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Sistema de Consórcios reforça sua relevância econômica e inicia 2024 como opção assertiva de investimento

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Segundo a ABAC, houve um crescimento de mais de 4 milhões em novas cotas somente o ano passado

O ano de 2023 ficou marcado por um conjunto de conquistas impressionantes para o sistema de consórcios, com registros históricos em diversos indicadores, evidenciando cada vez mais a confiança crescente dos brasileiros e sua expressiva contribuição para a economia nacional. Durante todo o ano, o número total de vendas alcançou a impressionante marca de 4,18 milhões de novas cotas, estabelecendo um recorde histórico e registrando um aumento de 6,4% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

A crescente conscientização sobre educação financeira entre a população tem fortalecido o papel do consórcio como um aliado importante para o planejamento financeiro do consumidor. Atuando em uma ampla variedade de setores, os consórcios têm se destacado como uma opção bem planejada para aquisição de bens móveis, imóveis e contratação de serviços, permitindo a realização de diversos objetivos pessoais, profissionais, familiares e empresariais.

O Sistema de Consórcios apresenta um mecanismo que se destaca por seu planejamento financeiro eficiente, simplicidade e baixos custos, agindo como um facilitador na obtenção de bens ou contratação de serviços. De acordo com Edemilson Koji Motoda, diretor do Grupo KSL, fica cada vez mais evidente a importância do segmento de consórcio para aqueles que desejam adquirir um bem.

“Fazer um consórcio é uma excelente decisão devido ao planejamento e economia envolvidos, especialmente em comparação com o financiamento. Com as instabilidades financeiras que os brasileiros estão enfrentando, o consórcio se destaca novamente como uma das melhores formas de realizar sonhos”, comenta.

Para aqueles que têm interesse em investir nesse setor, Edemilson destaca que há dois passos fundamentais: planejamento e pesquisa de uma administradora autorizada pelo Banco Central. “É importante conhecer suas próprias despesas e receitas, ou seja, saber quanto ganha e gasta. Após isso, é necessário estabelecer metas e objetivos, incluindo o bem a ser adquirido. Informe-se sobre os prazos e valores envolvidos, garantindo que estejam dentro do seu orçamento”.

Motoda também salienta que o sistema de consórcio oferece uma variedade de planos, valores e prazos para proporcionar a melhor opção para cada perfil. “Contudo, é essencial considerar possíveis imprevistos ao longo do caminho, por isso é necessário que o consumidor mantenha uma reserva financeira de fácil acesso. O consórcio contribui de várias maneiras para a sua disciplina financeira e para a alcançar os objetivos pessoais”, conclui.

 

Reconstruir-se: A jornada mais desafiadora e transformadora

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Reconstruir-se é, sem dúvida, o trabalho mais árduo e doloroso que um indivíduo pode empreender. Esta jornada de autotransformação envolve mergulhar nas profundezas de si mesmo, confrontar verdades incômodas e, muitas vezes, mudar radicalmente. É um processo que Sócrates, com sua máxima “Conhece-te a ti mesmo”, já nos incentivava a seguir. Essa reconstrução pessoal exige mais do que simples vontade; requer uma combinação de coragem, resiliência e, acima de tudo, honestidade consigo mesmo.
Na Bíblia, encontramos a história de Paulo, que passou por uma profunda transformação pessoal. De perseguidor dos cristãos a um dos apóstolos mais fervorosos, sua jornada de autodescoberta e mudança é um exemplo clássico de reconstrução do ser. Essa história nos ensina que, independentemente de onde começamos, a possibilidade de renovação e crescimento sempre existe.

A reconstrução de si mesmo muitas vezes começa com um momento de crise ou de profundo questionamento. Pode ser uma perda, uma falha ou um simples despertar para a realidade de que a vida que estamos vivendo não é aquela que desejamos. É nesse ponto crítico que a sabedoria entra em jogo. Como Aristóteles apontava, a sabedoria não é apenas conhecimento teórico; é uma compreensão prática sobre como viver bem. Reconstruir-se é aplicar essa sabedoria para navegar nas águas tumultuadas da mudança pessoal.

