Foi dada a largada: comemoração dos 30 anos do Dom Francisco Restaurante
Como não podia ser diferente, festividades incluem bacalhau, vinho e muita tradição
Bacalhau aromático Foto: Faro Fotografia
No dia 22 de julho de 2018, a grife Dom Francisco completa 30 anos em Brasília. São três décadas de vanguarda que se tornaram tradição. E, para iniciar as festividades, não poderia faltar o tradicional Festival do Bacalhau, tanto amado pelos brasilienses. São seis tipos diferentes, que servem até duas pessoas e já estão disponíveis apenas para o jantar, a partir das 18h, nas unidades da ASBAC e 402 sul.
Há o Bacalhau desfiado tradicional, ao forno com batatas, cebolas, tomates, pimentões verdes, azeitonas pretas e azeite, acompanhado de arroz de brócolis, que sai por R$120, o Bacalhau Aromático, feito ao forno com azeite, erva doce, cebola pérola e batatas e também acompanha arroz de brócolis, por R$120 e o incrível Bacalhau com natas, ao forno com azeite, batatas, cebolas e natas de modo tradicional, servido com arroz de brócolis, igualmente R$120.
Arroz de bacalhau
Há ainda o inigualável Bacalhau à Espanhola, que leva azeite, batata dourada, pimentões coloridos, azeitona, cebola e folha de louro e vem acompanhado de arroz de brócolis, custando R$120. Os mais diferentes ficam por conta do Bacalhau com espinafre e Panko, em lascas, feito na frigideira com batata em cubos, alho, cebola e espinafre e finalizado no forno com farinha panko (R$120) e do Arroz de Bacalhau, feito na panela com bacalhau desfiado, azeite, pimentões coloridos e azeitonas (R$110). O Festival fica disponível até o dia 20 de julho na unidade da 402 sul e até o dia 21 de julho na unidade da ASBAC.
Francisco Ansiliero na adega da Asbac Foto: Martin Garcia
Se tem bacalhau, tem vinho:
Como tampouco poderia faltar, nos dias 20 e 21 de julho haverá a Feira de Vinhos, gratuita, com ênfase nos rótulos da carta da casa. Das 17h às 22h, o evento será no Salão do Vinho, no Dom Francisco da ASBAC, e contará com garrafas do velho e do novo mundo. É uma excelente oportunidade para quem quer conhecer alguns dos vinhos do Dom Francisco. Lembrando que a adega do Dom Francisco reúne 18 mil garrafas, distribuídas em 1400 rótulos de 25 países. Só a unidade da ASBAC possui três adegas. Uma específica para rótulos de vinho tinto do novo mundo. Outra para tintos do velho mundo – França, Portugal, Espanha e Itália. E outra exclusiva para brancos e espumantes de 25 países. A separação das adegas é devido à diferença de temperatura que os vinhos precisam ter. Os brancos ficam climatizados a 5 graus, temperatura ideal para o consumo. Francisco, no início de sua jornada em terras candangas, teve a preocupação de ir atrás de bons rótulos a preços que incentivassem o cliente a acompanhar a comida com a bebida, pois, na época, o vinho não era comum à mesa.
Serviço:
30 anos Dom Francisco Restaurante – Festival do Bacalhau e Feira do Vinho
Festival do Bacalhau:
Data: até dia 20 de julho na unidade da 402 sul e até o dia 21 de julho na unidade da Asbac
Horário: a partir das 18h
Feira do Vinho:
Data: 20 e 21 de julho
Local: Dom Francisco Asbac
Horário: das 17h às 22h
Entrada franca.
Dom Francisco Asbac
SCES, Trecho 2, Conjunto 31, parte, Asbac/ 3226 2005 / 3224 – 8429 / 3224 5679
Horário de funcionamento da casa: Segunda a quinta de 12h a 0h, sextas e sábados de 12h a 1h e domingo de 12h as 17h
Salão reservado para eventos
Facilidade para cadeirantes
Manobrista grátis no local
Aceita cartões Visa, Mastercard e American Express
www.domfrancisco.com.br
Chef Dudu Camargo criou novas receitas para o seu menu executivo
Se engana quem pensa que boa gastronomia é feita para raras ocasiões e sinônimo de altos preços. É possível encontrar pratos incríveis com preços irresistíveis, principalmente nos menus executivos de casas renomadas. Dá para escapar do self-service de todo dia sem doer no bolso.
