vida? Verdade. As canetas emagrecedoras ajudam no emagrecimento e controle glicêmico, o que acaba melhorando muito a disposição, cansaço, fadiga, qualidade do sono, autoestima e até depressão.

-Os tratamentos com as canetas emagrecedoras reduzem gordura localizada? Mito. O medicamento reduz a fome fisiológica e emocional e aumenta a saciedade, o que leva ao emagrecimento, mas não tem ação direta na gordura localizada.

-As canetas reduzem a fome? Verdade. O principal mecanismo de ação é a redução da fome fisiológica e emocional por ação direta no centro da fome no hipotálamo e no sistema límbico.

-Elas podem ser usadas continuamente? Verdade. Podem ser usadas a vida inteira, principalmente em pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade graus 2 e 3. Vários estudos mostraram eficácia e segurança no uso contínuo dessas moléculas.

-O tratamento com as canetas é eficaz na fase da menopausa? Verdade. A menopausa é um período conturbado hormonal e metabolicamente. Mas, quando conseguimos ajustar todas as alterações, os resultados são excelentes.

A endocrinologista e metabologista Dra. Elaine ressalta, ainda, que no mercado brasileiro existem apenas os análogos de GLP1, que são semaglutida (Ozempic), liraglutida (Victoza e Saxenda) e dulaglutida (Trulicity). Já no exterior, é possível encontrar análogos de GLP1 e GIP, que é a tirzepatide (Mounjaro), já aprovado pela ANVISA para o Brasil.

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Nem no passado, nem no futuro: um livro para lembrar que a liberdade está no agora

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Na ficção “As Vidas de Nathan – O Presente”, o escritor Hilton Vinhola do Nascimento convida os leitores a entenderem sobre o poder das escolhas, a importância da autoavaliação e o perdão a si mesmo

O protagonista de As Vidas de Nathan – O Presente, do escritor Hilton Vinhola do Nascimento, é um homem como qualquer outro. Teve uma infância difícil: filho de mãe solteira, cresceu sem conhecer o pai e, desde cedo, viu a matriarca lutar para colocar a comida na mesa e garantir um futuro seguro ao garoto. Mas nem isso o diferencia dos demais, porque, ao redor dele, todos também têm as próprias histórias turbulentas.

A partir deste narrador personagem, os leitores são convidados a uma autorreflexão sobre o poder das escolhas, a busca incessante por conquistar os próprios sonhos, a necessidade de perdoar a si mesmo dos erros do passado e a importância de enfrentar os traumas para alcançar a felicidade. Com este livro inspirado em sonhos vívidos, o autor lembra que, independentemente das experiências que constroem as pessoas, elas sempre têm a liberdade de transformar o presente.

Foi então que percebi que minha vida era vivida por mim, porém, por algum motivo, eu nunca tinha sido sincero com o que eu queria de verdade e, por isso, não traçava a trilha necessária para alcançar meus verdadeiros desejos. Eu simplesmente vivia um dia de cada vez e aceitava tudo que a vida me entregava.(As Vidas de Nathan – O Presente, pg. 196)

Para transmitir este pensamento, Hilton narra a trajetória de Nathan desde o nascimento até o período em que o personagem enfrenta uma circunstância extrema que possibilita uma transformação de vida – até aquele momento, ele sobrevivia à realidade, mas depois passa a ser o próprio agente de mudança. Em 20 capítulos curtos, a obra mostra o percurso de amadurecimento do protagonista da infância à fase adulta.

Este enredo ainda percorre questões corriqueiras em períodos distintos do ciclo da vida, como a ansiedade de se distanciar da família pela primeira vez, o sentimento de rejeição, a insegurança para fazer amigos na escola, as frustrações do primeiro amor, a luta para se firmar na profissão, as dores do luto e as incertezas sobre o futuro. Primeira publicação de uma série de quatro, As Vidas de Nathan – O Presente concretiza o trabalho do autor de levar conhecimento interpessoal para o público por meio de uma ficção simples e objetiva.

