Distrito Federal ganha seu primeiro Hospital Veterinário Público
Prédio tem 540 metros quadrados e vai funcionar no Parque Lago do Cortado, em Taguatinga. Serviço será por senhas e não oferecerá castração
O primeiro Hospital Veterinário Público do Distrito Federal (HVEP) foi inaugurado na manhã desta quinta-feira (5/4). O prédio tem 540 metros quadrados e vai funcionar no Parque Lago do Cortado, em Taguatinga. No local, serão oferecidos serviços gratuitos de consultas, cirurgias, medicações, exames laboratoriais e de imagens, internação e outros tratamentos para cães e gatos, sobretudo pertencentes a famílias de menor renda ou inscritas em programas sociais do GDF. Castrações, entretanto, não serão feitas.
O espaço é administrado pela Associação Nacional dos Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa). A entidade é uma Organização da Sociedade Civil (Ocip) e venceu chamamento público realizado pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), em fevereiro de 2018. A medida era aguardada pela população desde que o projeto foi lançado, há cinco anos.
Segundo Wilson Grassi, um dos diretores da Anclivepa, o modelo de atendimento será o mesmo adotado em unidades do estado de São Paulo. Lá, são distribuídas senhas entre 6h e 10h aos que chegam ao local. Eles apenas devem levar seu animal, documento de identidade e comprovante de residência, para o cadastramento.
Expectativa
A técnica de nutrição Lidinalva Valadares, 35 anos, aguardava com ansiedade a abertura da unidade. Ela é dona de um cachorro da raça pug Shadon, de apenas um ano. Há 15 dias, o animal caiu da varanda de casa e fraturou a tíbia e a fíbia. Agora, precisa de uma cirurgia de emergência para voltar a andar, porque está com a patinha esquerda da frente imobilizada.
“Levei, inicialmente, em uma clínica veterinária e colocamos a tala. Soube da inauguração do hospital e vim me cadastrar para tentar o atendimento. Muito legal a iniciativa. Agora, teremos mais saúde e possibilidade de tratamento para os nossos bichos”, disse.
A técnica de enfermagem Maria Vieira Silva Caixeta, 59, levou o gatinho Mingau para ser castrado. Ela não sabia que o serviço não seria oferecido na unidade. Mesmo assim, a moradora de Águas Claras comemorou a inauguração do hospital veterinário: “É uma conquista importante. Esperamos que realmente funcione a contento”.
Compensação ambiental
O hospital foi construído pelo Ibram com recursos de compensação ambiental. O projeto segue uma estratégia de enfrentamento de problemas contemporâneos de saúde pública, criados pela convergência humana, animal e ambiental, conceito atualmente conhecido como “saúde única”, conforme explica o presidente do Ibram, Aldo Fernandes.
O investimento previsto para este primeiro ano de atividade do HVEP é de R$ 1 milhão, mas a Anclivepa vai poder captar recursos de outras fontes, desde que o objetivo seja aprimorar ou ampliar o atendimento aos animais. A previsão é de investimentos totais pelo governo de até R$ 12 milhões nos próximos cinco anos, com os quais o Ibram pretende atender pelo menos 400 mil animais no período.
“Há uma estimativa de que nós tenhamos em torno de 700 mil pets em todo o DF: cães e gatos. Agora, eles terão um hospital para serem tratados. Isso também é muito importante para o controle da zoonoses na capital. Uma grande conquista”, afirmou o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), durante a inauguração da unidade, nesta quinta (5).
Além do atendimento cirúrgico e clínico, os profissionais também vão orientar a população sobre boas práticas, normas e higiene, de modo a contribuir, assim, para a promoção da guarda responsável dos animais.






Em 1962, sempre ao lado do seu marido, fundou a primeira agência de viagens da nova capital, no recém-inaugurado Hotel Nacional, abraçando definitivamente o ramo do turismo, que segue hoje administrado pelas filhas Mercedes e Gabriela. Toda essa história e muito e muito mais estará no livro “A Trilha do Jaguar: na Alvorada de Brasília”. Fotos da coleção particular, imagens únicas da época da construção estão nas duzentas cinquenta páginas do livro dividido em trinta capítulos do livro, que será lançado no dia 11 de abril, no Salão Negro do Ministério da Justiça.
Não é de hoje que Mercedes leva a história da epopeia da construção de Brasília pelo mundo afora. Com coleção que obteve na Suécia do premiado fotógrafo sueco Ake Borglund, para quem serviu de intérprete em uma matéria da revista National Geographic nos idos de 1957, Mercedes montou uma série de exposições e as levou para os quatro continentes tornando-se uma Embaixadora, não oficial, de Brasília.
No início foi rabiscando anotações de fatos e nomes que iam surgindo na memória. Também fez pesquisas em livros sobre a história da construção de Brasília como “A Marcha do Amanhecer” de JK, “ Mulheres Pioneiras “ de Elvira Barney e “ O Cerrado de Casaca”, de Manuel Mendes , entre tantos outros que por aqui estiveram no início da capital. Mas a certeza definitiva de estar no caminho certo aconteceu quando resolveu ler dois ou três capítulos para sua irmã, que é deficiente visual, e ela chorou de emoção com os relatos da autora. Daí pra frente foi só continuar colocando as lembranças, em forma de autobiografia, sempre em primeira pessoa e, em julho de 2017, entregou o livro à Editora Senac.