Uma ótima pedida é o cardápio executivo “Você tem fome de quê? ”, do Dudu Bar da Asa Sul (303 sul) e Dudu Bar do Lago Sul (QI 11). E sabe qual a boa notícia? A partir da próxima segunda-feira, 2 de julho, ele estará de cara nova: o chef Dudu Camargo criou novas receitas para as duas casas.
Com preços atrativos, que variam de R$ 19,90 a RS 49,90, o comensal brasiliense terá a chance de se deliciar com pratos exclusivos e individuais, servidos todos os dias somente no almoço (de acordo com o funcionamento de cada unidade).
O menu é dividido em quatro seções, totalizando 20 pratos: Pastando na Fazenda, Mamma Mia, Ciscando no Campo e Pescando nas Águas de Março, com opções para todos os gostos – risotos, massas, diferentes tipos de carne vermelha, peixes, frutos do mar e frango.
Na unidade da Asa Sul, algumas dicas são o Ser ou não Ser (escondidinho de batata com carne moída e legumes, regado ao molho de queijos com teriyaki – R$19,90); o Xing-ling (lasanha de wantan com cogumelos ao molho agridoce de frango e porco – R$38,90); a Fraldinha do Porto (fraldinha assada lentamente ao molho da francesinha , acompanhada de arroz de parmesão gratinado – R$ 39,90) e o Popeye (portfólio de frango, recheado de ricota com castanhas ao molho de creme de espinafre, acompanhado de penne ao alho crocante – R$19,90).
Mineiro doidão – Lucila Camargo
No Lago Sul, Mineiro Doidão (costelinha de porco assada, acompanhada de espaguete na manteiga dourada com couve, alho crocante e farofa de bacon –R$ 32,90); o X-tudo (panqueca recheada de X-Tudo, acompanhada de arroz e batata palha – R$21,90); o Mafioso (lasanha de wantan com muçarela de búfala, presunto de Parma ao molho pomodoro e triplo burro, salpicado de pesto – R$39,90 e o Putanesca (galeto desossado marinado na cachaça, limão e alho acompanhado de fettuccine ao molho putanesca – R$22,90).
Variedade é o que não falta!
Serviço
Dudu Bar
Endereço: SCLS 303 Bloco A Loja 03 – Asa Sul
Horário de funcionamento: de segunda a quinta-feira, das 12h às 15h e das 18h à 1h; sexta-feira e sábado, das 12h às 02h; e domingo, das 12h às 17h.
Horário de funcionamento: de terça a quinta-feira e feriados, das 12h às 15h e das 18h à 1h; sexta-feira e sábado, das 12h às 02h; domingo, das 12h à 0h.
O bar da paquera, Pinella, oferece promoções e música ao vivo nesta sexta-feira
Na próxima sexta-feira (06/07) tem disputa entre Brasil e Bélgica e a animação da galera já está a mil. Pensando nisso, o Pinella estará aberto a partir das 12h para receber os clientes em clima de muita descontração.
O bar contará com cinco televisões instaladas em pontos estratégicos para garantir a boa visibilidade dos torcedores. Também tem promoção que dura até o fim da copa! O cliente que comprar 4 Stellas Artois ou Budweiser, leva 6. Ou, o que comprar 2 Coronas, leva 3. Todas long necks.
Para os que preferem drinks, o barman Marcello Apolinário sugere o Gingito, com gengibre, folhas de hortelã, água tônica e suco de limão (R$ 24); o Honey, feito com Jack Honey, sucos de laranja e limão e água com gás (R$ 24) e o Dona Moto (R$ 19), mojito de abacaxi.
Também tem vez para os amigos da vez, drinques sem álcool, como o Refresco Pinella, com melancia, gengibre, abacaxi, limão e suco de cranberry (R$14) e o Virgen Mary, suco de tomate temperado (R$12).
O cardápio será servido normalmente. As sugestões vão para o Amélia (R$ 28), frango defumado, cheddar, cebola caramelizada, molho de mostarda e alface americana, na baguete de parmesão; o Bruna, almôndegas, fonduta de queijo e molho de tomate rústico, no pão francês (R$ 25) e o Carina, fish and chips, (R$ 36).