No entanto, esse processo pode ser doloroso. Romper com velhos hábitos, crenças e até relacionamentos que não nos servem mais requer uma força interna significativa. É como quebrar e remontar um vaso – o processo de quebrar é doloroso, mas necessário para criar uma nova forma. Cada pedaço remontado traz consigo a promessa de um novo começo, mais alinhado com nossos valores e aspirações mais verdadeiros.

É importante lembrar que a reconstrução de si mesmo não é um processo solitário. A sociologia moderna enfatiza a importância das relações sociais na formação do indivíduo. Estamos, de fato, entrelaçados em uma rede de relações que influenciam quem somos e quem nos tornamos. Reconstruir-se pode significar também reavaliar e fortalecer essas conexões, buscando apoio em amigos, familiares ou grupos que compartilham dos mesmos valores.

Finalmente, reconstruir-se é um ato de amor-próprio e resiliência. É reconhecer que, embora não possamos mudar o passado, temos o poder de moldar nosso futuro. Como disse Carl Jung, “Não sou o que aconteceu comigo, sou o que escolho me tornar”. Esse processo de escolha e transformação é a essência da reconstrução de si mesmo.

Cada passo nessa jornada é uma oportunidade de aprendizado e crescimento. Pode envolver enfrentar medos, questionar crenças limitantes e aprender a perdoar – não só os outros, mas a si mesmo. É um caminho em direção a uma maior autenticidade, onde cada decisão tomada e cada mudança realizada refletem uma compreensão mais profunda de quem somos e do que realmente valorizamos.

A reconstrução de si mesmo, embora desafiadora, é também incrivelmente recompensadora. Ela nos leva a uma vida mais plena e significativa, alinhada com nossos verdadeiros propósitos e paixões. Ao final dessa jornada, não apenas nos transformamos, mas também influenciamos positivamente as pessoas ao nosso redor. Como um farol, nossa transformação pessoal pode inspirar e guiar outros em suas próprias jornadas de crescimento.

A reconstrução de si mesmo é mais do que uma série de mudanças; é um renascimento. Embora seja um caminho marcado por desafios e dores, é também um caminho de imensa beleza e realização. Como disse Rumi, “A ferida é o lugar por onde a luz entra em você”. Essas feridas, esses momentos de quebra, são precisamente onde começamos a reconstruir, mais fortes e sábios do que nunca. E é nesse processo contínuo de reconstrução que descobrimos a verdadeira essência do que significa ser humano.

José Adenauer Lima

ONDE ESTÁ O DINHEIRO DA DENGUE? NINGUÉM SABE, NINGUÉM VIU

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‌A incidência de dengue no Distrito Federal tem apresentado um aumento alarmante. Com o recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), que indica crescimento de aumento de 1.120,6% nos casos prováveis da doença em relação ao mesmo período do ano anterior, fica evidente a urgência de ações eficazes. Mas isso não acontece por acaso. É reflexo de uma realidade igualmente preocupante: os investimentos em prevenção e combate ao mosquito Aedesaegypti foram negligenciados pelo GDF.

A dengue é uma doença que exige necessariamente ações de prevenção para não acontecer uma epidemia como esta de agora. E isso requer dinheiro: verbas que são destinadas a isso. Orçamento este que não pode ser cortado, como foi feito aqui no Distrito Federal. O que se observa é justamente o movimento contrário. Análise da execução orçamentária referente à Secretaria de Vigilância à Saúde, em 2023, mostra uma queda constante e vertiginosa mesmo antes de os recursos chegarem às unidades de execução de programas e políticas públicas.

‌Pior do que deixar de aplicar os recursos orçamentários previstos em ações que poderiam evitar um surto tão grave de dengue, o Governo do Distrito Federal cancelou 70% dos recursos orgamentários originalmente previstos e ainda deixou de executar boa parte do que foi autorizado. Dos quase R$ 29 milhões que foram efetivamente aplicados pelo GDF na Subsecretaria de Vigilância à Saúde, a maior parte teve como origem repasses do Ministério da Saúde, a chamada Fonte 138. Segundo informação do Portal de Transparência da Controladoria Geral da União, essas transferências totalizaram R$ 23.144.395,70.