FICHA TÉCNICA
Título: As Vidas de Nathan
Autor: Hilton Vinhola do Nascimento
ISBN: 9788547107239
Páginas: 266
Preço: R$ 59,27 (físico) | R$ 27,01 (e-book)
Onde comprar: Amazon | Clube de Autores

Sobre o autor: Nascido em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, Hilton Vinhola do Nascimento é consultor empresarial, investidor, músico e escritor. Realizou cursos voltados para o crescimento intelectual e financeiro, mas tem o compromisso profissional de ajudar outras pessoas a alcançarem uma vida plena. Alinhado a este objetivo, publicou o livro As Vidas de Nathan, obra que marca sua estreia na literatura.

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A Guerra dos chips: como a tecnologia se tornou a principal protagonista do século?

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Com  US$80 bilhões em jogo,  futuro de investimentos em tecnologia brasileira potencializa posição do país na era digital

Em meio à acirrada batalha geopolítica pela supremacia na indústria de semicondutores entre Estados Unidos e China, o setor de tecnologia tem despontado como um dos elementos centrais do desenvolvimento da economia global. Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa da IDC divulgada recentemente, mundialmente, são cerca de US$15 trilhões investidos no setor.

Os Estados Unidos lideram essa disputa, detendo aproximadamente US$1,1 Trilhão do mercado, enquanto a China ocupa o segundo lugar, com uma fatia de cerca de US$ 800 bilhões. O Brasil, ainda tímido em relação aos primeiros do ranking,  se configura como 10° colocado, investindo cerca de US$80 bilhões por ano na continuidade da digitalização da economia nacional e no aumento da sua competitividade global.

Nesse contexto, a necessidade de uma estratégia nacional de Inteligência Artificial (IA) torna-se evidente. Maiara Muraro, Vice Presidente de Marketing, Inovação e Comercial da Avivatec, consultoria de tecnologia referência em aceleração digital de empresas no país, destaca o papel crucial do mercado brasileiro. “Além de desempenhar uma função vital no setor global, o Brasil apresenta um grande potencial para expansão. Na América Latina  é o principal destino de investimentos em tecnologia, representando 50% do total investido no setor.”, comenta.

Integrando academia, setor privado e governo para fomentar um ambiente propício ao desenvolvimento tecnológico,  o Brasil, mesmo enfrentando desafios, emerge como um agente significativo no cenário de movimentação tecnológica. Segundo a pesquisa “Global CIO Survey 2023” da consultoria Gartner, o país ocupa o 2º lugar no ranking global de investimentos em Tecnologia da Informação (TI), com 79% dos empresários brasileiros planejando aumentar os investimentos no setor nos próximos 12 meses.

Contribuindo para impulsionar a inovação e promover o avanço tecnológico no Brasil, a Avivatec tem vivenciado um crescimento exponencial nos últimos três anos. Para se ter uma ideia, de 2020 para cá, a corporação dobrou tanto o faturamento quanto o tamanho do seu negócio. Para isso, a empresa se especializou em soluções voltadas para o mercado financeiro e de tecnologia médica. 

A estratégia parece ir na direção certa. Para se ter uma ideia, de acordo com dados da consultoria Deloitte, os investimentos globais em saúde devem atingir US$ 16,8 trilhões em 2023, um crescimento de 6,8% em relação a 2022. Esse valor representa 10% do PIB global. Já os investimentos em tecnologia para o setor financeiro não ficam atrás. Só no Brasil, o setor de finanças deve investir US$ 15 bilhões em tecnologia ainda este ano.

“Estamos monitorando de perto as novas tecnologias, como a Inteligência artificial, blockchain, smart contracts, tokenização, entre outras. São soluções que já são aplicadas e continuarão a transformar tanto o presente como o futuro. Uma solução completa deve conter diversas funcionalidades, mas também precisa contar com uma infraestrutura de plataforma que garanta a segurança dos dados. É importante que exista integração de informações, controle de custos e padronização de processos.”, conclui.