A casa fará um bolão e as pessoas que ganharem receberão prêmios. E, no início da noite, às 19h, tem samba de raiz com Karla Sangaleti e banda. Então, se você procura algum lugar legal para assistir ao jogo, já sabe pra onde ir!
Os 70 anos do documento que definiu o conceito de humanidade
Desafio é ressaltar a importância da defesa dos direitos humanos, em um momento de crescente discurso de ódio pelo mundo
Por: Fernanda Barros
Norteadora das Constituições de vários países, inclusive a brasileira, de 1988, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos no dia 10 de dezembro. Mesmo que a maioria das pessoas não conheçam o teor deste documento assinado por 58 Estados-membros, ele faz parte do cotidiano de todo mundo e ajudou a regular direitos básicos, como condições dignas de trabalho, liberdade, igualdade, saúde, educação e propriedade, por exemplo. Sete décadas após a reunião da assembleia geral das Nações Unidas para firmar o documento, a luta pela defesa dos direitos humanos segue com diversos desafios. No Brasil, o principal é uma deturpação do conceito, que faz com que os menos informados ou conscientes usem o termo “direitos humanos” como sinônimo de defesa de bandido.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi lançada em 1948, num momento em que o mundo precisava se fortalecer, pós Segunda Guerra Mundial. De acordo com o professor e pesquisador, em direitos humanos da UnB, Alexandre Bernardino Costa, a declaração se formou em meio a diversos processos. “A revolução francesa e a declaração da independência americana, foram dois movimentos, absolutamente liberais, que escreveram cartas que são marco para os direitos humanos”, conta. O professor cita, ainda, a revolução mexicana e a revolução de Weimar, na Alemanha. Movimentos relevantes na construção e evolução de direitos humanos.Segundo o Procurador Regional da República, Felício Pontes, responsável por casos envolvendo o tema no Ministério Público Federal, é importante comemorar o aniversário dessa declaração, até para reforçar o que são os direitos humanos. “Deve ser comemorado, porque ela [a declaração] trouxe para toda a sociedade, uma tentativa de quebrar todos os preconceitos”, explica. Para ele, esses direitos são responsáveis pelos avanços da humanidade e, isso ainda não é compreendido por alguns grupos.
Artista de rua, Sebastian faz malabares no semáforo para garantir renda
O artista de rua argentino Sebastian Algornoz diz sentir isso, em relação a profissão dele. O preconceito, ele reclama, vem da própria população. “Temos que falar mais de cultura, ter mais compreensão e sabedoria”, acredita. Ele mora em Brasília, desde abril de 2018, na casa de amigos e, faz malabares nos semáforos da capital, para garantir a renda.
Os direitos humanos são inerentes a todos independentes de etnia, sexo, nacionalidade, religião ou qualquer outra condição de uma pessoa. De acordo com a Organização das Nações Unidas, algumas das características, mais importantes, dos direitos humanos, são o respeito pela dignidade e o valor de cada indivíduo. Por isso, todas essas condições são igualmente importantes e podem ser evocadas em qualquer tribunal dos países signatários.
No entendimento do professor Alexandre, é preciso compreender que os direitos humanos não são injustificados e aleatórios. “É uma criação por conta das violações, que foram perpetradas ao longo da história e da luta, para que não fossem mais cometidas”, lembra. São afirmações, expressas em cartas, que devem reger a convivência em sociedade.
O presidente do Conselho de Direitos Humanos do Distrito Federal, (CDHDF) Michel Platini, diz que o direito ao voto, os direitos trabalhistas, são fruto de uma mobilização internacional pelos direitos humanos. “É um desafio a efetivação desses direitos, num momento em que, um setor da sociedade faz um embate aos direitos humanos”, relata.
Mesmo sem conhecer o documento da ONU, a catadora Adriana dos Santos sabe bem o que são essas violações. “Se preciso levar meu filho pequeno no hospital, a empresa não aceita meu atestado. Se vou ao colégio e pego uma declaração, posso ser mandada embora”, diz.