Na manobra orçamentária para retirar recursos próprios do GDF da pasta da Saúde, restaram apenas R$ 8 milhões para a SVS. O restante era dinheiro do Ministério da Saúde. Desse repasse, apenas R$ 4.039.986,61 foram aplicados em ações diretas de vigilância em saúde e ambiental. O que sobrou foi gasto com manutenção predial (R$ 2 milhões) e com serviços administrativos (R$ 22 milhões). Os recursos locais aplicados às atividades que poderiam ter evitado a epidemia que vivemos hoje se restringiram à cifra de R$ 21.301,70, o equivalente a 16 salários mínimos.

‌Agora, às pressas, em resposta à crise da dengue, a Câmara Legislativa aprovou, nesta semana, projeto de lei nº 892/2024, que confere a gestão do Hospital Cidade do Sol para o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF). O custo? Segundo o próprio governo, R$ 9 milhões, durante 120 dias. De acordo com um dos distritais da Casa, no entanto, impacto da proposta é de cerca de R$ 27 milhões por ano, dos quais R$ 2,2 milhões seriam para operacionalizar os 60 leitos de enfermaria sem suporte de diálise.

‌Este cenário, sem dúvida, evidencia a necessidade de uma revisão das políticas de alocação de recursos e um compromisso maior por parte do governo para enfrentar essa emergência da saúde pública. Agora, além das tendas, anuncia-se um Hospital de Campanha da Aeronáutica: ações necessárias, porém tardias. Segundo dados oficiais, 11 óbitos pela doença foram confirmados, sendo que seis deles foram de pessoas acima de 60 anos, e há ainda a notícia de que até recém-nascidos estão morrendo.

‌E a negligência com a destinação de verbas torna-se ainda pior quando pensamos em grandes densidades populacionais e oferta irregular de abastecimento de água. Na Estrutural, por exemplo, a ocupação Santa Luzia, que tem aproximadamente 15 mil moradores, nem sequer tem saneamento básico. Outros locais, como o Sol Nascente, considerado a maior favela do Brasil, segundo o Censo de 2022, o cenário também se agrava.

Por isso, agora, como o GDF não fez o dever de casa e tenta enxugar o gelo, com tendas e o hospital de campanha, cabe a nós, cidadãos, o engajamento ativo para reduzir a incidência de casos e proteger a saúde de todos. Somente com a colaboração de todos é possível enfrentar essa ameaça chamada dengue. Portanto, peço a todos: eliminem os criadouros nas suas casas.

Esta é a tarefa mais simples e a mais importante que devemos fazer neste momento.

Verifiquem regularmente e eliminem recipientes que possam acumular água parada, como pneus velhos e vasos de plantas, façam a manutenção de áreas externas, mantendo quintais e jardins limpos e usem repelente. Se puderem, conversem com vizinhos e amigos para que eles também tomem tais atitudes. A dengue, como estamos vendo, mata. Cuidem-se!

Gutemberg Fialho
Presidente do Sindicato dos Médicos

Proteja-se dos ladrões de energia: O perigo oculto dos bajuladores

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A sabedoria popular sempre alertou sobre os perigos dos bajuladores, aqueles indivíduos que, com palavras melosas e elogios excessivos, buscam manipular ou se beneficiar de alguma forma. Há uma verdade universal nesse aviso: o roubo de energia. Quando falamos de energia, não estamos apenas falando de vigor físico, mas também de nossa capacidade emocional e mental. Os bajuladores, muitas vezes, são ladrões sutis dessa energia.

O poeta e dramaturgo espanhol, Calderón de la Barca, escreveu: “A bajulação é a moeda falsa que só tem valor por causa da nossa vaidade.” Essas palavras ressoam profundamente quando consideramos como os bajuladores operam. Eles se alimentam de nossa necessidade de aprovação e reconhecimento. Ao nos dizerem exatamente o que queremos ouvir, eles criam uma dependência emocional, um ciclo vicioso onde nossa autoestima passa a depender dos elogios e da atenção deles.

A Bíblia também oferece conselhos sábios sobre esse tema. Provérbios 26:28 alerta: “A língua mentirosa odeia aqueles que ela fere, e a boca lisonjeira causa ruína.” Esse versículo destaca o perigo inerente na bajulação: ela não apenas prejudica aqueles a quem se destina, mas também traz ruína ao próprio bajulador.

Filósofos como Aristóteles também refletiram sobre as relações humanas e a importância da autenticidade. Para Aristóteles, a virtude está no equilíbrio e na sinceridade. Relações baseadas em falsidade e bajulação são, para ele, o oposto do que deveríamos buscar.