Com o aumento dos investimentos em tecnologia no país, as projeções indicam uma crescente influência do Brasil na era digital. O país pode não estar à frente da Guerra dos Chips, mas certamente atua como um player importante na revolução tecnológica que molda nosso cotidiano e transformará as décadas futuras.

 

Como evitar a exaustão dos avós que cuidam dos netos?

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Quem nunca escutou a famosa expressão “os avós são pais e mães duas vezes”? Afinal, o papel dos avós como cuidadores é bem conhecido na sociedade. Mas o que tem acontecido com frequência, hoje em dia, é os avós exercendo a função de pais, estando muito presentes na educação e no dia a dia dos netos. Filipe Colombini, psicólogo parental e CEO da Equipe AT, destaca que as atividades de zelo dos avós com os netos são prazerosas e trazem inclusive benefícios para eles como cuidadores, mas isso não pode ser visto como obrigação e deve ser feito com equilíbrio.

“Muitos casais têm terceirizado o cuidado dos seus pequenos, sendo os avós os mais procurados para cuidarem dos netos quando os pais não podem. Isso vem crescendo porque na atualidade homens e mulheres trabalham, na grande parte dos lares”, diz Filipe Colombini, psicólogo e fundador da Equipe AT. “É muito importante que os pais tenham essa rede de suporte para a criação de seus filhos, mas o que temos percebido é um número cada vez maior de avós sobrecarregados e tendo a saúde prejudicada por essa situação”, conclui o especialista.

Isso porque, mesmo com a ida das crianças para as creches e escolas, em várias ocasiões elas precisam ficar com os avós, seja após retornarem dos estudos, a noite ou nos finais de semana. Vale lembrar que os avós, em geral, têm uma idade mais avançada e podem ter a saúde mais debilitada, o que pode ser agravado por uma sobrecarga de demandas envolvendo os netos. “Estresse e cansaço, podendo até evoluir para uma síndrome de burnout, são alguns sintomas comuns em idosos que vêm sendo impelidos a ter muitas demandas na criação dos netos”, afirma o psicólogo. “Essa situação muitas vezes é fruto de pais que não desenvolveram bem suas habilidades parentais e acabam se esquivando de ter um papel de protagonismo na criação dos próprios filhos”, completa.

Habilidades parentais são essenciais para evitar a sobrecarga dos avós

Segundo o estudo “A cure for ageing: take a grandchild once a week”, realizado pela Universidade de Melbourne, esse contato entre avós e netos, quando feito com parcimônia, traz diversas vantagens para a saúde e a capacidade cognitiva dos mais velhos.

“O segredo para não sobrecarregar os avós é que os pais realmente tomem as rédeas das tarefas que cabem a eles, permitindo que os avós tenham um papel importante na criação dos netos sem que exista uma obrigação ou demandas excessivas”, diz o especialista. “Para isso, é importante que os pais desenvolvam suas habilidades parentais, assumindo responsabilidades e, caso necessitem, procurem a ajuda de um profissional em treinamento parental”, conclui Filipe Colombini.

Para evitar a inversão de papéis, Filipe explica que os pais devem ter acordos com seus filhos, sem deixar decisões primordiais da educação e atribuições para os avós. “Cabe aos pais orientar o que as crianças podem ou não fazer e estabelecer limites e disciplina”, diz o especialista.

No mais, o psicólogo cita que tarefas mais complexas como lições de casa e acompanhamento da rotina escolar devem ficar a cargo dos pais. “Acima de tudo, os avós que concordam em participar da vida dos netos estão doando seu tempo, afetividade e energia, sendo essencial que se estabeleça os papéis, funções, expectativas, rotinas e limites, entre pais e avós”, conclui Colombini.