Defesa de bandido
Para o procurador Felício, uma visão deturpada que as pessoas construíram em relação aos direitos humanos, é a ideia de proteção somente dos mais vulneráveis. Essa compreensão acabou por afirmar que os mais fracos, eram pessoas que tinham cometido algum crime. Ele faz questão de explicar que quando uma comissão de direitos humanos atua no sistema carcerário, por exemplo, é para garantir que os condenados paguem pelos crimes que cometeram e precisam de um mínimo de dignidade dentro da prisão. “Que eles possam ser tratados como seres humanos e que a pena não passe daquilo que estabelece, que é privação de liberdade”, explica.
O defensor público Daniel de Oliveira reclama do fato de muitas pessoas partirem da premissa de que direitos humanos serve apenas para a defesa de bandidos.
“A gente esquece que direitos humanos também é saúde, educação, também é segurança pública, se isso não existir, o Estado passa a ser um ser soberano e a gente volta a ter uma época de ditadura”, opina o defensor Daniel de Oliveira.
O discurso contra os direitos humanos, segundo o professor Alexandre, mascara um comportamento grave: negação do outro. “A gente vivencia isso de uma forma muito agressiva, que bandido bom é bandido morto. Leva para casa o bandido, esse tipo de coisa”, reclama.
Direitos além da cadeia
Dados do Ministério dos Direitos Humanos apontam que cerca de 40% dos presos no Brasil ainda não foram julgados, mas cumprem pena sem condenação. Para o defensor público, isso é resultado da soma de lentidão da Justiça, excessos de prisões e falta de acesso a advogados, já que a maioria desses 40% é formada por negros e pobres, que já demonstra uma violação dos direitos humanos. “Da maneira como funciona hoje, é criar soldado para facção”, diz. Ele aponta que o ideal, seria oferecer ao infrator, a possibilidade da prestação de um serviço alternativo, em benefício de toda a sociedade.
Os moradores de rua sofrem preconceito e discriminação, que partem da própria sociedade. Além disso, eles são combatidos por agentes do governo, que deveriam dar assistência. Para o defensor Daniel de Oliveira, as atitudes conservadoras são uma forma de retrocesso. Ele diz que a população em situação de rua é a que mais sofre. “Quando um comerciante vê uma pessoa em situação de rua, em vez de tentar ajudar, chama logo a polícia para retirar aquela pessoa do local”, conta. Ele acredita numa sociedade com uma cultura mais forte em direitos humanos.
Ele explica como a Declaração norteou a Constituição brasileira, que recebeu o nome de Constituição Cidadã. O principal exemplo apontado é o Artigo Quinto. A atual Constituição veio após um período militar, na tentativa de reestabelecer, fortalecer e trazer outros direitos, que não existiam nas cartas anteriores. “A principal garantia são os órgãos fiscalizadores, entre os quais, a Defensoria, o Ministério Público, as ouvidorias de todos os órgãos e o Disque 100”, enumera Daniel.
No entanto, por mais que a caminhada seja longa e que ainda existam retrocessos, é possível perceber alguma evolução, como destaca Daniel. “Se a gente lembrar que a mulher sequer podia votar [hoje podemos ver] que o empoderamento da mulher cresceu muito”, comenta. “Tem legislações, como o Estatuto do Idoso, lei Maria da Penha, lei da inclusão. São várias as medidas no sentido de amparar os direitos humanos”, conclui.
Declaração foi traduzida para mais de 500 idiomas
Dever de todos
Em um pronunciamento oficial, referente à comemoração dos 70 anos da declaração, o Secretário Geral da ONU, António Guterres, disse que os direitos humanos são a base de sociedades pacíficas e do desenvolvimento sustentável. “Hoje, vemos hostilidades perturbadoras, direcionadas contra os direitos humanos, em todas as regiões. Vamos nos manifestar contra essas forças negativas”, declara. Na mensagem ele afirma que a sociedade e os governos, devem se juntar, para garantir que as palavras, sejam traduzidas em ações e manifestações pelos direitos humanos. “Eles protegem todos nós”, finaliza.