Na era das redes sociais e da constante busca por validação externa, o alerta sobre os bajuladores é mais relevante do que nunca. Estamos imersos em um mundo onde os ‘likes’ e os comentários positivos podem facilmente se transformar em fontes de energia emocional. No entanto, é crucial discernir quando esses elogios são genuínos e quando são meras ferramentas de manipulação.

Como nos proteger, então, desses ladrões de energia? Primeiramente, é essencial cultivar uma autoestima saudável que não dependa da aprovação alheia. Quando estamos seguros de quem somos, menos suscetíveis somos à influência dos bajuladores. Além disso, é importante desenvolver a habilidade de discernimento, para diferenciar elogios sinceros de lisonjas interesseiras.

Outro aspecto importante é a prática da humildade. Ao nos mantermos humildes, não damos espaço para que a bajulação nos afete profundamente. A humildade nos permite aceitar elogios com gratidão, mas sem permitir que eles inflam nosso ego a ponto de nos tornarmos vulneráveis à manipulação.

Estar ciente dos perigos dos bajuladores e do roubo de energia é um passo essencial para manter nossa integridade emocional e mental. Cultivar a autoestima, o discernimento e a humildade são armas poderosas contra esses ladrões sutis. Lembre-se, a verdadeira força reside na capacidade de reconhecer e valorizar a autenticidade nas relações humanas, evitando assim cair nas armadilhas da falsa adulação.

Jose Adenauer Lima

 

Ansiedade de início de ano: até que ponto é “normal” ou patológica?

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Após o Carnaval, o ano começa “de verdade” e muitos querem colocar em prática as resoluções de final de ano, o que pode desencadear ou piorar quadros ansiosos; psiquiatra da SIG explica o que pode caracterizar um quadro preocupante

A frase “depois do Carnaval eu resolvo a minha vida” é famosa no Brasil, e muitas pessoas realmente procrastinam e deixam para colocar os planos do Ano Novo em ação somente depois da data, seguindo à risca essa mentalidade. O problema é que o início de ano é uma época típica em que a ansiedade pode surgir, ou aumentar em quem já convive com esse problema.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 9,3% da população brasileira sofre de ansiedade, deixando o país em 1º lugar no ranking dos mais ansiosos. “Estamos falando de um transtorno mental, ou seja, de uma doença, que afeta grande parte da população e diminui consideravelmente a qualidade de vida dessas pessoas”, comenta o Dr. Ariel Lipman, médico psiquiatra e diretor da SIG – Residência Terapêutica.

O transtorno mental pode ser grave se não acompanhado e tratado, no entanto, existe um outro lado da ansiedade, em que ela é considerada “transitória”, e não uma doença. “Todo mundo passa por situações em que desencadeiam uma ansiedade, é normal, por exemplo, a pessoa não conseguir dormir antes de uma prova importante”, comenta o especialista.

Afinal, até que ponto a ansiedade é normal?

A “ansiedade normal”, ou melhor, ansiedade não patológica, faz parte da vida de qualquer pessoa, causando sintomas, segundo o Dr. Lipman, como dilatação da pupila, aumento de frequência cardíaca e respiratória e até mesmo insônia.

“Os sintomas podem ser parecidos com os da ansiedade patológica, o que muda é a intensidade e a frequência. Nosso corpo tem um limite e se os sintomas negativos começam a se apresentar corriqueiramente, é necessário procurar ajuda”, explica.

Ou seja, quando essas alterações passam a fazer parte da vida da pessoa com muita frequência, de forma intensa e duradoura, atrapalhando sua qualidade de vida, ela pode significar um transtorno mental.

Causas e sintomas

São diversas as causas da ansiedade, podendo ocorrer por problemas familiares, desequilíbrios cerebrais, traumas, entre outros. Os sintomas também variam e podem ser tanto físicos quanto psíquicos. “Esses pacientes podem ter tensão muscular, taquicardia ou palpitações, dor no peito, transpiração em excesso, dor de cabeça, tontura, além de sensação de desrealização, quando o ambiente parece todo diferente, ou sensação de despersonalização, quando a pessoa parece não se reconhecer mais”, resume o médico psiquiatra.