 

LIIBRA DF 2023: finais acontecem em novembro no SESC Taguatinga Norte

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Times femininos e masculinos disputam pelo primeiro e terceiro lugar, no próximo final de semana (25 e 26/11)

  No próximo final de semana, nos dias 25 e 26 de novembro, a partir das 9h, o Sesc Taguatinga Norte será palco das emocionantes finais da 5ª edição da Liga Internacional de Basquete de Rua (LIIBRA DF). Neste evento, equipes femininas e masculinas competirão pelo primeiro e terceiro lugar, encerrando um torneio que teve início em 21 de outubro e contou com a participação de 36 times, sendo 32 masculinos e 4 femininos. O principal propósito da LIIBRA DF é proporcionar visibilidade aos jovens talentos das periferias, ao mesmo tempo em que promove atividades culturais e de lazer nas comunidades do Distrito Federal.

A realização desta iniciativa é fruto do Projeto S.A, com o apoio da Cufa DF, do Sesc, e o fomento da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do DF (SELDF).

As disputas pelo terceiro lugar na categoria Feminina – Elite Girls vs. Walkirias – e na categoria Masculina – Basquete Planal vs. LDA – acontecerão no sábado, dia 25. Já no domingo, dia 26, as atenções se voltarão para as disputas pelo primeiro lugar nas categorias Feminina – Forças da Capital vs. On Fire – e Masculina – Capital Basquete vs. Plan-GO. Para acompanhar de perto os jogos, basta comparecer ao Sesc Taguatinga nos dias e horários divulgados. A entrada é gratuita.

Bruno Kesseler, presidente da Cufa DF, destaca a importância da LIIBRA para o DF: “A LIIBRA tem um importante papel social, representa não apenas uma competição esportiva, mas uma ferramenta de transformação social, por meio do esporte. Dar espaço e visibilidade aos talentos que temos no DF, contribui significativamente para a valorização do basquete e dos atletas. Estamos orgulhosos com a conclusão de mais uma edição.”

John Lenno, capitão do Plan-GO, antecipa uma disputa acirrada e destaca a relevância do campeonato: “O campeonato da LIIBRA é muito importante, tanto para as equipes que jogam há muito tempo, quanto para quem está começando e se acostumando com o basquete 3×3. Nós já conhecemos as equipes que estão disputando a Liga este ano, somos todos amigos. Jogamos a LIIBRA desde 2015 e agora voltamos com força total na temporada de 2023 pela disputa do 1º lugar, que promete ser boa.”

Confira programação dos jogos finais:

25/11:

  • Disputa 3º lugar Masculino: Basquete Planal x LDA

  • Disputa 3º lugar Feminino: Elite Girls x Walkirias

26/11

  • Disputa 1º lugar Masculino: Capital Basquete x Plan-GO

  • Disputa 1º lugar Feminino: Forças da Capital x On Fire

Horário: a partir das 9h

Local: Sesc Taguatinga Norte.

Site: https://cufadf.com.br/site/?page_id=4160.

Redes sociais: @liibrabsb.

Anvisa pauta retomada da discussão sobre regulamentação dos cigarros eletrônicos no Brasil

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O Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Antônio Barra Torres, convocou a Diretoria Colegiada do órgão para reunião ordinária pública no dia 1º de dezembro às 9h30. Em pauta, uma proposta de Consulta Pública de Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) para a revisar resolução que proíbe a fabricação e comercialização, a importação e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos.

Os cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil pela Anvisa desde 2009. Uma pesquisa do Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (IPEC) mostra que o número de consumidores de Cigarro Eletrônico (CE) no Brasil mais que quadruplicou entre 2018 e 2022, passando de 500 mil para 2,2 milhões de adultos. A pesquisa aponta também que cerca de 6 milhões de adultos fumantes afirmam que já experimentaram cigarro eletrônico, o que representa 25% do total de fumantes de cigarros industrializados, um acréscimo de 9 pontos percentuais em relação a 2019.