Conheça os artigos
Liberdade e igualdade de todos os seres humanos;
Não discriminação;
Direito à vida, liberdade e segurança pessoal;
Proibição de escravatura;
Proibição de tortura e tratamento degradante;
Direito à personalidade jurídica;
Direito à igualdade perante a lei;
Direito a recurso efetivo perante jurisdições nacionais;
Proibição de prisão, detenção e exílio arbitrários;
Direito a ser julgado em público num tribunal independente;
Direito a ser considerado inocente até prova em contrário;
Direito à vida privada, familiar e proteção da correspondência;
Direito a circular livremente no país e de sair e entrar em qualquer país;
Direito de requerer e receber asilo;
Direito à nacionalidade;
Direito de casar e de constituir família;
Direito à propriedade;
Liberdade de pensamento, consciência e religião;
Liberdade de expressão, opinião e informação;
Liberdade de reunião e associação pacíficas;
Direito de participar nos assuntos públicos do seu país e em eleições livres através do voto secreto;
Direito à segurança social;
Direito ao trabalho, a remuneração suficiente favorável e a aderir a sindicatos;
Direito ao repouso e ao lazer;
Direito a um nível de vida adequado;
Direito à educação;
Direito de participar na vida cultural da comunidade;
Direito a uma ordem social para a plena aplicação dos direitos aqui enunciados;
Deveres dos indivíduos para com a comunidade;
Nenhum indivíduo ou Estado pode atentar contra os direitos e liberdades acima mencionados.
Instrumentos de defesa
Ministério Público: Vela pelos direitos básicos do indivíduo. No âmbito penal, é acusador, mas também tem que assegurar que a pena não passe da privação de liberdade, que não haja tortura, maus tratos, nem nada que atente contra a dignidade do ser humano.
Disque 100 do Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos: Tem a competência de receber, examinar e encaminhar denúncias e reclamações, atua na resolução de tensões e conflitos sociais que envolvam violações de direitos humanos.
Conselho de Direitos Humanos do Distrito Federal: Atua segundo a demanda. Pode entrar em qualquer órgão e solicitar qualquer documento na busca de mediação para solucionar o conflito.
Defensoria Pública: É uma instituição criada pelo Estado para defender pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Sociedade: Deve conhecer os direitos e defendê-los.
Novas formas de empreender são fundamentais para o sucesso no mercado atual
Os novos modelos de negócios contam não só com as novas tecnologias, mas também com a coragem e a ousadia do empreendedor para se transformar de dentro para fora
Momentos de mudança estimulam a procura de novas formas de pensar, agir e lidar com as situações que precisam ser enfrentadas, e não é diferente para o ecossistema empreendedor. A nova geração de empreendedores percebeu que o modo tradicional de fazer negócios já não funciona mais. Além de contar com o auxílio das novas tecnologias para transformar os empreendimentos, essa geração conta com a coragem e a ousadia de evoluir como pessoa.
Atualmente, para transformar ou criar um empreendimento, é preciso ser capaz de inovar e assumir riscos para obter sucesso em ambientes instáveis. Para Mariana Borges, uma das idealizadoras da Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, da Fundação Assis Chateaubriand, essa mudança na forma de pensar faz com que o próprio conceito de empreendedorismo seja repensado. Segundo ela, o empreendedorismo não está relacionado apenas a abrir um negócio, mas à disposição para identificar problemas, oportunidades e investir em recursos e competências na criação de um negócio, projeto ou movimento que seja capaz de alavancar mudanças e gerar impacto positivo na sociedade.
Dessa maneira, empreender é ter uma atitude diferente frente aos desafios da vida e dos negócios. E essas mudanças geram novos modelos empreendedores, relacionados à colaboração e à criação.
Inovações e empreendimentos tradicionais
As referências industriais em que as empresas tradicionais foram constituídas já não são mais importantes do que o comportamento das pessoas. Pensando nisso, essas empresas precisam se adequar e repensar seus valores e formas de percepção do mundo e de si mesmos, entender que o risco e a inovação são indispensáveis atualmente. É preciso desenvolver novas formas de se relacionar com o mercado, de forma mais colaborativa, buscando novas práticas de gestão.
Um exemplo de empreendimento que tem crescido e feito sucesso é o das startups, empresas que utilizam novas tecnologias para encontrar soluções para problemas mercadológicos. Elas são enxutas e assumem mais riscos, buscam oportunidades para um crescimento rápido e compartilham esses ideais para se transformar de dentro para fora.