Ele alerta que é fundamental ficar sempre atento a esses indícios e, caso necessário, procurar ajuda especializada o quanto antes for possível.

 

Acompanhamento da fertilidade: entenda a importância de iniciar o rastreio após os 25 anos

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Busca por informações sobre fertilidade pode auxiliar no planejamento familiar e atuar na prevenção, diagnóstico e mudanças futuras no estilo de vida da paciente

De acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres têm engravidado cada vez mais tarde no Brasil. Nos últimos 10 anos, o aumento na faixa etária que vai dos 35 aos 39 anos foi de 63%, enquanto a taxa de nascimentos entre mães com até 19 anos caiu 23% no mesmo período. Para essas brasileiras, o desejo vem ligado a um projeto de vida maior, no qual ter filhos significa aumentar a família e dar continuidade às suas gerações como parte de uma jornada planejada.

Em partes, esse movimento vem acompanhado dos avanços na ciência que permitem que a definição sobre o melhor momento para engravidar não tenha o relógio biológico como uma barreira. Segundo dados do FERTGROUP, grupo de clínicas referência em Medicina Reprodutiva no Brasil e na América Latina, as brasileiras têm procurado tratamentos de fertilidade por volta dos 37 anos. Isso mostra, de acordo com Edson Borges Jr, Diretor Médico do FERTGROUP e Diretor Científico do Instituto Sapientiae e do Centro de Estudos e Pesquisa em Reprodução Assistida, que essa mudança de comportamento também traz consigo a necessidade de mais informação sobre as alternativas de acompanhamento da fertilidade.

“O recomendável é que esse acompanhamento entre no check-up da mulher antes dos 30 anos. Mesmo sendo um plano futuro, é importante ter as informações necessárias para que se possa planejar alternativas conforme os desejos da paciente. Quando há uma maior espera na tomada de decisão da gestação e não é realizado um planejamento, as chances de sucesso dos tratamentos de fertilidade podem ser menores”, comenta.

Dentre os possíveis exames solicitados para esse acompanhamento, os mais comuns são:

  • Exames hormonais, para avaliação da reserva ovariana
  • Ultrassom transvaginal, para a avaliação dos ovários e útero
  • Avaliação laboratorial das infecções sexualmente transmissíveis (IST)

“Através deste primeiro passo, analisamos os resultados e, se houver necessidade, podemos solicitar novos exames para aprofundar esse check-up. A mulher tem uma perda progressiva da qualidade e quantidade dos óvulos, que acaba se intensificando com a idade, por isso, esse monitoramento é muito importante para prevenir, diagnosticar ou se adequar às mudanças futuras no estilo de vida “, explica o médico.

Devo me planejar financeiramente?

Dentro do planejamento familiar, é preciso ainda ir além da orientação. Ter um olhar que englobe a organização financeira também é um passo importante na decisão de ter filhos.

“Felizmente, temos hoje possibilidades na medicina reprodutiva que permitem tomar decisões mais assertivas quanto ao desejo de ter filhos no futuro. E, quando esse planejamento é realizado de forma integral, é possível ter acesso às melhores opções, além de contar com uma maior segurança em caso de imprevistos”.

Até quando é possível adiar a gestação?

Segundo uma pesquisa recente realizada pela WIN, uma provedora de benefícios de construção familiar, com mil mulheres norte-americanas que decidiram adiar a maternidade para após os 35 anos de idade, foi mostrado que relacionamentos, estilo de vida e questões financeiras foram os principais precursores para essa escolha.

Contudo, para tomar a decisão com uma maior segurança, mesmo que ainda haja a incerteza sobre o desejo ou não de ter filhos, o acompanhamento da fertilidade no check-up da mulher pode auxiliar em possíveis alternativas, como é o caso do congelamento de óvulos.

“O congelamento geralmente é indicado a partir dos 30 anos, mas isso não impede que ele possa ser realizado antes. Ou seja, quanto mais jovem for a paciente, melhor será a qualidade dos óvulos”, destaca.

Vale lembrar ainda que não existe uma idade exata para que a paciente use seus óvulos congelados, caso apresente uma boa condição de saúde. Contudo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) recomenda que sejam utilizados antes dos 50 anos, para uma maior segurança da saúde da paciente e do bebê.