A possibilidade de abrir consulta pública sobre o tema foi adiantada por Barra Torres, que também é relator do processo, em entrevistas recentes. “Temos os nossos prazos e nosso ritmo, que é sempre o mais rápido possível em favor do interesse público. Nosso próximo passo é colocar em consulta pública”, disse Torres em entrevista ao jornal O Globo. Ele ainda destacou que “a consulta deve ter um prazo que permita uma manifestação bem ampla, não um prazo curto” e afirmou que “o ideal” seria concluir essa etapa até o final deste ano.

Defensores da regulamentação argumentam que uma decisão nesse sentido abriria caminho para a implementação de normas sanitárias e para o monitoramento do produto, além de trazer impacto significativo para a economia do país. Essa informação está em um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), encomendado pela BAT Brasil, embasado em uma demanda potencial estimada em 3,3 milhões de consumidores ao ano. Isso representaria um mercado de R$ 7,5 bilhões ao ano. Segundo o cálculo da entidade, considerando apenas a importação do produto pelos consumidores, a arrecadação média anual de impostos federais seria de R$ 2,2 bilhões.

Caso o mercado potencial seja suprido pelo setor de fumo, seja por meio da produção interna, seja pela importação e distribuição do produto, isso resultaria em um significativo aumento de faturamento no país, que ultrapassaria os R$ 16 bilhões – um montante que, sem regulação, continuará sendo destinado ao contrabando, que hoje domina 100% do mercado no país.

Atualmente, não há controle sobre a venda, publicidade e uso de cigarros eletrônicos no país, o que permite que esses produtos sejam amplamente comercializados sem restrições, muitas vezes atraindo jovens e não fumantes. Estudos mostram que os vaporizadores ou produtos de tabaco aquecido, que são conhecidos popularmente como cigarros eletrônicos, não são produtos inócuos, mas, quando regulamentados, podem ser considerados alternativas de risco reduzido para adultos fumantes em relação aos cigarros convencionais. Atualmente, mais de 80 países já regulamentaram o produto.

Um estudo realizado na Inglaterra mostrou que indivíduos que usam apenas cigarros eletrônicos são expostos a níveis mais baixos de toxicidade da fumaça do tabaco e biomarcadores de danos potenciais (BopH) quando comparados com indivíduos que fumam cigarros convencionais. Foram encontrados níveis significativamente mais baixos de todos os Biomarcadores Urinários de Exposição (BoE) e os participantes do estudo que usaram exclusivamente cigarros eletrônicos tiveram níveis significativamente mais baixos de três dos sete Biomarcadores de Dano Potencial (BopH) medidos, incluindo carboxihemoglobina, molécula de adesão intercelular solúvel-1 e 11-desidrotromboxano B2.

É baseado em estudos como este que alguns países já adotaram os cigarros eletrônicos como política de saúde para combater o tabagismo. A Suécia está prestes a atingir uma taxa de tabagismo inferior a 5% e pode se tornar o primeiro país livre do tabaco na Europa. Esse marco histórico foi apresentado recentemente no relatório “A experiência sueca: um roteiro para uma sociedade sem fumo”.

Segundo o documento, a abordagem da Suécia para a diminuição no número de fumantes, que une métodos tradicionais com estratégias de redução de danos, tem potencial para salvar 3,5 milhões de vidas na próxima década. A estratégia do país para minimizar os efeitos prejudiciais do consumo de cigarros convencionais segue as diretrizes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da OMS, que incluem redução da oferta e demanda de tabaco, proibição do fumo em locais específicos, e acrescenta um elemento importante: a aceitação de produtos sem fumaça, por exemplo cigarros eletrônicos ou sachês de nicotina, como alternativas menos nocivas.

Nesse sentido, a Inglaterra apresentou uma ação que segue uma estratégia similar à adotada pela Suécia. Um milhão de fumantes estão sendo incentivados a trocar cigarros tradicionais por vaporizadores em um programa chamado “swap to stop” (trocar para parar). O programa oferecerá um kit vaping gratuito para iniciantes, juntamente com suporte comportamental para ajudar os fumantes a abandonarem o hábito. Quase 1 em cada 5 fumantes na Inglaterra poderá ser beneficiado.