Preparação completa para empreender – Além de compartilhar seu espaço com o ecossistema empreendedor, a Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores oferece um curso de 5 meses que prepara o empreendedor para encarar o mercado de forma mais disruptiva e humana, por meio de técnicas, ferramentas e experiências para quem quer desenvolver uma ideia, abrir um negócio, transformar sua empresa, desenvolver uma startup ou inovar no mercado. As inscrições para a Jornada Ei! podem ser feitas pelo site www.ei.org.br/jornadaei. A próxima turma já começa em 9 de julho de 2018.
Sobre a Ei!
A Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores é um ambiente de conexão, conhecimento e experiências inovadoras, que surgiu em agosto de 2017 para transformar empreendedores de dentro para fora. Nesta comunidade, acredita-se na força das conexões, no aprender fazendo, na criação coletiva, entre outros. Desde o ano passado, também são realizados diversos eventos que reúnem o ecossistema empreendedor da cidade. O espaço também está aberto para receber eventos de terceiros. Informações pelo e-mail ei@facbrasil.org.br A Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores está no Facebook, Instagram e Twitter, com o perfil @ComunidadeEi.
Pesquisa Datafolha mostra que apenas 42% dos brasileiros votariam mesmo que o voto fosse facultativo
Fernanda Barros
Pesquisa Datafolha de 2014 mostrou que 61% dos brasileiros acreditam que o voto no Brasil não deveria ser obrigatório. Resultados dividem opinião pelo país. Cleyton Feitosa, doutorando em ciência política na Universidade de Brasília (UnB) acredita que uma parcela minoritária dessa porcentagem expressa uma posição consciente sobre o assunto.
Para ele, esse resultado expressa sentimentos de indiferença com o processo eleitoral ou fortemente ligados a discursos que enfatizam o caráter corrupto da classe política. “Pra que vou me deslocar da minha casa para exercer algo que não opera transformações?”, questiona. “Qual a garantia que temos de que nossas escolhas eleitorais serão respeitadas?”. Ele acredita que esse sentimento anti-político datado do ano de 2014 se deve também à deposição da então presidente, Dilma Rousseff.
Em comparação com pesquisas Datafolha anteriores, a taxa dos brasileiros contrários ao voto obrigatório vem crescendo desde 2010, e atualmente, essa taxa é a maior já registrada pelas pesquisas. Os resultados mostram ainda que 57% dos brasileiros, entre 18 e 70 anos, não votariam nas próximas eleições, no caso de o voto ser facultativo.
Segundo Feitosa, o voto obrigatório estimula a participação política e a ampliação do debate sobre a vida pública, além de ter caráter educativo do processo eleitoral. “Outro elemento que justifica a obrigatoriedade é a autorização que a população concede aos nossos representantes, fortalecendo o vínculo entre governantes e governados e a legitimidade desse processo”, conta.
A estudante Letícia Dias, tem opinião contrária. “Eu sou contra o voto obrigatório pois, às vezes, as pessoas não têm uma opinião política e não vai realmente fazer uma pesquisa e ir atrás de saber e conhecer”, diz.
Não é o que pensa o aposentado Elitônio Moura, que acredita que ainda é preciso que o país tenha a obrigatoriedade do voto, por conta da falta de escolaridade. Ele diz que o voto só é obrigatório na teoria, já que as pessoas podem anular, colocar em branco, justificar ausência ou pagar multa por não votar. “A gente precisa que todos votem, pois, a população ainda não tem consciência da importância do voto. Ser facultativo abriria precedentes para maior compra de votos”, relata.
Para o estudante de ciências políticas Iago Guimarães, o voto obrigatório é uma tentativa não funcional de educação política para a população, pois, desvia o poder da elite para toda a sociedade.
Ele acredita que é importante para evitar elitismo nas eleições, já que, a maioria da população, se não obrigada, deixaria de votar. Segundo ele, isso deixaria a decisão para pessoas com maiores formações acadêmicas, níveis de riqueza e, até mesmo, tempo livre.
É o que defende a estudante Ludmylla Geiger que votará pela primeira vez este ano. “Sou contra o voto obrigatório. Quem tinha que votar mesmo eram as pessoas que entendem, que não são facilmente manipuláveis e que querem mudança”, conta a jovem. “Tinha que votar mesmo, quem entende de política”, complementa.
Cleyton Feitosa diz ainda que, na realidade atual do Brasil, o voto facultativo seria um agravante na indiferença política da população e afastaria a sociedade da participação, o que dificultaria o processo de educação política necessário para o exercício da cidadania.